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Posts na categoria "Economia"

Produção agropecuária cresce no acumulado do ano até abril e compensa recuo nos preços de alguns produtos

24 de julho de 2014 0

O Produto Interno Bruto do setor agropecuário brasileiro cresceu 2,48% no acumulado do ano até abril. A variação positiva foi de 1,12% na comparação com igual período de 2013. O bom desempenho reflete o crescimento da produção de 3,93%, apesar do recuo nos preços de alguns produtos nos primeiros meses do ano. Os dados fazem parte de estudo divulgado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada. Os faturamentos da pecuária de corte e de leite e da produção de ovos acumularam altas expressivas no período entre 12% e 19%. Algumas culturas, no entanto, apresentaram retração. Entre elas estão a batata, a cebola, o fumo, o milho e o tomate.

Preço de aves, leite e soja desaceleram em outubro

30 de outubro de 2013 0

O Índice de Preços ao Produtor Amplo, apurado pela Fundação Getúlio Vargas, desacelerou de 2,11% para 1,09%, na passagem de setembro para outubro. As principais contribuições para a queda do índice foram as matérias-primas brutas. No estágio inicial da produção, ocorreram recuos nas variações de soja em grão, aves e leite in natura. No entanto, foram registradas acelerações nos preços do minério de ferro, bovinos e aipim.

Entra em vigor redução de ICMS para setores da indústria gaúcha

01 de agosto de 2013 1

Entra em vigor nesta quinta-feira a redução de alíquota de ICMS de 17% para 12% nas saídas de insumos para a indústria do Rio Grande do Sul. A medida, assinada pelo governador Tarso Genro em julho, favorece 18 setores da economia gaúcha, entre elas arroz, leite e derivados. O decreto desonera a produção sem prejuízo da arrecadação de ICMS, na medida em que transfere o recolhimento para a fase de comercialização. A iniciativa ainda deve ser estendida a outros setores.

Valor da Produção de Lavouras em 2013 é de R$ 271 bilhões

20 de maio de 2013 0

A estimativa do Valor Bruto da Produção das principais lavouras do Brasil em 2013 é de R$ 271 bilhões, 10% superior ao de 2012. Segundo o Ministério da Agricultura,  o valor deste ano é o maior desde o início desta série em 1989. A maior parte dos produtos analisados apresenta resultados melhores do que o ano passado. Os maiores aumentos  devem ocorrer na batata-inglesa, fumo, laranja, milho, soja, tomate e trigo. Nas regiões Sul e Centro Oeste aumento esperado do valor se deve aos resultados favoráveis especialmente de milho e soja.

Valor Bruto da Produção é de R$ 213,5 bilhões no mês de junho

20 de julho de 2012 0

O Valor Bruto da Produção (VBP) das principais lavouras do país está estimado em R$ 213,5 bilhões, 2,85% menor do que no ano de 2011. Os dados são calculados a partir dos levantamentos de safra realizados no mês de junho, informou o coordenador da Assessoria de Planejamento Estratégico (AGE) do Ministério da Agricultura, José Garcia Gasques. Ele atribui à oscilação para baixo dos preços agrícolas como principal fator para o resultado. Dos18 produtos pesquisados, apenas cinco apresentaram aumento do VBP, entre os quais o algodão (37,4%); a cebola (5,7%); o feijão (10,6%); o milho (16,8%) e a soja (3,3%). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, dia 19 de julho, em Brasília.

Gasques chama atenção para alguns produtos que tiveram impacto negativo neste ano, é o caso da laranja, que teve queda de 50,3% no valor da produção.

- Embora a produção estimada neste ano seja praticamente igual a do ano passado, a redução de preços da laranja, da ordem de 50,5% em relação ao ano passado, provoca essa queda do valor – explicou.

Ele também ressaltou que a soja apresentou queda brusca de produção devido à estiagem, especialmente no Sul do país, e teve seu valor de produção aumentado devido à acentuada elevação dos preços do produto. De acordo com os dados do Cepea/USP, neste ano, os preços médios da soja são o dobro dos preços históricos do produto. Outra cultura em destaque é o milho, pois vem apresentando aumento de produção e já supera a soja.

Em compensação, alguns produtos estão com desempenho baixo em 2012, é o caso do arroz, cuja queda é de 15,1% no valor da produção, a batata- inglesa, 43,6%; a laranja, 50,3 %; a mandioca, 13,9%; tomate, 40% e o trigo, 15,5 %. A combinação de menores preços e volumes produzidos resulta em valores mais baixos, justificou.

Dados regionais

As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste são as que apresentam aumentos do valor da produção neste ano. Vale mencionar que o Nordeste atravessa período de secas acentuadas e nem todos os seus efeitos estão ainda incorporados nesses resultados.

