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Posts na categoria "Fumicultura"

Fumicultores divulgam documento pedindo direito de produção

06 de agosto de 2012 0

Cerca de cem pessoas, entre políticos e autoridades, participaram da reunião da Associação Internacional dos Produtores de Tabaco. Eles decidiram divulgar uma carta pedindo que os produtores tenham o direito de produzir. A declaração será enviada aos governos participantes da Conferência das Partes de Controle ao Tabaco (COP 5), que será realizada na Coreia do Sul, em Novembro.

O presidente da Câmara Setorial do Tabaco e diretor secretário da Afubra, Romeu Schneider, salienta que a manifestação dos presentes é de apoio à cadeia produtiva no Brasil. Segundo ele, não houve diálogo com o setor produtivo para buscar um consenso de diversificação e substituição da cultura do tabaco.

- Esta decisão foi tomada porque sempre o governo tem guardado à sete chaves a posição para a discussão das Conferências das Partes e não permite assento a nenhuma entidade, nenhum representante da cadeia para discutir a questão - enfatiza.

Informações preliminares divulgadas pelos fumicultores apontam que o governo brasileiro deve defender a posição de redução do plantio do fumo. Uma das principais reclamações, segundo eles, é a restrição de financiamentos para os produtores, fato que inclusive trava o processo de diversificação das pequenas propriedades.

Fumicultores se reúnem para debater estratégias para COP 5

02 de agosto de 2012 0

Representantes do setor produtivo do fumo das Américas se reunem nesta sexta-feira (3), em Santa Cruz do Sul. Os membros da Associação Internacional dos Produtores de Tabaco vão debater o mercado, produção e questões ligadas à legislação.

Também será apresentado um panorama que deve nortear as reuniões da Conferência das Partes (COP 5), que acontece em novembro, na Coreia do Sul. Conforme o presidente da Câmara Setorial do Tabaco e diretor secretário da Afubra, Romeu Schneider, informações preliminares apontam que o governo brasileiro deve defender a posição de redução do plantio do fumo. Uma das principais reclamações, segundo ele, é a restrição de financiamentos para os produtores, fato que inclusive trava o processo de diversificação das pequenas propriedades.

- A maioria dos produtores usam o que plantam fora do tabaco para consumo próprio, são culturas de subsistência e não para renda. Quando compram equipamentos para diversificação nas propriedades, o produto que paga a prestação desses equipamentos é o tabaco, embora eles não sejam usados nesta cultura - afirma.

A Resolução 4.107/12, do Banco Central, limita a concessão de crédito ao produtor de fumo dentro do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf). O produtor precisa comprovar renda com outras culturas para ter acesso aos financiamentos para investimento. O Brasil é o maior exportador e segundo maior produtor de tabaco no ranking mundial.

Chamada pública propicia substituição gradativa do cultivo do tabaco

27 de julho de 2012 0

O produtor Ailton Rodrigues da Silva e a esposa, Patrícia, estão comemorando o primeiro mês dedicado a uma nova atividade: eles agora estão criando gado de leite. Entre junho e julho, as cinco vacas de leite produziram 120 litros/dia, que estão sendo comercializados, e a renda familiar deverá chegar a R$ 2.484,00. Segundo Ailton, o resultado foi melhor do que o esperado e isso motivou a família a reduzir, já nesta safra, o cultivo de tabaco de 40 mil pés para 25 mil.

A ideia de partir para a criação de gado de leite surgiu neste ano, quando o casal participou do levantamento que integra a Chamada Pública do Tabaco, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Segundo o chefe do escritório da Emater em General Câmara, Valmir Focchi, o casal manifestou o interesse em desenvolver outra atividade que gerasse renda e que pudessem diminuir, gradativamente, a área com cultivo de tabaco. Os Silva são apenas uma das 80 famílias do município atendidas pelos extensionistas da Emater através da Chamada Pública.

A Emater é executora dessa proposta do MDA desde 2011 e, em maio deste ano, as ações iniciaram nos municípios de Barão do Triunfo, Camaquã, Cerro Grande do Sul, Chuvisca, Dom Feliciano, General Câmara e São Jerônimo, com a realização do diagnóstico das Unidades de Produção Familiar (UPF), através de visitas. Até o final deste mês a estimativa é que sejam visitados no total 880 UPF.

