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Posts na categoria "Arroz"

Arrozeiros podem ganhar mais prazo para renegociar dívidas

16 de maio de 2013 0

Os arrozeiros que não renegociaram suas dívidas para pagamento em 10 anos, poderão ganhar prazo até o dia 30 de junho. Segundo o presidente da Federarroz, Renato Rocha, a decisão foi tomada em conjunto pelos representantes dos ministérios da Agricultura e da Fazenda durante audiência pública para debater o endividamento dos arrozeiros na Comissão de Agricultura da Câmara Federal. A Federação salientou a adesão parcial dos bancos privados ao refinanciamento, o que impediu vários produtores de repactuarem o passivo nas condições aprovadas pelo governo. O prazo para a renegociação era 30 de abril. Conforme a Federação Brasileira de Bancos, dos quatro mil e 100 produtores aptos a renegociarem as dívidas, só 680 as recontrataram. A Federarroz solicitou ao Ministério da Fazenda um balanço do total de contratos renegociados.

Colheita do arroz no RS chega a 99%

14 de maio de 2013 0

Com este índice é possível considerar concluída a colheita do grão no Estado. Os dados do Instituto Rio Grandense do Arroz apontam uma produção de oito milhões de toneladas para a Safra 2012-2013. Nesta safra os gaúchos semearam 1.082 milhão de hectares com uma produtividade média de 7.433 quilos por hectare. Conforme o presidente do Irga, Cláudio Pereira, o aumento da produção ocorreu pela ampliação de área e não por um aumento na produtividade, já que este ano houve problemas de clima em algumas regiões.

- Esta safra será uma das melhores colheitas para o produtor em termos de renda, destaca o dirigente.

Neste ano os preços estão 20% superiores ao mesmo período de 2012.

As regiões que já colheram 100% do grão são a Zonal Sul, que plantou 172,2 mil hectares e registra uma produtividade média de 7.703 quilos por hectare e tem o município de Rio Grande com a melhor produtividade do RS, com 8.530 quilos por hectare e a Planície Costeira Externa, que semeou 138.960 hectares e está com uma produtividade média de 7.107 quilos por hectare. Com o processo praticamente finalizado, estão a Planície Costeira Interna com 99,9% da área colhida e uma produtividade média de 7.235 quilos por hectare, faltando apenas as cidades de Guaíba e São Lourenço do Sul para concluir a colheita. E a Fronteira Oeste com 98,6% dos 329.473 hectares plantados, até o momento a produtividade média é de 7.460 quilos por hectare. Logo em seguida vem a Depressão Central com 98,5% do arroz colhido, dos 148.384 hectares semeados e está com uma produtividade média de 7.462 quilos por hectare e a Campanha com 98,1% e registra uma produtividade de 7.526 quilos por hectare.

Setor arrozeiro negocia aumento do produto na merenda escolar para estimular consumo nacional do grão

12 de setembro de 2012 0

O consumo de arroz vem caindo nos últimos anos devido à diversidade de produtos à disposição do consumidor que cada vez mais se alimenta fora de casa. Para estimular um aumento interno no consumo do cereal, a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul está propondo um incremento de 50% no volume de arroz destinado à merenda escolar. A sugestão foi apresentada ao coordenador-geral de Ações Internacionais de Combate à Fome, do governo brasileiro, ministro Milton Randó Filho. Segundo o presidente da Federarroz, Renato Rocha, paralelo às ações de exportação, é preciso desenvolver outras ações para promover o arroz.

- Aumentando em apenas uma colher de arroz por brasileiro por dia, nós teríamos incrementado o consumo em dois milhões e meio de toneladas ano. O ministro gostou da ideia e sugeriu o encaminhamento através do Conselho de Segurança Alimentar e que apoiaria essa iniciativa aumentando a destinação do arroz na merenda escolar de 20% para 30% - afirma o dirigente.

A Federarroz encaminhou a proposta via Câmara Setorial Estadual do Arroz que irá solicitar o incremento do produto na alimentação escolar ao Conselho Nacional de Segurança Alimentar, o Consea. Renato Rocha acredita que a iniciativa dará resultado em pouco tempo.

Novas tecnologias para o cultivo em várzea serão destaque na abertura da colheita do arroz em 2013

11 de setembro de 2012 0

Cerca de 25 empresas de insumos e centros de pesquisa participaram nesta segunda-feira em Restinga Sêca de um encontro para conhecer as tecnologias que serão apresentadas na 23ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz. O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul, Renato Rocha, ressalta que a principal novidade do evento no ano que vem serão as alternativas de cultivo em várzeas, com ênfase em soja, além do arroz.

- Nós teremos uma vitrine tecnológica de soja também além do arroz. Nós estamos acompanhando esse avanço da lavoura de soja nas áreas de várzea e de certa forma nós estamos incentivando que isso ocorra para o produtor diversificar, fugir do risco da monocultura e também em função do déficit hídrico que se apresenta muito forte nesse momento - garante Renato.

