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Posts de agosto 2011

Fepagro lança publicação sobre clima do RS

31 de agosto de 2011 0

O Centro Estadual de Meteorologia (CemetRS), da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), lançou, nesta quarta-feira (31/8), o Atlas Climático de Rio Grande do Sul. A publicação apresenta informações coletadas no período de 1976 a 2005. O CemetRS apresentou, ainda, a nova identidade visual e o site.

Segundo o diretor-presidente da instituição, Danilo Rheinheimer dos Santos, o Atlas é um importante instrumento de informação e servirá como subsídio nas decisões políticas e de gestão, em vários setores socioeconômicos como o planejamento urbano, a agricultura, as florestas, a energia, os transportes, o turismo e o ambiente.

- Um atlas climático apresenta, na forma gráfica, uma síntese dos conhecimentos referentes ao clima de um país, estado ou uma região, e que se destina a uma ampla gama de usuários - explica a diretora do centro, doutora em Agrometeorologia Bernadete Radin.

- O principal objetivo do Atlas Climático é apresentar os padrões normais espaciais do clima no Rio Grande do Sul - afirma ela.

A publicação inclui as normais mensais, estacionais e anuais de precipitação, temperatura média, máxima e mínima, umidade relativa do ar, radiação solar, insolação e evapotranspiração, entre outros. Os valores normais (uma média de no mínimo 30 anos) são também utilizados como referência para determinação das anomalias climáticas.


Bernadete explica que, em breve, o Atlas estará disponível para consultas online.
- Para a edição impressa, estamos buscando patrocinadores - finaliza a doutora.
O trabalho foi desenvolvido em parceria com a Embrapa Clima Temperado e Embrapa Trigo, além de dados meteorológicos do 8o Distrito de Meteorologia do Instituto Nacional de Meteorologia (8o DISME/INMET) e da Agência Nacional de Águas (ANA). Foram usados também, dados do Instituto Nacional de Investigación Agropecuaria (INIA), do Uruguai, para a interpolação na região de fronteira Brasil-Uruguai.


* Com informações doCemetRS



Programa Arroz na Bolsa é lançado na Expointer

31 de agosto de 2011 0

 

O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Emater-RS/Ascar, Secretaria de Desenvolvimento Rural, Banco Banrisul, Banrisul Corretora de Valores e Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), lançou nesta terça-feira (30), o Programa Arroz na Bolsa, na Casa da BBM, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A iniciativa promove segurança tanto na qualidade dos produtos ofertados, como na garantia da entrega.

O programa tem por objetivo oferecer aos pequenos e médios produtores de arroz, indústrias de beneficiamento ou de transformação e comerciantes o acesso a mecanismos de mercado que garantam preço justo na época de venda do seu produto.

Segundo o diretor do Banco Banrisul, Túlio Zanim, o programa possibilita o diálogo de forma direta com o setor produtivo, além de customizar produtos para o desenvolvimento do Estado.

- Poderemos operacionalizar de forma sistematizada direto com os produtores - salientou.

Para o presidente do Irga, Claudio Brayer Pereira, o Governo do Estado em parceria com a BBM acaba de dar um grande passo no que se refere aos gargalos e os problemas estruturais da lavoura de arroz.

- O processo é transparente e possibilita a oferta para pequenas e médias indústrias -  destacou.

Representando o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, o secretário adjunto, Claudio Fiorezze, afirmou que o mercado é fundamental por que garante a comercialização.

- Estamos fazendo um esforço para atender a todas as reivindicações - ressaltou.

O presidente da Emater, Lino de Davi, falou que as principais dificuldades dos produtores aparecem na comercialização e esse Programa dá a garantia do produto que está comprando e a transparência de fazer a comercialização de forma universal.

Conforme o Diretor regional da BBM e conselheiro do Irga, Jair Almeida da Silva, é um programa moderno de renovação e tem o compromisso de trazer aos produtores uma forma de comercialização transparente e honesta.

O Arroz na Bolsa é um Programa do Governo Estadual que visa proporcionar a comercialização da safra dos produtores de arroz do Rio Grande do Sul com o mercado comprador por meio do pregão eletrônico da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM). Na operação, serão formados lotes com arroz do Irga somado ao dos produtores, cuja classificação será realizada pela Emater-RS. A marca Irga, chancelada pelas demais parceiras (Emater-RS, Banrisul Corretora e BBM) evidenciam a seriedade, a confiança e a transparência desta forma de comercialização.

