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Posts na categoria "Crédito"

Banrisul amplia programas de crédito rural sem limite para aplicação de recursos em projetos de irrigação

18 de setembro de 2012 0

As linhas de crédito rural estão sendo priorizadas no Banrisul em relação aos anos anteriores. No último ano, R$ 1,9 bilhão foram investidos no custeio e comercialização de safras e investimentos na agropecuária. Isso representa um aumento de 50% nos investimentos do banco no setor. E a tendência é que o banco abra ainda mais crédito. O superintendente da unidade de negócios rurais do Banrisul, Carlos Barbieri, indica que toda a demanda do setor agrícola será atendida.

- Nós não temos limite de recursos para aplicar em investimento este ano. Nós vamos aplicar toda a demanda que houver especialmente para o programa Mais Água Mais Renda. Toda a demanda que tiver para financiar projetos de irrigação, sejam açudes ou máquinas e equipamentos, nós vamos colocar recursos - afirma.

Para Carlos Barbieri o momento é de recuperação para a agricultura gaúcha em função dos bons resultados que as culturas de inverno estão rendendo e também pela perspectiva de bons preços nas safras de verão.

- Há perspectiva de que não teremos seca este ano e além disso o preço do soja e do milho não vai baixar. Os preços do soja e do m ilho estão extremamente altos, então se não houver nenhum problema de seca nós vamos ter uma produção muito alta e o preço alto também. Vai ser um ano muito importante. E além do mais nós já estamos notando algum elemento de recuperação na agropecuária gaúcha com a safra de inverno. O milho e a cevada estão dando muito bem - garante o superintendente.

Entre as linhas de crédito oferecidas pelo banco se destaca o programa mais alimentos, o programa de sustentação de investimento, mais água, mais renda, o programa mais ovinos e também os programas voltados para cooperativas: o PROCAP AGRO e o BANRI AGRO SIMPLICADO.

Vanessa da Rocha

Farsul cobra posicionamento do governo sobre renegociação das dívidas

02 de agosto de 2012 0

Os investimentos do Tesouro Nacional na agricultura brasileira caíram drasticamente nos últimos 27 anos. Enquanto em 1985 o valor era de 64% da participação do governo em financiamentos, hoje não passa de 0,1%. Os dados foram apresentados pela Farsul com base em números do Banco Central.

Em conversa com a imprensa, o presidente da entidade, Carlos Sperotto, disse que hoje cabe ao governo fazer a equalização de juros da taxa que é aplicada ao produtor rural em relação à Selic, já que a incumbência do financiamento foi repassada às instituições bancárias.

Outro assunto abordado na conversa com os jornalistas foi o endividamento rural. Sperotto reclama da demora do Ministério da Fazenda em solucionar este passivo.

- Porque esta morosidade do governo, é isso que nós contestamos, no sentido que bancos concordam, Ministério da Agricultura concorda, mas o Ministério da Fazenda investe em uma posição de realizar o processo para um setor que tem calendário para plantar, calendário para resolver os problemas e ainda estamos no aguardo de definições - questiona.

O presidente da Farsul espera que até a próxima semana um pacote de medidas de apoio aos produtores rurais seja anunciado pelo governo federal. Sperotto informa que existe a negociação com as instituições financeiras e o Ministério da Agricultura e que elas estão avançadas, mas ainda falta uma sinalização do Ministério da Fazenda para se chegar a um consenso.

Farsul alerta para risco de comprometimento nos negócios da Expointer

01 de agosto de 2012 0

O presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, participou, nessa terça-feira (31), da cerimônia de lançamento da Expointer 2012, no Centro Estadual de Treinamento Esportivo (CETE), em Porto Alegre. No discurso, Sperotto disse que a Expointer tem a marca da superação, parecendo um evento mágico.

- Sempre que o produtor está caindo, ele arruma um gancho para suspendê-lo - afirmou Sperotto numa alusão às demonstrações circenses que foram feitas na cerimônia.

Mas reiterou um alerta ao governador Tarso Genro.

- Sem renegociação das dívidas e alongamento de prazo para pagamento, os produtores ficarão sem acesso a novos créditos e as vendas na Expointer poderão ser comprometidas. O período é conflituoso, porque a estiagem perdura. Ainda falta água para irrigar as lavouras de arroz.

Ele aproveitou para repetir pedido de medidas anticíclicas ao governador e apoio no encaminhamento da renegociação das dívidas com o governo federal.