Os estados do Ceará e de Pernambuco são os que mais traduzem o impacto da seca. A Bahia, por exemplo, que é o Estado com maior valor da produção agrícola do Nordeste, os efeitos da estiagem em produtos como o feijão provocaram elevadas perdas de produtividade. Enquanto no Sudeste, São Paulo sofre o impacto da crise da laranja e, no Sul, as perdas de produção são devido à seca que resultou em menor valor do faturamento em 2012.

O Centro-Oeste, por ser uma região que neste ano não apresenta problemas de mudanças climáticas acentuadas, se beneficia pelos resultados favoráveis de grãos.

* Com informações do Ministério da Agricultura

Exportações gaúchas registram queda de 7,3% no primeiro semestre

18 de julho de 2012 0

O volume exportado pelo Rio Grande do Sul nos primeiros seis meses deste ano sofreu uma redução de 7,3% em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com o levantamento semestral apresentado pela Fundação de Economia e Estatística (FEE), na manhã desta quarta-feira (18), o índice está abaixo do nível nacional, que teve aumento de 0,2%. O valor total exportado pelo Estado foi de US$ 8,5 bilhões, registrando decréscimo de US$ 746,2 milhões na comparação com o primeiro semestre de 2012 (-8,1%).

Para o pesquisador do Núcleo de Indicadores Conjunturais da FEE, Bruno Breyer Caldas, os efeitos da estiagem, as medidas protecionistas impostas pela Argentina e o embargo da Rússia à carne suína gaúcha foram as principais causas que determinaram essa retração.

- O protecionismo argentino reduziu fundamentalmente as exportações de máquinas e equipamentos agrícolas, calçados e veículos automotores, reboques e carrocerias. Já a estiagem ocasionou uma quebra na safra da soja, reduzindo o envio do grão para a China – explicou.

Os artigos que sofreram maior desaceleração estão relacionados à indústria de transformação, como calçados e alimentos (-5,9% no valor e -6,6% em volume), e os produtos agropecuários (-18,4% no valor e -12,4% em volume exportado).

- O lado positivo é que a queda nos índices da indústria de transformação foi menor do que a registrada no Brasil – destacou o pesquisador, ao ressaltar que ela se deve à redução na demanda internacional.

Apesar disso, outros setores obtiveram resultados positivos, a exemplo dos automóveis, arroz, trigo e maçãs.

- Esses produtos tinham um baixo nível de expressão na pauta de exportações gaúchas mas, mesmo assim, foram capazes de ter um desempenho positivo.

A principal cultura de inverno gaúcha teve aumento de 184% no último mês, entretanto registrou queda no acumulado do ano devido à competição internacional. O arroz cresceu 75%.

- O trigo não era um produto exportado e o fato de ter sido comercializado no ano passado, e neste ano, é um ponto positivo. Já o arroz obteve grande crescimento graças ao prêmio de escoamento de produto oferecido aos produtores pelo Governo Federal.

O presidente da FEE, Adalmir Marquetti, ressaltou o aparecimento de novos mercados para as exportações gaúchas, como Emirados Árabes Unidos (trigo), Nigéria (arroz) e Índia (óleo de soja).

- Estes países registram crescimento econômico e populacional. Por isso, o estabelecimento de relações com estes novos mercados é um aspecto muito importante.

Com o desempenho registrado entre janeiro e junho deste ano, o Rio Grande do Sul ocupa agora o quinto lugar entre os maiores estados exportadores do País, com uma participação de 7,26% no total brasileiro. China, Argentina e Estados Unidos continuam sendo os principais destinos dos produtos gaúchos.

* Com informações da Fundação de Economia e Estatística (FEE)

Agronegócio puxa as exportações brasileiras no mês de junho

09 de julho de 2012 0

A participação do agronegócio nas exportações totais brasileiras passou de 37,6% em junho de 2011 para 41,7% em junho de 2012. Em junho, as exportações do agronegócio somaram US$ 8,07 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 1,07 bilhão. Como resultado, o saldo da balança comercial do setor foi superavitário em US$ 7 bilhões no mês. Os números da balança comercial do agronegócio foram elaborados pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a partir dos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Em relação a junho de 2011 (US$ 8,9 bilhões), o valor das exportações do agronegócio sofreu queda de 9,4%. Contudo, o mês de junho deste ano registrou o segundo maior valor de exportação do setor no ano de 2012, perdendo somente para o mês de maio (US$ 10,26 bilhões).

No acumulado dos últimos doze meses as exportações do agronegócio somaram US$ 96,57 bilhões. As importações do setor foram de US$ 17,12 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 79,45 bilhões. As vendas externas tiveram um crescimento de 14,1%, enquanto o incremento nas importações foi de 9,4% em relação aos doze meses anteriores.

O complexo soja foi o setor que teve melhor desempenho em valores exportados com US$ 27,37 bilhões, ou 28,3% das vendas externas. Destacaram-se, em seguida, as carnes (US$ 15,64 bilhões), o complexo sucroalcooleiro (US$ 15,42 bilhões), produtos florestais (US$ 9,38 bilhões) e café (US$ 7,94 bilhões). Os cinco setores foram responsáveis por 78,4% das exportações do agronegócio no período.

As importações do agronegócio chegaram a US$ 17,12 bilhões, o que representa incremento de US$ 1,48 bilhão em comparação ao acumulado anterior (julho/2010 a junho/2011).  As importações se concentraram em produtos florestais (US$ 3,32 bilhões), cereais, farinhas e preparações (US$ 2,99 bilhões), fibras e produtos têxteis (US$ 1,83 bilhão), pescados (US$ 1,16 bilhão) e produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos (US$ 1,06 bilhão).

A China permanece como principal país de destino das exportações do agronegócio brasileiro, com o maior crescimento nas vendas externas (57,7%) e sua participação passou de 14,7% para 20,3%. Os Estados Unidos aparecem em seguida com US$ 6,68 bilhões e crescimento de 16,9% nos últimos doze meses.

Confira aqui a Balança Comercial do Agronegócio

Acesse a tabela do resultado de junho e o acumulado do ano (janeiro a junho)

* Com informações do Ministério da Agricultura

Setor de máquinas agrícolas é contemplado em medida econômica

27 de junho de 2012 0

O governo federal anunciou programa de compras de mais R$ 8 bilhões para estimular a economia. Entre os itens, estão caminhões, ônibus e máquinas agrícolas. A compra dará preferência a produtos nacionais com preços até 25% maiores em equipamentos e materiais hospitalares.

Em entrevista ao Gaúcha Repórter, o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Equipamentos do Estado considerou a medida positiva. Mas Cláudio Bier ainda pede que o governo reavalie incentivos à exportação, pois a concorrência com a Argentina está sendo desleal e levando as fábricas para aquele país.

- O Rio Grande do Sul, em função destas barreiras argentinas, está sendo bastante prejudicado. Nós estamos mostrando que se o governo não tomasse uma decisão de ajudar as empresas gaúchas, o Estado poderia até sucumbir – alerta.

Ele informou que, enquanto na Argentina o apoio para a exportação é de 14%, no Brasil é de 3%. Bier afirmou que vai tentar reverter com o governo federal essa regra para dar competitividade ao setor.

Fiscais do tesouro pedem novo concurso para ampliar servidores

20 de junho de 2012 0

Em audiência conjunta de cinco comissões da Assembleia Legislativa, servidores do Estado pediram a contratação de novos funcionários para fortalecer a fiscalização do trânsito de mercadorias. Eles pedem também a manutenção de postos fiscais e a reabertura de postos volantes.

A grande reclamação dos técnicos é que, mesmo com a informatização dos processos feitos pela Receita, a fiscalização feita no local é mais precisa. Segundo o deputado Adilson Troca, autor da proposta da audiência, explicou que a alegação dos servidores é de que é preciso uma maior fiscalização de trânsito de mercadorias, pois a precisão na inspeção faz com que se evite perdas na arrecadação.

- Muitas mercadorias, por exemplo, às vezes a nota é apresentada mas não se sabe se aquela nota confronta com o que está no caminhão. Se tiver condições de olhar o produto e ver se o produto não condiz com o valor ou a qualidade. Às vezes até é outro produto – diz.

Atualmente o quadro de funcionários do tesouro é de 960 servidores, quando o número previsto é de 1,8 mil, mas 160 deles já preencheram condições de aposentadoria.

Quebra na safra de soja reduz exportações gaúchas em US$ 500 mi

20 de junho de 2012 0

O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (20) pela Fundação de Economia e Estatística (FEE). Houve uma queda de 24% nas exportações agropecuárias puxada pela soja. As vendas do grão foram reduzidas em 27%, um recuo de mais de US$ 260 milhões.

O problema é que a perspectiva é ainda pior. O economista Bruno Breyer Caldas explica que os próximos três meses são responsáveis pelo maior volume de comercialização.

- O impacto que nós vimos da estiagem sobre as importações foi só a metade. A gente espera que nos próximos meses o impacto maior seja registrado nas exportações gaúchas e o impacto será total pela redução das exportações ocasionadas pela quebra da safra de soja – alerta.

As exportação entre janeiro e junho de 2012 somaram US$ 6,8 bilhões. Ao todo, houve queda de US$ 500 milhões em relação ao mesmo período do ano passado.

Além da soja, entre os principais fatores estão o embargo russo e o protecionismo argentino. Em 2011, a Rússia importou mais de US$ 200 milhões em carne suína. Em 2012, o número é zero. Já na Argentina houve uma redução de 12% das exportações.

A boa notícia é que alguns setores apresentam aumento nas exportações nos cinco primeiros meses do ano. Houve acréscimo nas vendas de automóveis e máquinas agrícolas e também na comercialização de arroz e fumo para o exterior.

* Reportagem de Geórgia Santos