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Posts na categoria "Estiagem"

Agricultores familiares pretendem pressionar Governo Federal para acelerar ajuda prometida

07 de setembro de 2012 0

Agricultores Familiares do Sul do país reclamam que a ajuda prometida pelo Governo Federal para quem acumula perdas com a estiagem ainda não chegou. Os prejuízos ainda são calculados. A Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar lembra que o setor nem se recuperou dos prejuízos da seca do ano passado e já amarga 30 dias sem chuva nas regiões norte e noroeste. Adianta que vai pressionar o Governo Federal. A coordenadora da Fetraf-Sul no Estado, Cleonice Back, destaca que os agricultores também enfrentam problemas para alimentar os animais.

Eduardo Matos

Confirmado repasse de R$ 38 milhões para sistemas de abastecimento de água na metade sul do estado

04 de setembro de 2012 0

Os recursos são oriundos do programa Água para Todos, do governo federal, e serão aplicados na construção de 75 redes de água para atender 5 mil e 300 famílias de 41 municípios gaúchos da metade sul, uma das mais afetadas pela estiagem ao longo dos anos. A confirmação foi dada terça-feira(04) pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, ao vice-governador do estado Beto Grill, em audiência em Brasília. O convênio para repasse da verba será assinado ainda em setembro. Os recursos serão utilizados para construção de redes de água para abastecimento de assentamentos, comunidades indígenas e quilombolas. O estado entrará com contrapartida de R$ 2 milhões. Ainda segundo o vice-governador Beto Grill, o Ministério se comprometeu em repassar equipamentos para perfuração de poços artesianos no valor de R$ 20 milhões.

- Também confirmamos a licitação para a compra pelo Ministério da Integração de 4 perfuratrizes que perfuram até 250 metros, com comboios, com caminhões para perfuração de poços em valores de aproximadamente R$ 20 milhões. O Ministério garantiu que vai adquirir e passar por sistema de comodato para o RS - garantiu Beto Grill.

O vice-governador foi a Brasilia acompanhado do prefeito de Bagé, Eduardo Colombo. Sairam com a promessa de que o projeto da barragem de Quebracho será incluído com outras quatro no PAC 2. A barragem será utilizada na maior parte, cerca de 90%, para irrigação de lavouras de arroz e 10% para consumo humano.

Álvaro Andrade

Ajuda federal para afetados pela estiagem será parcelada

21 de agosto de 2012 0

Quarenta mil agricultores familiares de mais de 350 municípios gaúchos começaram a receber nesta segunda-feira auxílio emergencial financeiro do governo federal. A verba de 400 reais poderá ser utilizada na compra de alimentos, plantio de hortaliças e criação de pequenos animais. No entanto, o valor virá diluído em cinco parcelas. A verba chega ao bolso dos agricultores mais de sete meses depois do auge da seca no estado. A Coordenadora do Programa Garantia Safra do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Dione Freitas, explica que a demora se deve à burocracia.

- A nossa base de dados é cruzada com a base de dados do MDS, o contrato com a Caixa Econômica, enfim com toda a estrutura para conseguir fazer o repasse, conseguimos viabilizar para o Rio Grande do Sul agora - salienta Dione.

Os produtores rurais beneficiados precisam estar no cadastro de agricultores familiares do MDA e no Cadastro Único dos programas sociais do governo federal, além de habitar municípios em situação de emergência reconhecido pela Secretaria Nacional de Defesa Civil. Todas essas informações são cruzadas e delas derivam a lista final de beneficiados.

Demora no recursos aos afetados pela estiagem gera divergências

17 de agosto de 2012 0

O repasse de R$ 45.000.000,00 a fundo perdido iniciado 7 meses depois do auge da seca no Rio Grande do Sul causa divergências entre produtores rurais e governo do estado. Após a secretaria do Desenvolvimento Rural culpar os sindicatos pela demora em reencaminhar a lista de produtores que seriam beneficiados, a FETAG rebateu o governo e garantiu que o procedimento foi realizado dentro do prazo possível. O vice-presidente da Federação dos Trabalhadores em Agricultura Familiar, Carlos Joel da Silva, entende que foi o próprio governo do estado que retardou a definição dos critérios de enquadramento dos agricultores aptos a obter os recursos.

