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Posts na categoria "Leite"

Fenasul fecha com resultado inferior à comercialização do ano passado

20 de maio de 2013 0

A Expoleite-Fenasul encerrou com faturamento de R$ 835,63 mil. Na última edição, a feira faturou mais de um milhão de reais. Conforme a Associação dos Criadores de Gado Holandês, a Gadolando, que promove a feira em parceria com a Secretaria da Agricultura, a queda do faturamento se explica pela ausência da comercialização dos ovinos neste ano. Para o presidente da Associação, Marcos Tang, o escândalo da adulteração do leite não assusta os produtores. Eles também destaca que há 20 anos uma vaca holandesa não era vendida por R$ 30 mil, fato que aconteceu este ano. O destaque da feira ficou com as terneiras e vaquilhonas, que faturaram quase R$ 700 mil. A média esperada era de quatro reais e vinte centavos por quilo do animal. Esse número foi superado e fechou em quatro reais e 36 centavos. O leilão da raça holandesa somou mais R$ 116 mil e o de angus rústicos mais de R$ 11 mil.

Reportagem de Bruna Gassen

Perspectiva de retomada da produção marca o início da Expoleite-Fenasul em Esteio

15 de maio de 2013 0

A 9ªFeira Nacional de Agronegócios do Sul e a 36ª Exposição Estadual de Gado Leiteiro começam nesta quarta-feira(15), no Parque Assis Brasil e seguem até o próximo dia 19. Na programação constam concursos leiteiros, julgamentos, provas e remates. A indústria e o comércio ligados ao segmento também marcam presença através de estandes no Pavilhão de Bovinos de Leite. O público visitante contará ainda com uma Feira da Agricultura Familiar. O diretor da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul, promotora do evento junto com a secretaria estadual da Agricultura, afirma que após os problemas de estiagem enfrentados no ano passado, o momento agora é de recuperação para a pecuária leiteira.

- Os bons estoques de forrageiras e alimentação para o gado garantem a retomada da produção e as denúncias de fraude no leite não irão prejudicar os negócios da cadeia produtiva do setor na feira - salientou Jorge Rodrigues.

Segundo ele, a cadeia entende que a fiscalização e a exigência de cumprimento das normas têm que ser rotina. O diretor da Gadolando ressaltou que as medidas adotadas pelas autoridades foram adequadas e os infratores devem ser punidos ao rigor do que a lei determina. A Fenasul e a Expoleite também contarão com dois eventos técnicos. Nesta quarta-feira(15), ocorre a edição do fórum permanente com foco no tema De Onde Virão os Terneiros e quinta-feira(16) e sexta-feira(17) acontece o 3º Simpósio de Sanidade em Bovinos de Leite.

Pesquisas ajudam produtor a detectar níveis de acidez no leite

12 de novembro de 2012 0

O LINA, Leite Instável Não Ácido, é um problema no sistema de produção de leite que resulta em prejuízos a toda cadeia produtiva. A Embrapa Clima Temperado em parceria com as universidades federais de Pelotas e do Rio Grande do Sul, monitora a ocorrência do LINA em várias regiões do estado. O objetivo é desenvolver tecnologias para fazer o diagnóstico, prevenção e tratamento. O trabalho que ocorre desde 2002 conta também com o apoio de outras instituições nacionais e internacionais. A pesquisadora da Embrapa, Máira Balbinot Zanela, salienta que o teste do álcool é um dos parâmetros utilizado para avaliar a qualidade do leite. O teste é que vai determinar se o produto será aceito ou não para coleta e transporte para a indústria. Se rejeitado, o leite acaba ficando na propriedade e causando prejuízo ao produtor. Maira explica porque ocorrem casos de Leite Instável Não Ácido.

- Os casos de LINA estão normalmente vinculados a problemas de desequilíbrio nutricional, animais que estão passando por uma situação de deficiência, de volumoso, de minerais, de energéticos. A vaca leiteira precisa de volumoso de qualidade, dependendo da produção dela, ela precisa de concentrado, em períodos de seca, em períodos de escassez alimentar ela precisa ser suplementada com forragem conservada. Então quando há desequilíbrios nessa alimentação da vaca, quando há trocas bruscas de alimentação, ela pode apresentar o leite instável não ácido, o LINA - enfatiza a pesquisadora.

A primeira providência quando ocorre um caso de rejeição do leite pelo transportador é diferenciar se o caso é LINA ou Leite Ácido. Essa diferenciação é fundamental porque se o produto for ácido, deve ser descartado, mas se for LINA, pode ser aproveitado, pois as causas são diferentes, e as estratégias de manejo para solução dos problemas também. A pesquisadora alerta que o produtor deve procurar o auxílio de um técnico para evitar que os casos de LINA ocorram. Ele não deve esperar que a seca atinja o seu rebanho e se planejar para ter uma forragem conservada para alimentar os animais. Em caso de dúvidas, o produtor pode solicitar auxílio das pesquisadoras da Embrapa Clima Temperado que atuam nessa linha de pesquisa, através do telefone 53- 3275-8481.

