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Posts de maio 2012

Instituto Rio Grandense do Arroz promove eleição de conselheiros

31 de maio de 2012 0

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) está alertando aos produtores e lideranças setoriais que no próximo dia 10 de julho, acontecerão as eleições do Conselho Deliberativo do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

- Trata-se de um pleito importante para a lavoura arrozeira e para a organização da cadeia produtiva, cuja participação dos produtores é muito importante - enfatiza o presidente da Federarroz, Renato Rocha.

Os conselheiros serão eleitos para o triênio 2012/2014, com mandato iniciando em 13 de agosto, próximo.

O horário da votação é das 8h30min às 17h, nos escritórios do Irga, principalmente, ou em cooperativas, associações de arrozeiros, sindicatos rurais e prefeituras municipais, locais indicados pelo Instituto. As chapas devem ser montadas e enviadas até o dia 10 de junho e enviadas para o Irga sede em Porto Alegre, dai a importância de organização das lideranças arrozeiras dos municípios. Somente poderão exercer o direito de voto os orizicultores que, plantando nos municípios elencados, estejam inscritos no Irga até 30 dias antes das eleições. Para o processo eleitoral ter validade é necessário um quorum mínimo de 20% dos produtores inscritos no município participando da eleição, caso contrário, uma segunda eleição será realizada, com o quorum mínimo em 10% e se este último não for atendido o município perderá a representação  no Conselho.

As chapas deverão ser encaminhadas ao Irga Sede, até o dia 10 de junho de 2012, com abono de 10 produtores de arroz, excetuando-se os candidatos, firmando a respectiva chapa. Por ocasião do encaminhamento da chapa, esta deverá estar acompanhada de cópia da carteira de identidade dos integrantes da mesma. Vale lembrar que só serão aceitas votações na chapa, vedada a votação individual.

* Com informações da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz)

Emater indica que área de trigo terá aumento no Rio Grande do Sul

31 de maio de 2012 0

O Rio Grande do Sul deverá plantar 993 mil hectares com trigo na próxima safra, representando um aumento de 6,5% em relação ao ano passado. Com respeito à produção projetada para 2012, conforme levantamento da Emater, esta safra poderá atingir inicialmente 2,5 milhões de toneladas, ficando 7% menor do que a safra passada, quando foram colhidas 2,7 milhões de toneladas, segundo o IBGE.

Essa redução é consequência de uma projeção menor para a produtividade inicial, pois a safra passada foi recorde. Segundo o assistente técnico estadual em trigo da Emater, Ataídes Jacobsen, um dos motivos do aumento da área é a tentativa de recuperação de renda devido às perdas com a seca.

- Esse crescimento se deve, principalmente, à estiagem que nós tivemos nas culturas de verão. Houve uma redução de renda substancial em muitas regiões e o agricultor está buscando uma atividade para dar continuidade ao seu negócio - reforça.

Os últimos dias não foram favoráveis à condução do plantio do trigo. A pouca umidade presente no solo impediu um avanço mais significativo na área semeada. Na safra passada, nesta mesma época, o percentual chegava a 18%, enquanto na atual alcança apenas 8%.

Abrasem busca integração com produtores de sementes do Mercosul

31 de maio de 2012 0

A Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem) reuniu-se com as principais entidades argentinas e uruguaias, entre 23 e 25 de maio, a fim de buscar integrar o setor no continente e discutir novas oportunidades e soluções para as principais dificuldades dos produtores de sementes no Mercosul. O objetivo dos encontros foi identificar os obstáculos que dificultam o crescimento do comércio internacional de sementes na região, discutir ações conjuntas de combate à pirataria e propor uma harmonização das legislações nacionais de proteção de cultivares e de sementes nos países do Cone Sul.

Segundo o presidente da Abrasem, Narciso Barison Neto, os encontros foram de grande importância para a integração do segmento de sementes na América do Sul.

- Nos propiciou a oportunidade de identificar os principais entraves ao comércio de sementes na região, que buscaremos, em conjunto, superar, por meio de uma harmonização dos nossos marcos regulatórios. Temos que buscar oportunidades para o fortalecimento do comércio de sementes entre os nossos países.

