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Posts na categoria "Apicultura"

Apicultores fazem campanha para incentivar consumo de mel

26 de julho de 2012 0

Apicultores de São Borja, na Fronteira Oeste, querem que o mel não seja visto apenas como remédio para ser consumido durante os meses frios do ano. Eles querem é sensibilizar a população e incentivar o consumo do produto o ano todo, como alimento para todas as idades. O esforço dos produtores do município para melhorar o perfil do consumidor faz parte do desenvolvimento da campanha nacional Meu Dia Pede Mel, da Confederação Brasileira de Apicultura (CBA), que incentiva o consumo do produto no país.

- A proposta é fazer com que o mel seja mais consumido como alimento e não apenas como medicamento natural. A venda e o preço do produto, neste sábado, serão feitos diretamente com os produtores, para incentivar o seu uso - diz o presidente da AASB, Ori Osvaldo Andreola.

A AASB, fundada em 1997, possui atualmente 40 associados, o que representa um universo de cerca de 4 mil colmeias.

- A produtividade média é de 25 quilos ao ano por colmeia, totalizando uma produção anual de, aproximadamente, 90 toneladas - diz o técnico do escritório local da Emater, Odacir Decol.

Para Andreola, a alta produtividade do mel de São Borja está abrindo oportunidades de comercialização.

- Já estamos exportando a maior parte do mel. A atividade está crescendo e, pela oferta das condições de clima e solo, tem campo para muito mais - diz o dirigente da AASB.

* Com informações da Emater

Alimentação das abelhas deve ter cuidado especial durante o inverno

09 de julho de 2012 0

As baixas temperaturas nesta época do ano podem reduzir a população de abelhas dentro da colméia. É um momento de maior escassez de alimentos, a família definha, os zangões são expulsos da colméia, a postura de ovos da rainha fica reduzida e, consequentemente, diminui a produção de mel, pólen e cera.

Por isso, nesse período, é preciso redobrar a atenção e identificar quais as colméias mais fracas. O técnico agrícola da Emater, Ricardo Boesche, alerta para a importância de entrar com uma alimentação artificial no mês de agosto.

- A redução é normal, as colmeias reduzem a população quase à metade, até às vezes menos da metade, elas reduzem bastante a sua população e aí elas tem dificuldade, como no inverno não tem néctar no campo e a reserva delas é pouca então o apicultor tem que fazer uma suplementação para elas. E também é importante já nessa época fazer uma redução do alvado, que é reduzir aquela entrada da caixa, onde as abelhas entram e saem para que elas consigam também manter a caixa mais aquecida. Reduzindo esse alvado a quantidade de frio que entra é bem menor.

O técnico da Emater afirma que muitas vezes os apicultores deixam para identificar as colmeias mais frágeis somente no final de agosto, início de setembro, e acabam perdendo todas as abelhas. Ricardo ensina a olhar as caixas nos dias com Sol e quentes e verificar se há reserva de mel. No inverno, o apiário deve ficar em um local ensolarado, já que um lugar sombrio associado às estações mais frias pode provocar a incidência de doenças.

Também é importante dar preferência a uma área com cerca viva, como eucaliptos,por exemplo, para dificultar o acesso de animais e evitar a incidência de ventos fortes. Os apicultores que quiserem saber mais sobre as melhores práticas de manejo durante os meses frios pode entrar em contato com a Emater da sua região.

Chegada do inverno altera práticas de manejo na apicultura

27 de junho de 2012 0

A chegada do inverno é uma época importante para quem trabalha com apicultura, tendo em vista que este período representa um momento de maior escassez de alimento para as abelhas. Nessas ocasiões, a família definha, os zangões são expulsos da colmeia, a postura de ovos da rainha fica reduzida e, consequentemente, diminui a produção de mel, pólen e cera. De acordo com o técnico agrícola da Emater, Ricardo Boesche, alguns procedimentos de manejo devem ser readequados para proteção das colônias e para que não haja perda muito significativa na produtividade.

Vestimenta

A utilização de roupas e ferramentas adequadas é essencial. A vestimenta básica é composta por máscara, macacão, botas e luvas. As cores das roupas devem ser claras e o material, liso, fino e fresco para uma manipulação ágil por parte do apicultor. Outra ferramenta de uso importante é o fumegador, pois com a fumaça as abelhas desviam a atenção do produtor, que pode então trabalhar com tranquilidade. Para produzir a fumaça, devem-se usar apenas serragens, folhas e cascas secas de origem vegetal.

