Apesar das inúmeras reuniões realizadas entre o Ministério da Agricultura e a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) na última semana, os suinocultores reclamam que não houve nenhuma manifestação do governo em aprovar novas medidas para atenuar a crise que passa a suinocultura nacional.
- As medidas anunciadas ainda não são suficientes. Nesse momento, o produtor precisa mais do que prorrogar suas dívidas, ele precisa emergencialmente de um programa de subvenção do Governo Federal, referente à diferença entre o preço de venda e o custo de produção - explica o presidente da ABCS, Marcelo Lopes.
Nesta semana, os produtores de suínos foram surpreendidos pela elevação dos preços de comercialização do milho, que em alguns estados chegou a 30% de aumento e também pela escassez do farelo de soja, principalmente no estado do Rio Grande do Sul que neste ano sofre com a quebra da safra. Com a redução de praticamente 50% da colheita, grande parte do grão está destinada para a exportação, limitando a utilização para o farelo de soja usado na ração animal.
- As medidas apresentadas pelo Mapa são paliativas, pois amenizam as dívidas já adquiridas pelo produtor. Mas os altos custos de produção são os responsáveis pelo prejuízo de mais R$ 80,00 por animal comercializado. O setor precisa de um subsídio do custo de produção imediatamente - destaca o presidente da entidade, reforçando aos produtores de todo o Brasil que entrem em contato diretamente com a Secretaria de Política Agrícola do Ministério e reforcem esse pedido de socorro ao setor.
Para tratar do assunto, a ABCS se reúne com o Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, nesta quinta-feira (19) às 10h no Ministério da Agricultura.
* Com informações da Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs)