O governo discorda do entendimento da FETAG sobre a demora na emissão do cartão emergência rural. Segundo a secretária-adjunta da Casa Civil, que coordenou as ações emergenciais durante a estiagem, o repasse de valores pelo cartão só foi adotado porque a Companhia Nacional de Abastecimento não repassou as 18 mil toneladas de milho que foram prometidas pelo Ministério da Agricultura para alimentação dos animais. Acrescenta que as Federações de Agricultores participaram da discussão sobre os critérios. Mari Perusso entende que essa foi uma ação paralela a outras de maior impacto sobre os afetados.

A CONAB e o Ministério da Agricultura foram procurados mas não se manifestaram sobre a falta de repasse do milho prometido.

Governo do Estado inicia entrega de cartões para atingidos pela seca

25 de julho de 2012 0

O governo do Estado começou nesta quarta-feira (25) a entrega dos cartões Emergência Rural, conhecidos como Cartão Estiagem. O benefício será entregue a 109 mil famílias e contará com recursos de R$ 45 milhões. Cada família vai receber R$ 400,00 que poderá ser descontado em estabelecimentos que aceitem cartões com a bandeira do Banricompras.

O secretário do Desenvolvimento Rural do Estado considera que esta é uma das principais políticas do governo para amenizar os efeitos econômicos da estiagem. Ivar Pavan destaca que os produtores podem  fazer uso do recurso tanto para alimentação quanto para insumos.

- Ele deve ir a uma loja que está credenciada junto ao Banrisul para comprar alimentação humana, alimentação animal ou insumos para a lavoura. Entregando o cartão com os R$ 400,00, ele pode adquirir estes produtos - explica.

A cerimônia de entrega dos primeiros cartões ocorreu em Barra Funda, com a presença do governador do Estado, Tarso Genro. Os lojistas que possuem a máquina da Rede Banricompras e aceitam os cartões da Banrisul Serviços, já estão aptos a receberem o Cartão Emergência Rural. A partir do dia 1º de agosto, os cartões e as senhas serão entregues aos agricultores na sede das entidades ou sindicatos onde foram previamente cadastrados.

Primeiros Cartões Estiagem serão entregues na quarta-feira

23 de julho de 2012 0

Os primeiros Cartões Estiagem referentes ao ano agrícola de 2012 serão entregues a 10 municípios, na quarta-feira (25), quando é comemorado o Dia do Colono. Serão liberados mais de R$ 800 mil em recursos. O governador Tarso Genro e o secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Ivar Pavan,  participarão das atividades.

O Cartão Emergência Rural, conhecido como Cartão Estiagem, tem por objetivo repassar recursos de concessão de crédito a agricultores familiares que sofreram perda total ou parcial da produção agropecuária em razão da seca de 2011/2012.

A entrega dos cartões inicia-se no município de Barra Funda, próximo a Sarandi, às 9h30, quando serão disponibilizados 1.166 unidades. Os benefícios são destinados a agricultores que possuem Declaração de Aptidão da Pronaf (DAP), residentes nos municípios de Sarandi, Boa Vista, Nova Boa Vista, Ronda Alta e Chapada. O investimento total ultrapassa R$ 460 mil.

Na ocasião, também serão comemorados os 50 anos do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Sarandi, Nova Boa Vista e Barra Funda (Sintraf), importante organização social que incentiva políticas públicas para a agricultura familiar da região.

Na mesma manhã, em Ijuí, serão entregues 857 Cartões Estiagem aos municípios de Ijuí, Coronel Barros, Nova Ramada, Bozano e Ajuricaba, beneficiando os agricultores familiares com um recurso total de mais de R$ 340 mil. Durante a solenidade também serão celebrados os 55 anos do escritório municipal da Emater, que atende as 1.727 propriedades de agricultura familiar localizadas no município.

Recursos

O Governo do Estado está disponibilizando cem mil Cartões Estiagem a 333 municípios para viabilizar a aquisição de insumos, alimentação humana ou animal. Ao todo foram liberados R$ 45 milhões destinados a 100 mil famílias de pequenos agricultores que receberão benefício de R$ 400,00, além de 8 mil famílias de assentados da Reforma Agrária e 1,2 mil famílias quilombolas, que contarão com bolsa de R$ 500,00.