Alimentação

Principal causadora de mortes das abelhas neste período, a desnutrição deve ser combatida com algumas ações de prevenção. Deve-se procurar manter uma quantidade de reserva de mel dentro dos apiários, pois são essas reservas que vão auxiliar na manutenção da população em condições adversas. Nesse contexto, a prática mais comum é a da alimentação artificial, que permite a substituição total ou parcial das reservas de mel de inverno. Os tipos de alimentação variam de acordo com a característica do apiário.

Acesso

Os terrenos devem ser planos, secos e nivelados. Com amplos espaços livres ao redor das colmeias para facilitar o seu manejo. O apicultor deve se aproximar da colmeia pela parte de trás, fora da linha de voo.

Escolha do local

No inverno, o apiário deve se encontrar em um local ensolarado, tendo em vista que um lugar sombrio associado às estações mais frias pode acarretar na incidência de doenças. Além da presença de sol, deve-se dar preferência a uma área com cerca viva (eucaliptos, astrapeias e amor-agarradinho) para dificultar o acesso de animais e evitar a incidência de ventos fortes. Como alternativa para preservar a temperatura no interior da colmeia, o tamanho do alvado deve ser reduzido.

* Com informações da Emater

Enxame de abelhas só deve ser retirado por pessoas especializadas

18 de junho de 2012 0

Hoje vamos responder a pergunta da ouvinte Ivonice, que enfrenta problemas com um enxame de abelhas dentro da chaminé da sua lareira. O apicultor Manoel Souza, especialista em captura de enxames, explica qual é a melhor solução.

- O certo seria fazer a limpeza dos favos todos e recolher as abelhas para levar para o interior. Sempre que chegar um enxame assim na cidade deve entrar em contato com a Associação Gaúcha dos Apicultores que a gente leva para o interior e segue cuidando delas. Não pode mexer porque de repente ela vai se irritar e vai atacar todo mundo na volta.

Pedidos para a retirada de colmeias ou enxames de abelhas podem ser feitos para a Associação Gaúcha de Apicultores pelo telefone (51) 3446.7677, ou para o Corpo de Bombeiros no telefone 193.

Envie suas perguntas para o Quadro Técnico por meio do nosso blog (veja os e-mails da equipe ao lado) ou para a página do programa no Facebook.

Cooperativa apresenta projeto para implantação de indústria de mel

14 de junho de 2012 0

A Secretaria de Desenvolvimento Rural recebeu, nesta quarta-feira (13), o projeto de implantação de uma indústria de beneficiamento de mel em São Gabriel. O projeto foi apresentado pelo presidente da Cooperativa Apícola do Pampa Gaúcho (Cooapampa), Aldo dos Santos, ao secretário Ivar Pavan, na sede da Secretaria em Porto Alegre.

Na apresentação, foi exposto que, atualmente, são produzidos 1,1 toneladas de mel por ano. Deste total, 650 quilos são importados.

- A ideia é qualificar os apicultores para ampliar a produção e poder processar o mel, agregar valor ao produto, ao invés de passar para terceiros. Queremos negociação direta com compradores, criando um entreposto para facilitar a exportação - disse o presidente da cooperativa.

Dos produtores que são associados à Cooapampa, 50% vivem da renda do mel. A cooperativa envolve associados em 24 municípios na região de São Gabriel. A expectativa dos produtores é que, daqui a cinco anos, as exportações cheguem a uma tonelada.

Segundo o secretário Ivar Pavan, o trabalho desenvolvido pela Cooapampa e o projeto apresentado vem ao encontro das políticas implantadas pelo Governo do Estado, no que se refere à organização das cadeias produtivas.

- A cadeia do mel tem grande potencial para crescer no Rio Grande do Sul. O que ocorre em São Gabriel mostra que há uma diversificação da cultura local e novas fontes de renda em expansão. Isso é fruto, também, do cooperativismo, um dos melhores caminhos para o desenvolvimento rural - resumiu o secretário.

* Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul

Congresso reúne apicultores para discutir desafios do setor

22 de maio de 2012 0

Mais de 2,5 mil apicultores participam até o próximo sábado (26) da 19ª edição do Congresso Brasileiro de Apicultura, em Gramado. O objetivo é estimular e fortalecer a cadeia produtiva apícola, através de atividades ligadas à sustentabilidade, além de levar aos participantes novas tecnologias para a prática.

