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Posts na categoria "Balanços 2011"

Agricultura destaca debates das Câmaras Setoriais

30 de dezembro de 2011 0
A Secretaria da Agricultura do Estado buscou atender todas as demandas do setor agropecuário gaúcho por meio de programas e projetos, e isto refletiu no destaque do setor na economia gaúcha. A afirmação é do secretário Luiz Fernando Mainardi.
Ele destaca, principalmente, o projeto de recuperação da Fepagro e os programas de aumento de produção e produtividade da carne gaúcho. Mainardi salienta também o trabalho realizado nas câmaras setoriais formadas para discutir com a cadeia produtiva os gargalos dos diversos setores do campo no Rio Grande do Sul.
- As Câmaras Setoriais são importantíssimas porque, num mesmo espaço, reunimos todos os elos das cadeias produtivas, debatemos os problemas, apontamos as soluções e, a partir dali, trabalhamos para superar estas dificuldades, estas barreiras. Muitas delas nós superamos, outras ainda vamos superar e outras são intransponíveis. Mas no geral a avaliação é positiva - enfatiza.
Sobre o próximo ano, o secretário diz que o governo está empenhado em combater os efeitos da estiagem, que devem prejudicar a produção gaúcha de grãos, através de programas de construção de açudes e de irrigação.

Desenvolvimento Rural comemora implementação do Plano Safra

29 de dezembro de 2011 0
Em seu primeiro ano de funcionamento a Secretaria de Desenvolvimento Rural tem um balanço positivo de trabalhos. A avaliação é do secretário Ivar Pavan.
Entre as ações destacadas está a anistia de dívidas de pelo menos 45 mil contratos de agricultores familiares. Mas Pavan salienta como principal conquista do ano a implantação do Plano Safra Gaúcho. Ele lembra que, além dos recursos destinados, programas de qualificação também foram incorporados.
- É um conceito de não termos apenas um Plano Safra para crédito, seguro e preços mínimos, que são de competência do governo federal. A parte que nos coube foi a de acrescentar o sistema financeiro estadual voltado para o financiamento da agricultura, colocando também um conjunto de programas para diversificar e qualificar a agricultura familiar - destaca.
O secretário prevê para o próximo ano a consolidação do trabalho da secretaria e de maior efetividade dos programas já implantados.

Florence: "Queremos o crescimento da renda da agricultura familiar"

29 de dezembro de 2011 0
A avaliação do ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, sobre o primeiro ano de gestão frente à pasta foi positiva. Segundo ele, um dos destaques deste ano foi a criação do Plano Brasil Sem Miséria. Além disso, o ministro ressaltou que toda a execução orçamentária dada ao ministério foi executada, mesmo com o contingencionamento de recursos.
- Com tudo isso podemos permitir melhores negócios para os agricultores familiares e garantir alimentos saudáveis na mesa dos brasileiros - diz.
Ele lembrou também do Plano Safra para a agricultura familiar. Florence avalia que, mesmo com a destinação de recursos igual ao da safra passada, de R$ 16 bilhões, a busca pelo crédito aumentou. Com isso, a expectativa é demandar mais recursos para a próxima safra.
- No ano passado foi contratado apenas R$ 11 bilhões. Mas a presidente Dilma reiterou que se ultrapassasse a demanda, seriam destinados os valores necessários. Vale lembrar que estamos com juros mais atrativos - reforça.
Um dos maiores cases do governo passado foi a criação do Mais Alimentos. Conforme Florence, este foi um ano onde o programa passou por um aperfeiçoamento. Ele informa que no próximo semestre haverá um trabalho de parceria com Estados estratégicos para reforçar a consolidação do programa.
- Há uma estratégia de expansão territorial desta política pública de mecanização agrícola. Além disso, o Rede Brasil Rural vai ampliar as contratações - avalia.
Sobre a ampliação do programa para países da África, o ministro acredita que o trabalho de estrutura logística de exportações de máquinas para o continente ainda é incipiente. Ele salienta que o governo está trabalhando para superar este gargalo logístico.
Na avaliação de Florence, o Código Florestal para a agricultura familiar foi uma grande conquista, principalmente pelo fato de ter um capítulo especial para os pequenos produtores. Mas o ministro afirma que acredita na manutenção das correçoes do texto que foram feitas no Senado e anuncia que o Plano Safra deve trazer novidades para fomentar a sustentabilidade da produção.
- O Plano Safra 2012/2012 terá como foco a preservação das tradições da agricultura familiar com o incremento de rentabilidade, competitividade e com ênfase na sustentabilidade ambiental. Queremos que a renda da agricultura familiar cresça, que seus produtos sejam sustentáveis e que os brasileiros tenham uma alimentação mais saudável - avisa.

