A Federação dos Trabalhadores na Agricultura promoveu uma série de encontros pelo interior do estado para discutir as mudanças no Plano Safra. Foram passadas orientações e práticas de operacionalização do crédito para a implantação de culturas de verão e das operações de investimento agropecuário. A entidade também realiza pesquisa sobre crédito rural. Nos últimos anos, houve uma redução de 50 mil no número de famílias que buscam o crédito. Segundo o vice-presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, as primeiras informações indicam pontos importantes como as dívidas dos agricultores e a negociação que é feita pelos bancos.
- Muitas famílias não estão buscando crédito por dificuldades com a burocracia e também a venda pelos bancos de produtos casados, o que encarece o juro do crédito, apesar dele ser barato - enfatiza Carlos Joel.
A pesquisa segue até dezembro e o resultado será debatido com o governo e os bancos. O dirigente da Fetag ressalta ainda que nesse momento de euforia com relação aos preços deste ano, principalmente com as commodities, o produtor precisa levar em conta a sua capacidade de endividamento para poder cumprir o cronograma de pagamento mais tarde.
- É preciso também levar em consideração os programas do governo como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que ajudam e às vezes tem preço melhor do que está no comércio - salienta o dirigente da Fetag.
A Federação também debateu a questão do Proagro. Os encontros promovidos pela Fetag ocorreram em diversas regionais entre os dias 31 de julho e 17 de agosto.