Apicultores de São Borja, na Fronteira Oeste, querem que o mel não seja visto apenas como remédio para ser consumido durante os meses frios do ano. Eles querem é sensibilizar a população e incentivar o consumo do produto o ano todo, como alimento para todas as idades. O esforço dos produtores do município para melhorar o perfil do consumidor faz parte do desenvolvimento da campanha nacional Meu Dia Pede Mel, da Confederação Brasileira de Apicultura (CBA), que incentiva o consumo do produto no país.
- A proposta é fazer com que o mel seja mais consumido como alimento e não apenas como medicamento natural. A venda e o preço do produto, neste sábado, serão feitos diretamente com os produtores, para incentivar o seu uso - diz o presidente da AASB, Ori Osvaldo Andreola.
A AASB, fundada em 1997, possui atualmente 40 associados, o que representa um universo de cerca de 4 mil colmeias.
- A produtividade média é de 25 quilos ao ano por colmeia, totalizando uma produção anual de, aproximadamente, 90 toneladas - diz o técnico do escritório local da Emater, Odacir Decol.
Para Andreola, a alta produtividade do mel de São Borja está abrindo oportunidades de comercialização.
- Já estamos exportando a maior parte do mel. A atividade está crescendo e, pela oferta das condições de clima e solo, tem campo para muito mais - diz o dirigente da AASB.
* Com informações da Emater



