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Posts na categoria "Logística"

Grupo de trabalho da Conab estuda melhorias no sistema de armazenagem

19 de julho de 2012 0

Dentro de 90 dias, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) terá um diagnóstico sobre o redimensionamento da rede própria de armazéns. Por determinação do presidente, Rubens Rodrigues dos Santos, foi instalado um Grupo de Trabalho para debater e sugerir ações de melhoria dos serviços de armazenagem da entidade.

Entre as idéias que estão sendo discutidas pelos gestores e técnicos da Conab está a construção de novas unidades armazenadoras em regiões hoje carentes desse serviço.

- Hoje o Brasil se destaca como um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Por outro lado, é necessário que haja um maior investimento em nossas estruturas de armazenagem, especialmente quando se trata de grãos - afirma o superintendente de armazenagem da Conab, Rafael Bueno.

Mais do que construir novos armazéns, uma das inovações que estão sendo pensadas é a ampliação das funcionalidades e atribuições dessas novas instalações que forem implantadas. Elas poderão auxiliar no credenciamento de armazéns na região, na operacionalização do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e no levantamento dos números da safra, entre outras ações. Com isso haveria mais rapidez nessas atividades e também economia de custos, uma vez que os próprios técnicos daquela unidade armazenadora fariam esse trabalho, evitando o deslocamento de profissionais localizados em outros estados.

A próxima reunião do Grupo de Trabalho está marcada para o início de agosto. Ao todo estão previstos nove encontros até o mês de outubro. Ao final, será elaborado um relatório que servirá de subsídio para a elaboração do Plano e da Política de Armazenagem da Companhia.

Prazo para certificação de armazéns vence em dezembro

29 de junho de 2012 0

Os armazéns que não cumprirem a primeira etapa da Certificação das Unidades Armazenadoras até o final do ano serão impedidos de estabelecer contratos para guarda dos estoques públicos reguladores. A exigência está prevista na Instrução Normativa (IN) nº 41/2010.  De acordo com a legislação vigente, as empresas com mais de um CNPJ têm até o dia 15 de dezembro de 2012 para estar com no mínimo 15% de sua capacidade certificada. Para as demais empresas os prazos variam entre os anos de 2013 e 2015.

A certificação é o reconhecimento formal, concedido por um organismo autorizado, de que uma entidade tem competência técnica para realizar serviços específicos. No caso dos armazéns, ela é obrigatória para as pessoas jurídicas que prestam serviços remunerados de armazenagem, a terceiros, de produtos agropecuários, seus derivados, subprodutos e resíduos de valores econômicos, inclusive de estoques públicos, podendo o Ministério da Agricultura ampliar a exigência para outras unidades armazenadoras.

A exigência de certificação também se aplica aos armazéns próprios da Conab. Segundo a superintendência de Armazenagem e Movimentação de Estoques da Conab (Suarm), até o final de 2012 pelo menos quatro  unidades armazenadoras da Conab estarão certificadas. Elas representam mais de 15% da capacidade da Companhia. Para o próximo ano estão previstas mais 12 certificações.

Em julho, cerca de 60 profissionais de agronomia e engenharia agrícola da companhia  darão continuidade, à supervisão técnica nas unidades armazenadoras da Companhia em todos os estados. A ação também visa coordenar e orientar as operações de guarda dos produtos estocados nos armazéns, em cumprimento aos normativos vigentes.

* Com informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)

Movimentação da safra se intensifica nas estradas e no Porto de Rio Grande

17 de abril de 2012 0

Segundo a superintendência do Porto de Rio Grande, cerca de 7% da previsão da chegada da safra já foi cumprida. Os integrantes da força-tarefa que mobiliza a região durante este período da safra decidiram por repetir o planejamento criado ano passado para agilizar a entrega das cargas.

O movimento, conforme o superintendente Dirceu Lopes, está 4% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Ele acredita que a quebra de safra por causa da estiagem não deve afetar a movimentação portuária.

- Temos contratos já estabelecidos desde o ano passado. Com isso devemos ter uma movimentação próxima das 6 milhões de toneladas. A estiagem não deve afetar muito a movimentação em Rio Grande - avalia.