* Com informações da Secretaria do Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul

Tarso Genro apóia medidas para minimizar efeitos da seca

09 de julho de 2012 0

O governador Tarso Genro se comprometeu a reforçar, junto ao governo federal, o pedido das principais federações empresariais gaúchas, que solicitam medidas anticíclicas para minimizar os efeitos da estiagem na economia.

Ele participou de reunião-almoço na Farsul, com representantes da entidade e da Fiergs, Fecomércio, FCDL, Federasul, Fecoagro, Federarroz e Fearroz. Foram demonstradas de maneira precisa as dificuldades que setores terão para acessar os benefícios novos do Plano Safra.

A fim de reduzir os impactos do problema nos diferentes setores da economia, as entidades defendem o parcelamento de custeio, somando cerca de R$ 1,9 bilhão, em 10 anos, a juros de 2,5% ao ano. Isso valeria para os produtores que perderam mais de 30% da produção devido à seca. Caso isso não ocorra, os agricultores terão de deslocar o pouco capital que têm para saldar as parcelas do crédito oficial, deixando descobertos fornecedores locais, como casas agropecuárias, indústrias de insumos e do setor metal-mecânico, cooperativas, cerealistas, profissionais liberais e outros prestadores de serviços.

Além disso, é preciso que o Tesouro Nacional operacionalize o fundo garantidor de crédito, que permitiria aos bancos emprestar recursos extra-limite. Isso é necessário para que, mesmo com o parcelamento, o produtor continue com acesso ao crédito e invista nas próximas safras, reaquecendo a economia. A primeira medida necessária é uma reunião do Conselho Monetário Nacional adiando o vencimento do custeio, programado para o próximo dia 31 de julho. As entidades solicitam que o governador reforce esse pedido junto ao governo federal.

A proposta ainda prevê aporte de recursos, por parte do BNDES, também para pagamento em 10 anos e com juros de 5,5% ao ano, para que os produtores saldem suas dívidas junto a agropecuárias, cooperativas, tradings, cerealistas e outros financiadores privados. A estimativa é de que no Rio Grande do Sul esses débitos também atinjam R$ 1,9 bilhão. Já para os investimentos, as entidades defendem a rolagem dos vencimentos deste ano para um ano após o vencimento da última parcela.

De acordo com as federações que representam o setor produtivo gaúcho, a estiagem descapitalizou primeiramente os produtores rurais, mas as consequências já atingem comércio, indústria e serviços. Considerando todos os setores, o impacto negativo da quebra da safra de grãos no Produto Interno Bruto (PIB) de 2012 deve chegar a R$ 17 bilhões. Somente de soja, milho e arroz, mais de 8 milhões de toneladas foram perdidas. Não está descartada uma retração da economia gaúcha no ano por conta da queda na colheita, que chegou a 54% no milho e a 45% na soja.

Também foram reforçados os pedidos para que sejam resolvidos os problemas estruturais do arroz, causados especialmente pela alta carga tributária, que derruba a competitividade da produção gaúcha.

Confira a opinião das lideranças do setor

Heitor Müller, presidente da Fiergs
“Os efeitos se demonstram em todos os setores. No momento em que há uma estiagem, há menos dinheiro no mercado, menos consumo e, consequentemente, menos produção industrial.”

Ricardo Russowsky, presidente da Federasul
“Se travar o setor primário, trava toda a economia.”

Vitor Koch, presidente da FCDL
“Quando temos problemas no campo, a inadimplência no comércio cresce rapidamente.”

Nelson Lídio Nunes, vice-presidente da Fecomércio
“Já temos notícias de sindicatos do interior de ocorrências de inadimplência no comércio em decorrência da safra frustrada.”

Álvaro Lima, vice-presidente da Fecoagro
“Os reflexos da estiagem serão sentidos mesmo agora, no segundo semestre, quando começam os vencimentos.”

Renato Rocha, presidente da Federarroz
“Seria importante que o governador levasse à presidente Dilma também a proposta que estabelece quotas para entrada de arroz do Mercosul.”

André Barreto, presidente da Fearroz
“A proposta é extremamente interessante para as cooperativas de arroz, que há muitos anos vêm desempenhando também o papel de agente financeiro dos produtores, além de receber o produto, armazenar, secar, vender.”

