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Posts de dezembro 2011

Agricultura destaca debates das Câmaras Setoriais

30 de dezembro de 2011 0
A Secretaria da Agricultura do Estado buscou atender todas as demandas do setor agropecuário gaúcho por meio de programas e projetos, e isto refletiu no destaque do setor na economia gaúcha. A afirmação é do secretário Luiz Fernando Mainardi.
Ele destaca, principalmente, o projeto de recuperação da Fepagro e os programas de aumento de produção e produtividade da carne gaúcho. Mainardi salienta também o trabalho realizado nas câmaras setoriais formadas para discutir com a cadeia produtiva os gargalos dos diversos setores do campo no Rio Grande do Sul.
- As Câmaras Setoriais são importantíssimas porque, num mesmo espaço, reunimos todos os elos das cadeias produtivas, debatemos os problemas, apontamos as soluções e, a partir dali, trabalhamos para superar estas dificuldades, estas barreiras. Muitas delas nós superamos, outras ainda vamos superar e outras são intransponíveis. Mas no geral a avaliação é positiva - enfatiza.
Sobre o próximo ano, o secretário diz que o governo está empenhado em combater os efeitos da estiagem, que devem prejudicar a produção gaúcha de grãos, através de programas de construção de açudes e de irrigação.

Mendes: "Tenho que dizer todos os dias obrigado aos agricultores"

30 de dezembro de 2011 0
O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, comemorou o a safra recorde de grãos e o resultado do PIB da agricultura brasileira em 2011. Ele fez a avaliação durante entrevista especial para o programa Campo e Lavoura, da Rádio Gaúcha.
- A nossa agricultura foi responsável pelo crescimento do país. Eu tenho que dizer muito obrigado todos os dias aos agricultores. Eles, com chuva e com sol, saíram às ruas, plantaram, geraram riqueza e empregos e fez do Brasil esse grande produtor de alimentos - ressalta.
Para dar continuidade a este crescimento, o ministro salientou que o governo precisa auxiliar o produtor a ter renda e que isso passa por uma nova política agrícola, destinada a dar segurança aos agricultores brasileiros. Um dos fatos comemorados por Mendes é a liberação de recursos para o seguro rural.
- Já gastamos R$ 146 milhões com o seguro e beneficiamos 31 mil produtores - informa.
Uma das questões a ser resolvida para o próximo ano é o endividamento do setor agrícola. O ministro ressalta que o trabalho para levantar os números das dívidas dos produtores rurais está sendo feito e será analisado.
- Queremos chegar a uma situação que, ao menos, o setor reaja, que o produtor possa reagir. O arroz, por exemplo, tem problema de preço. Precisamos criar novas alternativas de consumo. Nós temos que resolver os problemas que a agricultura nos apresentas.
Ele lembra que um dos primeiros desafios foi em relação à questão sanitária quando da descoberta do foco de febre aftosa no Paraguai. Mendes destacou o trabalho conjunto com os ministros de outros países no controle da doença. O ministro defende uma regionalização efetiva da sanidade agropecuária, para unificar os interesses de estados que tem as mesmas particularidades. A meta, conforme Mendes, é ter, no próximo ano, todos os estados livres da doença com vacinação.
- Deixamos clara a nossa prioridade enquanto governo para 2012 é termos o país livre da febre aftosa com vacinação. Isso é uma máxima do governo Dilma, é uma máxima do ministério da Agricultura, isto é um dos objetivos que queremos alcançar.
Sobre o embargo russo às carnes brasileiras, o ministro da Agricultura não vê uma solução à curto prazo. Mas mendes destacou o trabalho da cadeia produtiva no sentido de buscar alternativas de mercado.
- Estamos trabalhando o mercado internacional como um todo. O importante é que venhamos atingir um percentual determinado de exportações - reforça.
Um dos destaques da agricultura no ano foi o tema do Código Florestal. Mendes acredita que a votação, que está marcada para março na Câmara será tranquila e que o debate na casa, anteriormente, foi sóbrio. O ministro lembra ainda que o Senado agregou as correções que eram necessárias no texto da nova lei.
- A única saída jurídica que a câmara tinha era votar o código como foi votado. Emendas tinham erros, eu apontei que tinham, eu disse ao governo que tínhamos erros e o senado corrigiu. Teremos o código que a sociedade espera. Não é um instrumento perfeito, mas é o que foi possível.