Barison e o superintendente executivo da Abrasem, José Américo Rodrigues, foram recebidos na Asociación de Semilleros Argentinos (ASA), em Buenos Aires, pelo presidente da ASA, Alfredo Paseyro. Também participaram do encontro o presidente da Asociación Argentina de Proteción de las Obtenciones Vegetales (ARPOV), Rubén Couchot, os secretários executivos das duas entidades, Miguel Rapela e Roberto Enriquez, respectivamente, além de dois especialistas da ASA, o gerente de assuntos técnicos Juan Roque Erdmann e o diretor Iván Ramalho.

Os executivos da Abrasem também se reuniram em Montevidéu, dessa vez com Jorge Erro, presidente da Asociacón Uruguaya para La Proteción de los Obtentores Vegetales (Urupov); Winston Davies, Presidente da Camara Uruguaya de Semillas; Daniel Bayce, Diretor do Instituto Nacional de Semillas (Inase) e Secretário Executivo da Camara; Diego Risso, Secretário Geral da Seed Association of the Americas (SAA); Pablo Civetta,  Marcos Bermudez e Marcelo Banchero, Diretores da Urupov e da Camara Uruguaya de Semillas.

Jorge Erro, da Urupov, lembrou a importância de uma parceria com o Brasil para o setor de sementes e para o agronegócio do Uruguai.

- Temos uma fronteira seca em comum, onde precisamos atuar de forma mais coordenada, por exemplo, no combate ao comércio ilegal de sementes. Gostaríamos, ainda, que as entidades que representam o setor de sementes do Uruguai, Camara de Semillas e Arpov, trabalhassem mais próximas da Abrasem, com uma agenda comum de prioridades.

O presidente da Camara Uruguaya de Semillas, Winston Davies destacou a longa parceria com a entidade brasileira.

- A revisão e a busca de uma harmonização das legislações de sementes e de propriedade intelectual de cultivares devem ser prioridade para as nossas entidades - ressaltou.

* Com informações da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem)

Ubabef defende instalação de marco regulatório para integração

31 de maio de 2012 0

A União Brasileira de Avicultura (Ubabef) tem promovido uma série de ações no poder público para a instituição de um Marco Regulatório para as relações entre produtores integrados e agroindústrias integradoras do setor avícola brasileiro. A última delas foi um encontro entre o diretor de Produção da entidade avícola, Ariel Antônio Mendes e parlamentares, realizado em Brasília (DF).

De acordo com o presidente executivo da Ubabef, Francisco Turra, o setor agroindustrial avícola tem trabalhado, em parceria com produtores integrados, pela instituição de um marco regulatório que determine as responsabilidades de integrados e de integradores.

- Este modelo de produção foi aperfeiçoado ao longo dos anos. Agora buscamos estabelecer um marco legal para esse relacionamento tão vitorioso, para garantir a transparência absoluta nessa relação - disse.

Turra explica que, atualmente, 95% da produção de frangos no Brasil é feita dentro do Sistema Integrado. A evolução da avicultura brasileira acompanha o desenvolvimento da integração, que começou a ser implantado no Brasil nos anos 1960. Graças a isso, a avicultura brasileira é a maior exportadora e a terceira maior produtora de carne de frango do mundo.

- O sistema de integração é um verdadeiro patrimônio do agronegócio nacional. E merece os esforços não só do setor avícola, mas de toda a sociedade, para que seja preservado e aprimorado - ressalta o presidente da Ubabef.

O tema é pauta do Grupo de Trabalho de Integração, pertencente à Câmara de Sustentabilidade e Relações Laborais da Ubabef, presidida pelo também diretor da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), Ricardo Gouvêa.

* Com informações da União Brasileira de Avicultura (Ubabef)

Produtores ecológicos da região metropolitana promovem troca de sementes

31 de maio de 2012 0

A Associação dos Produtores da Rede Agroecológica Metropolitana (Rama) realizou evento para troca e a construção da história das suas sementes no Centro Agrícola Demonstrativo (CAD). Nesta edição, 12 “sementeiros” apresentaram sementes que vem mantendo e cultivando em suas propriedades, relatando a história de cada uma. A produtora de ovos orgânicos, Jurema Schneider, levou sementes de milho crioulo colorido que utiliza para alimentar as centenas de galinhas do seu sítio.

- Este milho está na nossa família há mais de 35 anos.

