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Posts na categoria "Comércio"

Setor supermercadista se une para abrir mercado aos vinhos brasileiros

20 de maio de 2013 0

O acordo de cooperação para a promoção dos vinhos brasileiros, assinado em outubro do ano passado, começa a desencadear ações na base do mercado varejista. Durante a feira da Associação Paulista de Supermercados, na semana passada, em São Paulo, foram realizadas reuniões entre executivos do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e dirigentes das associações estaduais supermercadistas de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás e Brasília.

- O foco é tirar o acordo do papel. Já existe o interesse de algumas grandes redes nacionais, mas estamos nos aproximando das associações dos Estados para conseguirmos chegar às redes de varejo regionais - explica o gerente de marketing do Ibravin, Diego Bertolini.

Bertolini informa que aproximadamente 70% das vendas de vinho no mercado interno são efetivadas nos supermercados.

Para o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antonio Cesa Longo, o vinho nacional tem potencial e qualidade para atingir o patamar dos espumantes brasileiros que, nos supermercados do Rio Grande do Sul, atingem cerca de 97% de participação da categoria.

- O vinho gaúcho tem 60% das vendas das adegas dos supermercados do Estado, mas este percentual é menor no restante do país e em setores como hotelaria e restaurantes - lembra Longo.

O acordo de cooperação entre os produtores de vinhos brasileiros e as principais associações de importadores e os supermercadistas estabelece medidas para o crescimento do mercado de vinhos finos no Brasil bem como a ampliação do volume de produtos nacionais. O objetivo é buscar a comercialização de 27 milhões de litros de vinhos finos brasileiros em 2013 crescendo paulatinamente até atingir 40 milhões de litros em 2016. Esse volume ampliará o consumo anual por habitante de 1,9 para 2,5 litros.

Doces de Pelotas conquistam selo de Indicação de Procedência

11 de agosto de 2011 0

O Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) deferiu a Indicação Geográfica dos Doces de Pelotas, resultado de um trabalho de cinco anos coordenado pelo Sebrae Nacional, Sebrae/RS, Embrapa, Prefeitura Municipal de Pelotas, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e a Associação dos Produtores de Doces de Pelotas.

A conquista da Indicação de Procedência, modalidade concedida pelo INPI, garantirá a exclusividade de 15 doces, entre finos e de frutas, cujas receitas remontam ao século 19. A característica do solo da região favoreceu o plantio de árvores frutíferas, como pêssegos, marmelos, entre outras, utilizadas em princípio para a produção de compotas e posteriormente para a fabricação de doces. Os tradicionais Doces de Pelotas são produzidos segundo um padrão de identidade e qualidade, sem que haja desvio da receita tradicional.
- Com o selo poderemos proteger o produtor e dar garantia ao consumidor final de estar adquirindo um produto original e de qualidade - afirma a gerente da regional Sul do Sebrae/RS, Rosani Boeira Ribeiro.
Segundo a presidente da Associação dos Produtores de Doces de Pelotas, Maria Helena Jeske, o desafio é outro a partir de agora.
- É uma alegria para todos nós essa conquista que junto traz a responsabilidade de cada empresa que compõe a associação trabalhar ainda mais para receber o selo e, principalmente, mantê-lo - comemora.
Maria Helena explica que neste primeiro momento quem recebe o selo é a associação, mediante pagamento de taxa que deve ocorrer ainda esta semana. Após, um conselho regulador composto por duas associadas, um representante da Embrapa e outro da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), fará a inspeção das empresas levando em consideração determinados quesitos de produção e comercialização.
- Se todas as normas e padrões forem atendidos o empreendimento recebe o selo - afirma.
Porém, adianta a presidente, a primeira exigência é fazer parte da associação. Atualmente com 16 produtores de Doce, Maria Helena acredita que a chancela irá estimular que mais empreendimentos se interessem em fazer parte do grupo de associados.
* Com informações do Sebrae/RS

Conab realiza compra e venda de produtos agrícolas

12 de julho de 2011 0

Os leilões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) desta semana começam nesta terça-feira (12), com a compra de 28,8 toneladas de açúcar cristal e 27 toneladas de flocos de milho, seguindo na quarta-feira (13) com a compra de 294 mil sacos de polipropileno e etiqueta adesiva. Os avisos já estão no site da Companhia.

Já as vendas, ainda desta quarta-feira, são de 407 toneladas de feijão preto e 319 toneladas de feijão cores, oriundos do Paraná, seguidas de comercialização de 148 toneladas de trigo em grãos dos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e São Paulo. Já na quinta-feira (14), haverá a venda de 5 mil toneladas de arroz em casca e compra do mesmo produto beneficiado, em operação de troca simultânea.
A sexta-feira (15) está reservada para venda de mil toneladas de café em grãos, oriundo de Minas Gerais.
* Com informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)

