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Posts na categoria "Especiais"

Campanha quer atrair jovens para o consumo de suco de laranja

02 de agosto de 2012 0

Dar uma imagem moderna para um produto tradicional. Esta foi a ideia da Citrus BR, associação das empresas exportadoras de suco de laranja, com a campanha "I Feel Orange", numa tradução que mais ou menos diz "Eu me sinto laranja".

Uma pesquisa feita pela entidade mostrou que a imagem do produto ainda não estava conectada com as gerações mais novas e que isso reflete também na queda do consumo. A gestora do projeto Apex pela Citrus BR, Larissa Popp, explica que estudos mostraram a relação do laranja com o que é moderno, e este aproveitamento foi dado na campanha.

- A ideia é relacionar o suco de laranja com coisas modernas e conectadas. A gente percebeu, na pesquisa que a gente fez, que a cor laranja está sempre relacionada com coisas modernas. Se vermos o design, a moda, uma série de outros assuntos, são sempre coisas modernas. E o suco de laranja estava com uma imagem antiga.Decidimos usar esta modernidade da cor laranja e trazer para o suco de laranja - salienta.

A campanha utiliza as mais diversas ferramentas e redes sociais para chamar a atenção do consumidor. Mas a mais difundida é a fan page do Facebook. A página já ultrapassou os 19 mil fãs. Larissa comemora os resultados das ações e salienta que o retorno é positivo, mesmo com um investimento abaixo da média se comparado com grandes campanhas publicitárias.

- Se a gente comparar com outras marcas de bebidas e outras marcas de sucos, a gente vê que o nosso número de "likes" é bom, comparando com o investimento que a gente fez, e a gente teve um crescimento muito rápido. De outubro até agora, tivemos um crescimento de 7000%. É difícil alguma marca ter um crescimento deste, mesmo com uma base pequena, ter um crescimento desses - ressalta.

A equipe de monitoramento do projeto já identificou 27 mil menções sobre o suco de laranja após o início do projeto, originando 13 milhões de páginas que citam o produto.

As iniciativas também tomam conta do Youtube. Confira abaixo o vídeo "The Rise of Master of Juices", com uma divertida história desenvolvida para o projeto.

Áudio Campo e Lavoura: Indústrias exportadoras de suco de laranja criam campanha via internet para ampliar o consumo entre o público jovem

Tecnologia integra sistema de rastreabilidade em toda a cadeia bovina

27 de julho de 2012 9

A rastreabilidade na pecuária passando por toda a cadeia produtiva. É o que projeta um software de administração criado por engenheiros no Brasil.

O sistema foi criado para auxiliar no processo de identificação e rastreamento animal. Com a interface cem por cento via internet, permite ao produtor acompanhar de qualquer lugar do mundo todas as informações sobre o rebanho bovino na propriedade. Também está disponível no sistema Android, para acompanhamento em celulares e tablets.

O criador da tecnologia, o engenheiro Ray da Costa, explica como o software facilita a identificação para o produtor.

- O pecuarista que escolhe por esse tipo de rastreamento consegue visualizar as informações do chip no aplicativo. Ele solicita ao fabricante a liberação do chip e, ao receber no sistema ou pelo correio, já consegue identificar os animais. Eles são cadastrados e vinculados via sistema - informa.

A novidade no processo está integração com a ponta final da cadeia, o consumidor. Todos os dados estarão contidos em um código QR, ou chamado de bidimensional, na embalagem do produto, onde o comprador, por meio de um celular, poderá ter acesso às informações da origem do alimento, conforme salienta Costa.

- Quando eu tenho esse processo de identificação no sistema, eu passo para o frigorífico ou ele recebe o animal, todo esse processo gera um histórico. Quando o animal chega no frigorífico, o sistema gera quantas vezes o frigorífico ou o supermercado quiser, a etiqueta bidimensional - afirma.

O projeto foi pensado para uma propriedade rural há dois anos, mas o aumento por procura de sistemas de rastreabilidade fez com que a solução criada pelo engenheiro fosse desarquivada. O software foi apresentado na última Feicorte e com isso, conforme Costa, o interesse aumentou e a procura também.

Veículos aéreos não tripulados serão usados para georreferenciamento

20 de julho de 2012 0

Os Microvants, veículos aéreos não tripulados com menos de sete quilos, geralmente são usados nos segmentos de segurança e também de publicidade. Mas agora também devem estar à serviço da agricultura.