Sperotto alertou o presidente do Simers, Cláudio Bier, que a previsão de repetir o faturamento de R$ 834,7 milhões registrado em 2011 na comercialização de máquinas agrícolas, pode não se confirmar devido à dificuldade na contratação de financiamentos.

* Com informações do Sistema Farsul

Região Sudeste é a que mais busca financiamento do Programa ABC

27 de julho de 2012 0

As contratações de financiamentos registradas por meio do Programa ABC, que incentiva a adoção de boas práticas pelos agricultores brasileiros, somaram R$ 1,5 bilhão, entre julho de 2011 e junho deste ano. Os produtores da região Sudeste foram os que mais buscaram os recursos disponibilizados pelo Governo, com juros mais baratos, para financiar a lavoura, em um total de R$ 611,28 milhões.

Na sequência, estão o Sul, com R$ 401,11 milhões, e o Centro-Oeste, com R$ 348,29 milhões. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e referem-se à movimentação de junho. No Sudeste, São Paulo lidera o ranking dos estados com um total de mil contratos firmados junto às instituições financeiras e R$ 314,22 milhões de desembolsos. Depois de São Paulo, os destaques são Minas Gerais, com R$ 256,05 milhões, o Paraná, com R$ 188,95 milhões de desembolsos e 849 contratos, Goiás, com R$ 172,91 milhões e 473 contratos, e o Rio Grande do Sul, com desembolsos de R$ 168,21 milhões e 685 contratos firmados. A avaliação das contratações do crédito agrícola é atualizada mensalmente pelo Grupo de Acompanhamento do Crédito Rural, coordenado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério.

Para o ano safra 2012/2013, o ministro Mendes Ribeiro Filho anunciou mais recursos para o programa, reforçando o compromisso de fortalecer a agricultura sustentável no país. Ao todo, estão disponibilizados R$ 3,4 bilhões para o setor. Além do aumento do volume de recursos, o produtor gastará menos na contratação do financiamento, por conta da redução na taxa de juro, de 5,5% para 5% ao ano, a menor fixada para o crédito rural destinado à agricultura empresarial. O Plano Agrícola e Pecuário foi lançado pela presidenta Dilma Rousseff e pelo ministro Mendes Ribeiro no final de junho deste ano.

* Com informações do Ministério da Agricultura

Financiamentos da safra 2011/2012 totalizam R$ 93,50 bilhões

26 de julho de 2012 0

O ano safra 2011/2012 encerrou com desembolsos do financiamento rural para a agricultura empresarial de R$ 93,50 bilhões, de um total de R$ 107,24 bilhões disponibilizados pelo Governo. No mesmo período, a agricultura familiar financiou R$ 12,90 bilhões. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Ministério da Agricultura e se referem à movimentação de junho.

Dos recursos destinados à agricultura empresarial, R$ 72,14 bilhões foram utilizados para financiar o custeio e a comercialização, de um total programado de R$ 80,24 bilhões. O destaque foi o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com taxa de juro anual de 6,5% e desembolsos de R$ 5,59 bilhões. Já para os programas de investimentos, incluindo o Programa de Sustentação do Investimento (PSI/BNDES), foram desembolsados R$ 21,36 bilhões, de um total de R$ 27 bilhões. Entre os destaques dos financiamentos de investimento, as contratações registradas por meio do Programa de Modernização da Agricultura e Conservação de Recursos Naturais (Moderagro), R$ 512,1 milhões, e do Programa de Incentivo à Irrigação e à Armazenagem (Moderinfra), R$ 227,7 milhões, ambos com juros de 6,75% ao ano e o PSI, R$ 6,04 bilhões, com taxas de juros de 5,5% ao ano.

O apoio ao médio produtor rural, foco do Governo, também se deu por meio do Pronamp. Entre julho de 2011 e junho de 2012, os desembolsos foram de R$ 2,12 bilhões.

A avaliação das contratações do crédito agrícola, atualizada mensalmente, é realizada pelo Grupo de Acompanhamento do Crédito Rural, coordenado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério.

Acesse aqui a tabela com dados do financiamento rural do ano safra 2011/2012.