O presidente da Federarroz afirma que o plantio de soja na várzea poderá chegar a 300 mil hectares no Rio Grande do Sul na safra 2012-2013. Salienta, no entanto, que ainda é uma cultura que o produtor de arroz precisa buscar mais conhecimento, quanto às variedades, ao manejo e tecnologias disponíveis. A abertura oficial da colheita do arroz acontecerá de 21 a 23 de fevereiro de 2013, no Centro de Eventos de Restinga Sêca. Na última edição em fevereiro deste ano, participaram mais de nove mil produtores do estado e do Brasil. O objetivo para o próximo ano é ampliar as parcerias e o público. E no próximo dia onze de outubro ocorre também em Restinga Seca a Nona Abertura Oficial do Plantio de Arroz. A data marca o início simbólico do plantio da lavoura 2012-2013 no Rio Grande do Sul, representando um milhão de hectares. Na oportunidade serão realizadas palestras com temas ligados ao clima, tecnologias e políticas do governo federal para o setor arrozeiro.


Projetos de produção integrada do arroz visam a certificação do grão

28 de agosto de 2012 0

Um evento da Coordenação de Produção Integrada da Cadeia Agrícola (CPIA), nesta quarta-feira(29), na 35ª Expointer, marca o lançamento da Comissão Técnica da Produção Integrada do Arroz. Coordenada pela pesquisadora da Embrapa Clima Temperado (Pelotas/RS) Maria Laura Turino Mattos a Comissão faz parte de um programa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento (Mapa) que fomenta a produção sustentável no Brasil. A intenção é promover capacitações de produtores visando a certificação oficial dos produtos e a rastreabilidade da cadeia vegetal.

As comissões técnicas estão sendo articuladas em função do marco legal da Produção Integrada Agropecuária (PI Brasil), publicado em 2010, na Instrução Normativa 27. Sob supervisão do Mapa, têm como objetivo elaborar e implantar projetos de Produção Integrada (PI) e validar normas técnicas para viabilizar uma produção sustentável com certificação. A PI Arroz, especificamente, engloba nove representantes de diversas instituições relacionadas à cadeia do grão. No evento proposto na Expointer, será realizada a primeira reunião entre seus integrantes.

Para participar da PI, o produtor adere ao programa e precisa seguir uma série de requisitos estabelecidos em normas elaboradas pelas Comissões de cada produto.

- Esse trabalho não atesta apenas a qualidade, mas, principalmente, no segmento  arroz, garante a segurança ambiental - afirma a pesquisadora.

A PI Arroz não estipula normas muito diferentes dos processos produtivos já em prática atualmente, pois a cadeia está bem estruturada e tecnificada, mas surge como uma forma de ajudar o produtor. Essa adequação gera um selo PI Brasil de Qualidade que torna o produto mais competitivo, tanto internamente, como no mercado externo.

Com informações da Embrapa

Irga teme que falta de chuva leve a novos conflitos para o uso da água nas lavouras de arroz e no abastecimento humano.

27 de agosto de 2012 0

A exemplo do que ocorreu no ano passado no Vale dos  Sinos quando a captação de água para a irrigação das lavouras foi interrompida para priorizar o abastecimento humano, outras regiões do estado podem enfrentar o mesmo problema, de acordo com o Instituto Riograndense do Arroz. Há 2 semanas do início oficial do plantio, o nível médio das barragens que armazenam água para irrigar plantações está pouco acima da metade da capacidade. Na região da Campanha a situação é ainda pior e chega apenas a um terço. O nível dos Rios Santa Maria, Jacuí, Sinos e Gravataí nas próximas semanas será decisivo para o desenvolvimento da safra. Para o presidente do IRGA, Cláudio Pereira, as chuvas precisam vir com urgência.

- Temos uma previsão de plantar 1 milhão 30 mil hectares aproximadamente no estado e temos água para apenas 560 mil. Então tem que torcer por chuva até o final de setembro - afirma o dirigente.

Chuvas depois de setembro podem ajudar a aliviar a situação para abastecimento humano, mas não resolvem a queda da produtividade já que vão chegar na época errada para o desenvolvimento do grão. Já há perspectiva de redução da produtividade do arroz de pelo menos 500 kg por hectare. Para a Famurs o problema está na lentidão para a aprovação dos planos de bacia hidrográfica que vão regrar e planejar reservatórios de água e também abrir a possibilidade de financiamentos para melhorar o abastecimento. O presidente Ari Vanazi acredita que o problema só pode ser resolvido no médio prazo.

- É um problema permanente. Nós já vivemos vários anos e vamos continuar vivendo porque falta definir no ponto de vista estrutural uma política mais consistente de financiamento para que dê tranquilidade para o abastecimento da população e para a produção de arroz - salienta Vanazi.

Álvaro Andrade

Produtores gaúchos defendem taxação sobre arroz e farinha de trigo do Mercosul

16 de agosto de 2012 0

Representantes do setor arrozeiro se posicionaram à favor da sanção pela presidente Dilma Rousseff da emenda que estabelece a taxação de nove vírgula 25 por cento de Pis-Cofins para o arroz e a farinha vindos dos países do Mercosul. A emenda do deputado Jerônimo Goergen faz parte da medida provisória 563 apreciada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. O texto estabelece ainda a isenção de impostos para compra de soja de empresas cerealistas cuja finalidade seja a produção de biodiesel. O presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul, Carlos Sperotto, garante que o setor vai pressionar pela cobrança da sobretaxa nestes produtos importados.