A ideia é da empresa gaúcha Skydrones, que está adaptando modelos para ser utilizado na medição de propriedades. Conforme o diretor comercial da empresa, Ulf Bogdawa, a iniciativa também servirá para outros serviços aos produtores, entre eles a verificação da sanidade das lavouras.

- A gente consegue verificar o estado de saúde das lavouras, se falta ou não irrigação, isso tudo de forma georreferenciada. A gente consegue através das imagens instruir as máquinas de terra que tenham GPS e levar eles aonde a planta necessitaria de algum tipo de adubagem - salienta.

A ideia é reduzir custos. Segundo o criador do sistema, os MicroVants tem grandes vantagens sobre os satélites para fazer o georreferenciamento das propriedades. Ele destaca que por este método o produtor pode ter um mapeamento mais preciso e ágil.

- A vantagem do Microvant a uma imagem de satélite, por exemplo, é que tem muitos lugares que os satélites não podem tirar foto por causa das nuvens, existem muitas épocas do ano em que os satélites não conseguem tirar foto. E nem sempre se consegue fotos de satélites, pois eles não passam todos os dias no mesmo lugar. Com os Microvants podemos programar a trajetória e o tamanho do campo e ele faz isso sozinho - ressalta.

O sistema ainda está em fase piloto e busca parceiros, como entidades agrícolas e cooperativas, para o desenvolvimento e captação de recursos. O objetivo é lançar os MicroVants para uso no campo no mercado já para a próxima safra.

Plantas de banhados ajudam na purificação da água em residências

13 de julho de 2012 1

Uma novidade apresentada na última Rural Show, em Nova Petrópolis, pretende auxiliar o saneamento de casas e propriedades. É feito o uso de plantas aquáticas que purificam a água que é jogada fora no banho, nas pias, na máquina de lavar e até nos vasos sanitários.

A parceria foi feita entre a Emater, o instituto Bom Pastor e consultores na área. O técnico em paisagismo e meio ambiente, Maiquel Scherer, explica que o processo utiliza plantas comuns em banhados.

- A gente faz o consórcio dessas plantas com resíduos com materiais que vão desde areia, pedras mais finas ou algumas até um pouco maior, quase um rachão para fazer a decomposição e a depuração da água, onde as plantas cumprem o papel de se alimentar da matéria orgânica composta nos resíduos, salienta - salienta.

Ele ressalta que em uma casa comum essa água passa por uma fossa, por um filtro e depois é jogada no esgoto, com uma purificação de cerca de 60%. Mas no sistema consorciado, conforme Scherer, o percentual é maior.

- A gente consegue ultrapassar o percentual de até 90% de purificação desta água. Então a grande vantagem, com esse percentual, conseguimos utilizar a água para várias demandas como nos jardins, hortas, lavagem de calçadas e veículos, esses tipos de serviços - ressalta.

O técnico informa que o processo já está sendo utilizado em propriedades rurais, residências urbanas, empresas e escolas na região de Nova Petrópolis.

Designer cria bicicletas com estruturas feitas a partir do bambu

13 de julho de 2012 0

O uso do bambu para a criação de bicicletas. Essa foi uma ideia criada pelo designer carioca Flávio Deslandes. O interesse nasceu ainda nos anos 90, quando ele estudava desenho industrial. Ele viu a potencialidade do uso do material, não só como uma alternativa barata para a criação das bicicletas como o processo sustentável da criação.

E a expectativa é de fazer a produção em larga escala. O designer salienta que havendo demanda, o custo de produção fica mais barato que a bicicleta convencional.

- Ele já vem em forma de tubo e já vem com o formato e pula toda aquela cadeia de produção que a gente já conhece dos materiais convencionais como os metais, onde é preciso destruir uma floresta e escavar a terra para obter a bauxita para fazer o alumínio. E o bambu já está fora da terra - afirma.

E uma das iniciativas é uma parceria em São Paulo para incentivar o uso da bicicleta de bambu pelos alunos. Deslandes lembra que, além da conscientização ambiental, a conscientização no trânsito também é ensinada.

- As crianças são treinadas de como pedalar no trânsito, sobre a sinalização. Elas passam por um curso de um mês e depois elas estão aptas a pedalar para a escola - conta,

A ideia do designer é expandir o projeto não só para outros municípios brasileiros como também levar o processo pelo mundo.

Norte do Estado recebe chuva de pinhões para plantio de araucárias

06 de julho de 2012 0

Para promover o plantio de araucárias na região norte do Rio Grande do Sul, a secretaria do Meio Ambiente vai utilizar um novo tipo de plantio. Nesta sexta-feira (6), no município de Campinas do Sul, será promovida uma chuva de pinhões.