Vendas de máquinas agrícolas tem queda no ano

28 de dezembro de 2011 0
O setor de máquinas agrícolas no Rio Grande do Sul teve uma queda de pelo menos 4,5% até novembro. Esta baixa deve se manter, segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers).
Claudio Bier salienta que a base de comparação com 2010, que foi de um ano excepcional, é determinante na redução dos números. O dirigente salienta que o programa Mais Alimentos estava mais reforçado e o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) tinha um juro de 4,5%, ao contrário dos 6,5% atual. Ele salienta também que as crises de preços de alguns setores prejudicaram os números.
- O arrozeiro é um grande cliente do nosso setor, ele compra bastante e, neste ano, ele não comprou. Um dos fatores foi o preço defasado que os produtores tiveram lá no início do ano, e isso assustou os arrozeiros - avalia.
Para o próximo ano, Bier diz que o setor já encaminhou documento para a presidente Dilma Rousseff pedindo a retomada do juro de 4,5% para o PSI e mais recursos para o programa Mais Alimentos.

Problemas de preços marcaram cadeia produtiva do arroz

27 de dezembro de 2011 0
Apesar do recorde de produção, a safra 2010/2011 de arroz trouxe problemas para o produtor. No início do ano, o preço do produto chegou a R$ 18 a saca, quando o valor estipulado pelo governo federal é de R$ 25,80. O fato gerou a mobilização da cadeia produtiva, que realizou protestos e buscou junto ao governo federal medidas para solucionar o problema.
O presidente da Federação dos Arrozeiros do Estado (Federarroz) lembra do esforço feito pelas entidades do setor em resolver a situação. Renato Rocha espera a sensibilidade do poder público em realizar medidas de compensação de preços antes da colheita iniciar.
- Esperamos que os recursos saiam antes do início da safra e que tenhamos correções que precisam ser feitas nos mecanismos que já demandamos ao governo, como a possibilidade de se fazer armazenagem de pessoa física, já demandamos o ministério neste sentido - ressalta.
O governo investiu mais de R$ 1 bilhão para tentar resolver o problemas de preço do arroz. O presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) acredita que as medidas adotadas foram corretas. Cláudio Pereira lembra também os programas feitos pelo governo para evitar novas crises.
- As questões estruturais nós estamos discutindo profundamente. Queremos criar políticas públicas para evitar que o arroz, sistematicamente, venha a ter crises. Foram negociações com o governo federal, governo estadual e com todos os setores envolvidos na Câmara Setorial do Arroz , que são fundamentais para que possamos construir isso - avalia.
A perspectiva para este ano é uma safra mais cautelosa. A estimativa é que haja redução na área plantada e a produção fique em torno de sete milhões de toneladas. Além dos problemas de preço, o clima também deve influenciar nesta baixa.

Exportações brasileiras de carne apresentam queda em 2011

26 de dezembro de 2011 0
O setor brasileiro de carnes teve um abate de cerca de 1,8 milhão de cabeças em 2011. Em termos de exportação, a expectativa é fechar o ano com uma receita de US$ 5,3 bilhões. É uma alta de 12% de receita, mas queda de 10% em volume. Os dados são da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).
Para o presidente da entidade, apesar de problemas, o setor conseguiu alcançar objetivos. Antônio Camardelli ressalta o trabalho de produtores e indústria na busca de novos mercados.
- Era um ano que tinha tudo para ser pior do que foi, mas tivemos um trabalho forte dos associados da Abiec, que fizeram incursões diferenciadas em países que até então não compravam nossa carne, mudando seu pacote de ofertas em relação à composição dos cortes. Isso fez com que alcançássemos os objetivos - revela.
Apesar dos problemas das exportações, o presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes do Estado (Sicadergs) acredita que o ano foi relativamente positivo, mesmo com uma queda de 4% nos abates. Mas Ronei Lauxen salienta que a valorização de preços para o produtor, que teve bom rendimento na temporada, deve refletir futuramente também no incremento para as indústrias.
- O produtor está disposto e bem incentivado no sentido de produzir mais e, com isso, teremos no futuro não tão próximo, pois o ciclo de produção é longo, mas vislumbramos uma melhor oferta de animais chegando a um volume de abate de operação plena das nossas plantas frigoríficas - salienta.
Para ampliar mercados da exportações, a Abiec vai trabalhar a imagem da carne brasileira. Além da sanidade, a associação aposta também na sustentabilidade da produção como um dos chamarizes para o produto nacional.

Venda antecipada garante rentabilidade aos produtores de soja

23 de dezembro de 2011 0
A boa rentabilidade da safra 2010/2011 animou os produtores de soja neste ano. A previsão é de que a área se mantenha estável em todo o Brasil.
Segundo o presidente da Associação Gaúcha dos Produtores de Soja (Aprosoja), o grão tem tido uma queda de preço nas últimas semanas, mas boa parte dos sojicultores fez a venda antecipada do produto. Ireneu Orth destaca que a renda trouxe reflexos positivos para outros elos da cadeia.
- A maioria dos produtores teve a oportunidade de fazer bons negócios com a safra 2010/2011, que foi uma safra boa. E o resultado disso podemos ver na venda de máquinas e implementos que tem sido boa e até melhorado em relação a anos anteriores, não só no Rio Grande do Sul como em outros estados brasileiros produtores de soja - avalia.
O analista da Capital Corretora, Farias Toigo, avalia que o mercado teve uma recuperação de preços, mas não alcançou recordes. Ele salienta que o produtor que antecipou a comercialização fez a venda na hora certa.
- Foi uma venda perfeita porque o mercado atingiu picos importantes, como temos acompanhado nos últimos anos, onde o preço no interior atinge os R$ 50,00 e ele é muito bom, um pouco mais, um pouco menos, mas um preço muito bom - ressalta.
A preocupação dos produtores gaúchos, a partir de agora, é com o clima. A cultura entra na fase mais crítica em janeiro.

