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Posts na categoria "Polícia"

Rio Grande do Sul tem aumento de casos de abigeato no primeiro semestre

11 de julho de 2012 1

A Metade Sul do Estado registrou cerca de dois mil casos de abigeato, que é o roubo de animais, no primeiro semestre do ano. É quase o mesmo número que o registrado no total de todo o ano de 2010 na região, por exemplo. Os dados são delegacia regional da Polícia Civil.

O número assusta as autoridades, que estão definindo novas estratégias para evitar este tipo de crime. Conforme o coordenador da delegacia, Juscelino Medeiros de Oliveira, reuniões com as delegacias das regiões vão buscar encontrar causas e ver formas de combate ao abigeato. Ele alerta para os problemas que o crime traz para a economia e para a saúde pública.

- O abigeato traz malefícios para a economia, para os produtores, à saúde pública com o abate clandestino. O boi furtado no campo geralmente é vendido sem uma inspeção adequada - revela.

Uma das medidas que deve ser solicitada é o reforço do policiamento na região. Além disso, estudam a retomada da Coordenadoria Regional do Abigeato, órgão que trabalhava diretamente com o combate a este tipo de crime.

Ação em Cruz Alta flagra uso irregular de água em propriedades

11 de maio de 2012 1

Em ação realizada nesta sexta-feira (11), o Comando Ambiental da Brigada Militar de Cruz Alta flagrou dois proprietários rurais fazendo drenagem irregular no rio Lajeado da Cruz. Os drenos puxavam água do rio para um banhado para lavouras de soja, o que é proibido.

Os policiais registraram as irregularidades e encaminharam ao ministério público imagens do flagrante. Segundo o tenente do 1º Pelotão Ambiental da Brigada Militar em Cruz Alta, Hock Muller, as medidas serão continuas na região, que ainda sofre com efeitos da seca.

- Existe ainda por parte de alguns agricultores que tem naquela localidade muita intervenção em áreas de preservação permanente, como em áreas de banhado, drenagem de nascentes, retirada de mata ciliar, uso dessas áreas de preservação para plantio para a agricultura, o que acaba agravando ainda mais a situação - ressalta.

O Rio Lajeado é o principal fornecedor de água do município de Cruz Alta. Conforme dados da Corsan, a barragem está a 1,5 metro abaixo do nível normal.

Corretora é denunciada por golpe contra produtores de arroz

11 de abril de 2012 0

O Ministério Público de Uruguaiana ofereceu a denúncia contra uma corretora de arroz no município. A acusada, Maria Luz Del Carmem Garcia Moreira, intermediava a compra e venda de grãos entre os produtores rurais com empresas cerealistas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

Segundo a apuração, a corretora induziu ao erro dez empresas e 19 produtores rurais no ano de 2010. Com isso, a acusada teve um lucro de R$ 10 milhões. O promotor de justiça, Rodrigo de Oliveira Vieira, explica que ela usada da confiança e do conhecimento do mercado para praticar o golpe.

- De posse de notas fiscais de produtores, ela preenchia um valor menor do que aquele que havia sido acordado com os produtores, passava adiante esse arroz e acabava não ressarcindo o produtor, não oferecendo a ele o produto da sua venda - salienta.

A denúncia já foi encaminhada pelo Ministério Público à Justiça de Uruguaiana. Procurados pela reportagem, advogados da corretora não se manifestaram sobre o assunto.

Polícia Federal e Incra deflagram Operação Guabijú

30 de março de 2012 0

A Polícia Federal deflagrou conjuntamente com o Incra a Operação Guabijú. A ação, que teve início no dia 28 de março e segue até a conclusão prevista para durar em torno de um mês, visa a garantir a realização da demarcação das terras incluídas no decreto expropriatório firmado pela Presidenta da República e que atinge a região de “Rincão dos Negros”, localizada no Município de Rio Pardo (RS).

O nome da Operação faz remissão ao fator histórico, já que a localidade foi conhecida, no passado, como “Rincão do Guabijú”, tendo sido palco da instalação de um quilombo. O “Rincão dos Pretos” foi oficialmente reconhecido como quilombo em 2004 pela Fundação Cultural Palmares, e as marcas do passado ainda remanescem na paisagem, como demonstra a existência de duas igrejas, a dos “pretos” e a dos “brancos”.

Na divisão de tarefas, incumbe ao Incra tomar as coordenadas geográficas das propriedades incluídas no perímetro do quilombo e entrevistar os agricultores, enquanto compete aos policiais federais, com o apoio da Brigada Militar (2º BPM de Rio Pardo/RS), encarregarem-se de garantir a segurança física dos servidores públicos e a manutenção da ordem para a normal realização dos serviços demarcatórios.