Serão despejadas 40 quilos de sementes para cada hectare, em duas ilhas cedidas pela Tractebel Energia na área alagada pela usina hidrelétrica de Passo Fundo, por meio de aviões agrícolas. O diretor do Departamento de Florestas e Áreas Protegidas, Roberto Ferron, explica que houve preconceito sobre a planta que entrou em extinção.

- Ficou na cabeça de todos os produtores rurais que não se corta mais o pinheiro brasileiro. Hoje ela é considerada uma praga por todos os agricultores. Eles acham que não conseguem mais cortar então não deixam ela mais vingar e já roçam ela, passam com um facão, cortam com a foice para evitar que ela cresça sobre as pastagens - alerta.

A expectativa é que apenas 20% das sementes vinguem. O projeto-piloto que pretende fazer nascerem 10 milhões de mudas de araucária em até três anos. A ideia é que a semeadura aumente o valor ambiental e econômico da araucária, intensificando a produção de pinhões e gerando também uma alternativa econômica, segundo Ferron.

- A gente fez um cálculo que para se ter a garantia de uma pega de uma muda, isso vai a R$ 12,00. Com essa tentativa da semeadura com avião a gente tem menos custos, menos trabalho e consegue um objetivo maior, porque a gente atinge uma área maior - diz.

A ideia é também ampliar este tipo de projeto para outras culturas e outras regiões do Rio Grande do Sul.

Diversificação é o ponto forte da agropecuária em santa Maria

02 de julho de 2012 0

Diversificado. Assim é definido o potencial agrícola da região de Santa Maria pelos seus produtores e técnicos. São pelo menos 200 mil agricultores que trabalham com o setor rural nos 52 municípios atendidos pela Emater na região.

Conforme o gerente da regional da Emater, César Medeiros, o fato de se localizar na região central do Estado, engloba as mais diversas culturas agrícolas e pecuárias. Ele comemora que, nos últimos dez anos a produtividade das culturas na região tem crescido graças ao trabalho dos produtores.

- Na questão do arroz, por exemplo, que é um dos potenciais da região. Nós produzíamos cerca de 3,5 mil a 4 mil quilos por hectare. Hoje nós já ultrapassamos a casa dos 10 mil quilos por hectare, já chegamos aos 12 mil quilos - salienta.

Apesar deste desenvolvimento, a preocupação com a quebra de safra por causa da estiagem foi grande. Só na soja, a estimativa é que houve uma redução de 50% na região de Santa Maria. Para isso, conforme Medeiros, é preciso reforçar cultivos de culturas mais básicas, como os hortigranjeiros.

- Temos um grande campo de ação e desenvolvimento que está, não por falta de conhecimento ou tecnologia, mas de produtores que se dediquem a esta cultura. Por serem culturas muito rápidas, por termos geadas muito fortes como tivemos agora, os prejuízos são significativos - ressalta.

A grande aposta da Emater é na Agricultura Familiar na região. Desde 2005, o programa Territórios da Cidadania atua na região central do Estado. São 34 municípios que participam das discussões entre governo e sociedade civil na criação de programas de incentivo à pessoas em situação de vulnerabilidade social no campo e nas cidades.

O assessor técnico do programa, Cláudio Cunha, explica a abrangência do apoio desta iniciativa.

- Isso vai desde uma pequena agroindústria, que vai de uma definição do colegiado, até de ações de espectro mais amplo como o saneamento básico - informa.

Conforme Cunha, o resultado foi acima do esperado. Ele salienta que a própria população começou a entender e participar das políticas públicas e cria seus projetos.

- Tivemos avanços completos no dia a dia desde cadeias produtivas que foram definidas como prioritárias como a cadeia leiteira. Já tivemos grandes investimentos na cadeia leiteira do território - afirma.

Neste ano, o território recebeu verba de R$ 3 milhões, destinadas através de emendas parlamentares, para a criação e investimentos em novos projetos.

Áudio Campo e Lavoura: Região de Santa Maria tem na diversificação da produção agrícola uma das principais forças econômicas

Cooperativa de energia busca sustentabilidade no uso de materiais renováveis

29 de junho de 2012 0

Materiais para reduzir o desmatamento e ampliar a conservação ambiental. Nas pequenas medidas se tem grandes atitudes. A Certel, cooperativa da área de energia, fez a troca das cruzetas da sua rede de abastecimento elétrico. As cruzetas são os materiais destinados a suportar os cabos de energia instalados nos topos dos postes.