- Nós estamos com uma posição única do setor representativo dos produtores no sentido de que a presidente Dilma mantenha na medida provisória que deverá ser apreciada por ela agora nos próximos dias, mantenha essa posição da emenda que foi aprovada nas comissões - afirma Carlos Sperotto.

Os produtores querem reduzir os efeitos da concorrência com os países vizinhos e devolver competitividade à produção nacional. Os governos argentino e uruguaio, indústrias dos dois países e importadores de arroz do Brasil estão pressionando pelo veto à emenda.

Incentivo às exportações de arroz beneficiam cotação do produto

31 de julho de 2012 0

As cotações do arroz no mercado ultrapassaram os R$ 30,00 a saca de 60 quilos na última semana. O fato ocorre depois de um ano após os preços do produto estarem abaixo dos custos de produção, o que gerou uma crise no setor.

Conforme o analista de mercado Marco Aurélio Tavares, a intervenção do governo no ano passado e a redução de área de produção na última safra começam a refletir positivamente nos valores pagos ao produtor. Ele lembra também do incentivo às exportações como um dos fatores fundamentais para a recuperação dos preços.

- O setor do arroz desenvolveu nos últimos anos uma estratégia voltada para o mercado externo. Talvez seja a estratégia mais importante além do aumento da produtividade. Isso fez com que o Brasil virasse referência no mercado internacional como um grande exportador de arroz - salienta.

Sobre o futuro, o analista acredita que a variação de preços ainda vai depender tanto do clima quanto da intenção de plantio da soja, que tem a tendência de crescimento em áreas de várzea. Ao consumidor, o preço do produto se mantém estável, com média de R$ 2,00 o quilo conforme levantamento semanal da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas).

Banrisul vai flexbilizar financiamentos do arroz irrigado

26 de julho de 2012 0

A Federarroz recebeu informação que o Banrisul flexibilizará os financiamentos de arroz irrigado. As medidas oficiais chegarão às agências até a próxima sexta-feira, 27/07 e são válidas para operações vencidas ou vincendas. Por enquanto pode-se adiantar que as todas as operações em pendência não serão registradas no Cadim e Serasa, pelo prazo de 90 dias (25 de outubro). A medida também é válida para as operações com pedido de renegociações formalizados nas agências, baseados nas resoluções 4.047 e 4.048 do Banco Central, que possibilitam novos prazos em razão da estiagem verificada na safra 2011/2012.

Os custeios da safra 2011/2012, que foram alongados, podem ser adiados para 25/09, desde que haja solicitação formal do produtor.

A Federarroz recomenda aos produtores que aguardem as chegada e confirmação das medidas nas agências do Banrisul e somente após realizem acerto quanto aos financiamentos agrícolas em questão.

* Com informações da Federarroz

Arroz da Fronteira Oeste do Estado é exportado para a América Central

20 de julho de 2012 0

O arroz proveniente da Fronteira Oeste Gaúcha estará embarcando para a América Central tendo como destino a Nicarágua, no próximo domingo (22). Este será o primeiro dos três navios, que já contam com arroz estocado no porto de Rio Grande para o carregamento. Nesta etapa será embarcado 36 mil toneladas do grão em casca. Deste volume, 70% é oriundo dos municípios de Alegrete e Uruguaiana que contou com a participação efetiva de 50 produtores.

O proprietário da Parceria Passo do Angico, Henrique Osório Dornelles, situada em Alegrete, revela que esta é mais uma alternativa para a venda do arroz estocado na Fronteira Oeste e uma oportunidade para novos negócios.

- Através de um operador de mercado conterrâneo, estamos abrindo caminhos para comercializar o nosso excedente e isso poderá acabar interferindo positivamente no mercado de arroz no Brasil - avalia Henrique Dornelles.

A variedade que está sendo exportada para os nicareguenses é do arroz comum 55 a 58% de grão inteiro, com tolerância de 2% de impureza e até 13% de umidade. É grande a expectativa do resultado no cliente final do arroz embarcado. O produto consumido na Nicarágua é proveniente dos Estados Unidos e segundo relatos, não está agradando ao consumidor devido a determinada variedade que vem sendo cultivada em grande escala naquele país.

- Pelas características sensoriais, principalmente visual, o arroz gaúcho tende a ser muito superior ao atual, pelo menor índice de barriga branca e gessado - explica Dornelles.

Novos Mercados

Não será a primeira vez que uma Associação de Arrozeiros Gaúcha organiza uma exportação. Ano passado, de forma pouco usual, produtores de Alegrete repartiram os riscos da operação, mas também os benefícios com o exportador. Através da empresa alegretense Giba Arroz Perfeito LTDA, que possui uma sede em Ghana /África, foi enviado 1/4 do arroz exportado pelo Brasil para o referido país. Este ano, esta mesma empresa possui um market share de 40% entre as empresas brasileiras exportadoras de arroz para Ghana.

* Com informações da Associação dos Arrozeiros de Alegrete