* Com informações do Sistema Farsul

Nota técnica indica que produtores façam armazenamento de água

09 de julho de 2012 0

O retorno da chuva e a continuidade indicada pelos prognósticos climáticos alertam os produtores em relação ao plantio das culturas de inverno, principalmente o trigo. Segundo nota técnica divulgada pelo Centro Estadual de Meteorologia (CemetRS), os próximos três meses devem ter o retorno regular da chuva dentro dos padrões para a época do ano.

A pesquisadora da Fepagro, Bernadete Radin, indica que os produtores rurais armazenem água neste período para utilização durante o verão. Ela salienta que o momento é propício para este processo.

- Como a previsão para os próximos três meses é de chuvas dentro do normal, o que a gente recomenda é que os produtores, dentro do possível, façam o armazenamento de água, já que nesse período a demanda evaporativa não é muito alta. Então os produtores podem fazer este armazenamento para aproveitar depois no verão.

O retorno da chuva garante a plantação das culturas de inverno. O plantio deve ser acelerado já que o período ideal se encerra no final de julho. É o que indica o agrônomo da Emater, Alencar Ruggeri.

- Os produtores tem que tentar fazer um acompanhamento sistemático das culturas de inverno para que eles tenham condições de restabelecer aquela rotina de trabalho que é de acompanhar e ver se é preciso fazer algum tipo de aplicação e não podíamos porque tínhamos falta nos últimos dias - recomenda.

Cerca de 70% da área de trigo já foi plantada. Segundo dados históricos, o normal para esta época do ano seria de 85%.

Confira aqui a Nota Técnica divulgada pelo CemetRS

Conselho de Agrometeorologia avalia impacto da falta de chuvas

06 de julho de 2012 1

A exemplo do verão, os últimos três meses foram caracterizados pela falta generalizada de chuvas no Estado, em especial nas regiões central e noroeste. A avaliação foi apresentada pela agrônoma Bernadete Radin, agrometeorologista do Centro Estadual de Meteorologia (CemetRS), na tarde desta quinta-feira (5), durante a reunião ordinária do Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado do RS (Copaaergs), na sede da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro).

Além da falta de chuvas, também foram discutidos o impacto da estiagem nas lavouras do Rio Grande do Sul e o prognóstico climático para os próximos meses. O encontro reuniu representantes do CemetRS, do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), da Empresa de Assistência Técnica Rural (Emater-RS) e do 8º Distrito de Meteorologia.

As maiores quebras no rendimento foram registradas na soja, com 50,40% (área plantada de 4.107.111 hectares, produção de 5.858.318 toneladas e rendimento de 1.426 quilos por hectare) e no milho, com 49,79% (área plantada de 1.154.870 hectares, produção de 3.046.010 toneladas e rendimento de 2.638 quilos por hectare), conforme o agrônomo Dulphe Pinheiro Machado Neto, gerente técnico do Emater. O trigo atualmente está com plantio atrasado, também devido à estiagem.

- O solo muito seco não oferece a mínima condição para as máquinas entrarem - comentou.

O agrônomo Elio Marcolin, do Irga, informou que a produtividade da lavoura de arroz caiu de 7.675 quilos por hectare (safra 2010/2011) para 7.441 quilos por hectare (safra 2011/2012). Essa redução não se deveu, porém, às condições meteorológicas, e sim ao manejo da lavoura, em especial o descrédito dos produtores em função dos baixos preços. A próxima safra tem previsão de plantio de 1.025.682 hectare.

- Se não chover 500 a 600 milímetros nos próximos meses, essa área deve diminuir - afirmou Marcolin.

Atualmente, a maioria dos mananciais hídricos usados na irrigação da lavoura do arroz na Campanha e na Zona Sul estão abaixo da capacidade.Segundo o meteorologista Solismar Prestes, do 8º Distrito de Meteorologia, diversos modelos indicam o aquecimento das águas do Pacífico Central e uma possível formação do fenômeno El Niño, caracterizado pela abundância de chuvas, nos próximos meses. Prestes, no entanto, advertiu que ainda é muito cedo para ter certeza sobre a ocorrência do El Niño.

