A Rota Cantina Históricas compõem a oferta de seis roteiros turísticos existentes em Bento Gonçalves que têm como atrativos o enoturismo e o turismo rural. Oito empreedimentos estão na rota que é privilegiada pelas belas paisagens e está localizada no Distrito de Faria Lemos, a 11 quilômetros do centro de Bento Gonçalves.
E foi nesta região que os imigrantes provenientes do Vêneto e do Trento, no norte da Itália, encontraram as condições ideais para desenvolver a arte do vinho. O coordenador da Rota, Anderson de Césaro, afirma que o principal diferencial do roteiro é o contato intimista com as famílias que preservam a cultura italiana.
- Aqui se manteve muito forte tanto o dialeto vêneto e o dialeto trentino e o jeito de cultivar a terra, o jeito de produzir o vinho, de elaborar o vinho, no porão da casa de uma forma artesanal - explica.
Entre os empreendimentos do roteiro estão a Vinícola Mena Kaho, a Casa Dequigiovanni que além de vinhos e espumantes também trabalha com gastronomia, a Vistamontes Sucos Naturais, a Estrelas do Brasil, a Vinícola Monte Rosário e o Armazém das Cantinas Históricas. Complementam ainda a rota a Vinícola Dal Pizzol e a Vinícola Cristófoli.
Um dos idealizadores do projeto Rota das Cantinas Históricas, Rinaldo Dal Pizzol, garante que o vinho vai muito além do cálice. Entende que a bebida não é somente um produto agroalimentar, mas também um produto cultural.
- São quatro pilares: o clima, o solo, a cepa e sabedoria do homem que lida com isso tudo. Essas expressões da cultura do vinho nem sempre estão no cálice, ele tem que procurar nas adegas, às vezes típicas, características e pecualiares. E também da peculiaridade das pessoas que lidam com isso - diz.
Dal Pizzol salienta que esse patrimônio cultural passa de geração em geração e para conhecê-lo é preciso vistar regiões como a de Bento Gonçalves. Os visitantes experimentam vinhos típicos, sucos, espumantes e a gastronomia composta pelo pão colonial feito na hora, as geléias, os doces, além do tradicional queijo, copa e salame. Segundo Maria de Lurdes, da Cristófoli Vinhedos e Vinhos Finos, os turistas são recebidos na cantina, que para o imigrante italiano é o porão da casa.
- Aqui no porão a gente começou a fazer vinho. Temos ainda os tanques, as bôtes como chama em italiano, de madeira, então tá tudo como era antigamente o porão, mas com um toque de modernidade. Então todo mundo se encanta quando chega aqui. É um ambiente bom, é fresquinho no verão, no inverno é quentinho, como é um verdadeiro porão de uma casa - conta.
Na Cantina Cristófoli os turistas também fazer um piquenique sob os vinhedos chamado de edredon, como explica Maria de Lourdes.
- O edredon é literalmente um edredon, tem um lugar embaixo das parreiras né, aí vai ter a opção de café da manhã, vai ter a opção para o almoço e tb para o happy haour no entardecer. Tudo isso tem no nosso site explicadinho
www.vinicolacristofoli.com.br.
Além das preservação das casas e dos hábitos e costumes herdados dos imigrantes italianos, a comunidade de Faria Lemos mantém viva manifestações artísticas como o
Grupo de Flauta Doce, com crianças, Coro dos Meninos Cantores, Orquestra das Guitarras, Coro Polifônico, a banda Fanfarra Bersaglieri e o Grupo Trevisani nel Mondo. Mais informações sobre o roteiro no site
www.cantinashistoricas.com.br.