Conforme o coordenador técnico do Evento, Aroni Sattler, temas como o desafio de mercado, sanidade e manejo técnico serão debatidos. Ele espera que o evento possa alertar as autoridades de governos a criar projetos para esta área.

- Isso que queremos mostrar, a grandeza da apicultura brasileira e gaúcha para ver se há a motivação para se adotar programas específicos de médio e longo prazo para a apicultura, não só da produção do mel, da própolis, da geléia e da cera, mas principalmente a função de polinização das abelhas - afirma.

Junto também ocorre a 5ª edição do Congresso Brasileiro de Meliponicultura e a Expo Apis, feira de produtos derivados da apicultura. O Rio Grande do Sul tem cerca de 28 mil apicultores que produziram, na última safra, 8 mil toneladas de mel, levando o Estado à condição de principal produtor do Brasil.

Congresso conscientiza sobre importância da polinização

21 de maio de 2012 0

Pesquisas da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) envolvendo abelhas sem ferrão serão apresentadas no 19º Congresso Brasileiro de Apicultura e 5º Congresso Brasileiro de Meliponicultura, que se inicia nesta terça-feira (22), em Gramado. Além de trabalhos e palestras sobre tema, haverá duas clínicas tecnológicas dirigidas a produtores sobre boas práticas agrícolas envolvendo a polinização.

Um meliponário, com mais de 40 colméias de abelhas sem ferrão, será instalado no local pela Emater, com apoio técnico da pesquisadora Sídia Witter, da Fepagro, que integra a comissão organizadora dos eventos. As colméias do meliponário foram obtidas junto a pequenos produtores da região. A intenção do projeto é promover a conscientização popular sobre a importância das abelhas nativas e da polinização.

A Fepagro disponibilizará também duas clínicas tecnológicas direcionadas aos produtores. Numa delas, boas práticas agrícolas para a manutenção de polinizadores serão demonstradas numa maquete de propriedade rural, enquanto na outra, serão fornecidas orientações sobre abelhas sem ferrão em ambiente natural.

- Os eventos vão reunir especialistas de várias áreas, tanto relacionados a Apis mellifera (abelha comum) quando às diversas espécies de abelhas sem ferrão.É uma oportunidade ímpar para aprender, não só com os demais pesquisadores, quanto com os produtores e agricultores presentes -  comenta Sídia.

Serão apresentados trabalhos sobre as pesquisa de monitoramento da polinização da canola, da qual faz parte a Fepagro, em conjunto com a Pontifícia Universidade Católica (Pucrs) e a Universidade de Caxias do Sul (UCS); e sobre um estudo envolvendo a produção de mel branco, em Cambará do Sul. O projeto da canola tem apoio das Organizações das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o do mel branco, do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Além disso, Sídia participa de um simpósio sobre a meliponicultura brasileira, na tarde de sexta-feira (25). Os congressos são promovidos pela Confederação Brasileira de Apicultura e Federação Gaúcha de Apicultura. Mais informações podem ser obtidas no site do evento: www.conbrapi.com.br

* Com informações da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro)

Apicultores receberão caixas de abelhas para continuidade da produção

15 de março de 2012 0

Encerram no próximo sábado (17), das 9h às 13h, as atividades de capacitação no manejo de abelhas sem ferrão para produtores rurais. Na ocasião, os apicultores capacitados irão receber caixas com enxames para dar continuidade à produção. O evento será na Fepagro Litoral Norte, em Maquiné, onde está localizada a área demonstrativa com cerca de 80 caixas de abelhas nativas.

Os produtores acompanharam o desenvolvimento das colônias de jataí, manduri, tubuna, mirim e guaraipo, alimentaram as abelhas, multiplicaram ninhos, entre outras práticas de manejo. A iniciativa faz parte do projeto Recuperação de Áreas Degradadas na sub-bacia do rio Maquiné, com patrocínio da Petrobras, através do Programa Petrobras Ambiental.

Conforme o diretor do centro, Rodrigo Favreto, os cursos, oficinas e monitoramentos são promovidos pela Ação Nascente Maquiné (Anama), em parceria com a Associação Papa-Mel, de Rolante.

As abelhas sem ferrão auxiliam na preservação e recuperação da vegetação nativa e melhoram a produtividade na agricultura de base ecológica através da polinização. A atividade, chamada de meliponicultura, além de produzir um alimento de elevado nível nutricional, possibilita retorno financeiro garantido.