Nas estradas a preocupação maior é com a BR 386, que liga a região Noroeste, principal produtora de soja do Estado, com a zona sul. Na semana passada, três acidentes com carretas de soja complicaram o trânsito na rodovia. O inspetor chefe da 4ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal explica que o movimento de caminhões com a safra aumenta nesta época. Adão Vilmar Madril lembra que obras e o próprio clima devem ser objeto de atenção dos caminhoneiros.

- Pedimos para estes condutores terem cuidado, principalmente ao passar pela BR 386, pois existem obras de duplicação e, principalmente na região da Serra, a partir das 17h já temos cerração - adverte.

Madril também aconselha que os motoristas não façam longas jornadas ao volante para evitar acidentes.

Abertas inscrições para propostas de qualificação e reforma da Ceasa

20 de março de 2012 0

As empresas interessadas em concorrer à licitação lançada pelas Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa) para reformas em sua infraestrutura têm até o dia 16 de abril para providenciar as propostas de preços e a documentação exigida. Na data, será realizada uma sessão pública para abertura do processo, às 10h, no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff), em Porto Alegre. Os documentos podem ser entregues no dia da sessão, na sala de abertura da Central de Compras do Estado do RS (Cecom), ou até o dia 15, no Protocolo da Secretaria de Administração e dos Recursos Humanos (SARH).

O edital, publicado na quinta-feira (15), visa realizar a recuperação estrutural e impermeabilização dos pavilhões GNP, A1, D2, E1 e E2 e do pórtico principal da Ceasa.

- A expectativa em torno dessas obras é grande, pois esses prédios existem há cerca de 40 anos e nunca sofreram nenhuma reforma - afirmou Lotário José Vier, presidente do órgão.

Segundo ele, o processo licitatório saiu em janeiro desse ano, mas foi impugnado pelas empresas concorrentes, que exigiram uma reavaliação das planilhas de custo do valor cotado para as obras.

Conforme a assessoria de comunicação da Ceasa, os custos das reformas estão orçados em torno de R$ 8,2 milhões, sendo que dois milhões serão oriundos diretamente do Governo do Estado, e o restante será de projetos financiados com recursos Pró-Redes BNDES. O edital da concorrência pública e outros documentos podem ser consultados AQUI ou solicitados no protocolo da SARH, no 2° andar do Centro Administrativo Fernando Ferrari. Para mais informações, ligue (51) 3288.1176 ou mande e-mail para ouvidoriacelic@sarh.rs.gov.br.

* Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul

Quebra de safra deve prejudicar frete de grãos no Rio Grande do Sul

27 de fevereiro de 2012 0

A quebra na safra de grãos do Rio Grande do Sul deve prejudicar os transportadores de safra neste ano. Com uma safra menor, segundo o presidente da Federação dos Caminhoneiros Autônomos do Estado (Fecam), a demanda pelo transporte vai diminuir. Eder Dallago salienta que a previsão é de que o valor do frete deva reduzir nesta safra.

Mas ele ressalta também que o número de caminhões aumentou devido a programas de incentivo de compra de novos veículos. No entanto, o dirigente da categoria lembra que a frota antiga continua em circulação.

- Temos muito caminhão, pois o governo federal liberou financiamento para caminhões novos, mas os caminhões velhos continuam circulando. Isto não é uma renovação de frota. E com a quebra de safra, vai sobrar caminhão - acredita.

Para Dallago, o custo precisaria ser pelo menos 40% maior para cobrir as despesas dos caminhoneiros. O pico de transporte da safra começa em abril. O presidente da Fecam informa que boa parte dos caminhoneiros está no Centro-Oeste buscando oportunidades de trabalho na safra da região.

Seca não deve afetar exportações pelo Porto de Rio Grande

24 de fevereiro de 2012 0

Mesmo com a previsão de queda na safra gaúcha de grãos, a movimentação no Porto de Rio Grande para exportações não deve se alterar. O planejamento para receber as cargas está sendo construído pela superintendência e entidades parceiras e deve ser divulgado na segunda quinzena de março.