* Com informações do Ministério da Agricultura

Banrisul vai flexbilizar financiamentos do arroz irrigado

26 de julho de 2012 0

A Federarroz recebeu informação que o Banrisul flexibilizará os financiamentos de arroz irrigado. As medidas oficiais chegarão às agências até a próxima sexta-feira, 27/07 e são válidas para operações vencidas ou vincendas. Por enquanto pode-se adiantar que as todas as operações em pendência não serão registradas no Cadim e Serasa, pelo prazo de 90 dias (25 de outubro). A medida também é válida para as operações com pedido de renegociações formalizados nas agências, baseados nas resoluções 4.047 e 4.048 do Banco Central, que possibilitam novos prazos em razão da estiagem verificada na safra 2011/2012.

Os custeios da safra 2011/2012, que foram alongados, podem ser adiados para 25/09, desde que haja solicitação formal do produtor.

A Federarroz recomenda aos produtores que aguardem as chegada e confirmação das medidas nas agências do Banrisul e somente após realizem acerto quanto aos financiamentos agrícolas em questão.

* Com informações da Federarroz

Produtores tentam incluir dívidas de investimentos em renegociação

25 de julho de 2012 0

Os produtores rurais querem incluir na prorrogação das dívidas os financiamentos dos chamados investimentos, que são os créditos para a compra de máquinas agrícolas. A corrida contra o tempo é incluir esta negociação ainda para a votação do Conselho Monetário Nacional, que ocorre na próxima quinta-feira (26).

Segundo o deputado federal Luiz Carlos Heinze, que intermedia a negociação junto aos ministérios da Agricultura e da Fazenda, o objetivo é auxiliar pelo menos metade dos produtores, que são aqueles que tiveram problemas na safra devido a baixos preços ou quebra por causa da seca, o que envolveria o valor de R$ 1,5 bilhão em renegociações, conforme dados do Banco Central. Ele salienta que o principal entrave com os bancos é a cobrança de juros.

- Os bancos estão prorrogando as prestações para o último ano do contrato, um ano depois do vencimento do contrato, mas estão cobrando os juros. Estamos agora cobrando do Ministério da Fazenda e também do Ministério da Agricultura que na resolução do dia 26 também seja contemplada a prorrogação dos juros - afirma.

O deputado informa que o Ministério da Agricultura está sensibilizado com a situação e está buscando junto ao Ministério da Fazenda a renegociação.

Ministério encaminha votos ao CMN propondo prorrogações de dívidas

20 de julho de 2012 0

O Ministério da Agricultura encaminhou votos ao Conselho Monetário Nacional (CMN) propondo a prorrogação de dívidas dos produtores de suínos e arroz. A informação foi confirmada pelo deputado federal Luis Carlos Heinze (PP/RS) nesta quinta-feira (19), após conversa com o ministro Mendes Ribeiro Filho e com secretário de Política Agrícola, Caio Rocha.

Segundo o deputado, as parcelas de custeio da safra 2011/2012 dos produtores de suínos passará para 31 de janeiro de 2013. A partir dessa data, os criadores que comprovarem incapacidade de pagamento terão até cinco anos para quitarem o débito. Os suinocultores também poderão rolar a prestação de investimento, vencida ou a vencer em 2012, para um ano após a previsão de encerramento do contrato.

A proposta encaminhada ao CMN também prevê a inclusão da carne suína no Programa de Garantia de Preço Mínimo – PGPM – excepcionalmente até dezembro deste ano. O valor do quilo pago ao suinocultor deverá ser fixado em R$ 2,30. A medida possibilitará o escoamento de 50 mil toneladas de carne por meio dos prêmios para Escoamento do Produto (PEP) e do Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) com subvenção de até R$ 0,40 por quilo do produto adquirido pelas indústrias.

O deputado Heinze detalha ainda que as sugestões do Ministério também preveem o adiamento do pagamento das operações de custeios da atual safra de arroz por seis meses após o vencimento da parcela. A partir desse prazo, mediante análise caso a caso, o orizicultor terá até cinco anos para desembolso total. Heinze informa ainda que o saldo devedor dos custeios prorrogados de safras anteriores será recomposto e diluído em até 10 anos com o primeiro pagamento em 2013. A parcela de 2012 das linhas de investimentos também será jogada para um ano após a previsão de término do contrato.

Em outro voto, o Ministério sugere a criação de uma linha especial de crédito para o refinanciamento de dívidas dos produtores com cooperativas, cerealistas, indústrias e fornecedores de insumos. Segundo o deputado progressista o prazo deverá ser de até cinco anos com correção pela TJLP mais 3% ao ano.