Setor lácteo gaúcho comemora estabilidade de preços e produção

22 de dezembro de 2011 0
Um ano de estabilidade para o setor lácteo no Rio Grande do Sul. Assim avaliam os representantes da cadeia produtiva. Um dos motivos apontados pelos produtores foi o ajuste da produção ao consumo.
Mas uma das medidas mais comemoradas foi o acordo de cotas de importação de leite da Argentina, fixada em 3,6 mil toneladas mensais. Para o presidente da Comissão de Leite da Farsul, Jorge Rodrigues, a limitação ajuda a regular o mercado brasileiro.
- Conseguimos no final um acordo entre as cadeias produtivas garantindo um limite de cotas. Com isso a Argentina vai poder exportar o seu produto e nós não teremos aquele excedente excessivo em um momento onde estaremos em dificuldades - avalia.
A visão é compartilhada pelo diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Lácteos do Estado. Darlan Palharini salienta que o setor não é contra as importações e espera que o mesmo acordo seja firmado com outros países do Mercosul.
- O Brasil não pode ser contra as informações, não trabalhamos neste sentido. Trabalhamos para que haja um sistema de cotas como fizemos com a Argentina para que os países vizinhos trabalhem com uma programação e nós termos a noção de que entra produtos de outros países mas numa quantidade certa - ressalta.
Para 2012, os representantes do setor esperam um avanço na industrialização, com aumento de produção da bacia leiteira gaúcha.

Preços atrativos estimularam produção de milho nesta safra

21 de dezembro de 2011 0
Os bons preços registrados ao longo do ano aqueceram o mercado do milho no Brasil. Os valores atrativos incentivaram muitos produtores a investir na cultura para esta safra.
Segundo o presidente da Associação Gaúcha dos Produtores de Milho (Apromilho), a safra anterior superou as expectativas da cadeia produtiva. Cláudio Luiz de Jesus lembra também que o grão colhido foi de ótima qualidade.
- A safra 2010/2011, na nossa visão, foi excelente, tanto em produção quanto em qualidade do grão e também em termos de preços. O produtor teve uma bela oportunidade em termos de produção, atingindo todos os objetivos - ressalta.
O analista de Safras e Mercado, Paulo Molinari, explica que a influência do mercado internacional determinou esta alta de preços ao produtor. Ele avalia também que a alta produção também estimulou as exportações, o que contribuiu para fomentar o mercado.
- O mercado refletiu um quadro internacional de preços recordes na bolsa de chicago com consequências no mercado interno brasileiro. Tivemos no brasil uma safra recorde de 55 milhões de toneladas e ainda conseguimos exportar perto de 9 milhões de toneladas - salienta.
Mas as perspectivas não são boas para os produtores.A estiagem no Rio Grande do Sul já afeta a produção do grão. A estimativa do presidente da Apromilho é de que pelo menos 40% da safra já está comprometida devido à seca.

Mercado interno ameniza crise da suinocultura brasileira

20 de dezembro de 2011 0
A cadeia produtiva gaúcha de suínos teve um ano de margens de lucro apertada, segundo os representantes do setor. O principal motivo foi a alta dos custos de produção por causa dos preços do milho, utilizado como ração animal.
Segundo o presidente da Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul, grande parte dos produtores tiveram problemas de preço ao longo do ano. Valdecir Folador acredita que o mercado interno, que teve aumento de consumo de carne suína para 15 quilos per capita, foi o que amenizou a crise dos criadores.
- Graças ao mercado interno o ano não foi pior para os suinocultores. Se não tivéssemos tido o mercado interno dando este resultado positivo, sem dúvida o ano teria sido muito pior. As margens foram praticamente inexistentes e o produtor trabalhou com prejuízos em alguns casos. Se não fosse por isso, o prejuízo teria sido total, ainda maior - relata.
Sobre as exportações, o embargo russo foi um dos principais entraves da cadeia em 2011. Mas o diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado (Sips), Rogério Kerber, salienta que os brasileiros buscaram novos mercados, o que regulou o volume de embarques.
- Mesmo com as dificuldades nos embarques de exportações devido ao embargo russo, o setor encontrou outros destinos interessantes e que tem dado uma resposta a quase manter o ritmo de embarques praticamente normalizado - avalia.
Para 2012, a expectativa é de retomar normalmente os embarques para a Rússia. Além disso, a perspectiva de abertura do mercado chinês é vista com bons olhos pela cadeia produtiva no Estado.