A tendência, segundo o diretor técnico do Porto, é de manter a estratégia da safra passada, mesmo que no ano anterior tenha sido uma safra recorde. Luiz Aurino explica que, além da safra que vai entrar a partir de abril, ainda existem estoques de períodos anteriores.

- Esperamos também que entrem outros grãos que estão com uma demanda reprimida. Devemos ter a movimentação pelo Porto dos grãos produzidos este ano além de parte de safras anteriores que deverão sair. Temos a previsão de uma movimentação também relativamente alta - acredita.

Em 2011, o Porto registrou recorde nos embarques, com o total de 30 milhões de toneladas, aumento de 10% em relação à 2010. O complexo soja foi o principal produto exportado, com 8 milhões de toneladas entre grão e farelo.

Porto de Rio Grande atinge 30 milhões de toneladas em 2011

27 de janeiro de 2012 0
A Superintendência do Porto do Rio Grande realizou, nesta quinta-feira (26), encontro com a imprensa para apresentação dos resultados do porto gaúcho referentes ao ano de 2011. Um novo recorde foi atingido no último ano com o registro de 30.483.228 milhões de toneladas movimentadas. Estes números representam um aumento de 9,99% em relação ao ano de 2010, quando foram registradas 27.715.203 milhões de toneladas movimentadas. Os dados da movimentação portuária foram apresentados pelo Superintendente do porto, Dirceu Lopes, que destacou também os projetos e perspectivas para este ano.
A média mensal de mercadorias em 2010 foi de 2.309.600 toneladas e a média mensal de mercadorias em 2011 foi de 2.540.269. Tendo em vista o tipo de navegação de mercadoria, foram registradas 2.169.090 de toneladas por Cabotagem, 23.824.934 de toneladas por Longo curso e 4.469.790 de toneladas por Navegação interior.
Na movimentação por segmento de carga em 2011, o maior percentual é o de granel sólido com 19.652.579 toneladas, o que representa um crescimento de 19,37% em relação a 2010. Em relação à carga geral e ao segmento granel líquido foram movimentadas 7.111.980 toneladas e 3.718.669 toneladas, respectivamente.
Entre as principais mercadorias exportadas pelo porto em 2011 estão a soja em grão (5.979.193 ton), o farelo de soja lowpro (2.089.818 ton), o trigo (1.641.656 ton) e o arroz (1.039.262 ton). Na exportação, os principais países de destino são China, Espanha, Holanda, Japão e França.
Entre as principais mercadorias importadas em 2011 estão Uréia (792.140 ton), Cloreto de potássio granulado (722.871 ton), Fosfato cálcio natural (504.785 ton) e Ácido sulfúrico (344.587 ton). Na importação, os principais países de origem são Argentina, Marrocos, Lituânia, China e Estados Unidos.
Lopes destacou que apesar da previsão de queda na safra agrícola deste ano devido à estiagem e mesmo com a crise econômica européia, a movimentação do porto deve crescer em 2012 com a conquista de novos mercados e de cargas de projetos já contratados para a região sul do Brasil.
* Com informações da Superintendência do porto de Rio Grande

Ministério informatiza processos de importação e exportação

14 de dezembro de 2011 0

O Ministério da Agricultura está informatizando o processo de importação e exportação de produtos agropecuários. Desde a implantação do Sistema de Informações Gerenciais de Importação e Exportação (SIGVIG), em janeiro de 2011, mais de 245 mil requerimentos já foram registrados por meio eletrônico. O sistema está em funcionamento em 23 unidades do ministério em portos, aeroportos, postos de fronteiras e aduanas especiais. A expectativa é que, até o final de 2012, todas as 106 unidades do ministério já estejam trabalhando com o SIGVIG.