Com o Arroz na Bolsa, o Governo busca promover o desenvolvimento regional, sobretudo na região sul do Estado, no enfrentamento às desigualdades regionais, no aumento da renda dos pequenos e médios produtores rurais, cooperativas, indústrias de beneficiamento e comerciantes de menor porte e sua inclusão na cadeia produtiva do arroz.

O funcionamento do Arroz na Bolsa, em consonância com os demais programas e iniciativas dos Governos do Estado (como o Programa de Secagem e Armazenagem na Propriedade Rural) e da União, constituem-se em importantes políticas públicas de manutenção e geração empregos e renda no campo.

* Com informações da secretaria Estadual da Agricultura



Espaço da biodiversidade valoriza sementes crioulas

31 de agosto de 2011 0

As sementes crioulas, ao serem repassadas ao longo de gerações, passam por um processo de adaptação natural ao ambiente. A preservação e a valorização deste conhecimento e deste patrimônio imaterial fazem parte da programação desta edição da Expointer. No espaço reservado à biodiversidade no Caminhos da Integração, os extensionistas da Emater/RS-Ascar apresentam aos visitantes diversas variedades de sementes crioulas, falam sobre o trabalho desenvolvido no sentido de preservar este conhecimento e propiciam a troca de exemplares entre os agricultores.

Nesta terça-feira (31/08), mais de uma centena de produtores familiares da localidade de Lomba Grande, município de Novo Hamburgo, ganharam um incentivo a mais para cultivarem estas sementes. O grupo, que foi a Esteio visitar a Expointer, ganhou do biólogo da Emater/RS-Ascar do município, Carlos Rocha, amostras de sementes de feijão, milho, abóbora e melancia.

- Eles deverão fazer a multiplicação e dividir com os vizinhos. Se tornam guardiões das sementes, fazendo com que elas permaneçam nas comunidades - explica Rocha.

O casal de agricultores de Lomba Grande, Sedoli e Carlos Dias, conta que a alimentação da família é baseada em sementes crioulas e orgânicas.

- É outro sabor e outro cheiro, é original- afirma Sedoli.

- Quem planta conhece bem a diferença e não quer saber de outra coisa - frisa seu marido.

Para o biólogo da Emater/RS-Ascar, a preservação das sementes crioulas representa, além de um resgate cultural, a garantia da biodiversidade e da sustentabilidade do meio ambiente.

- Pesquisas indicam que, quando uma espécie se extingue, cerca de outras 13 outras que estão ao redor dela morrem também, porque umas dependem da outras - afirma.

A preservação das espécies proporciona, assim, um meio ambiente equilibrado e a segurança alimentar da comunidade.

*Com informações da Emater.

BRDE e FETAG promovem Fórum sobre Agricultura Familiar na Expointer 2011

31 de agosto de 2011 0

O Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), em parceria com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (FETAG) e Canal Rural, promoveu o Fórum Sustentabilidade Ambiental e Agricultura Familiar. O evento ocorreu na manhã desta quarta-feira (31) na Casa RBS na Expointer, com a presença do representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação – FAO no Brasil, Helder Muteia, o secretário da agricultura familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Laudemir Muller e o doutor em engenharia ambiental e sanitária, Odorico Konrad.

O Diretor Administrativo do BRDE, José Hermeto Hoffmann abriu o encontro e destacou a grande importância da agricultura familiar.

- Acreditamos que podemos construir um desenvolvimento rural sustentável ainda melhor, porque temos uma forte presença da agricultura familiar na região Sul do País -  salientou.

Conforme o representante da ONU, Helder Muteia,  atualmente cerca de um bilhão de pessoas no mundo vivem numa situação de fome crônica.

- A agricultura familiar é responsável por mais de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros e corresponde por 32% do PIB das cadeias produtivas do agronegócio do país, ou seja, 10% do PIB brasileiro -  complementou.

O secretário da agricultura familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Laudemir Muller falou que o tema sobre agricultura familiar e sustentabilidade é contemporâneo do nosso país e do Mundo.

- Nós vivemos em um mundo que precisa de mais alimentos, e a agricultura familiar é importante, não só como um papel central para o setor rural, como também para o processo de desenvolvimento econômico do Brasil, ou seja, significa povo, comunidade, escola e desenvolvimento - destacou.

Precisamos produzir e alimentar mais, ou seja, a agricultura familiar tem o papel e o compromisso na mesa da população. Quando falamos em comida temos que focar na qualidade, finalizou o professor Odorico Konrad.

* Com informações do BRDE.

Chineses vão investir em estrutura logística para escoar soja do Centro Oeste

30 de agosto de 2011 0

Os produtores de soja do Centro Oeste vão receber investimentos de empresários chineses para aprimorar a logística de escoamento da região. A informação é do presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja).

Glauber Silveira esteve na China no início do mês de agosto e falou sobre as diferenças entre a produção brasileira e daquele país em seminário realizado na Casa RBS, na Expointer. Segundo ele, o custo do transporte, em uma mesma distância, chega a ser 65 dólares mais barato no país asiático.
- Para você fazer 1,4 mil quilômetros na China para transportar uma tonelada de soja, você gasta US$ 35. Aqui no Brasil você gasta US$ 100. Nós somos muito pouco eficientes, sem falar que a soja lá é ensacada e aqui não é ensacada, é à granel. Se lá fosse à granel seria ainda mais barato. Nós precisamos melhorar isto - salienta.
Silveira informa que no próximo mês os produtores voltam à China para assinar um documento de cooperação para fazer um estudo para ver quais os principais gargalos logísticos para investir e como serão captados os recursos.

Grupo de trabalho define detalhes da Política Estadual de Cooperativismo

30 de agosto de 2011 0

O grupo de trabalho que está construindo a Política Estadual de Cooperativismo realizou uma reunião na Expointer para ajustar os últimos detalhes do plano. Entre os principais pontos está a assistência na gestão das cooperativas. Além disso, um programa de incentivo à produção com incentivos fiscais deve ser criado.

O secretário de Desenvolvimento Rural do Estado afirma que a proposta ainda depende de leis ou decretos. Ivar Pavan salienta que a aprovação ainda deve passar pelo governador Tarso Genro.
- Algumas coisas dependem de lei, como é o caso do Fundopem, que são feitas por decreto, e outras faltam apenas a decisão política de iniciar a implementação, como o programa de extensão cooperativa. A isenção de ICMS depende de um decreto mas já está aprovado pelo governador e pela secretaria da fazenda - informa.
O grupo de trabalho, formado por representantes do governo e do setor, foi formado em abril, e desde então discute propostas para fomentar o setor cooperativista gaúcho. Segundo dados da Ocergs, as cooperativas agropecuárias detêm praticamente 60% do PIB do setor no Rio Grande do Sul. Em 2010, o crescimento registrado pelo setor cooperativista no campo foi de 9,5%.

Grupo Marfrig vai absorver sobreoferta de gado

30 de agosto de 2011 0

O Marfrig ampliará o volume de abates em suas seis plantas no Rio Grande do Sul para absorver o aumento na oferta de gado registrado no mercado nos últimos dias. A partir da semana que vem, o número diário de bovinos abatidos, atualmente de 1,5 mil cabeças por dia, deve ultrapassar as 2 mil unidades. A promessa foi feita nessa segunda-feira (29), na Expointer, pelo diretor operacional da empresa, James Cruden, ao presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto.

- Não haverá mudança sistêmica de preços (pagos ao produtor). De forma geral, esperamos estabilidade, com oscilações normais - afirmou Cruden.
Para ampliar a oferta, entre outros ajustes da rede, a planta de Mato Leitão, que estava destinada apenas para distribuição e desossa, voltará a abater bovinos.
Sperotto explicou que a sobreoferta foi gerada pela necessidade de retirar gado das pastagens para implantar a lavoura de milho, que deve ter sua área ampliada nesta safra, devido aos bons preços pagos pelo produto. Com mais agricultores plantando o cereal, a necessidade de liberar os campos pressiona a oferta de gado. O presidente da Farsul saudou o diálogo construtivo com o principal abatedor de bovinos no Rio Grande do Sul.
- É um diálogo que se insere em um contexto de recuperação de qualidade e quantidade do rebanho gaúcho - afirmou Sperotto.
No Rio Grande do Sul, o Marfrig abate em duas plantas em Capão do Leão, uma em Bagé, outra em Alegrete, outra em São Gabriel e outra em Mato Leitão.
* Com informações do Sistema Farsul

Indústrias pedem novo marco regulatório para aumentar produção de biodiesel

29 de agosto de 2011 0

O Brasil tem capacidade de aumentar a produção de Biodiesel. A afirmação é do presidente da Associação dos Produtores de Biodiesel (Aprobio) e presidente da BSBios. Erasmo Carlos Batistella falou sobre os resultados do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel, em evento realizado no auditório da Farsul, na Expointer.