Cotações do dia 04 de julho de 2011

04 de julho de 2011 0

Suínos

Suíno vivo – preço ao produtor no interior gaúcho (R$/kg) - 1,92
Carcaça comum completa (R$/kg) - 2,80
Frango
Frango vivo na granja (R$/kg) - 1,61
Frango abatido – congelado ou resfriado (R$/kg) - 2,35
Boi Gordo
Boi vivo na Fronteira – prazo de 30 dias (R$/kg) - 3,24
Missões – mesmas condições (R$/kg) - 3,30
Região Serrana (R$/kg) - 3,22
Rosário / Itaqui (R$/kg) - 3,25
Cabeça do Novilho – 660,00
Arroz
Preço médio ao produtor gaúcho (R$/50kg) - 20,22
Preço médio em Alegrete (R$/50kg) - 20,05
Preço médio em Pelotas (R$/50kg) – 20,55
Trigo
Grão em Porto Alegre (ph78, sem ICMS – R$/T) - 510,00
Carazinho (mercado de lote – R$/T) - 490,00
Feijão
Sobradinho (R$/60kg) - 60,00
Soja
Preço Cif – Rio Grande – mercado disponível de lotes (R$/60kg) - 47,50
Passo Fundo (R$/60kg) - 45,00
Santa Rosa (R$/60kg) - 44,50
Milho
Preços ao produtor em Erechim (R$/60kg) - 28,00
Preços ao produtor em Cruz Alta (R$/60kg) – 28,00
Fonte: Safras e Mercado

Conab adquire produtos para doação à países carentes

03 de julho de 2011 0

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) já está providenciando as operações de doação de produtos como arroz, feijão e milho para atender o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA), de acordo com a Lei 12.429, assinada pela presidente Dilma Rousseff, no último dia 20.

A medida estabelece limites de doação, até o próximo ano, de até 500 mil toneladas de arroz, 100 mil toneladas de feijão, 100 mil toneladas de milho, 10 mil toneladas de leite em pó e até uma tonelada de sementes de hortaliças para mais de 20 países americanos, asiáticos e africanos.  Os produtos devem ser entregues embalados e aptos para consumo.
Nesta semana, já foram realizados os leilões eletrônicos de venda/compra de arroz e contratação de frete para atender a demanda, conforme divulgado no site da Companhia. Os primeiros países a serem atendidos são o Haiti, a Coréia do Norte, o Sudão, Moçambique e o Zimbábue, conforme definição do PMA, em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores (MRE). A Conab aguarda o próximo comando de embarque, emitido pelo organismo internacional, que define os países beneficiados em cada etapa.
Segundo a Superintendência de Abastecimento Social (Supab), que coordena a ação na Conab, para o Haiti está previsto o envio de 9.543 toneladas de feijão que devem estar no porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, até o dia 15 de julho. Outra etapa da entrega – Coréia do Norte (16.500 t de milho), Moçambique (4.050 t de arroz e 297 t de feijão), Sudão (3.530 t de feijão) e Zimbábue (1.550 t de feijão) – prevê a colocação dos produtos, na primeira semana de agosto, nos portos de Rio Grande (RS), Itajaí e São Francisco do Sul (SC). Ainda para o Haiti, estarão dispostas 15 mil t de arroz, a partir de 15 de agosto, no porto catarinense.
O transporte marítimo até o destino final está sendo bancado por países de maior desenvolvimento ou mesmo pelo próprio PMA.
* Com informações da Companhia Nacional de Abastecimento

Exportação do agronegócio deve ser recorde

11 de junho de 2011 0

As exportações do agronegócio brasileiro devem bater novo recorde neste ano, anunciou o ministro da Agricultura, Wagner Rossi durante essa semana. Segundo o ministro, no período de doze meses compreendido entre maio do ano passado e abril deste ano, as receitas com os embarques de produtos agropecuários atingiram US$ 81 bilhões

- Como a safra continua bem e a demanda internacional mantém-se firme este ano, esperamos superar, por larga margem, os US$ 60 bilhões do ano passado - afirmou Rossi.
Na entrevista sobre o 9º levantamento da safra de grãos 2010/2011, o ministro Wagner Rossi e o diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Sílvio Porto, apresentaram as previsões para as safras de milho, algodão, feijão, soja e arroz, que devem atingir o maior volume já registrado, com 161,5 milhões de toneladas. O novo recorde representa um aumento de 8,2 % em comparação com a safra passada.
Um dos destaques da safra atual é a recuperação da área plantada com milho, que deve aumentar em 3%. Boa parte desse resultado verificou-se no Norte e no Nordeste, que na safra anterior enfrentaram dificuldades com a falta de chuva durante a semeadura.  Com isso, o Nordeste deve atingir a autossuficiência na produção de milho.
- Vamos criar mecanismos de apoio para que o Nordeste passe a se abastecer com o próprio milho produzido. Uma de nossas metas é tornar a região autônoma na produção desse grão - afirmou o ministro.
* Com informações do Ministério da Agricultura

Brasil vai mandar missão a Moscou

07 de junho de 2011 0

O governo brasileiro vai mandar, dentro de duas semanas, uma missão oficial à Rússia para discutir a retomada das negociações e superar o embargo à carne. O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, discutiu o impacto da decisão do governo Dmitri Medvedev, tomada na semana passada, de suspender as importações de carne brasileira.