No momento da troca, participaram cerca de 70 pessoas, envolvendo 50 tipos de sementes - feijões, milhos, flores, salsa, tomate, fava, tubérculos de batata cará, nhame e cúrcuma. Entre os convidados, estava o agricultor Tésio Witt, do município de Itati, que pela primeira vez participou de uma troca de sementes.

- Gostei muito, vou levar diversas sementes que ainda não tenho.

A atividade faz parte do projeto “Plante uma História”, da Arca de Sementes Berenice Antonini, coordenada pela produtora Bernadete Alberici, e faz parte do Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade Orgânica. Segundo o técnico da Emater em Porto Alegre, Luis Paulo Ramos, a proposta é incentivar os agricultores da Rama a produzirem suas próprias sementes, pois, dentro do processo de certificação, é preciso usar mudas e sementes orgânicas.

Admirado com a proposta do evento, o gerente regional da Emater em Porto Alegre, Mário Gerber, disse que faz a diferença uma semente com história.

- A semente que vem de gerações, se modifica com o tempo, assim como o agricultor.

Prestigiaram também o encontro a supervisora da Emater região metropolitana, Susana Lunardi, Antonio Falcão, coordenador da regional metropolitana da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, Antonio Bertaco, da divisão de fomento agropecuário da Secretaria da Indústria e Comércio de Porto Alegre, professores da Ufrgs e da Ulbra, técnicos, consumidores e representantes do Ministério da Agricultura e do La Salle.

Promovido na Semana do Alimento Orgânico, o evento ofereceu almoço elaborado com alimentos orgânicos e plantas alimentícias não-convencionais (PANCs). No cardápio, feijão com caraguatá, feito pelas indígenas kaigangues e nhoque de aipim, com língua de vaca, feita pelas agricultoras, além de diversos pratos quentes e saladas.

Complementando a atividade, a professora da Ufrgs, Ingrid Barros, falou sobre a importância do resgate cultural das PANCs e da diversificação da alimentação para a promoção da saúde. E o agricultor Salvador Rosa, “Dodô”, contou sobre a sua paixão em produzir e cuidar de suas sementes, evitando custos na produção.

- Isso se chama sustentabilidade.

* Com informações da Associação dos Produtores da Rede Agroecológica Metropolitana (Rama)

Pronacampo quer construir mais três mil escolas no meio rural

31 de maio de 2012 0

O coordenador do Programa Nacional de Educação do Campo (Pronacampo), Antônio Lídio Zambon, esteve nesta quinta-feira (31) na Assembleia Legislativa apresentando os trabalhos do governo para incentivar o estudo no campo. Segundo ele, nos últimos anos, cerca de 13 mil escolas rurais foram fechadas no Brasil.

A ideia do Pronacampo é atender quatro eixos: gestão e práticas pedagógicas, formação de professores, educação de jovens e adultos e educação profissional e tecnológica. Zambon explica que será criado um projeto padrão para a construção de novas escolas.

- Temos meta de construção de três mil escolas no campo em um projeto inovador através de módulos, onde temos sala de aula, serviço, pedagógigo, educação infantil, quadra coberta, alojamento de professores, alojamento de estudantes quando for trabalhada a pedagogia de alternância - salienta.

O presidente da Subcomissão de Educação no Campo da Assembleia, deputado Altemir Tortelli, informa que um grupo de trabalho vai discutir a formatação de projeto similar adaptado ao Rio Grande do Sul.

- Saíram daqui ideias importantes e o comprometimento de criar um fórum de entidade em parceria com os governos, com a Assembleia Legislativa para, muito rapidamente, aqui no Estado, em um período de seis meses, tenhamos um programa semelhante ao do governo federal - ressalta.

Entre 2000 e 2010, conforme dados do IBGE, a população de 254 municípios gaúchos encolheu devido a migração de moradores para outros centros em busca de trabalho e estudo.

Produtores de orgânicos buscam desmistificar altos preços do produto

31 de maio de 2012 0

O agricultor de Eldorado do Sul, Daniel Audibert, produz orgânicos no assentamento que vive. São pelo menos dois hectares de hortifrutigranjeiros cultivados por ele. Audibert e os demais assentados trocaram o cultivo convencional pelo produto orgânico. O agricultor salienta que o custo diminuiu e a renda aumentou.