* Com informações da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro)

Emater estima aumento de 150% na produção de mel em Cambará do Sul

28 de fevereiro de 2012 0

O município de Cambará do Sul deverá encerrar, nos meses de março e abril, a colheita do mel, com uma estimativa de produção 150% superior a da última safra. O aumento previsto pela Emater, de 60 toneladas, em 2011, para 150 toneladas, em 2012, se deve ao comportamento do clima.

- Fez frio na época certa, e no período de floração (primavera) o tempo colaborou com condições favoráveis à produção de pólen e néctar e, consequentemente, o bom desempenho das abelhas - explica o técnico da Emater, Neimar Fonseca e Silva.

Com 42 mil hectares de mata nativa, Cambará do Sul tem uma produção de mel diferenciada. A diversidade de florações permite a extração de mel de flores silvestres, tanto o branco quanto o amarelo, e o melato, que é oriundo da secreção da coxonilha que parasita a bracatinga.

- Não temos influência de culturas como a soja e o próprio eucalipto, que poderia interferir na qualidade e produção do nosso mel. Ele é todo de floresta nativa - afirma Neimar.

A atividade envolve 120 famílias no município, como a de Leci e Irineu Castilhos, que comemoram a boa safra. Com inspeção municipal, o apicultor vende toda a produção que, neste ano, deverá ficar em torno de 10 a 12 mil quilos, no comércio que possui na cidade. Com a venda direta ao consumidor, Irineu, que há 13 anos abandonou a fotografia para se dedicar exclusivamente à apicultura, consegue agregar renda à atividade rural.

- Se fosse vender para um entreposto, em atacado, receberia em média R$ 4,00 o quilo, enquanto que aqui eu vendo direto ao consumidor a R$ 12,00 o mel de flor e R$ 14,00 o mel branco - afirmou.

* Com informações da Emater

Especialistas debatem criação do Programa de Sanidade Apícola

20 de janeiro de 2012 0

A criação do Programa Estadual de Sanidade Apícola e de um projeto de Georreferenciamento das propriedades gaúchas produtoras de mel foram os assuntos em destaque na reunião da Câmara Setorial da Apicultura. O encontro ocorreu nesta quinta-feira (19), na Secretaria de Agricultura.

O diretor técnico da Câmara Apícola, Gustavo Diehl, defendeu as duas propostas como forma de agregar valor à produção gaúcha e também pela sua importância em termos sanitários.
- O Rio Grande do Sul ocupa hoje o primeiro lugar em produção de mel no País, mas está em terceiro em termos de exportação. Para reverter esta situação não basta ter sanidade, é preciso comprovar que temos - afirmou.
Segundo ele, o objetivo do programa de sanidade é evitar a ocorrência de enfermidades que causam graves prejuízos produtivos, com perdas econômicas e sociais para o Estado.
- Com o programa poderemos fortalecer a cadeia produtiva com maior vigilância e sanidade animal, além de evitar a entrada de doenças exóticas - salienta.
O secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, disse que, cada vez mais, o mercado comprador, principalmente o externo, tem aumentado as exigências quanto à origem do produto consumido, sendo necessária sua rastreabilidade com a ajuda de ferramentas do georreferenciamento.
- Esse projeto deve conter informações cadastrais das propriedades e também como e quanto se produz de mel no Estado - disse Mainardi.
O professor de apicultura da Faculdade de Agronomia da Ufrgs, Aroni Sattler, disse que o Rio Grande do Sul é o Estado mais citado como área de risco para a entrada de doenças típicas da criação apícola, pelas fronteiras com Uruguai e Argentina.
- Esse programa permitiria fazer monitorias periódicas - argumentou.
Para avaliar e discutir os projetos em sanidade e georreferenciamento, que irão integrar o Programa Estadual de Apicultura, a Câmara Setorial da Apicultura decidiu criar um grupo de trabalho específico para o setor reunindo diversas entidades. O próximo passo é saber se o processo de georreferenciamento está contemplado na Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA) do Governo Federal.
- Também vamos propor o envolvimento dos municípios no processo de georreferenciamento das propriedades para a elaboração do cadastro dos produtores - ressalta.
Em 2010, o Estado produziu cerca de oito mil toneladas de mel, em aproximadamente 38 mil propriedades que trabalham com apicultura, com a presença de 500 a 600 mil colméias. A exportação gaúcha é de três mil toneladas.
* Com informações da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul