Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de junho 2012

Rio Grande do Sul vai receber R$ 18 bilhões do Plano Safra

29 de junho de 2012 0

O recurso anunciado pelo ministro Mendes Ribeiro Filho representa um aumento de 28,5% em relação ao período anterior. Dos R$ 115 bilhões liberados para o Plano Safra 2012/2013, R$ 18,4 bilhões serão do Rio Grande do Sul.

Somente o Paraná terá mais recursos disponíveis. A maior parte será utilizada para financiar o custeio e a comercialização da safra e o restante será para programas de investimentos.

O ministro da Agricultura ainda garantiu que o governo federal pensa nos agricultores que sofreram perdas em função da estiagem. Além disso, Mendes Ribeiro Filho dsetacou a ampliação do seguro rural.

- O investimento no seguro agrícola é algo que realmente impressiona. Nós aumentamos o Proagro em até R$ 300 mil e, além disso, estamos casando R$ 400 milhões na rubrica do orçamento para que o seguro seja bancado de forma que o Brasil possa dar segurança ao produtor - salienta.

O ministro Mendes Ribeiro Filho também anunciou três convênios com o governo do Estado no valor de R$ 70 milhões.

* Reportagem de Geórgia Santos

Prazo para certificação de armazéns vence em dezembro

29 de junho de 2012 0

Os armazéns que não cumprirem a primeira etapa da Certificação das Unidades Armazenadoras até o final do ano serão impedidos de estabelecer contratos para guarda dos estoques públicos reguladores. A exigência está prevista na Instrução Normativa (IN) nº 41/2010.  De acordo com a legislação vigente, as empresas com mais de um CNPJ têm até o dia 15 de dezembro de 2012 para estar com no mínimo 15% de sua capacidade certificada. Para as demais empresas os prazos variam entre os anos de 2013 e 2015.

A certificação é o reconhecimento formal, concedido por um organismo autorizado, de que uma entidade tem competência técnica para realizar serviços específicos. No caso dos armazéns, ela é obrigatória para as pessoas jurídicas que prestam serviços remunerados de armazenagem, a terceiros, de produtos agropecuários, seus derivados, subprodutos e resíduos de valores econômicos, inclusive de estoques públicos, podendo o Ministério da Agricultura ampliar a exigência para outras unidades armazenadoras.

A exigência de certificação também se aplica aos armazéns próprios da Conab. Segundo a superintendência de Armazenagem e Movimentação de Estoques da Conab (Suarm), até o final de 2012 pelo menos quatro  unidades armazenadoras da Conab estarão certificadas. Elas representam mais de 15% da capacidade da Companhia. Para o próximo ano estão previstas mais 12 certificações.

Em julho, cerca de 60 profissionais de agronomia e engenharia agrícola da companhia  darão continuidade, à supervisão técnica nas unidades armazenadoras da Companhia em todos os estados. A ação também visa coordenar e orientar as operações de guarda dos produtos estocados nos armazéns, em cumprimento aos normativos vigentes.

* Com informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)

Parceria reaproveita lodo de esgoto tratado para adubação em Gramado

29 de junho de 2012 0

Uma iniciativa sustentável está ajudando no embelezamento de um dos principais cartões postais do Rio Grande do Sul. A parceria da Corsan com o município de Gramado está reutilizando o lodo das estações de tratamento de esgoto como adubo para os canteiros de jardins e praças da cidade.

O composto orgânico oferece os nutrientes necessários para as plantas. O diretor de operações da Corsan, Ricardo Rover Machado, afirma que a medida trouxe redução de custos para o município e também para a Companhia.

- Isto está representando um ganho para ambos. Em torno de 40% das despesas se reduzem para a Corsan no sentido de transporte e disposição desse lodo. E o município gasta 30% menos nas compras de fertilizantes - afirma.

Os experimentos iniciais tiveram um resultado acima do esperado pelos técnicos. Machado acredita que essa medida pode ser ampliada, futuramente, para outros municípios gaúchos.

- Temos uma possibilidade de fazer uma disposição correra e sustentável deste lodo. É uma experiência que já está atraindo a atenção de outros municípios que querem fazer este tipo de convênio. E o resíduo que ia para aterro sanitário passa a ser utilizado para o embelezamento da cidade - salienta.