Produção de leite no RS supera a média brasileira

12 de outubro de 2012 0

Enquanto a produção de leite no Brasil cresce numa média de 5% ao ano, aqui no Rio Grande do Sul essa média é de 8%. O Estado já é o segundo maior produtor do Brasil, perdendo apenas para Minas Gerais. O secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado, Darlan Palharini, destaca alguns motivos para esse crescimento gaúcho.

- O que ajudou bastante a bacia leiteira foi o governo trazer novas indústrias para o RS, a própria tradição da cultura européia da produção de leite e a característica de ter pequenas propriedades. Para poder viabilizar hoje as pequenas propriedades, elas devem estar na produção de leite ou na integração de suínos ou de aves, especialmente em propriedades com até 10, 20 hectares, o que viabiliza uma boa renda agrícola em grãos - garante o dirigente.

A expectativa dos produtores gaúchos é que nesse ano 4 bilhões de litros de leite sejam produzidos, o que representa cerca de 12% da produção nacional. Além de abastecer o Estado, grande parte do leite produzido no Rio Grande do Sul é vendido para São Paulo, Rio de Janeiro e Estados do nordeste do país.

Vanessa da Rocha



Estudo aponta que falta de regulação pode trazer prejuízos à cadeia de lacticínios no estado

02 de outubro de 2012 0

O Rio Grande do Sul tem potencial para se tornar o maior produtor de leite do país, devido à capacidade instalada. No entanto, um estudo aponta os problemas do setor que podem dificultar os avanços. O projeto Coesão Social através do Fortalecimento de Cadeias Produtivas, o COCAP, tem por objetivo trabalhar com as cadeias produtivas do Brasil, Paraguai e Argentina. A pesquisa é financiada pela União Européia e coordenada por representantes da Região do Vêneto, na Itália. No estado gaúcho, representante brasileiro, foram eleitas três cadeias produtivas: a vitivinicultura e a gastronomia, na Serra, e os lacticínios, no Noroeste. De acordo com os resultados, a cadeia leiteira apresenta problemas devido à divisão do setor entre produtor, fornecedor e cliente. O coordenador técnico do projeto no Rio Grande do Sul, Carlos Paiva, ressalta que o estado corre o risco de perder a oportunidade de se tornar um grande produtor de leite pela falta de uma estrutura que regulamente o setor.

- Exige-se já uma estrutura de governança. Aquilo que a vitivinicultura tem no Ibravin, nós temos que ter para o leite. É preciso ter uma estrutura que ajude os elos a dialogarem ou nós vamos perder a oportunidade, a janela está aberta para sermos um grande produtor de leite. Tem uma janela histórica para substituir a soja que é mais adequada para o Cerrado, pelo leite - afirma Carlos Paiva.

Na vitivinicultura o problema está relacionado com a concorrência externa. De acordo com Carlos Paiva, o governo precisa tomar algumas medidas para aumentar a confiança do setor.

- Nós achamos emergencial que o governo faça uma política para incluir o suco de uva na cesta básica e para começar a consumir o espumante nacional. Toda a representação diplomática brasileira deveria estar usando vinho nacional. Nós temos oferta e qualidade para isso - enfatiza o coordenador.

A etapa internacional do projeto foi concluída na última semana. No entanto, até o final do ano os resultados serão discutidos com o objetivo de buscar políticas econômicas para os problemas encontrados.

Mariana Gomide

Desmotivados pelos custos da atividade, produtores trocam gado de leite por soja no RS

03 de setembro de 2012 0

Os altos custos na produção de leite estão levando muitos produtores a abandonarem a atividade em troca da produção de soja. Entre os motivos da perda, está a estiagem que secou as pastagens e diminuiu o alimento do gado. A consequência é a menor produção de leite. Os custos com irrigação e suplementos alimentares para os animais, muitas vezes, não compensam. Por isso, produtores estão optando pelo plantio de grãos, especialmente a soja. Alguns deles estão vendendo equipamentos e animais. Luiz Borgone, podutor de leite no município de Selbach, no Alto Jaucuí, cria gado de leite há 40 anos. Ele trocou os animais pelos grãos e na semana passada, vendeu a última cabeça de gado. Segundo ele, foi um bom negócio.

- É muito terrível para quem não tem irrigação. Eu tenho irrigação há 20 anos, por isso mesmo deu certo a produção de leite. Mas agora resolvi sair do gado de leite e começar a trabalhar com soja, milho e trigo. Fica bem interessante em uma pequena área produzir 4/5 mil sacas de grãos por ano, e o preço do grão está bom - ressalta Luiz.

O presidente da Associação de Laticinistas do Rio Grande do Sul confirma a tendência de mudança do setor econômico. Embora a instituição não tenha estatísticas, Ernesto Krug, afirma que o fenômeno acontece há alguns meses e prevê, inclusive, a queda na produção de leite na próxima safra. O principal motivo é o aumento no preço da soja no mercado.

- Praticamente nos últimos meses a soja duplicou o preço, a rentabilidade está sendo alta como nunca foi. Está havendo realmente uma retração do leite, ou do corte, ou de outra atividade. Estimo uma queda com certeza de 20% a 30% da produção - afirma o dirigente.

