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Posts na categoria "Especial 25 Anos"

Quem fez essa história - Otília Souza

07 de junho de 2011 0

Otília Souza foi a primeira repórter do programa Campo e Lavoura, na Rádio Gaúcha.

“Até hoje o Campo e Lavoura é importante para mim, porque me permitiu fazer um trabalho que era feito com muito carinho. O retorno pessoal foi uma coisa extraordinária. O Campo e Lavoura forjou dentro da minha carreira profissional uma página muito bonita, muito concreta. Ele permitia que eu colocasse a minha veia jornalística a pleno vapor, no sentido de buscar a informação, manter uma atualização permanente, com várias nuances que deixaram saudades”.

Ouça o depoimento de Otília Souza

Ouça o papo de repórteres, entre Nestor Tipa Júnior e Otília Souza

Entrevista Ivar Pavan

07 de junho de 2011 0
Agricultor de Aratiba, Ivar Pavan mantem suas atividades no campo. Entrou na vida política depois de passar pelos movimentos sindicais. Hoje, assumiu a responsabilidade de ser o primeiro secretário de Desenvolvimento Rural da história do Estado, quando da criação da pasta pelo governador Tarso Genro.
- É um trabalho muito intenso, pois temos que estruturar a secretaria. É uma secretaria nova, criada dentro de um espaço de um estado que tem suas dificuldades financeiras. E temos que tratar com um setor que tem muitos problemas na sociedade, que é o agricultor familiar, o assentado, o quilombola, o índio, que são os públicos mais pobres. Isso exige uma ação imediata, de respostas urgentes – afirma.
Pavan lembra das dificuldades que os produtores passavam anos atrás. Ele comenta que houve uma evolução significativa na vida do agricultor familiar.
- Não tínhamos direitos que temos hoje como o direito à saúde, que era inexistente. Nos anos 80, quando estava no sindicato, era uma penúria ver os agricultores que tinham que vender a propriedade, os equipamentos, as carroças e os bois para pagar a conta no hospital. Os agricultores não se reconhecem mais devido às inúmeras conquistas. A vida era dura, mas era simples. Hoje a vida ficou mais fácil, mas complexa – avalia.
O secretário também foi o primeiro presidente da Assembleia Legislativa pelo Partido dos Trabalhadores. Ele conta que um dos principais objetivos foi o de transformar o legislativo num palco de discussões dos principais temas que envolvem a sociedade gaúcha.
- Este é o papel do parlamento, levar grandes discussões para fazer deste espaço um espaço para que a sociedade possa levar temas e sugestões que possam se transformar em políticas de governo – salienta.
Sobre os 25 anos do Campo e Lavoura
“O rádio é a maior fonte de informação para o agricultor. Seguramente as informações que o Campo e Lavoura levou para eles deve ter melhorado a vida de muita gente. O agricultor se liga no programa porque a vida dele depende deste negócio. Tenho certeza que o Campo e Lavoura ajudou a melhorar a vida de muita gente que precisava de informação, e o caminho mais curto é através do microfone”.

Quem fez essa história - Ricardo Cunha

06 de junho de 2011 0
Ricardo Cunha foi repórter e editor do Campo e Lavoura. Hoje é repórter e apresentador no Canal Rural.
“Durante 15 anos me orgulhei de fazer parte da equipe desse programa que contribuiu muito para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro e gaúcho. Comecei a trabalhar como repórter e depois como editor do programa, em 1987, numa época em que ninguém levava muito a sério a importância que o setor tinha na economia nacional. Naquele tempo, pensar em uma safra brasileira de 100 milhões de toneladas era um sonho quase inatingível. Pois hoje trabalhamos com a perspectiva de produção de 160 milhões de toneladas e eu tenho certeza que, com a informação qualificada que levamos aos nossos ouvintes ao longo desses 25 anos, não só conseguimos realizar o sonho, como acredito que temos condições de ir além. Parabéns Campo Lavoura, parabéns aos colegas que hoje tem a missão de no início da manhã levar aos nossos produtores as novidades que ajudam o campo a fazer do Brasil uma das maiores potências mundiais”.