Segundo ele, o setor propõe um novo marco regulatório para os próximos 10 anos para que a cadeia se programe para investir no aumento de produção. O dirigente explica que o aumento da adição pode ajudar o Brasil a reduzir as importações de diesel.
- O Brasil, hoje, ainda não é autossuficiente em diesel, o país importa óleo diesel. Se aumentarmos a adição de biodiesel, nós vamos diminuir estas importações e melhorar a balança comercial. E nós temos condições de aumentar este percentual de biodiesel ao diesel, neste momento, para 6% ou 7% e, no longo prazo, podemos chegar a até 20% - acredita.
Sobre a BSBios, Batistella lembrou a parceria feita com a Petrobrás Biocombustíveis, anunciada há poucos dias. O planejamento da empresa é de continuar investindo na região de Passo Fundo. Ele não descarta a entrada em projetos para produção de etanol.

Evento na Expointer discute problemas e soluções sobre a crise do arroz

29 de agosto de 2011 0

A crise de preços que atingiu o setor arrozeiro no primeiro semestre foi tema de discussão durante todo o dia na Casa RBS, durante a Expointer. No encontro, representantes dos governos estadual e federal e produtores debateram as causas e buscaram mostrar soluções para os problemas da cadeia produtiva.

Para o presidente da Câmara Setorial do Arroz, é preciso solucionar o endividamento dos produtores, ajustar a tributação, dar seguro agrícola e ajustar as assimetrias do Mercosul. Francisco Schardong afirmou que o apoio do governo foi benéfico, mas o setor não pode ficar refém apenas dos mecanismos oficiais.
- O governo mostrou sensibilidade além dos seus limites. Este ano o governo praticamente bancou a comercialização. E é muito ruim quando um setor praticamente depende de mecanismos do governo, pois é importante termos condições e capacidade para sermos independentes do governo - frisa.
O representante do Ministério da Agricultura, José Maria dos Anjos, ressaltou que o governo federal tem realizado leilões intercalados de Prêmio de Escoamento de Produto e de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor para tentar resolver o problema. Sobre o Mercosul, ele salienta que este foi um acordo firmado no início da formação do bloco.
- O setor tem que brigar e o governo contribuir é por uma harmonização dos custos. E é isso que a Câmara Setorial está colocando em termos de agenda para buscar a redução de alguns impostos, redução de custos de insumos, fazer tudo isso a nível de Mercosul - recomenda
À tarde, o evento debateu alternativas de comercialização e de produção, entre elas o arroz agroecológico, que não sofreu com o problema de preços do grão convencional.

Parceria quer reforçar imagem da carne de frango no mercado internacional

29 de agosto de 2011 0

O termo aditivo assinado pela União Brasileira de Avicultura (Ubabef) e pela Apex-Brasil vai disponibilizar R$ 200 mil para a promoção dos produtos avícolas brasileiros no exterior, em especial a carne de frango. O acordo foi firmado nesta segunda-feira (29), durante a Expointer.

A ideia é trazer jornalistas de mercados alvo do setor para o Congresso Brasileiro de Avicultura, reforçando a imagem do produto. O presidente da Ubabef, Francisco Turra, salienta que também é preciso reforçar os mercados já conquistados.
- Temos que manter o que já temos. Não é só abrir, mas tem que manter. Temos também que conquistar alguns que são vitais para nós, como Malásia, Indonésia e Paquistão, além de ampliar as vendas para a China. Temos capacidade de ampliar para mais 41 plantas e já temos 24.
Este valor se soma ao que já foi disponibilizado pelo projeto 2010-2012, que já dispunha de recursos de R$ 4,8 milhões. Entre as ações que serão desenvolvidas também estão a participação em feiras internacionais, realização de workshops e materiais promocionais sobre os produtos avícolas brasileiros para distribuição no exterior.