- Começamos a criar uma consciência de que a população precisa se alimentar melhor, até por uma questão de saúde pública. E a gente começou a produzir orgânicos. A gente está evoluindo no controle de pragas e adubação - explica.

Segundo a Emater, são pelo menos 14 mil produtores registrados no Estado. A entidade promoveu ao longo desta semana atividades em alusão à Semana Nacional dos Orgânicos.

Um dos principais desafios do setor ainda são os preços pagos pelo produto, ou ao menos a percepção dos consumidores. O extensionista da Emater, Ari Uriartt, salienta que no varejo ainda são incluídos os custos dos intermediários, o que encarece o produto.

- Os supermercados e outras formas de comercialização normalmente colocam o custo da intermediação. E particularmente, o custo dos orgânicos, na política de alguns segmentos de comercialização, colocam um preço com percentual muito acima daquilo que seria o esperado - avalia.

Ele indica que o melhor caminho ainda é a compra direta dos produtores por meio das feiras orgânicas existentes na capital. Desde janeiro do ano passado está em vigor as novas normas de produção orgânica. Os produtos que estiverem dentro dos padrões de qualidade exigidos pelo Ministério da Agricultura recebem selo de participação.

Agentes esperam recuo nos preços do leite mesmo na entressafra

31 de maio de 2012 0

Mesmo em entressafra, a expectativa da maior parte dos compradores de leite consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, é de queda dos preços ao produtor no próximo mês, especialmente no Sudeste e Centro-Oeste do País. O principal motivo é a redução da margem de lucro das indústrias e cooperativas, segundo os agentes ouvidos, tendo em vista o aumento da matéria-prima nos últimos meses e a relativa estabilidade dos valores dos derivados no segmento atacadista. Entre janeiro e abril, o preço médio pago pelo leite aos produtores ficou 12% acima do observado no mesmo período de 2011 (em termos nominais), enquanto o preço do leite UHT, por exemplo, manteve-se estável. Outro fator que tem prejudicado as vendas da indústria nacional é o volume de lácteos importados a preços relativamente baixos se comparados aos do produto nacional.

Do ponto de vista do produtor rural, no entanto, os custos de produção têm “apertado” sua margem de lucro. Em abril, o custo operacional efetivo (COE) ficou 7% acima do observado no mesmo período do ano passado e 20% superior ao de abril/10 (sem considerar a inflação do período). Esse encarecimento foi puxado basicamente pela alimentação concentrada e pela mão de obra, que normalmente é indexada ao salário mínimo.

Neste cenário, segundo a pesquisa mensal realizada pelo Cepea referente às expectativas sobre o comportamento dos preços a serem pagos no mês seguinte, 59% dos compradores de leite entrevistados (que representam 79% do volume de leite da amostra) acreditam em queda dos preços do leite a serem pagos em junho. Para 23% dos agentes consultados pelo Cepea (que respondem por 15% da amostra), deve haver estabilidade e 18% dos agentes (responsáveis por 6% do volume amostrado) acreditam em alta de preços.

Em maio, o preço médio pago pelo leite aos produtores (referente à produção entregue em abril) teve leve aumento de 0,8% em relação ao mês anterior, indo para R$ 0,8742/litro (valor bruto, inclui frete e impostos). O valor considera a média ponderada pelos estados produtores. Em termos reais, o preço do leite ficou 0,5% abaixo do registrado em maio/11. Desde aquele mês, justamente, que o preço real não ficava abaixo do verificado em igual período do ano anterior.

O Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-Leite) registrou ligeira queda de 0,5% entre março e abril – o cálculo é feito com base na variação da captação média diária nos estados produtores. A principal redução foi verificada em Santa Catarina (quase 8%), seguida pela Bahia (recuo de 5,4%). Em função da seca no Nordeste, no estado baiano o índice ficou cerca de 20% abaixo do verificado no mesmo período do ano passado. O índice geral de abril teve aumento de 4% em relação a abril de 2011. Considerando-se os últimos doze meses, entretanto, ainda há redução de 1,5% do ICAP-Leite/Cepea em relação aos 12 meses anteriores.