A unidade do Ministério da Agricultura no Porto de Santos foi pioneira na implantação e utilização do SIGVIG. Instalado de forma opcional no porto em agosto de 2010, mais de 91 mil requerimentos já foram encaminhados pela internet este ano. Segundo o chefe do Serviço de Vigilância Agropecuária do Porto de Santos, Daniel Rocha, o sistema, além de agilizar o processo de registro dos produtos agropecuários, também garante maior clareza e eficiência nas transações.
- O objetivo do sistema é facilitar o fluxo do processo para todos os envolvidos, desde o fiscal do ministério até o importador ou exportador - explica Daniel.
O representante do Mapa no Porto de Santos explica que, na prática, as exigências dos processos de trânsito de produtos agropecuários não mudaram, assim como a apresentação de alguns documentos em papel.
- A documentação que deve ser apresentada continua a mesma - ressalta.
* Com informações do Ministério da Agricultura

Deputados sugerem federalização da Cesa durante audiência

02 de dezembro de 2011 0
A Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa) pode ser federalizada. A proposta foi apresentada durante audiência da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (1º). A ideia é que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) assuma a estrutura de armazenagem da autarquia gaúcha.
Para o deputado estadual Altemir Tortelli, autor da proposta da audiência, os recursos do orçamento para a Cesa poderiam ser aplicados em outras áreas da agricultura. Ele salienta que o objetivo é manter estruturas públicas para dar suporte aos agricultores.
- A Cesa, na condição que ela está, não tem como sobreviver. Não pode tirar, a cada ano, do orçamento do governo do Rio Grande do Sul, até R$ 50 milhões que deixa de ser aplicado em outras frentes para cobrir o rombo desta estatal. Então apontamos esta ideia de federalizarmos a Cesa, que ela passe a ser uma estrutura integrada à Conab - ressalta.
O défcit anual da Cesa é de cerca de R$ 35 milhões e o passivo já chega a R$ 120 milhões. Entre outras propostas também apresentadas na audiência está a criação de uma rede de silos comunitários para atender a demanda dos agricultores, principalmente os produtores familiares.

Setor arrozeiro debate logística no porto de Rio Grande

28 de novembro de 2011 0

O coordenador Técnico da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Arroz, César Marques Pereira e o assessor Especial da Presidência do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Carlos Ramão Lima, se reuniram, no Porto de Rio Grande, com o diretor superintendente, Dirceu Silva Lopes e o chefe de Gabinete Gustavo Garima, para tratar de temas do Alinhamento Estratégico “Desenvolvimento da Logística Portuária” e “Taxas Portuárias” com objetivo de verificar os problemas encontrados no embarque do arroz gaúcho para exportação.

Segundo o diretor superintendente, a atual situação é reflexo das opções erradas adotadas no decorrer dos anos priorizando o transporte rodoviário. Mesmo assim, o Porto de Rio Grande foi o responsável por 95% das exportações gaúchas neste ano de 2011. Somente a ampliação do transporte hidroviário e ferroviário tem a possibilidade de uma melhor logística capaz de ampliar e diminuir os custos do embarque do arroz.
Dirceu Lopes quer trabalhar para que sejam resolvidos os gargalos que encarecem e atrasam o embarque do grão. Lopes sugere que seja realizada uma discussão transversal entre os diversos órgãos dos Governos Estadual e Federal. O objetivo é diagnosticar os problemas ocorridos na exportação recorde da safra 2010/2011 que chegou a 1,4 milhão de toneladas de arroz, além de discutir as soluções para minimizar os entraves.
Já estão liberados pelo Governo Federal R$ 240 milhões para dragagem e sinalização de alguns corredores hidroviários do Estado para escoar o arroz das Regiões da Depressão Central, Zona Sul, Planície Costeira Interna e Externa. O objetivo também é ampliar o transporte da produção da Fronteira Oeste e Campanha através de ferrovias.
O Porto está em fase experimental para o embarque de 30 mil toneladas de arroz ensacado.
- O objetivo é termos na safra de 2012/2013 o uso do shiploader para dar maior agilidade ao processo com possibilidades de alcançar 1,5 milhão de toneladas - afirmou o diretor superintendente.
Outra opção, que tem sido usada para grãos de maior valor agregado, é a utilização de contêineres no transporte lacustre e fluvial. Esta é a tendência principalmente para atingir o mercado Europeu.
As iniciativas para amenizar os altos custos do transporte envolvem ainda soluções para o frete de retorno (logística reversa), deficiência nos pontos de transbordo, logística dos portos secos e o aperfeiçoamento na integração dos diferentes modais.
* Com informações do Instituto Rio Grandense do Arroz