Heinze avaliou positivamente a decisão do ministro Mendes, no entanto, afirma que ainda é necessário avançar nas negociações.

- Tira a pressão e nos dá tempo para acertarmos um programa de reestruturação de todas essas dívidas. Além disso, o governo precisa criar, com urgência, um fundo garantidor para os débitos com fornecedores de insumos.

O deputado Heinze também cobra a dilatação do prazo para as parcelas do Empréstimo do Governo Federal – EGF – contratados em anos anteriores.

A reunião do CMN está marcada para a próxima quinta-feira, dia 26 de julho, às 15h.

* Com informações do Gabinete do Parlamentar

Plano Safra Gaúcho é lançado com liberação de R$ 2,4 bilhões

12 de julho de 2012 0

O Plano Safra Estadual deste ano vai contar com um total de R$ 2,4 bilhões em crédito para os agricultores gaúchos. Só o Banrisul vai liberar um R$ 1,7 bilhão. O restante virá dos demais bancos do Sistema Financeiro Gaúcho, o BRDE e Badesul, além de recursos do orçamento das secretarias do Estado.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira (12), em cerimônia no Palácio Piratini. Além do crédito, o governo apresentou uma série de programas para incentivar o setor agropecuário. O principal deles está na prevenção e combate aos efeitos da estiagem, que tem como ações o Plano Diretor de Irrigação e crédito para investimentos nos equipamentos.

O governador do Estado, Tarso Genro, salienta que o objetivo é aumentar a área irrigada nas lavouras gaúchas e prevenir os impactos de futuras secas.

- Temos o plano de irrigarmos, em 4 anos, 30% das lavouras de milho do Estado, o que nos tornaria autossuficientes. Nós contamos com estes recursos no ano que vem e contamos com a melhora do clima - ressalta.

Os agricultores avaliam que o Plano está adequado, mas o presidente da Fetag alerta para dificuldades de acesso ao crédito. Élton Weber lembra que muitos produtores foram prejudicados pela seca e aumentaram o endividamento.

- O que precisamos acompanhar de forma mais efetiva é a questão do acesso a esses recursos do Plano Safra Estadual e Nacional, dos agricultores que tiveram dificuldades com a seca e que hoje tem problemas com dívidas e renegociações - reforça.

O coordenador da Fetraf-Sul também avalia que é preciso ver como será feito o acesso ao crédito aos agricultores. Celso Ludwig lembra também que ainda faltou uma medida para contemplar os problemas de energia elétrica no campo.

- Precisamos de uma solução para o endividamento a nível nacional e no Estado precisamos de soluções na questão da energia elétrica para que o agricultor tenha uma energia de qualidade no campo. E o principal é garantir agora que todos tenham acesso aos recursos - enfatiza.

O governo gaúcho também assinou termo de adesão ao novo Programa de Aquisição de Alimentos do governo federal. O novo modelo prevê que todos os Estados devem assinar o termo de adesão, em substituição a convênios, como era feito anteriormente.

Arrozeiros gaúchos organizam mobilização por solução das dívidas

09 de julho de 2012 0

Produtores de arroz do Rio Grande do Sul vão entregar, nesta terça-feira, 1,5 mil cartas em instituições financeiras públicas e privadas pedindo prorrogação dos vencimentos dos financiamentos e dívidas do setor. Só no Rio Grande do Sul, essas dívidas chegam a R$ 3 bilhões. A alegação dos arrozeiros é de que como não houve por parte do Conselho Monetário Nacional (CMN) manifestações do adiamento dos compromissos, o jeito foi o de sensibilizar os diretores dos bancos.

O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) diz que a mobilização será pacífica. Renato Rocha ressalta que muitos produtores não poderão acessar os créditos para esta safra.

- Essas prorrogações e este empurra-empurra, isso tudo tem um limite. E o limite é agora. Chegou num momento que se concentrou um grande volume de dívidas, de vencimentos, e o produtor não tem condições de pagar com a produção de apenas uma safra apenas, que é a de 2001/2012 - alerta.

O dirigente da Federarroz informou que o pedido dos produtores é de renegociar um prazo de pagamento até outubro das dívidas que já venceram e as que estão por vencer até o final deste mês. Só no Rio Grande do Sul, a estimativa do Banco Central é que houve uma redução de 30% no número de contratos de financiamento da safra nos últimos quatro anos.