- Devemos esperar mais alguns meses - salientou.

* Com informações da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro)

Agricultores encontram alternativas para amenizar efeitos da seca

27 de junho de 2012 0

A estação do frio já chegou, mas muitos municípios do Noroeste gaúcho ainda sofrem com os efeitos da seca, que chegou ao final da primavera passada, seguiu por todo o verão e se prolongou durante o outono. Os prejuízos foram muitos. Em contraponto, foram muitos os aprendizados construídos nesse período de dificuldades.

No município de Alegria, onde se acumula um déficit hídrico de aproximadamente 680 mm, além das perdas de 85% na produção de soja, 60% no cultivo de milho e 40% de queda na produção de leite, a água para consumo humano continua escassa. Há seis meses, um caminhão leva diariamente em torno de 15 mil litros de água para cinco localidades do interior do município, onde fontes e riachos secaram. Uma fonte, com vazão de aproximadamente 1 milhão de litros de água por dia, abastecia grande parte da cidade. Atualmente, são apenas 50 mil litros. Por esse motivo, foi preciso recorrer a poços artesianos.

A administração municipal reconhece que no município onde mais de 600 propriedades tem até 10 hectares, a diversificação da cultura é uma alternativa interessante.

Além das medidas emergenciais, os agricultores adotaram estratégias simples, que fizeram a diferença. Quem apostou na diversificação da cultura, sofreu menos com os efeitos da estiagem.

Na área de um hectare onde a família Löffler tinha um açude, não se vê mais água há alguns meses. Foram 800 mil litros que desapareceram em pouco tempo. A criação de peixes era uma das alternativas de autoconsumo e renda da família, que vive na propriedade de dez hectares. Neste ano, sem água, não foi possível criar alevinos.

Com a expressiva quebra na produção de soja e milho, a família apostou na diversificação da cultura. Feijão, cana-de-açúcar, amendoim e produção de leite foram algumas das alternativas. Mesmo com as dificuldades, o agricultor Ivo Löffler avalia que valeu a pena apostar em diferentes culturas.

Para amenizar os efeitos do longo período de déficit hídrico, o técnico em agropecuária da Emater em Alegria, Leonardo Rustik, orienta que são necessárias estratégias.

- Simples, mas eficazes. O produtor deve estar preparado, adotar técnicas de proteção e melhoria de solo. Como estamos em um município de pequenas propriedades, onde uma das principais alternativas é a produção leiteira, é importante adotar técnicas de pastoreio rotativo na área, que irá aumentar a disponibilidade de pastagem dos animais. A produção leiteira na pequena propriedade é onde tem demonstrado melhores resultados. É ela, que depois de uma estiagem, se recupera melhor e em mais rápido tempo - enfatiza Rustik.

No município de Alecrim, a água também é vista como um tesouro. A proteção de fontes foi uma das alternativas para assegurar água em tempos de seca e levar dignidade a famílias. Abrir a torneira e beber água, tomar banho no chuveiro e lavar a roupa na máquina podem parecer atitudes corriqueiras para muitos. Para a família Reckziegel, é a realização de um sonho, garantida com uma fonte protegida. Foram mais de três décadas de dificuldades para conseguir água até a descoberta das possibilidades oportunizadas pela vertente.

Dona Idalina Reckziegel, 60 anos, reconhece que a proteção da fonte e a possibilidade de ter água encanada facilitou a vida, especialmente nesse período de inverno.

- Agora se pode fazer mais pastagem para as vacas, trabalhar mais e até sair mais. Era uma judiaria ter que puxar água - conta.

Três vezes ao dia, o filho de Dona Idalina caminhava 200 metros até chegar à vertente para buscar água. Hoje, Aloísio, 39 anos, comemora a proteção da fonte, que garante a dignidade e a sobrevivência da família.

O trabalho de proteção auxilia na melhoria da qualidade da água e na vitalidade das fontes.

- A proteção de fonte consiste na limpeza do local da vertente, após isso é construída uma pequena barragem de tijolos. Depois, colocam-se os canos, as pedras, em seguida uma lona, e, por último, coloca-se uma camada de terra - explica o extensionista da Emater de Alecrim Eliseu Paulo Baumgartner.

* Com informações da Emater