No Sul do País, a produção de leite ainda é influenciada pelas consequências da estiagem registrada no início do ano, tendo em vista a menor produção de silagem de milho e também a qualidade deste produto, que foi afetada pelo clima. A safra de inverno na região tende a começar entre junho e julho, sendo que o desenvolvimento das forrageiras está atrasado em algumas regiões em função da falta de chuvas, segundo agentes.

O maior preço pago aos produtores pelo leite em maio foi observado novamente em Goiás, de R$ 0,9169/litro. Naquele estado, houve ligeiro aumento de 0,5% em relação ao pagamento de abril. Em Minas Gerais, houve alta de 1% no mesmo período, com o preço médio a R$ 0,8916/litro. Em São Paulo, o valor médio foi de R$ 0,8956/litro, ligeira alta de 0,9% frente a abril.

No Espírito Santo, a média foi de R$ 0,8607/litro, o menor valor observado na região Sudeste. No Rio de Janeiro, o valor médio foi de R$ 0,8811/litro, leve queda de 0,5% frente ao pagamento de abril. Na Bahia, houve aumento de 9% no preço médio pago em maio em função da seca, indo para R$ 0,8475/litro. No Ceará, o valor bruto médio foi de R$ 0,8706/litro. Segundo agentes do setor, a expectativa no estado cearense é de alta de preços devido à escassez de oferta da matéria-prima. No Mato Grosso do Sul, houve aumento de 4,8%, com média de R$ 0,7694/litro.

No Sul, de forma geral, os preços permaneceram nos mesmos patamares de abril. No Paraná, a média foi de R$ 0,8347/litro (alta de 0,1% frente ao mês anterior), no Rio Grande do Sul o preço foi para R$ 0,8519/litro (leve aumento de 0,2%) e, em Santa Catarina, de R$ 0,8191/litro (ligeira queda de 0,3%).

* Com informações da Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

Ministro participa de vacinação contra a aftosa em estados do Nordeste

31 de maio de 2012 0

O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, visitará quatro estados do Nordeste para participar de atividades da primeira fase da campanha de vacinação contra a febre aftosa deste ano. Nesta quinta-feira, 31 de maio, ele fará o encerramento da imunização nos estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba, que, assim como a maioria do Brasil, começaram a vacinar no dia 1º de maio. Na sexta-feira, 1º de junho, Mendes Ribeiro realizará a abertura da vacinação em Pernambuco e no Ceará, onde a campanha seguirá até o dia 30 de junho.

- Isso demonstra que estamos presentes e atentos ao que os estados estão fazendo, para que possamos cumprir com a nossa meta, que é ampliar a zona livre de aftosa com vacinação até o final do ano - declara Mendes Ribeiro.

Além dos dois estados, a vacinação iniciará em Alagoas, Maranhão, Pará (parte centro-norte) e Piauí – que tiveram a etapa transferida de maio para junho –, em razão das seis unidades estarem participando do inquérito soroepidemiológico para avaliar se há ou não circulação do vírus da febre aftosa na área. O cronograma prevê ações até outubro, quando serão analisados os resultados e avaliado, junto com outros dados operacionais dos serviços veterinários estaduais, se o bloco poderá ser reconhecido como livre de aftosa com vacinação.

Desde o dia 17 de maio, a área envolvida no estudo está com restrições quanto ao ingresso de animais vivos susceptíveis à febre aftosa e seus produtos e subprodutos provenientes de outras unidades ou parte destas, classificadas como médio risco ou de maior risco para febre aftosa. A medida visa preservar as condições sanitárias dos rebanhos sob inquérito. A divisa dos estados recebeu barreiras de fiscalização e os bovídeos precisarão ser quarentenados e submetidos a exames sorológicos antes de ingressarem na área sob inquérito.

Objetivo é superar índice anterior

O Ministério da Agricultura espera que 158,8 milhões de cabeças sejam vacinadas nesta primeira fase em todo o Brasil. O diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA), Guilherme Marques, destaca que mais importante do que superar o índice de cobertura vacinal alcançado na mesma etapa em 2011 (97,4%) é o comprometimento dos produtores na aplicação das doses e na declaração da vacinação.

No Rio Grande do Norte, a previsão é imunizar 926,5 mil cabeças nesta primeira etapa, enquanto na Paraíba o número deverá se aproximar de 1,5 milhão de animais. No ano passado, o índice médio de cobertura vacinal dos dois estados foi, respectivamente, de 86% e 70,5%.