O resultado a longo prazo para o consumidor pode ser a alta no preço do leite, por causa da menor oferta. Segundo a Emater, a área plantada com soja deve aumentar 6,2% na próxima safra. O valor da saca de 60 quilos no Porto de Rio Grande ultrapassou a barreira dos R$ 70,00 no início de agosto, o que é considerado um recorde histórico para o setor.

Évelin Argenta

Produtor perde com receita menor e custos maiores

13 de agosto de 2012 0

Os custos da atividade leiteira no Brasil registraram crescimento significativo em junho, depois de ligeiros aumentos em meses anteriores. O Custo Efetivo teve alta de 3% e o Custo Total subiu 2,6%, em relação à maio No mesmo período, houve uma redução na margem de lucro do produtor. O preço médio recebido pelo leite em junho teve queda de 1,24% frente ao mês anterior. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, com o apoio financeiro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Com informações do Cepea/Esalq/USP.

Mais detalhes no: www.cepea.esalq.usp.br/leite.

Cepea indica que captação de leite no Sul avança 7% em junho

01 de agosto de 2012 0

A safra de inverno no Sul do País ganhou força em junho com o clima favorável à produção de forrageiras. No Rio Grande do Sul, o Índice de Captação de Leite (ICAP-Leite) elaborado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, registrou significativo aumento de 11% frente ao mês de maio. Em toda a região Sul, o acréscimo foi de 7,4% no período.

Além do aumento da oferta – especialmente nos últimos meses –, também a maior pressão das indústrias/cooperativas em função da queda da margem de lucro que estão tendo pesou para nova baixa dos preços do leite recebidos pelo produtor em julho (referente à produção entregue no mês anterior).

Entre os sete estados considerados para a “média nacional”, em julho, a maior queda no preço médio recebido pelo produtor ocorreu novamente no estado de Goiás. Houve redução de 2,3% no valor líquido, com média de R$ 0,7940/litro. Em Minas Gerais, o recuo foi de 0,8%, a R$ 0,7939/litro. No estado de São Paulo, houve queda de 1%, o que levou a média para R$ 0,8078/litro. No Espírito Santo – ainda não integrado à “média nacional” –, o preço médio foi de R$ 0,7814/litro, recuo de 3,4% frente a junho.

* Com informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

Ministério aprova iniciativa para melhorar a qualidade do leite

26 de julho de 2012 0

O Ministério da Agricultura e a Embrapa Gado de Leite, firmaram parceria com o Sistema Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com os serviços nacionais de aprendizagem Rural (Senar) e Industrial (Senai) para implementar o Programa Alimentos Seguros focado na cadeia produtiva do leite (PAS Leite).

O PAS Leite foi lançado nesta quarta-feira (25) em Brasília, na sede do Sebrae Nacional com a presença do ministro interino, José Carlos Vaz. Para ele, a parceria é uma oportunidade da Embrapa apresentar, mais uma vez, para a sociedade e para o agronegócio brasileiro um produto da sua eficiência na geração de tecnologias.

- A iniciativa vai possibilitar o acesso dos produtores rurais a informações e a um programa de capacitação para que eles possam se adequar à regulamentação do Ministério da Agricultura, atinentes à segurança e a qualidade do leite - explica.

A proposta do Sebrae oferece as condições adequadas para que os produtores e os laticínios atendam aos requisitos do mercado e da legislação nacional, contidas na Instrução Normativa nº 62/2011 do Ministério. O Programa será implantado para melhorar a qualidade do produto no Brasil, permitindo também o aumento de renda no campo.

- É uma oportunidade de o Governo se aproximar do setor produtivo de leite, seja a parte rural ou a parte industrial, e mostrar quais são as diretrizes da gestão do ministro Mendes Ribeiro - completou José Vaz.

O PAS Leite está disponível para implantação em todo o território nacional. As indústrias, cooperativas, associações, grupos e ou produtores que tiverem interesse em aderir ao programa deverão entrar em contato com o Sebrae, Senar, Senai em seu estado ou com a Embrapa - Gado de Leite.

* Com informações do Ministério da Agricultura

Governo vai retirar leite do mercado para segurar preço ao produtor

25 de julho de 2012 0

O governo federal vai realizar a compra de até 3 mil toneladas de leite em pó até o final de ano. O objetivo é retirar produto do mercado e assim melhorar as cotações ao produtor. O anúncio foi feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a Fetag, que havia feito a reivindicação para o governo.

Conforme o presidente da entidade, o preço ao produtor teve redução nos últimos meses. Élton Weber lembra que os criadores também tiveram prejuízos com a seca, já que a falta do produto, que atinge outros setores, também reflete na pecuária leiteira.

- Por um lado é positivo e achamos importante que o produtor de soja tenha uma boa remuneração, mas muitos não tem o produto, pois a estiagem levou. Esperamos que o leite não tenha mais mudança de preço e que a política pública da compra do leite em pó possa garantir a renda ao produtor - salienta.

O preço referência do mês de julho está em R$ 0,65 o litro pago ao produtor, conforme o Conselho Estadual do Leite (Conseleite).