A iniciativa foi agraciada com o Prêmio Mérito Ambiental Henrique Luiz Roessler, cujo o objetivo é reconhecer o trabalho de gestão de soluções na recuperação do meio ambiente.

Analistas avaliam que mercado de açúcar está em ritmo de baixa

29 de junho de 2012 0

Após pequena alta apresentada há 15 dias, o mercado de açúcar volta a fechar em quedas. A baixa se apresenta em todos os vencimentos ao longo da extensa curva de preços – que vai até maio de 2015.

- Ninguém entendeu o porquê desse derretimento tão rápido e não faltaram especulações. O fato é que as soft commodities – açúcar, cacau, café e algodão – estão dando canseira aos gestores. Todas elas apresentaram queda nesta última semana - comenta Arnaldo Corrêa, gestor de risco e diretor da Archer Consulting.

As chuvas que caem no Centro-Sul, que têm atrasado o corte de cana, ajudaram o açúcar a recuperar parte da recente queda de preços no mercado internacional.

- Embora ninguém esteja entusiasmado com possibilidades de alta, muitos operadores do mercado acreditam que as mínimas (18,86 no início deste mês) já foram vistas e não teremos mais esse quadro - completa Arnaldo.

De acordo com o diretor da Archer Consulting – empresa especializada em gestão de riscos para commodities agrícolas –, alguns pontos podem reforçar a ideia de que o mercado encontrou o nível de suporte nos preços atuais.

- Apontamos alguns, como o sentimento do aumento iminente no preço da gasolina na bomba, que tem o efeito de elevar, em tese, o preço base do hidratado. Também devemos considerar pontos como as mudanças no imposto sobre operações financeiras, que facilitariam a entrada de dólares e, consequentemente, trariam um fôlego para o real; assim como a eventual mudança da mistura de combustível, alterando o percentual de anidro para 25% dos atuais 20% - explica Arnaldo.

Mas na contrapartida, existem as argumentações de que o recrudescimento do cenário macroeconômico que valorizaria o dólar jogaria as commodities para baixo. O petróleo foi a commodity que mais caiu este mês: 14,8% de queda. Suco de laranja, soja e açúcar são as únicas que subiram em junho até agora, com 13%, 6,8% e 4,5% respectivamente.

Segundo Arnaldo, respostas a algumas questões poderiam justificar os preços do açúcar. “Estariam refletidos nesses preços o crescimento da produção na Índia e Paquistão, as excelentes condições climáticas na Rússia e consequente aumento de produção e as revisões para baixo das safras no Brasil, México e Estados Unidos? Outra questão que se faz é: quais elementos seriam necessários para que o mercado subisse além dos níveis atuais?”, se pergunta.

O cenário macroeconômico aponta para uma desaceleração da economia mundial, apesar de o consumo mundial de açúcar ter aumentado em média 1,5% ao ano.

- Aumento de disponibilidade e preços baixos costumam andar de mãos dadas. Mas uma esperada desaceleração no crescimento econômico global pode minar as perspectivas de expansão da indústria de alimentos sensível à variação de renda. Ou seja, o horizonte é carregado de nuvens negras. Se por um lado, entendemos que abaixo de 19,50 o mercado teria vida curta; por outro, acima de 23 ou 24 centavos de dólar por libra-peso, seria igualmente de curta duração - pondera Arnaldo Corrêa.

* Com informações da Archer Consulting

Produtores conhecem alternativas para controle de pragas em frutíferas

29 de junho de 2012 0

A fruticultura é atividade agrícola de maior importância econômica para a região da Serra. No Rural Show 2012, que acontece até domingo (1º), no Centro de Eventos de Nova Petrópolis, técnicos da Emater estão mostrando para os produtores as tecnologias utilizadas no controle e no monitoramento de pragas que comprometem a produção.

- São alternativas para diminuir o uso de agroquímicos, o custo de produção, as perdas e o impacto ambiental - explica o agrônomo da Emater de Bento Gonçalves, Gilberto Salvador.

A mosca da fruta é o principal inseto que ataca os pessegueiros, sendo comum também nos pomares de maracujá, goiaba, maçã e nectarina. A praga coloca seus ovos nas frutas e as larvas desenvolvem-se, tornando-se uma porta de entrada para doenças e causando a perda total da fruta. Para monitorar essa praga, existe uma armadilha com proteína hidrolisada, um alimento para atrair a mosca.

- Como o inseto só voa para cima, ele fica preso e morre. Uma mosca na armadilha já é o indicativo de que tem que ser feito o controle - destaca o agrônomo.

Isso é feito com inseticidas permitidos pela Anvisa: produtos naturais, se for produção orgânica, e sintéticos, se for convencional. O agrônomo Salvador lembra ainda que alguns agricultores utilizam vinagre ou suco da fruta em vez da proteína hidrolisada.

- Mas nesse caso também são atraídos outros insetos. O uso da proteína hidrolisada permite um controle mais seletivo - afirma.

Outro método utilizado no manejo e controle da grafolita ou mariposa-oriental em pomares de pêssego, maçã, pêra e ameixa, é o uso de feromônio sexual sintético, que é equivalente ao odor natural liberado pelas fêmeas no ambiente para atração dos machos para acasalamento. Quando espalhado no pomar (em armadilhas, cápsulas ou pasta), os machos confundem-se, gastam energia procurando as fêmeas para o acasalamento e acabam morrendo. Assim, não há ovos e a praga não prolifera.

No pessegueiro, os danos causados pela mariposa-oriental são observados tanto nas brotações (ponteiros) como nos frutos, que ficam imprestáveis para o comércio. O uso do feromônio no monitoramento e no controle da praga busca evitar que os produtores façam aplicações de inseticidas fosforados e piretroides preventivamente ou quando a grafolita já causou danos, pois eles também eliminam os inimigos naturais das pragas.

No local, os agricultores podem conferir, ainda, uma armadilha luminosa para controle da broca da figueira. A mariposa noturna é atraída pela luz ultravioleta, batendo na lâmpada e caindo dentro de um recipiente com água (ou água e sabão). A captura da broca evita que ela coloque os ovos na ponta da planta e eles se desenvolvam dentro do broto, interrompendo o crescimento da frutífera e impedindo a produção de figo.

* Com informações da Emater

Preço do leite cai 2% e custo de produção é o maior da série do Cepea

29 de junho de 2012 0

O preço do leite pago ao produtor recuou em junho, em plena entressafra, conforme já esperado por agentes consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Este comportamento é atípico para o período do ano, tendo em vista que a oferta de leite está relativamente restrita, devido à menor produção de pastagens. Entretanto, colaboradores do Cepea afirmam que a margem de lucro dos laticínios está menor há alguns meses, em função da valorização da matéria-prima, enquanto no mercado de derivados lácteos não houve reação dos preços, por conta do desaquecimento das vendas.

O preço bruto pago pelo leite ao produtor caiu 2% em junho (referente à produção entregue em maio), indo para R$ 0,8561/litro na média geral.

Enquanto os preços pagos pelo leite aos produtores recuaram em quase todas as regiões analisadas pelo Cepea, os custos de produção seguem em alta, impulsionados pelo encarecimento da alimentação concentrada. O farelo de soja registrou valores recordes em algumas regiões acompanhadas. Com isso, o índice de custo de produção calculado pelo Cepea atingiu, em maio, o maior patamar desde o início da série, em janeiro de 2008. Em relação a maio/2011, o Custo Operacional Efetivo (COE) registrou alta de 8%. Este cenário de redução da margem de lucro do pecuarista leiteiro tende a desestimular avanços na produção de leite.

* Com informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

Governo vai reforçar divulgação e exportações do Mais Alimentos

29 de junho de 2012 0

Em reunião com o setor de máquinas agrícolas na manhã desta sexta-feira (29), o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, definiu uma nova estratégia de divulgação do programa Mais Alimentos. O objetivo é fortalecer a presença do programa em feiras pelo Brasil, estimulando as compras do setor.

Além disso, Vargas também detalhou o os planos para a exportação de máquinas para outros países, principalmente para África. Conforme o ministro, o grande diferencial do Brasil será o apoio técnico e político para os compradores.

- Faremos uma capacitação técnica a todos os agentes públicos para as políticas públicas voltadas para a agricultura familiar. O Brasil é um país que é referência em políticas públicas voltadas para os agricultores familiares, no que diz respeito à crédito, apoio à comercialização, assistência técnica e seguro.

Lançado em 2008, o Mais Alimentos já financiou 45 mil tratores e mais de quatro mil caminhões, entre 3,6 mil itens de apoio para a agricultura familiar.

* Reportagem de Renata Colombo

Reunião com governo federal pode encaminhar proposta sobre dívidas rurais

29 de junho de 2012 0

Um estudo com a situação do endividamento do setor rural será encaminhado para a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho. A reunião com parlamentares gaúchos está marcada para a próxima semana. A ideia é acertar uma proposta de refinanciamento das dívidas dos setores de arroz, soja, maçã e suíno.

O deputado federal Luiz Carlos Heinze salienta que as perdas com a seca acentuaram as dívidas dos produtores rurais. Ele lembra que muitos agricultores não poderão acessar o crédito para a próxima safra por causa da inadimplência.

- O anúncio de créditos é importante, mas esses produtores de arroz, principalmente, que só no Rio Grande do Sul cerca de dez mil não tiveram, nos últimos quatro anos, acesso ao crédito rural. Esse é um ponto importante para o produtor acessar o crédito - reforça

Conforme estudo da Farsul, as perdas foram de 11% no arroz, 54% no milho e 45% na soja. Já os suinocultores, por exemplo, sofrem com o embargo russo e enfrentam situação financeira crítica.

Cooperativa de energia busca sustentabilidade no uso de materiais renováveis

29 de junho de 2012 0

Materiais para reduzir o desmatamento e ampliar a conservação ambiental. Nas pequenas medidas se tem grandes atitudes. A Certel, cooperativa da área de energia, fez a troca das cruzetas da sua rede de abastecimento elétrico. As cruzetas são os materiais destinados a suportar os cabos de energia instalados nos topos dos postes.

O diretor de Energia da Certel e vice-presidente da Cooperativa, Erineu José Hennemann, explica que era usada madeira certificada. Agora, segundo ele, o novo material, além de preservar a natureza, também traz mais facilidade no manuseio.

- Ela é fabricada com resíduos de plástico moído e fibras naturais, oriundas da cana-de-açúcar. É uma matéria-prima renovável e esse novo equipamento tem um peso menor e uma facilidade maior de manuseio e instalação das redes - afirma.

O cálculo é que 20 cruzetas de madeira equivalem a uma árvore nativa. Com isso, a cada mil quilômetros de linha de distribuição construídos em área urbana, 1,2 mil árvores nativas são preservadas e 375 toneladas de resíduos plásticos descartados pela população são reaproveitados. Hennemann salienta a atitude a favor do meio ambiente.

- Mesmo que o custo da cruzeta ecológica seja um pouco maior, temos certeza que esta renúncia econômica em benefício do meio ambiente é uma decisão acertada - avalia.

A substituição pelas cruzetas ecológicas iniciou pela rede que interliga os municípios de Sério e Boqueirão do Leão. O objetivo é trocar todo o sistema elétrico da cooperativa.

Cotações do dia 29 de Junho de 2012

29 de junho de 2012 0

Suínos

Suíno vivo – preço ao produtor no interior gaúcho (R$/kg) – 1,90
Carcaça comum completa (R$/kg) – 3,00

Frango

Frango vivo na granja (R$/kg) – 1,90
Frango abatido – congelado ou resfriado (R$/kg) – 2,50

Boi Gordo

Boi vivo na Fronteira – prazo de 30 dias (R$/kg) – 3,23
Missões – mesmas condições (R$/kg) – 3,20
Região Serrana (R$/kg) – 3,20
Rosário / Itaqui (R$/kg) – 3,21
Cabeça do Novilho – 700,00

Arroz

Preço médio ao produtor gaúcho (R$/50kg) – 28,87
Preço médio em Alegrete (R$/50kg) – 28,70
Preço médio em Pelotas (R$/50kg) – 29,20

Trigo

Grão em Porto Alegre (ph78, sem ICMS – R$/T) – 490,00
Carazinho (mercado de lote – R$/T) – 475,00

Feijão

Sobradinho (R$/60kg) – 100,00

Soja

Preço Cif – Rio Grande – mercado disponível de lotes (R$/60kg) – 72,00
Passo Fundo (R$/60kg) – 71,50
Santa Rosa (R$/60kg) – 70,00

Milho

Preços ao produtor em Erechim (R$/60kg) – 25,50
Preços ao produtor em Cruz Alta (R$/60kg) – 25,00

Fonte: Safras e Mercado