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Posts de junho 2011

Quem fez essa história - Nestor Tipa Júnior

30 de junho de 2011 0
Nestor Tipa Júnior é o repórter fixo do Campo e Lavoura há mais de quatro anos.
"Em 2007, quando o Campo e Lavoura era produzido ainda pelo Canal Rural, fui designado para fazer parte da equipe da Rádio Rural, que, entre diversas funções, tinha a produção do Campo e Lavoura para a Rádio Gaúcha. Fui para a produção e acabei, em pouco tempo, até por uma questão estratégica de foco do Canal Rural em nacionalizar o conteúdo, entrando para a reportagem, onde estou até agora. O Campo e Lavoura foi, para mim, uma retomada da minha carreira, já que havia direcionado minha vida profissional para outros meios, e voltei a fazer o que mais gostava. E me apeguei ao projeto por se tratar de um tema envolvente, que é muito importante para a sociedade, mas pouco valorizado. E nessa reconstrução dos 25 anos pude perceber ainda mais a importância do programa para quem vive desta atividade e a repercussão e responsabilidade que temos. Por tudo isso me orgulho de fazer parte dessa história".

Rio Grande do Sul prorroga isenção de ICMS de suínos

30 de junho de 2011 0

A Secretaria da Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul prorrogou por mais dois meses a isenção de ICMS sobre a comercialização de suínos vivos para outros Estados. O decreto foi publicado nesta quinta-feira (30), no Diário Oficial do Estado.

Conforme o Secretário da Fazenda, Odir Tonollier, a medida tem por objetivo escoar o excesso de oferta de suínos vivos em relação à capacidade de abate da indústria gaúcha.
- A manutenção da isenção evita que esse excesso de oferta de animais, agravado pelo embargo da Rússia à produção brasileira, prejudique o preço pago ao produtor - disse.
Assim, continuarão isentas de ICMS, até 31 de agosto deste ano, as operações com suínos vivos destinados para outros Estados, normalmente tributados a 12%. A isenção ocorre desde o dia 1º de fevereiro, quando o Rio Grande do Sul isentou o imposto em resposta à medida adotada por Santa Catarina. Em 1º de maio ocorreu a primeira prorrogação, por dois meses, também devido ao excesso da oferta de suínos vivos no Estado.
O setor de carnes é alvo de constantes benefícios fiscais pelos demais Estados. O Rio Grande do Sul vem tentando estabelecer entendimentos no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para uma maior equalização do tratamento tributário, com vistas a minimizar problemas de competitividade para a produção gaúcha.
* Com informações do Governo do Estado do RS

África do Sul abre mercado para carne suína

30 de junho de 2011 0

O Brasil conquistou mais um mercado para a carne suína nacional. O Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca (DAFF) da África do Sul liberou a importação do produto, após reunião na última semana com técnicos do governo brasileiro. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (29), pelo ministro da Agricultura, Wagner Rossi.

- A abertura do mercado sul-africano é um marco para o Brasil, pois é o último país a reverter a sua posição desde o foco de febre aftosa em 2005 registrado no nosso país. A África do Sul é um mercado promissor de algo em torno de US$ 40 a US$ 50 milhões por ano - informa o ministro.
As últimas negociações para a liberação da carne ocorreram na sexta-feira passada (24), em Pretória, durante encontro do diretor de Assuntos Sanitários e Fitossanitários do Ministério da Agricultura, Otávio Cançado, com dirigentes do Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca (DAFF) sul-africano.
Para que os embarques sejam retomados, o governo sul-africano irá oficializar, em breve, a decisão e enviar um modelo de certificado sanitário internacional para as autoridades brasileiras. O documento indicará os critérios para as exportações da carne suína nacional. Hoje o Brasil já exporta carne bovina e de frango para o país africano.
As negociações com a África do Sul estavam entre as prioridades do Ministério da Agricultura neste ano, no sentido de ampliar e diversificar os mercados compradores da carne suína nacional. Em abril, um dos maiores consumidores do produto, a China, também anunciou o início das importações de carne suína brasileira. Na ocasião, a delegação brasileira chefiada pela presidenta Dilma Rousseff esteve em Pequim. O ministro Wagner Rossi participou da comitiva. O governo ainda está em entendimento avançado com a Coreia do Sul e o Japão para autorizar os embarques do produto nacional.
Comércio bilateral
Em 2010, o Brasil exportou US$ 451,7 milhões em produtos agropecuários para a África do Sul. A carne de frango é o principal produto embarcado para o país com receita de US$ 161,4 milhões, no ano passado. Em seguida, estão os produtos do complexo sucroalcooleiro (açúcar e etanol), com US$ 58,8 milhões (US$ 56,6 milhões referem-se às exportações de açúcar). De janeiro a maio de 2011, as exportações para os sul-africanos totalizaram US$ 246,3 milhões, valor 19,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Nos cinco primeiros meses do ano, as carnes (frango e bovina) geraram a maior receita dos embarques brasileiros, com US$ 102,2 milhões, elevação de 20,8% em relação ao período de janeiro a maio de 2010.
* Com informações do Ministério da Agricultura

Arrozeiros cobram na Casa Civíl subvenção de preços

30 de junho de 2011 0
Os produtores de arroz do Rio Grande do Sul estiveram reunidos na manhã desta quarta-feira (29) com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. No encontro, em Brasília, os arrozeiros, juntamente com deputados das bancadas gaúcha e catarinense, pediram urgência em novas ações para amenizar a crise vivida pelo setor.
Entre as principais medidas, estão o pedido de subvenção de preços, que equilibraria o valor pago pelo mercado com o preço mínimo, e o reescalonamento de dívidas dos produtores com os bancos privados. A ministra pediu tempo para analisar as propostas do setor produtivo. Segundo o deputado federal Luiz Carlos Heinze, a expectativa é de uma resposta até o final desta semana.
- Esperamos que possamos ter uma definição se vão aceitar o programa de subvenção ou não, que não foi totalmente descartado. Precisamos também acertar a questão das dívidas, nesta prorrogação que os produtores precisam, principalmente dos bancos particulares e dos bancos de fábrica, de uma definição para este assunto - ressalta.
O governo federal já anunciou no início da semana novas medidas para ajudar os produtores. Foram liberados recursos de R$ 427 milhões para retirar pelo menos um milhão de toneladas do grão do mercado. Além disso, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) flexibilizou regras para credenciamento de armazéns, medida pedida pela cadeia produtiva. A medida deve facilitar a renovação de contratos de pelos menos 300 depósitos no Rio Grande do Sul, agilizando a compra do produto pelo governo federal através dos mecanismos já anunciados.

Agricultores ocupam prédios públicos em Porto Alegre

30 de junho de 2011 1
O objetivo da mobilização, que ocupou prédios públicos na manhã desta quarta-feira (29), em Porto Alegre, foi sensibilizar o governo federal sobre a situação das dívidas dos pequenos produtores, agravada por problemas climáticos e variações de preços. Em Brasília, um grupo negociava medidas para amenizar a situação do setor.
Ficou acertado que o pagamento de R$ 2 mil referente a créditos emergenciais será prorrogado por um período de quatro anos, com pagamento em quatro parcelas de R$ 500,00, com primeira vencendo em 30 de novembro. Já as dívidas de anos anteriores relativas à parcelas de investimentos com vencimento nos próximos 60 dias foram prorrogadas, bastando o agricultor apresentar o pedido no banco.
O assessor de política agrícola da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag), Aírton Hochscheid, informa que um grupo de trabalho entre governo e produtores vai ser formado para viabilizar outras ações.
- Quanto a outras dívidas de investimento, já está agendado para o dia 20 de julho a primeira reunião do grupo de trabalho que vai discutir o endividamento. Se não chegarmos a um acordo no dia 20, faremos novas reuniões semanais até que se consiga costurar um acordo que satisfaça o interesse dos produtores - explica.
A mobilização se encerrou no início da tarde. O dirigente da Fetag afirma que os agricultores vão se manter em estado de alerta e cobrar que tais medidas sejam cumpridas.

Entrevista Hugo Paz

30 de junho de 2011 0
Natural de Porto Alegre, Hugo Paz seguiu o caminho para o campo, onde se instalou em Quaraí. Tanto se engajou na luta em defesa dos produtores que chegou à presidência da Farsul no início dos anos 90. Ele lembra que foi uma época de muita dificuldade por causa de indefinições políticas e econômicas.
- Eu presidi a Farsul de fevereiro de 1991 a março de 1997. Nestes seis anos convivi com três presidentes da república: Fernando Collor de Mello, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. Convivi com mais de 12 ministros da Agricultora, se considerarmos os interinos, que ficavam 3, 4 ou 5 dias. Mas pelo menos 12 foram efetivos, daqueles que ficaram pelo menos 30 dias no cargo. Eu me lembro que uma vez iríamos começar a Expointer sem saber quem seria o ministro da Agricultura, tal era o nível de confusão - recorda.
Também, segundo o ex-presidente da entidade, foi um tempo de muitas mobilizações. Conforme Paz, o endividamento dos produtores foi uma das principais pautas da luta.
- Fizemos uma radiografia desta dívida, mostrando aonde ela estava e da inviabilidade de seu pagamento. Houve um presidente do Banco do Brasil que assumiu e fez uma frase lapidar na época, que falou que o produtor não conseguiria pagar a dívida nem se ele se transformasse em produtor de maconha irrigada, com alta tecnologia. Isto não foi uma frase minha, não foi uma frase de alguém mobilizado do setor. Foi uma frase do dirigente do Banco do Brasil. E até hoje ela não se paga, é uma dívida que terá que ser equacionada ao longo do tempo - avalia.
O momento também era de formação do Mercosul. Paz afirma que no início dos anos 90, alguns acordos já começavam a impactar diretamente no setor primário. Ele dá como exemplo a entrada do trigo do país vizinho.
- Estávamos começando a sofrer os efeitos de um acordo firmado ainda pelos presidentes Sarney e Alfonsin na compra de trigo argentino pelo Brasil. O Brasil se obrigava a comprar trigo da Argentina. E passamos de produtores de 6 a 7 milhões de toneladas de trigo a importadores desta quantidade. Deixamos de produzir porque o trigo passou a ser uma atividade quase marginal. E a atividade tinha quase um monopólio estatal com um órgão chamado Cetrin. Quem produzia era obrigado a vender para o Cetrin. Os moinhos coloniais eram invadidos pela polícia porque ali existia um comércio que não passava por este órgão - explica.
Sobre os 25 anos do Campo e Lavoura
"Com certeza o Campo e Lavoura foi um dos veículos mais importantes que eu tive na época, que a Farsul e meus companheiros de diretoria tiveram. Nós tínhamos que interagir com os produtores de alguma forma. E o veículo desta interação, sem dúvida nenhuma, era o rádio. E o Campo e Lavoura tinha um espaço de destaque, um espaço cativo. E 25 anos bem demonstra a importância que ele continua tendo".

Cotações do dia 30 de junho de 2011

30 de junho de 2011 0

Suínos

Suíno vivo – preço ao produtor no interior gaúcho (R$/kg) - 1,92
Carcaça comum completa (R$/kg) - 2,80
Frango
Frango vivo na granja (R$/kg) - 1,61
Frango abatido – congelado ou resfriado (R$/kg) - 2,35
Boi Gordo
Boi vivo na Fronteira – prazo de 30 dias (R$/kg) - 3,20
Missões – mesmas condições (R$/kg) - 3,20
Região Serrana (R$/kg) - 3,18
Rosário / Itaqui (R$/kg) - 3,20
Cabeça do Novilho – 660,00
Arroz
Preço médio ao produtor gaúcho (R$/50kg) - 19,87
Preço médio em Alegrete (R$/50kg) - 19,70
Preço médio em Pelotas (R$/50kg) - 20,20
Trigo
Grão em Porto Alegre (ph78, sem ICMS – R$/T) - 510,00
Carazinho (mercado de lote – R$/T) - 490,00
Feijão
Sobradinho (R$/60kg) - 60,00
Soja
Preço Cif – Rio Grande – mercado disponível de lotes (R$/60kg) - 48,00
Passo Fundo (R$/60kg) - 45,50
Santa Rosa (R$/60kg) - 45,00
Milho
Preços ao produtor em Erechim (R$/60kg) - 28,00
Preços ao produtor em Cruz Alta (R$/60kg) – 28,00
Fonte: Safras e Mercado

Quem fez essa história - Marcelo Drago

29 de junho de 2011 0
Marcelo Drago está no Campo e Lavoura desde 2003, onde passou pela produção até chegar a apresentação.
"A minha trajetória no Campo e Lavoura começou há oito anos. Iniciei fazendo a produção e, logo na sequência, fiz as folgas do apresentador na época, que era o Marcelo Machado. Desde então, estou no comando do programa e também fazendo a produção. No começo era tudo muito novo, até porque eu vinha da linha de entretenimento, mais ligado à música. Mas o que mais chama a atenção de todos os que trabalham nessa área é a mudança de visão em relação ao campo. E comigo não foi diferente. Em outras palavras, a gente se apaixona pelo assunto. E na minha trajetória profissional, o programa foi e é muito importante. O Campo e Lavoura nos abriu e abre muitas portas que nos coloca em destaque no mundo do agronegócio. E o Campo e Lavoura, nos seus 25 anos, tem um papel muito importante no meio, por ser segmentado e falar a mesma língua do produtor rural e, ao mesmo tempo, aproxima o ouvinte urbano do campo, criando uma sinergia importante e fundamental para o agronegócio".

Aumenta expectativa para ranking nacional do Angus

29 de junho de 2011 0

A Associação Brasileira de Angus (ABA) está em contagem regressiva para a última etapa do ranking Nacional da raça no ano, que será realizada durante a Expointer, de 27 de agosto a 4 de setembro, em Esteio (RS). Os preparativos para a pista de julgamento em Esteio já começaram e a expectativa é grande para o anúncio dos vencedores desta exposição, que deverá ser significativa para apontar o Melhor Criador e Melhor Expositor do ranking Nacional Angus 2011.

- O objetivo em premiar os melhores do ano é dar visibilidade e incluir nas competições seguintes um maior número de criadores, seja em suas regiões, por meio de seus núcleos, ou em âmbito nacional - explica a gerente administrativa e financeira da ABA, Juliana Brunelli.
Perto da reta final, a entidade destaca a penúltima etapa do ranking nacional de exposições oficiais, realizada na Feicorte (SP). O balanço parcial de pontos divulgado pela ABA mostra que, até o momento, os cinco primeiros colocados na disputa pelo troféu de Melhor Criador do Ranking Nacional são: Antonio Maciel Neto, proprietário da FSL Angus Itu - Fazenda São Luiz - Itu (SP); Luiz Anselmo Cassol, proprietário da Cabanha da Corticeira - São Borja (RS); Eloy Tuffi, da Fazenda MC - Espírito Santo do Pinhal (SP); Cabanha Rincón Del Sarandy - Uruguaiana (RS); e Reconquista Agropecuária Ltda. - de Alegrete (RS).
Já na disputa ao posto de Melhor Expositor do Ranking Nacional de 2011, os cinco primeiros são: Eloy Tuffi, da Fazenda MC - Espírito Santo do Pinhal (SP); Antonio Maciel Neto, proprietário da FSL Angus Itu - Fazenda São Luiz – Itu (SP); Cabanha Rincón Del Sarandy - Uruguaiana (RS); Parceria Cabanha da Corticeira e GB Agropecuária; e Luiz Anselmo Cassol, proprietário da Cabanha da Corticeira - São Borja (RS).
A gerente administrativa da ABA também chama a atenção dos criadores sobre a realização da Exposição Nacional de Rústicos, durante a Expointer, cuja pontuação poderá ser revertida para o ranking nacional, caso seja de interesse do expositor.
- Esse é mais um estimulo à participação dos criadores. Nessa reta final, é importante acompanhar os resultados de perto, por isso a ABA está à disposição para fornecer os resultados de rankings regionais ou detalhamento da pontuação dos sócios, diretamente na entidade - completa Juliana.
Para mais informações sobre o ranking 2011 da ABA acesse www.angus.org.br.
* Com informações da Associação Brasileira de Angus

Frio beneficia frutas e culturas de inverno

29 de junho de 2011 0
As primeiras geadas e a incidência de neve não prejudicam a produção agrícola gaúcha no início do inverno.
Segundo o agrônomo da Emater, Antônio Conte, o tempo, inclusive, beneficia algumas culturas, principalmente de frutas. Para ele, apenas algumas folhosas que ainda estão em colheita tardia podem ter algum prejuízo, mas sem comprometer o fornecimento para o consumidor.
- Traz benefícios para aquelas culturas que precisam de frio, como a uva, a maçã, a ameixa, o pêssego e o kiwi, e pode trazer alguns prejuízos para algumas espécies de folhosas, principalmente se as variedades estão em final de colheita, mas nada que comprometa o abastecimento - avalia.
Ele salienta que o frio também ajuda culturas de inverno, como o trigo e a cevada, que, na fase inicial de germinação são beneficiadas pelas geadas, que dão melhor perfilhamento às lavouras.