Desenvolvimento Rural comemora implementação do Plano Safra

29 de dezembro de 2011 0
Em seu primeiro ano de funcionamento a Secretaria de Desenvolvimento Rural tem um balanço positivo de trabalhos. A avaliação é do secretário Ivar Pavan.
Entre as ações destacadas está a anistia de dívidas de pelo menos 45 mil contratos de agricultores familiares. Mas Pavan salienta como principal conquista do ano a implantação do Plano Safra Gaúcho. Ele lembra que, além dos recursos destinados, programas de qualificação também foram incorporados.
- É um conceito de não termos apenas um Plano Safra para crédito, seguro e preços mínimos, que são de competência do governo federal. A parte que nos coube foi a de acrescentar o sistema financeiro estadual voltado para o financiamento da agricultura, colocando também um conjunto de programas para diversificar e qualificar a agricultura familiar - destaca.
O secretário prevê para o próximo ano a consolidação do trabalho da secretaria e de maior efetividade dos programas já implantados.

Florence: "Queremos o crescimento da renda da agricultura familiar"

29 de dezembro de 2011 0
A avaliação do ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, sobre o primeiro ano de gestão frente à pasta foi positiva. Segundo ele, um dos destaques deste ano foi a criação do Plano Brasil Sem Miséria. Além disso, o ministro ressaltou que toda a execução orçamentária dada ao ministério foi executada, mesmo com o contingencionamento de recursos.
- Com tudo isso podemos permitir melhores negócios para os agricultores familiares e garantir alimentos saudáveis na mesa dos brasileiros - diz.
Ele lembrou também do Plano Safra para a agricultura familiar. Florence avalia que, mesmo com a destinação de recursos igual ao da safra passada, de R$ 16 bilhões, a busca pelo crédito aumentou. Com isso, a expectativa é demandar mais recursos para a próxima safra.
- No ano passado foi contratado apenas R$ 11 bilhões. Mas a presidente Dilma reiterou que se ultrapassasse a demanda, seriam destinados os valores necessários. Vale lembrar que estamos com juros mais atrativos - reforça.
Um dos maiores cases do governo passado foi a criação do Mais Alimentos. Conforme Florence, este foi um ano onde o programa passou por um aperfeiçoamento. Ele informa que no próximo semestre haverá um trabalho de parceria com Estados estratégicos para reforçar a consolidação do programa.
- Há uma estratégia de expansão territorial desta política pública de mecanização agrícola. Além disso, o Rede Brasil Rural vai ampliar as contratações - avalia.
Sobre a ampliação do programa para países da África, o ministro acredita que o trabalho de estrutura logística de exportações de máquinas para o continente ainda é incipiente. Ele salienta que o governo está trabalhando para superar este gargalo logístico.
Na avaliação de Florence, o Código Florestal para a agricultura familiar foi uma grande conquista, principalmente pelo fato de ter um capítulo especial para os pequenos produtores. Mas o ministro afirma que acredita na manutenção das correçoes do texto que foram feitas no Senado e anuncia que o Plano Safra deve trazer novidades para fomentar a sustentabilidade da produção.
- O Plano Safra 2012/2012 terá como foco a preservação das tradições da agricultura familiar com o incremento de rentabilidade, competitividade e com ênfase na sustentabilidade ambiental. Queremos que a renda da agricultura familiar cresça, que seus produtos sejam sustentáveis e que os brasileiros tenham uma alimentação mais saudável - avisa.

Vendas de máquinas agrícolas tem queda no ano

28 de dezembro de 2011 0
O setor de máquinas agrícolas no Rio Grande do Sul teve uma queda de pelo menos 4,5% até novembro. Esta baixa deve se manter, segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers).
Claudio Bier salienta que a base de comparação com 2010, que foi de um ano excepcional, é determinante na redução dos números. O dirigente salienta que o programa Mais Alimentos estava mais reforçado e o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) tinha um juro de 4,5%, ao contrário dos 6,5% atual. Ele salienta também que as crises de preços de alguns setores prejudicaram os números.
- O arrozeiro é um grande cliente do nosso setor, ele compra bastante e, neste ano, ele não comprou. Um dos fatores foi o preço defasado que os produtores tiveram lá no início do ano, e isso assustou os arrozeiros - avalia.
Para o próximo ano, Bier diz que o setor já encaminhou documento para a presidente Dilma Rousseff pedindo a retomada do juro de 4,5% para o PSI e mais recursos para o programa Mais Alimentos.

Problemas de preços marcaram cadeia produtiva do arroz

27 de dezembro de 2011 0
Apesar do recorde de produção, a safra 2010/2011 de arroz trouxe problemas para o produtor. No início do ano, o preço do produto chegou a R$ 18 a saca, quando o valor estipulado pelo governo federal é de R$ 25,80. O fato gerou a mobilização da cadeia produtiva, que realizou protestos e buscou junto ao governo federal medidas para solucionar o problema.
O presidente da Federação dos Arrozeiros do Estado (Federarroz) lembra do esforço feito pelas entidades do setor em resolver a situação. Renato Rocha espera a sensibilidade do poder público em realizar medidas de compensação de preços antes da colheita iniciar.
- Esperamos que os recursos saiam antes do início da safra e que tenhamos correções que precisam ser feitas nos mecanismos que já demandamos ao governo, como a possibilidade de se fazer armazenagem de pessoa física, já demandamos o ministério neste sentido - ressalta.
O governo investiu mais de R$ 1 bilhão para tentar resolver o problemas de preço do arroz. O presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) acredita que as medidas adotadas foram corretas. Cláudio Pereira lembra também os programas feitos pelo governo para evitar novas crises.
- As questões estruturais nós estamos discutindo profundamente. Queremos criar políticas públicas para evitar que o arroz, sistematicamente, venha a ter crises. Foram negociações com o governo federal, governo estadual e com todos os setores envolvidos na Câmara Setorial do Arroz , que são fundamentais para que possamos construir isso - avalia.
A perspectiva para este ano é uma safra mais cautelosa. A estimativa é que haja redução na área plantada e a produção fique em torno de sete milhões de toneladas. Além dos problemas de preço, o clima também deve influenciar nesta baixa.

Projeto estimula boas práticas para produção de frango

26 de dezembro de 2011 0
A Aurora Alimentos e a Embrapa Suínos e Aves desenvolveram um projeto para aperfeiçoar a produção do frango industrial de corte. A iniciativa visa a organização da propriedade em termos de documentação assim como a padronização da assistência técnica.
A coordenadora do programa, Eliana Bodanese, enfatiza que o produtor vai receber um manual com todas as orientações.
- Dentro dessas orientações técnicas foi focado principalmente boas práticas produtivas. Entre elas todas as boas práticas de bem estar animal, todas as boas práticas de sustentabilidade ambiental. Enfim, foi uma orientação que vai ser entregue ao produtor como produzir o frango sustentavelmente sobre vários aspectos, como ambiental e produtivo - salienta,
O programa vai envolver 1,7 mil avicultores que produzem 110 milhões de aves por ano e alimentam cinco indústrias de abate e processamento do conglomerado Aurora. Segundo Eliana, o trabalho vai iniciar em janeiro de 2012 com finalização prevista para 2014. O projeto vai atingir principalmente Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Exportações brasileiras de carne apresentam queda em 2011

26 de dezembro de 2011 0
O setor brasileiro de carnes teve um abate de cerca de 1,8 milhão de cabeças em 2011. Em termos de exportação, a expectativa é fechar o ano com uma receita de US$ 5,3 bilhões. É uma alta de 12% de receita, mas queda de 10% em volume. Os dados são da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).
Para o presidente da entidade, apesar de problemas, o setor conseguiu alcançar objetivos. Antônio Camardelli ressalta o trabalho de produtores e indústria na busca de novos mercados.
- Era um ano que tinha tudo para ser pior do que foi, mas tivemos um trabalho forte dos associados da Abiec, que fizeram incursões diferenciadas em países que até então não compravam nossa carne, mudando seu pacote de ofertas em relação à composição dos cortes. Isso fez com que alcançássemos os objetivos - revela.
Apesar dos problemas das exportações, o presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes do Estado (Sicadergs) acredita que o ano foi relativamente positivo, mesmo com uma queda de 4% nos abates. Mas Ronei Lauxen salienta que a valorização de preços para o produtor, que teve bom rendimento na temporada, deve refletir futuramente também no incremento para as indústrias.
- O produtor está disposto e bem incentivado no sentido de produzir mais e, com isso, teremos no futuro não tão próximo, pois o ciclo de produção é longo, mas vislumbramos uma melhor oferta de animais chegando a um volume de abate de operação plena das nossas plantas frigoríficas - salienta.
Para ampliar mercados da exportações, a Abiec vai trabalhar a imagem da carne brasileira. Além da sanidade, a associação aposta também na sustentabilidade da produção como um dos chamarizes para o produto nacional.

Cai o número de casos de abigeato no Rio Grande do Sul

26 de dezembro de 2011 2
Até o mês de novembro, o Rio Grande do Sul registrou 6.374 casos de abigeato. É uma redução de cerca de 15% em relação ao ano passado, que teve 7.431 casos. Os dados são da divisão de planejamento e coordenação da Polícia Civil.
Segundo o diretor do Departamento de Polícia do Interior, houve a intensificação das ações de combate ao furto de animais, principalmente na região da Campanha, onde a incidência é maior. Mário Wagner salienta também a parceria com entidades do setor, pecuaristas e secretarias de agricultura dos municípios na diminuição dos casos.
- O abigeato é um delito que não se combate isoladamente. Precisamos destas parcerias com as secretarias e com os municípios para fazer o combate efetivo deste tipo de delito - enfatiza
A região de Bagé foi a campeã no ranking do abigeato no Estado, com 586 casos, seguida da região de Santa maria, com 533 ocorrências. Segundo o delegado, o maior número de ocorrências é registrado durante a temporada de comercialização de animais, mais precisamente na temporada de remates de outono e primavera.

Simplicidade e hospitalidade marcam nova rota na Serra Gaúcha

26 de dezembro de 2011 0
A Rota Cantina Históricas compõem a oferta de seis roteiros turísticos existentes em Bento Gonçalves que têm como atrativos o enoturismo e o turismo rural. Oito empreedimentos estão na rota que é privilegiada pelas belas paisagens e está localizada no Distrito de Faria Lemos, a 11 quilômetros do centro de Bento Gonçalves.
E foi nesta região que os imigrantes provenientes do Vêneto e do Trento, no norte da Itália, encontraram as condições ideais para desenvolver a arte do vinho. O coordenador da Rota, Anderson de Césaro, afirma que o principal diferencial do roteiro é o contato intimista com as famílias que preservam a cultura italiana.
- Aqui se manteve muito forte tanto o dialeto vêneto e o dialeto trentino e o jeito de cultivar a terra, o jeito de produzir o vinho, de elaborar o vinho, no porão da casa de uma forma artesanal - explica.
Entre os empreendimentos do roteiro estão a Vinícola Mena Kaho, a Casa Dequigiovanni que além de vinhos e espumantes também trabalha com gastronomia, a Vistamontes Sucos Naturais, a Estrelas do Brasil, a Vinícola Monte Rosário e o Armazém das Cantinas Históricas. Complementam ainda a rota a Vinícola Dal Pizzol e a Vinícola Cristófoli.
Um dos idealizadores do projeto Rota das Cantinas Históricas, Rinaldo Dal Pizzol, garante que o vinho vai muito além do cálice. Entende que a bebida não é somente um produto agroalimentar, mas também um produto cultural.
- São quatro pilares: o clima, o solo, a cepa e sabedoria do homem que lida com isso tudo. Essas expressões da cultura do vinho nem sempre estão no cálice, ele tem que procurar nas adegas, às vezes típicas, características e pecualiares. E também da peculiaridade das pessoas que lidam com isso - diz.
Dal Pizzol salienta que esse patrimônio cultural passa de geração em geração e para conhecê-lo é preciso vistar regiões como a de Bento Gonçalves. Os visitantes experimentam vinhos típicos, sucos, espumantes e a gastronomia composta pelo pão colonial feito na hora, as geléias, os doces, além do tradicional queijo, copa e salame. Segundo Maria de Lurdes, da  Cristófoli Vinhedos e Vinhos Finos, os turistas são recebidos na cantina, que para o imigrante italiano é o porão da casa.
- Aqui no porão a gente começou a fazer vinho. Temos ainda os tanques, as bôtes como chama em italiano, de madeira, então tá tudo como era antigamente o porão, mas com um toque de modernidade. Então todo mundo se encanta quando chega aqui. É um ambiente bom, é fresquinho no verão, no inverno é quentinho, como é um verdadeiro porão de uma casa - conta.
Na Cantina Cristófoli os turistas também fazer um piquenique sob os vinhedos chamado de edredon, como explica Maria de Lourdes.
- O edredon é literalmente um edredon, tem um lugar embaixo das parreiras né, aí vai ter a opção de café da manhã, vai ter a opção para o almoço e tb para o happy haour no entardecer. Tudo isso tem no nosso site explicadinho www.vinicolacristofoli.com.br.
Além das preservação das casas e dos hábitos e costumes herdados dos imigrantes italianos, a comunidade de Faria Lemos mantém viva manifestações artísticas como o Grupo de Flauta Doce, com crianças, Coro dos Meninos Cantores, Orquestra das Guitarras, Coro Polifônico, a banda Fanfarra Bersaglieri e o Grupo Trevisani nel Mondo. Mais informações sobre o roteiro no site www.cantinashistoricas.com.br.