O diretor de Energia da Certel e vice-presidente da Cooperativa, Erineu José Hennemann, explica que era usada madeira certificada. Agora, segundo ele, o novo material, além de preservar a natureza, também traz mais facilidade no manuseio.

- Ela é fabricada com resíduos de plástico moído e fibras naturais, oriundas da cana-de-açúcar. É uma matéria-prima renovável e esse novo equipamento tem um peso menor e uma facilidade maior de manuseio e instalação das redes - afirma.

O cálculo é que 20 cruzetas de madeira equivalem a uma árvore nativa. Com isso, a cada mil quilômetros de linha de distribuição construídos em área urbana, 1,2 mil árvores nativas são preservadas e 375 toneladas de resíduos plásticos descartados pela população são reaproveitados. Hennemann salienta a atitude a favor do meio ambiente.

- Mesmo que o custo da cruzeta ecológica seja um pouco maior, temos certeza que esta renúncia econômica em benefício do meio ambiente é uma decisão acertada - avalia.

A substituição pelas cruzetas ecológicas iniciou pela rede que interliga os municípios de Sério e Boqueirão do Leão. O objetivo é trocar todo o sistema elétrico da cooperativa.

Série do Campo e Lavoura ganha prêmio de jornalismo sobre transportes

25 de junho de 2012 0

A série Inovações em Transportes, veiculada no programa Campo e Lavoura entre os dias 13 e 15 de Março, foi a vencedora da 25ª edição do Prêmio Setcergs de Jornalismo, concedido pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas do Rio Grande do Sul. As reportagens foram de Nestor Tipa Júnior e a sonoplastia de Marcus Vinícius Wesendonk.

Em três capítulos, a série apresentou exemplos de empresas, cooperativas e universidades sobre as melhores práticas no transporte de cargas para esta safra.

A Rádio Gaúcha ainda venceu o grande prêmio, com o trabalho Rodovia do Parque: o Gaúcha Hoje está de Olho, do repórter Jocimar Farina. E o repórter Daniel Scola ficou em primeiro lugar na categoria TV, com a Série RBS Notícias na Estrada. Na categoria fotografia, venceu Ricardo Wolffenbüttel, do Jornal Pioneiro, com o trabalho Acidente  na ERS – 122.

Relembre os três capítulos

Escola Politécnica da USP cria sistema inteligente de enlonamento de carga

Coopavel utiliza GPS para reduzir tempo de logística do transporte e custo de manutenção de caminhões

Empresa de Caxias do Sul apresenta ao mercado basculante que pode aumentar a quantidade de grãos transportados

Trabalhadores no campo apostam na qualificação para vencer na vida

25 de junho de 2012 0

Uma pequena iniciativa e a grande vontade de mudar de vida. Essa é parte da história de Lucas Rodrigues de Freitas, de 39 anos, que mora no Alegrete.

Ele trabalhava como alambrador, profissional contratado para fazer cercas nas propriedades. Era um trabalho pesado, onde Freitas recebia pouco mais de R$ 50,00 por dia. Os dormitórios eram barracas ao relento, com muita sorte um galpão. O banho era nos rios e sangas.

Cansado dessa vida, ele decidiu mudar. Fez uma aposta. Vendeu suas ferramentas de trabalho e ingressou em um curso de qualificação profissional. Decidiu virar soldador. E a aposta deu certo. Freitas já realizou trabalhos na área e agora espera uma nova oportunidade.

- Já tive algumas oportunidades de trabalho. Já estive até trabalhando. E agora está chegando no Alegrete mais uma empresa que vai fazer a manutenção da termelétrica e estou aguardando mais uma oportunidade - conta ele, que deixou seu currículo com a empresa.

O caso de Freitas é o caso de diversos trabalhadores no campo. Cada vez mais existe uma exigência de qualificação neste setor. E a demanda de mão de obra no meio rural também está diminuindo. Segundo o diretor da Agropec, César Moutinho, escola do curso de Freitas, essas duas condições, unidas, fazem com que os próprios produtores busquem levar os funcionários para fazer a capacitação.

- O profissional qualificado é um profissional que, automaticamente, reduz o custo de manutenção do empreendimento e passa valorizar o conhecimento. Ele usa o recurso com mais cuidado para não haver desperdício. Ele se integra ao meio produtivo - avalia.

Estudo realizado sobre o Futuro da Manufatura salienta que pelo menos 10 milhões de postos de trabalhos no mundo deixam de ser ocupados por falta de qualificação profissional.

Áudio Campo e Lavoura: Produtores e trabalhadores buscam um novo espaço no mercado de trabalho pelo interior