O ministro disse que o governo vai analisar as alegações russas e que as exigências fitosanitárias serão atendidas.
- Vamos reforçar as análises laboratoriais e fazer o nosso dever de casa - comentou.
De acordo com o serviço sanitário russo, pelo menos 89 plantas de frigoríficos brasileiros tiveram suas vendas embargadas.
Wagner Rossi esteve reunido, durante a tarde desta segunda-feira (6), com representantes do setor produtivo de carne. Também participaram da reunião o ministro do Desenvolvimento, Indústra e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e representantes do Ministério das Relações Exteriores. O governo anunciou apoio ao setor brasileiro exportador de carnes. A Rússia é um dos maiores importadores de carne brasileira.
O ministro anunciou que o governo brasileiro vai tomar as providências necessárias para retomar as vendas de carne para a Rússia e não descarta ir, pessoalmente, a Moscou para tratar das negociações.
- O Brasil é um dos principais fornecedores de proteína animal no mercado externo. Esse protagonismo nos obriga a redobrar os esforços para cumprir as expectativas dos compradores - disse.
Ele comentou que o governo ainda não recebeu o relatório técnico russo apontando as supostas deficiências fitosanitárias alegadas pelo governo Medvedev, que embasaram a decisão de suspender as importações.
- O relatório tem 32 páginas e deve chegar nas próximas horas às minhas mãos. A nossa Secretaria de Defesa Agropecuária vai analisar o documento e apontar as nossas possíveis falhas - comentou Rossi.
As carnes são um dos principais itens da pauta de exportações brasileiras, que inclui outros produtos vendidos à Rússia como açúcar, fumo e café. Atualmente, o Brasil comercializa carnes bovina, suína e de aves, com regras definidas numa política de cotas que contempla outros parceiros comerciais russos, como Estados Unidos e União Europeia.
A Rússia tem sido o principal destino das exportações brasileiras de carnes suína e bovina, produto da qual é a maior compradora individual. Apenas de carne bovina in natura, o Brasil embarca anualmente o equivalente a US$ 1 bilhão, o que representa 25% da pauta de exportações para aquele país.
* Com informações do Ministério da Agricultura

Setor de carnes reage à embargo russo

03 de junho de 2011 0
O governo federal vai reunir entidades para discutir o embargo russo à carne de 89 frigoríficos do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso. O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, terá encontro com representantes do setor na segunda-feira.
Segundo autoridades russas, a proibição da venda é causada por questões sanitárias. No programa Gaúcha Atualidade, o presidente da União Brasileira de Avicultura, Francisco Turra, disse que a Rússia discrimina o Brasil.
- Não há uma justificativa plausível para uma medida absurda destas, atingindo uma dimensão imensa e fiscalizando até aonde não foram fazer inspeção.
Para os técnicos do setor, o problema é uma questão de governo. No Rio Grande do Sul, o impacto é de R$ 72 milhões por mês.
Áudio Gaúcha AtualidadePara especialistas das áreas mais afetadas pela medida russa, nada justifica embargo

Brasil e Argentina vão agilizar importações

03 de junho de 2011 0
Representantes do Brasil e da Argentina se comprometeram a agilizar as licenças de importação. O acordo, feito durante uma reunião em Brasília, deve acelerar a liberação de mercadorias paradas em portos e fronteiras do Estado.
A disputa entre os países vizinhos já dificultou os negócios com pelo menos 200 produtos gaúchos. É o caso das 1,5 mil máquinas agrícolas que estão prontas para embarcar.
Os ministros do Brasil e da Argentina concordaram que é preciso cumprir o prazo de 60 dias estabelecido pela Organização Mundial do Comércio para as licenças de importação. Para evitar o acúmulo de mercadorias das fronteiras, os governos dos dois países farão reuniões técnicas a cada mês.
Apesar disso, nem a quantidade de produtos ou prazos para liberações imediatas foram estabelecidos.
(Letícia Luvison - Canal Rural/Brasília)

Lei quer ampliar comércio de agroindústrias

18 de abril de 2011 0

A proposta tem por objetivo criar o Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial, Artesanal e de Pequeno Porte. Seria uma nova legislação para as agroindústrias familiares, onde aquelas, credenciadas por um sistema de inspeção municipal, seriam liberadas para comercialização em todo o Rio Grande do Sul. Além disso, os produtos teriam um selo de certificação com identificação de origem.

Para o deputado estadual Edegar Pretto, autor do projeto, a medida cria condições de competição igual no varejo. Ele explica que muitos municípios, pela baixa população, inviabilizam o trabalho das agroindústrias.
- Poucas agroindústrias familiares conseguem chegar ao seu objetivo final que é comercializar pelo Estado todo. Em um município com dois, três ou quatro mil habitantes é inviável uma agroindústria familiar porque ela fica restrita, da forma como está hoje a comercialização, apenas ao município - informa.
Na última sexta-feira (15) o projeto foi debatido em Audiência Pública no município de Sarandi. O deputado informa que outras regiões também solicitam eventos para discutir a proposta. O projeto de lei já está na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa. Depois deve ser encaminhado para a Comissão de Agricultura para receber o parecer e ser levado para votação no plenário da casa.