É importante salientar, de acordo com Focchi, que a chamada pública não destina recursos ao produtor, mas para a intensificação do trabalho de assistência técnica e extensão rural com o intuito de apoiar os agricultores na busca de alternativas de diversificação e geração de renda nas propriedades rurais.

- A intensão também é que as famílias saiam da situação de vulnerabilidade social - completa.

Pela proposta, além dos 880 diagnósticos, estão previstas 2.640 visitas técnicas, 44 cursos, 132 reuniões, 11 dias de campo e dois seminários. Essas atividades têm duração de 12 meses, com possibilidade de prorrogação, e estão divididas em fases de planejamento, acompanhamento, execução e avaliação das ações. A chamada está inserida no contexto da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco.

* Com informações da Emater

Produtores de fumo questionam restrição de crédito para a atividade

17 de julho de 2012 0

Representantes da cadeia produtiva do tabaco se reuniram nesta terça, dia 17, com parlamentares em Brasília para discutir as recentes restrições impostas aos agricultores. Desde o início do mês, o Banco Central está limitando o acesso ao crédito via Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf).

O quórum na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados foi pequeno, com apenas alguns parlamentares e lideranças do setor. Os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento Agrário não mandaram representantes.

— Nós queremos falar com o ministro Pepe Vargas e mostrar a ele a incoerência que temos hoje com 230 mil famílias que produzem fumo. Trinta mil no Nordeste e 200 mil no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, que são os três maiores produtores — pediu o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS).

Desde o início do mês, o Banco Central só autoriza a concessão de crédito aos fumicultores que tiverem 25% da renda na propriedade proveniente de outras culturas, que não o fumo. Em dois anos esse percentual precisa atingir 45%. A medida faz parte das ações do governo brasileiro para reduzir a produção de tabaco no país e o número de fumantes.

Os agricultores alegam que o ganho com outras culturas não garante renda.

— Infelizmente não tem outra cultura que possa obter essa rentabilidade em uma área tão pequena. Essa é a grande preocupação — afirma o diretor da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Romeu Schneider.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) defende a diversificação, mas de forma gradativa e com mais apoio do governo federal.

— Existem várias alternativas, desde que se faça um processo de diversificação concomitante com a cultura do fumo, ou seja, como forma da somatória de renda, utilização da mão de obra e, principalmente, a busca da melhor condição de vida desses fumicultores — diz o secretário de Política Agrícola da Contag, Antoninho Rovaris.

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, deve receber os parlamentares no início de agosto para discutir o assunto.

* Reportagem de Letícia Luvison - Canal Rural/Brasília

Estado planeja política de desenvolvimento para região fumageira

28 de junho de 2012 0

Em busca de alternativas à produção de fumo, o Governo do Estado estabeleceu uma política de desenvolvimento para a região fumageira no Rio Grande do Sul. O projeto é resultado da missão governamental à Europa em maio, quando a comitiva gaúcha se reuniu, em Londres, com dirigentes da British Tobacco. O governador Tarso Genro definiu um grupo técnico para produzir um termo de cooperação com as indústrias do setor, a maioria localizada no Vale do Rio Pardo.

Formado por diversas secretarias, o grupo tem 15 dias para elaborar um acordo. O objetivo é desenvolver uma política comum com as empresas, valorizar o plantador de fumo e estimular a diversificação produtiva nas suas propriedades. A meta é agregar o cultivo de trigo e milho nas propriedades e fortalecer a agricultura familiar, além de oferecer maior rentabilidade aos produtores e criar condições para que seus filhos permaneçam no campo com maior qualidade de vida.

Em reunião com executivos da empresa Souza Cruz, o governador reforçou a cobrança pela diversificação de lavouras.

- O Governo do Estado não é hostil à produção de fumo no território gaúcho, porque ela gera desenvolvimento social e econômico. O que queremos é um projeto ousado e revolucionário, que acabe sendo referência mundial. Temos que firmar uma relação pactuada com os sindicatos que levem em conta as questões sociais e econômicas.

O Governo do Estado pretende ampliar as experiências existentes e estimular os produtores a diversificar o cultivo de outras culturas.

- A ideia é garantir maior rentabilidade e qualidade de vida as famílias, o que manterá seus filhos no campo - explicou Tarso.

* Com informações do Governo do Estado do Rio Grande do Sul

Italianos trazem para o Brasil variedade de fumo para biocombustível

22 de junho de 2012 0

Uma solução que pode gerar uma iniciativa sustentável e também resolver o drama dos produtores de fumo do Estado. Uma empresa italiana está fazendo o plantio experimental de uma variedade de tabaco destinada para a produção de biocombustível.

Os testes estão sendo feitos em dez hectares em uma propriedade em Rio Pardo. Segundo o economista Sérgio Camps de Morais, responsável por trazer o projeto para o país, os resultados do plantio em outros locais do planeta mostraram a viabilidade do uso.

- Ainda não temos uma produção comercial de caráter importante. Esse ano que começaram a desenvolver em uma escala maior. Já foram feitos vários experimentos e está consolidada a experiência - avalia.

A utilização da variedade do chamado tabaco energético já está sendo negociada com agricultores, que estão conhecendo a iniciativa. Além da geração de combustíveis menos poluentes, dá ao fumo, considerado vilão devido aos males do cigarro, como uma alternativa, pois não precisaria retirar os produtores desta atividade.

Morais ressalta também que o fato de o produto não ser alimentício, também resolve o problema das críticas do uso de alimentos para a produção de combustíveis.

- Nós não estamos influenciando a cadeia alimentar, na formação do preço de um alimento, como, por exemplo, com o etanol do milho que influencia no preço que é usado para a alimentação humana. O caso da soja é a mesma coisa. Isto é um ganho sustentável - avalia.

Entre as principais características da variedade, ela produz um maior número de sementes para a extração do óleo. Só para se ter uma ideia, a semente do fumo tem 30 por cento mais óleo do que a de grãos como a soja e o milho. Morais salienta que não há diferença do plantio das variedades tradicionais para a esta variedade.

- No primeiro momento a gente quer que o produtor use o tabaco energético, se familiarize com ele, até porque é uma planta igual a do fumo e ver que é uma boa alternativa de renda. Com todo esse ciclo do tabaco energético, a renda que ele gera é muito boa - reforça.

A ideia é em 2013 já começar a produção em escala comercial e 2014 construir uma unidade industrial para o processamento da matéria prima. O investimento estimado é de R$ 20 milhões.

Missão chinesa avalia produção gaúcha de tabaco para exportação

13 de junho de 2012 0

A superintendência Federal de Agricultura no Rio Grande do Sul recebeu missão chinesa que desde o ano 2005, pré inspecionam todas as partidas de tabaco processado a ser exportado à China, devido à exigência quarentenária da praga Peronospora tabacina, causadora do fungo denominado mofo azul.

Anualmente o Brasil exporta à China aproximadamente cerca de 50 a 60 mil toneladas de tabaco processado, incluindo um completo sistema de rastreabilidade e segregação, representando divisas na ordem de R$ 450 milhões. Todas as etapas de produção, processamento e exportação são inspecionadas pelo MAPA/RS, garantindo com isso este importante mercado para o tabaco produzido no Rio Grande do Sul.

De acordo com o Superintendente Francisco Signor, a não detecção da doença do mofo azul, nas inspeções realizadas pelos técnicos do Ministério e da China representa a manutenção deste importante mercado comprador e por conseguinte a geração de empregos, renda e divisas para o pais. Signor destaca ainda a importância da relação entre amizade e negocio.

– Todo o ano esperamos a visita dos chineses e agradecemos o carinho e a atenção desta importante missão, fazemos um trabalho compartilhado e responsável, porque sabemos que a china exige um produto de boa qualidade, hoje a China é o maior  parceiro na exportação de tabaco. Antes dos negócios vem uma boa amizade, não conseguimos fazer um bom negocio sem ter uma boa relação, isso significa um passaporte para outras exportações.

O diretor da administração Geral de Supervisão da Qualidade, Inspeção e Quarentena da China, Qian Hong Wei, destacou a Eficiência do trabalho feito pelo Ministério e também o carinho e a amizade com o povo do Rio grande do Sul.

Os Fiscais Federais Agropecuários, Jairo Carbonari e Roque Danieli do Serviço de Sanidade Vegetal do Ministério apresentaram relatório das ações preconizadas no protocolo durante a safra 2011/2012.

* Com informações da Superintendência Federal da Agricultura do Rio Grande do Sul

Produtores de tabaco da Serra poderão devolver embalagens

24 de maio de 2012 0

Destinar as embalagens de agrotóxicos passou a ser lei em 2002, por meio do Decreto 4.074. Dois anos antes da lei, entretanto, um programa já percorria município do interior do Rio Grande do Sul com este objetivo. Trata-se do Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos, desenvolvido anualmente de forma itinerante pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e empresas associadas, em parceria com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).

Entre 28 de maio e 12 de setembro, um novo ciclo será realizado, percorrendo 112 municípios da Serra do Rio Grande do Sul.

- O programa leva aos produtores de tabaco a oportunidade de destinar corretamente os recipientes vazios de agrotóxicos, inclusive aqueles que tenham sido utilizados em outras culturas - destaca o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke.

Quem adere ao programa e entrega as embalagens tríplices lavadas, recebe recibos - fundamentais para apresentação aos órgãos de fiscalização ambiental.

A primeira coleta do programa aconteceu em 23 de outubro de 2000, em Rio Pardinho, localidade de Santa Cruz do Sul (RS). Inicialmente, o programa tinha como objetivos preservar o meio-ambiente e atentar para os aspectos de saúde e segurança do produtor rural. A partir de 2002, passou a atender também a legislação vigente, oferecendo comodidade aos produtores de tabaco na devolução destas embalagens. Com 11 anos, o programa é sucesso entre os produtores de tabaco: já foram 7,9 milhões de embalagens recolhidas desde seu início, no ano 2000.

Somente no ciclo 2010/2011, quase 1,6 milhão de embalagens foram recebidas em 2,6 mil localidades, nos 570 municípios de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. No Paraná, iniciativas semelhantes realizadas pelas centrais locais são apoiadas pelas empresas associadas ao SindiTabaco.

* Com informações do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco)

Projeto quer certificar toda cadeia produtiva do tabaco

14 de maio de 2012 0

A Comissão Técnica Oficial do Projeto de Produção Integrada de Tabaco vai contar com representantes de entidades dos três estados do Sul. O objetivo é adequar os produtos às novas regras e procedimentos estabelecidos pelos Requisitos de Avaliação de Conformidades da Produção Integrada no Brasil.

O coordenador da Comissão do Tabaco da Farsul que o plano de trabalho está montado e agora esperam a licitação da empresa que vai fazer a certificação. Marco Antônio dos Santos acredita que todas as pontas da cadeia produtiva serão beneficiadas.

- No momento em que tivermos a certificação do produto, a garantia vai deixar o consumidor mais a vontade. A indústria vai ter poder de negociação muito maior. E o próprio governo, chancelando tudo isso, vai ter uma garantia a todo o segmento - acredita.

O objetivo é atender dois critérios para o produto, a rastreabilidade e a sustentabilidade. O projeto conta com o apoio do Ministério da Agricultura, CNPq e Inmetro. Se aprovado, o projeto vai conferir ao Brasil, principal exportador de tabaco desde 1993, a certificação inédita da produção no mundo.

Senar treina instrutores para cursos com produtores de tabaco

11 de maio de 2012 0

Encerra nesta sexta (11), em Santa Cruz do Sul o treinamento metodológico para 18 instrutores do Senar/RS que vão ministrar os cursos do programa SOL – Segurança, Organização e Limpeza da propriedade rural para os produtores de tabaco integrados com a empresa Souza Cruz.

No total, os técnicos participaram de 24 horas de treinamento sobre a metodologia de aplicação das práticas e aprimoraram as técnicas a serem repassadas para os produtores nos treinamentos que serão ministrados para 750 famílias rurais dos municípios de Santa Cruz, Candelária, Canguçu, entre outros produtores de tabaco do estado.

O programa, que é uma parceria entre Senar/RS e empresa Souza Cruz, está na sua quinta edição, qualificando em média quase 2 mil produtores de tabaco ao ano. O objetivo da iniciativa é, através dos conceitos de segurança no trabalho, da organização e da limpeza da propriedade, melhorar a qualidade de vida das famílias e do ambiente em que vivem. Para isso, os produtores recebem orientações sobre planejamento, controle e execução de ações, a fim de alcançar melhor eficiência em seus sistemas de produção e melhorias na sede e no entorno da propriedade rural.

A organização dos materiais de trabalho, transporte e armazenamento adequado de agrotóxicos e a utilização correta do equipamento de proteção individual são outros conteúdos da programação dos módulos que totaliza 56 horas/aula. Até o final do ano, 1,5 mil produtores serão beneficiados com o programa SOL Rural.

* Com informações do Senar/RS