Entrevista Pedro Monteiro Lopes

06 de junho de 2011 0
O agropecuarista Pedro Monteiro Lopes sempre foi um dos pioneiros em diversas áreas da pecuária. Presidente do grupo Pitangueira, de Itaqui, foi um dos primeiros gaúchos a subir Brasil afora, chegando no Pantanal ainda nos anos 70, onde cria gado, mas buscando a preservação do meio ambiente dentro da sua propriedade.
- Quando eu fui para lá, há mais de 30 anos, muita coisa era de conhecimento do fazendeiro ou do capataz mais antigo ou do índio boróro da região. O conhecimento era de boca a boca. Eram poucos gaúchos no Pantanal. Eu fui para lá porque era barato. Naquela época só podíamos chegar de barco, a cavalo ou numa avioneta que tinha apenas 200 metros de pista para pousar – recorda.
Nos últimos anos, Monteiro Lopes também acompanhou a evolução da pecuária brasileira. Ele destaca a cruza entre as raças europeias e as zebuínas como um diferencial na qualidade da carne.
- A rainha das raças é o Nelore. Se ela não fosse boa não teríamos 400 milhões de exemplares no mundo, com 6 mil anos. E no Brasil temos 150 milhões de zebuínos. E há um trabalho com informática onde fazemos as biópsias para ver os animais que tem a carne mais tenra e eles são usados na inseminação que é usada na maciez da carne – salienta.
Todo o trabalho do grupo Pitangueira sempre foi premiado nas mais diversas competições de raças pelo Rio Grande do Sul e pelo Brasil. Mas o agropecuarista acredita que o maior desafio é sempre se manter no topo.
- O melhor prêmio é o que virá. Estes são os melhores, porque dependem ainda de uma conquista, de uma luta. Os que vieram agradeço às pessoas que nos ajudaram e aos que viram mérito para nos darem – afirma.
Sobre os 25 anos do Campo e Lavoura
“O Campo e Lavoura está de parabéns porque a maioria do urbano ainda não sabe o que acontece no campo e permanece a imagem do tempo de Monteiro Lobato de que o homem do campo era o Jeca Tatu. E essas coisas eram mal divulgadas, e o Campo e Lavoura começou a mostrar o campo como realmente ele é”.

Quem fez essa história - Cláudio Moretto

04 de junho de 2011 0

Cláudio Moretto hoje é o coordenador de jornalismo da Rádio Gaúcha. Na época, ele era o chefe de reportagem da emissora.

“Na época da estréia do Campo e Lavoura eu era chefe de reportagem junto com Valdir Barbosa Paz e nós nos propusemos alguns assuntos para os programas, assim como também indicamos alguns repórteres ligados à área de economia como a Jussara Marchand e Heron Vidal para que fizessem as matérias. Queríamos o máximo de qualidade da informação do setor primário, porque as primeiras ideias em torno da sua criação já giravam em torno disso. A meta era, e é, atender os assuntos de interesse da agropecuária e das suas áreas derivadas. Mas a gente também pensou no ouvinte comum, no homem urbano, despertando nele o interesse pelos assuntos de um dos principais segmentos da vida, que é a geração de alimentos. E me pediram ainda para contar uma curiosidade. Certa vez, um repórter um pouco desconhecedor ainda de pecuária entrou no ar com o resultado de um leilão na Expointer dizendo que um touro – pelo menos acertou que era touro – tinha sido leiloado por um determinado valor, e o tal touro, que era argentino, pesava 200 mil toneladas. Eu fiquei imaginando como o animal tinha chegado a Esteio”.

Ouça o depoimento de Cláudio Moretto

Entrevista Guilherme Cassel

04 de junho de 2011 0
Ex-ministro do Desenvolvimento Agrário durante o governo Lula, Guilherme Cassel está, hoje, de volta ao Rio Grande do Sul onde assumiu o cargo de diretor de crédito do Banrisul. Durante a sua experiência à frente de uma pasta do governo federal, ele acredita que conquistou muitos avanços. Cassel afirma que a sociedade, hoje, está mais atenta ao que acontece no meio rural.
- A sociedade brasileira amadureceu com os temas que tem a ver com segurança alimentar, com desenvolvimento ambiental sustentável, com os combustíveis verdes. Este tema ganhou um vulto que não tinha antes. A sociedade passou a olhar com mais atenção e com mais responsabilidade com os temas do meio rural – acredita.
Entre as principais conquistas, segundo o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário ele destaca a importância que o programa Mais Alimentos trouxe para a tecnificação dos pequenos produtores.
- É um programa que mostrou como é possível oferecer uma linha de crédito a juro baixo para uma população que nunca teve este recurso. A gente ajudou o agricultor e a agricultora, mas ajudamos também a indústria. Em 2008 e 2009 houve a grande crise internacional, todo mundo estava demitindo. E quem segurou o emprego na indústria foi o Mais Alimentos.
Cassel lamenta apenas não ter conseguido encaminhar, durante a sua gestão, a revisão dos índices de produtividade.
- Foi uma decepção minha. Eu fiz todo um esforço para que o índice fosse reajustado, e ele ainda não foi e é uma necessidade do país. Ajustar os índices de produtividade, além de ser um cumprimento legal, é uma tarefa civilizatória.
Sobre os 25 anos do Campo e Lavoura
“O Campo e Lavoura é daqueles programas que moram no nosso coração, especialmente dos agricultores e das agricultoras. São pessoas que produzem e que tem segurança nas informações do Campo e Lavoura. O Campo e Lavoura tem um valor muito raro que é a credibilidade. Os agricultores do Estado se acostumaram a ligar na Rádio Gaúcha e se informar pelo Campo e Lavoura”.

Quem fez essa história - Paulo Moreira

03 de junho de 2011 0

Paulo Moreira foi o primeiro produtor e editor do Campo e Lavoura.

“O Eridison Lemos que era o chefe de jornalismo da época e o Cláudio Moretto que era chefe de reportagem, me chamaram e disseram: ‘olha nós vamos fazer um teste contigo porque nós precisamos de alguém que entenda do setor, porque a linguagem é muito específica, os temas são muito específicos, então a gente precisa alguém que conheça’. Então foi aí que eu fui chamado para ser o produtor do programa. Ganhei como redutora a Genoveva Penz, que trabalhava que trabalhava lá no arquivo da RBS TV, e a Otília Souza, que era repórter do programa que estava aqui na equipe de reportagem da Rádio Gaúcha e que foi deslocada porque ela queria fazer uma coisa diferente. Então formou-se essa equipe. O Campo e Lavoura foi o início da minha carreira e além de tudo um grande aprendizado do veículo rádio em si, de como funciona esse veículo e o que a gente pode fazer com esse veículo e quantas pessoas a gente pode atingir com esse veículo. Na verdade foi isso, foi um grande aprendizado e que recrudesceu o meu amor pelo rádio”.

Entrevista Carlos Sperotto

03 de junho de 2011 0
Médico-veterinário e produtor rural, Carlos Sperotto se tornou uma das lideranças mais celebradas do setor agropecuário gaúcho e nacional. Além de presidir a Federação de Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) desde 1997, também é vice-presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A Farsul, segundo Sperotto, inicia a preparação para os 85 anos de lutas em defesa do produtor rural.
- A nossa entidade, eu acredito que tem uma credibilidade, pois ela completa 84 anos, vamos iniciar um ano de preparativos para os 85 anos, louvados na história da casa e no carater de cada assunto que nós delegamos – informa.
O presidente da Farsul lembra que o Rio Grande do Sul sempre foi o responsável pela produção agrícola do Brasil, sendo o celeiro do país enquanto outros estados brasileiros olhavam para o mar.
- O Rio Grande do Sul é o celeiro. Se nós voltarmos pelo menos 50 anos, o Rio Grande, a ele competia produzir não só grãos, mas carne como um todo. A gente vê que o Rio Grande leva consigo este peso de ser a origem de um crescimento – ressalta
O pioneirismo e o trabalho dos gaúchos, conforme Sperotto, foi o gatilho para o início de muitas mobilizações em defesa do setor rural brasileiro. Ele lembra das mobilizações sobre o endividamento do setor, que gerou a união e a força do produtor frente aos problemas enfrentados no campo.
- O endividamento era disperso, ninguém tinha sintonia do que era o endividamento. E o Rio Grande propôs através de Vitor Faccioni, então deputado federal, a CPMI do endividamento agrícola e a transferência de capitais do setor para o setor financeiro. Isto gerou uma grande CPMI onde ocorreu, a partir dali, securitização e outras negociações que ocorreram. Isto nasceu de ideia do Rio Grande. No momento que começamos a identificá-la, quais os valores e os montantes, começou a surgira a união de base, onde o dever não era crime – lembra.
Sobre os 25 anos do Campo e Lavoura
“É um programa que nos traz tantas posições favoráveis como, às vezes, nos vêm questionamentos. Mas o importante é que exista comunicação. Isso, no nosso entendimento, traduz o efeito e a posição de um programa. Um programa que tem resposta é importante, e a resposta que o Campo e Lavoura tem, na madrugada, faz com que possamos nos louvar de sermos parceiros do programa”.

Quem fez essa história - Luciano Klöckner

02 de junho de 2011 0
Luciano Klöckner foi o idealizador e o responsável pelo projeto. Foi editor e coordenador de jornalismo na Rádio Gaúcha. Hoje ele é professor de jornalismo na PUCRS.
“O início do projeto do Campo e Lavoura aqui na Rádio Gaúcha remonta aos meses de abril e maio de 1986. O então gerente de jornalismo Eridson Lemos me convidou para desenvolver o projeto. Na época eu trabalhava como repórter na revista A Granja. E entre 1984 e 1985 eu tinha desenvolvido um projeto semelhante em Três de Maio, na Cotrimaio, no departamento de Comunicação. Então fizemos o projeto e o primeiro programa foi ao ar no dia 2 de junho de 1986 com a Tânia Regina e o Nílton Lessa, que já é falecido. Faziam e fazem parte deste projeto o Paulo Moreira, a Genoveva Penz, a Rejane Costa, que continua aqui, a Otília Souza, que era repórter, o Ricardo Cunha, que hoje está no Canal Rural, e outros profissionais da emissora”.

Agropecuária expande participação na economia

02 de junho de 2011 0

“Com sua economia baseada na cultura agrícola da soja, o Rio Grande do Sul sente o efeito da guerra entre os países ricos. Os preços do grão, depois da euforia da década de 70, caem dramaticamente nos últimos anos”.

Se nos anos 80 a participação da agropecuária girava em torno de 15% a 20% na economia gaúcha, hoje ela chega a 10%. Isso se deve ao aumento da participação, principalmente, dos serviços, que cresceram a taxa maiores.
Mas, na avaliação do economista da Fundação de Economia e Estatística (FEE), Vanclei Zanin, isto não significa que houve uma queda absurda da importância do setor no Rio Grande do Sul. Pelo contrário. Ele observa que as altas produtividades dos últimos anos mexem com a economia dos municípios e do estado como um todo, já que a renda do produtor faz com que o consumo aumente.
- Podemos ver nestes últimos 20 anos, principalmente, um crescimento na soja, no arroz, no milho, com crescimento muito forte na produtividade. E isto tem um impacto muito positivo na economia dos municípios, do estado e do PIB do próprio país, pois o crescimento da produtividade é uma realidade nacional e até internacional – avalia
O economista da FEE lembra também do crescimento das indústrias de transformação, que não são contabilizadas como agropecuária, mas fazem parte das cadeias produtivas do agronegócio. Zanin salienta ainda que os produtos agrícolas trouxeram impactos positivos nas exportações gaúchas nos últimos 25 anos.