Em Pernambuco, 2,4 milhões de bovinos e bubalinos estarão envolvidos nessa fase. O rebanho cearense que será vacinado é de, aproximadamente, 2,6 milhões de bovídeos. Ambos apresentaram índice médio de cobertura vacinal de 94,7% e de 92,2% em 2011.

Os cuidados necessários para uma adequada imunização do gado são: vacinar dentro do período estabelecido; adquirir vacinas em revendas autorizadas; conservar em temperatura correta (de 2 a 8°C) até o momento da aplicação; aplicar a dose certa (5 ml) na região da tábua do pescoço com agulhas e seringas em bom estado e limpas e manejar os animais com o mínimo de estresse e nos horários mais frescos do dia.

Após o término da vacinação no Rio Grande do Norte e na Paraíba, os pecuaristas têm até o dia 15 de junho para entregar a declaração nas Unidades Veterinárias Locais (UVLs) ou nos Escritórios de Atendimento à Comunidade (EACs) dos seus estados. Nos seis estados que vacinarão em junho, o prazo é até o dia 15 de julho. Os produtores que não cumprirem com as suas obrigações serão impedidos de movimentar seus animais até regularizar a situação, terão a vacinação acompanhada e serão autuados.

* Com informações do Ministério da Agricultura

Governo dá respostas às reivindicações do Grito da Terra

31 de maio de 2012 0

Com a presença da presidente Dilma Rousseff, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, anunciou, na tarde desta quarta-feira (30), no Palácio do Planalto, em Brasília, as respostas do Governo Federal para a pauta de reivindicações que compõe o Grito da Terra 2012. A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência e dirigentes da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e das 27 federações estaduais acompanharam o anúncio das medidas feito pelo ministro Pepe Vargas. A presidenta Dilma e  Pepe Vargas valorizaram a participação dos movimentos sociais nas discussões relativas ao Grito da Terra e ao novo Código Florestal. A presidenta afirmou que o governo não medirá esforços para garantir o acesso ao crédito para a safra 2012/2013, que passa de R$ 16 bilhões para 18 bilhões.

- Se for preciso, nós ampliaremos este recursos para garantir crédito aos agricultores familiares - destacou.

Pepe Vargas anunciou a mudança no crédito de instalação para habitação nos assentamentos, que passará a seguir as regras semelhantes ao programa Minha Casa, Minha Vida. O ministro enfatizou que esta alteração ainda está sendo elaborada de forma mais aprofundada junto aos movimentos sociais, Caixa Econômica Federal, Ministério das Cidades e Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Com a mudança, o valor disponível para a habitação nos assentamentos passa de R$ 15 mil para R$ 25 mil, com subsídio de 96%.

O ministro antecipou, ainda, que não haverá contingenciamento de recursos para a compra de terras para novos assentamentos. Pepe Vargas afirmou que serão disponibilizados R$ 706,5 milhões e que já está sendo definido um cronograma para a liberação dos recursos. O ministro lembrou que, deste montante, já foram liberados R$ 244 milhões: R$ 200 milhões para a emissão de título das propriedades e R$ 44 milhões para indenizações por benfeitorias.

- Só estas indenizações viabilizam o assentamento de 11 mil famílias - completou.

Outra medida anunciada foi a ampliação  do limite de crédito para o Pronaf Semi-Árido, que passa de R$ 12 mil para R$ 18 mil. De acordo com o ministro, as medidas relacionadas à crédito serão anunciadas integralmente no Plano Safra.

Um dos temas bastante cobrados pelos movimentos sociais - a assistência técnica - foi mencionada pela presidenta Dilma como uma meta de governo. Nesta direção, Vargas antecipou que o Governo Federal garante a liberação de mais R$ 300 milhões para assistência técnica e extensão rural (Ater). Com o descontingenciamento, o valor para Ater atingirá R$ 542 milhões.

Ao final da reunião, o ministro Pepe Vargas sugeriu a criação de três grupos de trabalho para aprofundar a discussão sobre o Programa de Garantia de Preço Mínimo (PGPM), sobre tributação para a agricultura familiar e para o aperfeiçoamento do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF).

* Com informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário