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Posts de abril 2011

Vale dos Vinhedos lidera premiações na Expovinis

30 de abril de 2011 0

O Melhor Vinho Tinto Nacional e o Melhor Espumante Nacional segundo o Top Ten da Expovinis Brasil 2011 são mais uma vez do Vale dos Vinhedos. Os prêmios foram conferidos para o Casa Valduga 130 Brut da Casa Valduga e o Pizzato DNA 99 safra 2005 da Pizzato Vinhas e Vinhos. De 10 categorias, estas são as únicas duas dirigidas ao produto nacional.

A conquista demonstra a alta qualidade dos produtos que são elaborados no Vale dos Vinhedos. Tanto é verdade que nas duas categorias o primeiro lugar ficou com o Vale, repetindo o resultado de 2010.
- É uma posição que nos orgulha e ao mesmo tempo nos mostra que a qualidade e identidade dos vinhos do Vale destaca a evolução da produção nacional que hoje é reconhecida mundialmente - comemora o presidente da Aprovale, Rogério Carlos Valduga.
* Com informações da Aprovale

Publicação mostra mapa da fauna ameaçada

30 de abril de 2011 0
Um levantamento divulgado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade mostra que metade das 627 espécies brasileiras ameaçadas de extinção vive em unidades de conservação federais, onde estão mais protegidas do risco de desaparecer da natureza. O Atlas da Fauna Brasileira Ameaçada detalha quais são e onde estão as trezentas e 14 espécies encontradas em unidades de conservação.
Entre os animais ameaçados estão o peixe-boi-da-amazônia, a onça-pintada, o mico-leão-dourado e a arara-azul. A meta brasileira, assumida diante da Convenção da Organização das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, é garantir que 100% dos animais ameaçados tenham exemplares em territórios protegidos.
(Milena Schoeller)

Vai começar nova etapa de vacinação contra a aftosa

30 de abril de 2011 0
A ação, que inicia neste domingo (1º) se estende até o final do mês de maio, tem por objetivo imunizar pelo menos 95% do rebanho bovino gaúcho. Serão disponibilizadas cerca de 4,5 milhões de vacinas, 10% a mais que no ano passado.
Uma das novidades é a priorização de doses para municípios que vão habilitar vacinadores comunitários capacitados para a aplicação da vacina. O objetivo é evitar a má aplicação no animal e a perda por causa do manuseio.
O chefe do Serviço de Doenças Vesiculares da Secretaria da Agricultura, Fernando Groff, alerta para o momento de vacinação em meio à temporada de feiras de outono no Estado. Ele recomenda que os produtores que colocam animais à venda nos remates se agilizem para não perder possíveis negócios.
- As pessoas que precisam movimentar seus animais executem a etapa o quanto antes para evitar empecilhos com participações em exposições e feiras, para não precisar, na última hora, correr atrás da vacinação e perder algum negócio - informa.
Os produtores não poderão movimentar o rebanho durante os períodos de imunização, caso não estejam em dia com a vacinação. A indicação da Organização Mundial de Saúde Animal é de que um mínimo de 85 por cento deve ser vacinado.

Áudio Campo e Lavoura:Rio Grande do Sul vai iniciar mais uma etapa de vacinação contra a febre aftosa

Caminhos de Pedra é opção de lazer na Fenavinho

30 de abril de 2011 0
Situada entre lindos vales, cobertos de parreirais, habitada por um povo hospitaleiro, que sabe manter unidos tradição e progresso, Bento Gonçalves oferece cantinas de vinhos rudimentares, adegas de vinhos familiares e vinícolas de grande porte, além da arquitetura centenária. A partir deste final de semana até o dia 8 de maio, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves, os visitantes terão a oportunidade de conhecer cantinas de várias regiões produtoras do Brasil, além de conferir uma gastronomia diversificada.
O presidente da Fenavinho enfatiza a importância do evento em divulgar as indústrias vinícolas e principalmente valorizar o vinho brasileiro. João Strapazzon salienta a questão da concorrência com o produto importado.
- Nós precisamos mostrar para o Brasil que nós temos um produto bom, autêntico, fazer com que o pessoal veja que essas medalhas, esses prêmios, que as vinícolas da região ganham em concursos internacionais, são merecidos. Nós recebemos pela qualidade do nosso produto.
Bento Gonçalves nasceu forte com a cultura da uva e produção do vinho, mas destaca-se ainda em outras atividades como móveis, setor metalúrgico e plástico, alimentício, têxtil e outros. A historiadora Terciane Luchese afirma que é importante agregar ao desenvolvimento econômico do município alguns elementos históricos, como, por exemplo, a questão da colonização que se diferencia do resto do Brasil. Ela destaca que as pequenas propriedades, a policultura e a mão-de-obra livre são diferenciais que marcam o início da história de Bento Gonçalves. Terciane salienta a importância dos imigrantes italianos e também de outras etnias.
- Nós tivemos a participação de outros grupos importantes, de outras etnias, poloneses, tivemos outros pequenos grupos, inclusive de espanhóis, que foram colonizando essa região, e que pelos conhecimentos que trouxeram, já vivendo uma era industrial na Europa, acabam fazendo sim a diferença, e acabam tendo incentivos prá já no início do século 20 terem uma pequena industrialização, mesmo que artesanal, uma série de processos de manufatura.
A historiadora enfatiza o empreendedorismo da população que ao longo das gerações foi transmitindo para os jovens a cultura de ter o seu próprio negócio.
Entre as diversas atrações turísticas da região, estão os Caminhos de Pedra, um roteiro criado em 1992. Em um dos primeiros núcleos da imigração italiana no Rio Grande do Sul, as construções de pedra retratam com fidelidade a história de mais de um século da imigração. O caminho possui casas totalmente de pedras, construídas em 1880, outras com porão de pedra e o restante de madeira, erguidas em 1910, e as casas de alvenaria construídas sobre o porão de pedra, no ano de 1940. O Caminhos de Pedra é um roteiro onde se tem a maior concentração de casas de pedra numa única Linha, a Linha Palmeira, segundo o presidente da rota turística, Wilson Strapazzon.
- São várias casas, todas elas distantes uma das outras, não são bem próximas, mas todas ao longo de uma mesma linha, saindo de Bento Gonçalves, passando por várias comunidades. Tem a comunidade de Santo Antoninho, São Pedro, Santo Antonio, e vai seguindo até o Santuário de Caravaggio. É um roteiro que começou com algumas casas e ao longo do tempo as famílias estão aderindo a esse roteiro, esse projeto.
Em muitas dessa casas ainda vivem descendentes diretos dos imigrantes. São "noninhos" de 70, 80 e até 90 anos de idade, que tropeçam no português para contar a história dos antepassados. Strapazzon, que é da quarta geração, afirma que muitos visitantes são descendentes de  italianos e se emocionam ao conhecer como seus antepassados viviam e ao ouvir o dialeto vêneto, ainda utilizado pelos moradores da Linha Palmeira. Entre as maiores atrações do Caminho estão a Cantina Strapazzon, o moinho Bertarello, a ferraria dos Ferri e a casa dos teares, da família Vanni.
Para saber mais sobre a Fenavinho e os Caminhso de Pedra acesse o site www.bentogoncalves.rs.gov.br.

Áudio Campo e Lavoura: Bento Gonçalves divulga a qualidade e a evolução dos vinhos elaborados em terras brasileiras

Secretaria realiza apreensões de carnes

30 de abril de 2011 0
Técnicos da Secretaria da Agricultura fizeram a apreensão de 750 quilos de carne suína no Posto Fixo de Divisa, no município de Irai. Ao tentar dar entrada no Rio Grande do Sul, a carga foi embargada e destruída.
Originária de Santa Catarina, a carne possuía apenas selo do Serviço Estadual de Inspeção (SIE) do estado vizinho, que, segundo a Lei federal nº 7.889/89, não admite a comercialização em outros estados da federação. Para tal, somente com SIF (serviço federal).
Além disto, os produtos estavam sendo transportados a uma temperatura de 26ºC, quando o máximo permitido para carne suína resfriada é de 7ºC. A destruição da carga foi realizada em um estabelecimento Cispoa, em Seberi, sob a supervisão de médicos veterinários da Secretaria.
Somente em cargas de produtos de origem animal, o Posto de Irai já fiscalizou, neste ano de 2011, mais de 4,4 mil cargas, com um volume total de 101 milhões de quilos de produtos. Destes, 6,5 milhões de quilos foram de carne suína.
Horizontina
Durante realização de fiscalização de rotina, a Brigada Militar abordou um caminhão frigorífico do município de Doutor Mauricio Cardoso, carregado com carne in natura sem a documentação necessária. Os produtos de origem animal necessitam do carimbo do serviço de inspeção estadual para poderem ser comercializados fora da jurisdição de seu município. O caminhão frigorífico apreendido pela BM transportava a carne somente com a inspeção municipal.
Após a abordagem, a Brigada chamou os técnicos da Inspetoria Veterinária e Zootécnica (IVZ), de Horizontina, que verificaram que a carga estava em condições de consumo, pois transportada na temperatura certa.
Entretanto, devido ao não cumprimento da legislação no tocante à documentação, o lote foi apreendido e doado ao Hospital Oswaldo Cruz daquele município. A carga era formada por 80 quilos de carne bovina com osso, 20 quilos de carne suína com osso e 100 quilos de miúdos (coração e fígado) bovinos.
O medido veterinário Robson Garagorry da Rosa e os servidores José Viana do Nascimento e Vitor Muller expediram auto de infração e de apreensão dos produtos. Segundo Garagorry, o matadouro de Doutor Maurício Cardoso é reincidente neste tipo de infração.
* Com informações da Secretaria da Agricultura do RS

Chuvas amenizam prejuízos na Campanha

29 de abril de 2011 0

Enquanto nos primeiros meses de 2011 as chuvas ficaram abaixo do esperado em quase todas as regiões do Estado, em abril, de forma geral, foram registrados desvios positivos em relação à média mensal. As precipitações ocorridas na Campanha e na Zona Sul estão aos poucos amenizando os efeitos causados pela estiagem que há meses atingia estas regiões. Choveu, em volumes variáveis, em praticamente todos os municípios prejudicados pela estiagem.

As precipitações têm sido suficientes para restaurar a umidade e repor parte do volume das aguadas e açudes, contudo a plena capacidade de armazenagem ainda não foi recuperada. Foram benéficas também para a bovinocultura de corte, já que afetaram positivamente o campo nativo e as novas pastagens de outono/inverno. Contudo, o impacto não é imediato com o gado apenas mantendo o peso, já que as pastagens de verão, como o sorgo forrageiro, estão em final de ciclo. A expectativa é que a retomada da engorda ocorra a partir do mês de maio, quando estarão aptas as pastagens de azevém e aveia.
No caso da bovinocultura de leite, as fortes chuvas podem comprometer a oferta nas regiões Metropolitana, Vales do Taquari e Caí, Central e Noroeste do Estado. Nessas regiões o grande volume de água interrompeu o plantio das pastagens de inverno, o que poderá atrasar o plantio das novas áreas das forrageiras de outono/inverno. Nas demais os volumes foram mais moderados e beneficiaram a germinação e o desenvolvimento das áreas recentemente implantas, assim como o preparo do solo nas áreas que ainda estão por ser cultivadas.
Para os grãos foi um período de interrupções nos trabalhos de colheita das lavouras de verão mas, de maneira geral, o quadro é positivo. A colheita do arroz foi retomada após as chuvas ocorridas durante os feriados de Páscoa alcançando, no momento, 93% do total plantado e se encaminhando para o final da safra 2011, assim como a soja, cuja colheita atingiu percentual de 88% do total plantado, com os restantes 12% já maduros e prontos para a colheita.
O desenvolvimento da lavoura de feijão também é muito bom nas áreas de cultivo da 2ª safra e a colheita já atinge cerca de 46% da área estimada de 25.117 ha, com excelente produtividade. A colheita do milho também evolui dentro da normalidade na comparação com anos anteriores, chegando a 68% da área. Se por um lado as chuvas atrapalharam, em parte, a colheita, por outro deram boas condições para as lavouras plantadas mais tardiamente e que se encontram em fase de enchimento de grão.
As precipitações afetaram também a produção de hortigranjeiros, que apresentou prejuízos em áreas pontuais do Estado. Algumas olerícolas, em especial as hortaliças folhosas como a alface, tiveram severos danos nas maiores áreas produtoras, principalmente no entorno da Grande Porto Alegre, fazendo com que as quantidades aprontadas no período ficassem sem condições de aproveitamento, reduzindo drasticamente a oferta e, como consequência, havendo aumento nos preços de 87%, passando de R$ 0,67 o pé para R$ 1,25.
* Com informações da Emater

Feiras de Outono movimentam o final de semana

29 de abril de 2011 0

Os técnicos da Secretaria da Agricultura já estão trabalhando para as Feiras de Outono que movimentam onze municípios gaúchos neste próximo fim-de-semana. À exceção de Alegrete, onde a exposição iniciou no dia 27 e se encerra nesta sexta-feira (29), e de Bagé, cuja XXXVII Feira de Outono de Terneiros, Terneiras e Vaquilhonas – a segunda mais antiga do Rio Grande do Sul, ocorre nos dias 28 e 29 de abril, as demais começam nesta sexta-feira (29) ou no sábado (30).

De acordo com o chefe do Serviço de Exposições e Feiras da Seapa, Honório Franco, é de responsabilidade da Secretaria o controle sanitário de cada mostra.
- Primeiramente, fazemos uma inspeção nos Parques antes da realização do evento. Trabalhamos também na recepção dos animais, no controle da documentação, onde devem estar comprovadas as vacinas recebidas pelos animais, e na expedição das Guias de Trânsito Animal (GTAs) para entrada e saída dos locais das feiras - explicou Franco.
Para as feiras deste outono, o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, assinou Ordem de Serviço permitindo a entrada de terneiros, terneiras e vaquilhonas com peso abaixo do usual, com a intenção de minimizar os prejuízos que os produtores tiveram com a estiagem que assolou o estado, e desembaraçar a comercialização dos animais. Para os terneiros e terneiras, está estipulado 20 quilos a menos do peso definido na norma anterior, e para as vaquilhonas 30 quilos a menos.
Cada evento possui regulamentação própria, aprovada pelos Sindicatos Rurais dos municípios, organizadores das feiras. Segundo o técnico agrícola da IVZ de Encruzilhada do Sul, Luiz Ernesto Marques, usualmente, os animais entram nos Parques no dia anterior ou no primeiro dia da mostra, pela manhã.
As feiras do fim de semana
* De 28 a 30 de abril
IV Feira de Terneiros, Terneiras e Vaquilhonas, em Itacurubi;
* De 28 a 30 de abril
Feira de Terneiros, Terneiras e Vaquilhonas de Primavera, em São Luiz Gonzaga;
* De 28 de abril a 1º de maio
XXII Feira de Terneiros, Terneiras, Novilhas e Novilhos, em Butiá;
* De 29 a 30 de abril
XVI Feira de Outono do Terneiro e da Vaquilhonas, em Encruzilhada do Sul;
I Feira de Terneiros, em Muitos Capões;
XVII Feira de Terneiras, XXI de Terneiros e XV Vaquilhonas, em Santo Antonio da Patrulha;
XI Feira de Terneiros, Terneiras e Novilhas, em São Francisco de Paula;
V Feira de Terneiros, Terneiras e Vaquilhonas, em Triunfo;
* De 30 de abril a 8 de maio
XXXIV Feira de Terneiras, XXXIII de Terneiros e XXIX de Vaquilhonas, em Santo Ângelo.
* Com informações da Secretaria da Agricultura do RS

Divulgada avaliação de cultivares do trigo

29 de abril de 2011 0
A produtividade média das lavouras de trigo na safra passada foi de 9 mil quilos por hectare. Isto representa cerca de 150 sacas. A avaliação é de levantamento da Farsul e da Fundação Pró-Sementes. A média dos últimos quatro anos, desde que a pesquisa foi iniciada, é de 6 mil quilos por hectare.
Segundo o presidente da Comissão de Grãos da Farsul, o convênio avalia o rendimento e as características das cultivares indicadas pelo zoneamento agrícola em diferentes regiões produtoras. Jorge Rodrigues destaca que a ideia é ajudar o produtor no planejamento e na tomada de decisão sobre a lavoura.
- É a consolidação de uma proposta, de uma ferramenta contributiva para o produtor e para a assistência técnica na tomada de decisão na hora da elaboração de um projeto para a cultura do trigo - ressalta
A avaliação das cultivares também é feita para a cultura da soja. O dirigente da Farsul salienta que as lavouras experimentais do grão estão sendo colhidas e os resultados devem ser divulgados no mês de julho.

Manutenção de embargo russo surpreende

29 de abril de 2011 0
Técnicos da Rússia estiveram no Rio Grande do Sul no início de abril avaliando quatro plantas frigoríficas. Ao todo, foram 29 visitas técnicas feitas pela missão russa em todo o país.
O embargo foi mantido para 13 unidades que pretendiam retomar às exportações para aquele país. Além disso, outras fábricas que esperavam abrir mercado para a Rússia não foram habilitadas. Eles não estariam satisfeitos com o nível de exigências aplicado pelo Programa Nacional de Controle de Resíduos.
Para o superintendente do Ministério da Agricultura no Estado, a expectativa era de um resultado melhor. Francisco Signor reconhece que falta mais atenção durante a supervisão de missões estrangeiras no país.
- Se o ministério não der mais atenção e, em cada Estado der uma acolhida melhor e acompanhar mais de perto as ações e supervisões feitas pelas autoridades que aqui virão, teremos maiores problemas ainda. Tenho a sensação que, nos últimos tempos, tem caído a qualidade e o atendimento dado às missões estrangeiras - avalia.
Já o presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes do Rio Grande do Sul (Sicadergs) indica que o mercado não deve se alterar neste momento. Ronei Lauxen não acredita que a medida terá interferência nos volumes e receitas de exportações, já que os frigoríficos embargados já redirecionaram a produção para outros países.
- As plantas que já vinham com uma situação de restrição redirecionaram os volumes de produção direcionados para aquele mercado e para outras plantas que continuavam habilitadas. Então concluímos que não teremos efeitos imediatos em termos de volumes ou de valores nas exportações - informa.
Durante a visita ao Rio Grande do Sul, os russos avaliaram as plantas do grupo Marfrig, em Bagé, da Doux Frangosul, em Caxias do Sul, da Brasil Foods, em Marau e da Cotrijuí, em São Luiz Gonzaga.
A Rússia é o maior importador de carne do Brasil. No ano passado, as compras do produto geraram receita de US$ 2 bilhões.

CMN aprova medidas de apoio aos arrozeiros

29 de abril de 2011 0
O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou nesta quinta-feira (28) a reabertura do prazo para contratação pelos produtores de arroz com o Programa de Estímulo à Produção Agropecuária Sustentável (Produsa).
O prazo foi encerrado no dia 31 de março e será reaberto até 30 de setembro de 2011. Muitos produtores não conseguiram acessar a linha de financiamento devido aos atrasos na liberação das licenças ambientais, o que ocorreu há apenas poucos dias.
- É mais um prazo para eles fazerem os investimentos necessários para recompor as lavouras - explicou o secretário de Política Agrícola do Ministério de Agricultura, Edilson Guimarães.
O Programa é uma linha especial de financiamento para atender os agricultores afetados pelas consequências climáticas entre 1º de novembro de 2009 e 31 de março de 2010. O objetivo é propiciar a recuperação da capacidade produtiva da área e a implantação da safra seguinte.
Também em favor dos rizicultores, o Conselho decidiu pela prorrogação de até 100% do saldo devedor das operações de Empréstimo do Governo Federal (EGF) de arroz da safra 2009/2010.
- Isso vai dar um fôlego para os produtores que estão com o preço muito baixo e a ideia é dar uma condição melhor para eles pagarem os empréstimos - afirmou Guimarães.
A medida vai beneficiar os produtores do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina que ainda enfrentam dificuldades para liquidação dos empréstimos. Pela Resolução nº 3.952, de 2011, a prorrogação dos prazos de vencimento estava limitada a até 80% do saldo devedor.
Aprovação
O coordenador da Comissão do Arroz da Farsul e presidente da Câmara Setorial Nacional do Arroz, Francisco Schardong, disse que as medidas aprovadas nesta quinta-feira aliviam a pressão sobre os produtores.
- Esse é um compromisso que o governo federal tinha com quem perdeu a lavoura e os bens pessoais com a enchente de 2010 na região central do Estado. Auxilia produtores que estão em situação difícil com a lavoura e a sustentação da família - destacou Schardong.
Para o dirigente da Farsul, a medida vai frear a oferta de arroz com preço abaixo do mínimo e dar um fôlego para os produtores.
- Não temos como estimar o número de arrozeiros que honrou os 20% até agora, mas muitos fizeram novas dívidas para quitar a parcela - encerrou Schardong.
* Com informações do Ministério da Agricultura e da Farsul