A maior parte dos atingidos pelo decreto presidencial está cooperando com os trabalhos, já que, além de se tratar de uma obrigação legal, por iniciativa dos próprios beneficiários (remanescentes das comunidades quilombolas), somente serão objeto de efetiva desapropriação, mediante indenização justa e prévia em pecúnia, aquelas propriedades superiores a um módulo rural (que representa parcela diminuta no contexto da área total de 1,2 mil hectares, composta em sua quase integralidade por pequenos agricultores). A ação tem o apoio da Operação Sentinela.

* Com informações da Polícia Federal no Rio Grande do Sul

Cresce o número de apreensões de agrotóxicos no Brasil em 2011

16 de fevereiro de 2012 0

As autoridades apreenderam cerca de 55 toneladas de agrotóxicos ilegais no Brasil em 2011. É um aumento de 73% em relação à 2010, quando o total foi de 32 toneladas. Os dados foram divulgados pelo Sindicato Nacional das Indústrias de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag).

Das apreensões realizadas, 40% foram de produtos falsificados e 60% de produtos contrabandeados. Segundo o Porta Voz do Sindag, um dos principais motivos da alta foi a maior intensidade das ações de repressão das polícias estaduais, Polícia Federal, Ministério e Secretarias de Agricultura, Ibama e Receita Federal. Fernando Marini lembra que a primeira abordagem é de orientar o produtor sobre os prejuízos com a compra destes produtos.

- A princípio elas são educativas para orientar o produtor de que eles não devem adquirir os produtos sem a receita agronômica e a nota fiscal. Agora, se eles encontrarem os produtos na propriedade sem os documentos e eles forem contrabandeados, infelizmente o agricultor é autuado  porque é um crime previsto na lei dos agrotóxicos - informa.

O Rio Grande do Sul registrou em 2011 a apreensão de 7 toneladas de agrotóxicos ilegais, conforme o levantamento do Sindag, ficando em quinto lugar no ranking, atrás de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Parana.

Quem quiser denunciar o uso de agrotóxicos ilegais pode utilizar o Disque Denúncia. O número é o 0800 940 7030. A ligação é grátis e as denúncias, que são anônimas, são repassadas diretamente às autoridades policiais.

Força-tarefa impede aliciamento de trabalhadores da colheita da maçã

06 de fevereiro de 2012 0

Força-tarefa do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), da Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptou, na madrugada da última sexta-feira (3), no Posto da Polícia Rodoviária Federal de Uruguaiana, um ônibus que conduzia irregularmente 29 trabalhadores de Uruguaiana e região. O ônibus se deslocava rumo à Vacaria, com parada programada em Alegrete para coletar outros obreiros. A promessa era de que os trabalhadores obteriam uma colocação de emprego na safra da maçã. A operação resultou na prisão em flagrante de um aliciador, conduzido à sede da Polícia Federal em Uruguaiana.

De acordo com o procurador do Trabalho Itaboray Bocchi da Silva, a operação integrada teve início há mais de uma semana. Quando, a partir de notícias que apontavam para o aliciamento de trabalhadores na região, o MPT acionou a Polícia Federal, que, de imediato, iniciou ações de inteligência visando a amealhar maiores informações a respeito. Após investigação da PF, inclusive de vigilância dos suspeitos, foi possível precisar o momento, local e rota de saída do veículo.

- Julgando-se protegidos pela escuridão da noite, o motorista do ônibus, escoltado por um veículo particular conduzido pelo agente do aliciamento, já cruzavam o Posto da Polícia Rodoviária Federal quando surpreendidos pela ação coordenada de agentes das Polícias Federal e Rodoviária Federal - explicou o procurador do Trabalho.

Após ação fiscal, conduzida pelos auditores-fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Uruguaiana e acompanhada pelo procurador Bocchi da Silva, constatou-se que os procedimentos legais essenciais ao transporte de trabalhadores entre localidades não foram observados.

- Nem mesmo as Carteiras de Trabalho e Previdência Social, que já estavam de posse do aliciador, no outro veículo, estavam anotadas - elucidou o procurador.

Entrevistados no local, os trabalhadores revelaram não ter consciência da empresa para a qual iriam trabalhar.

- Carregavam apenas sua bagagem particular e promessas que dificilmente seriam cumpridas. Alguns, inclusive, já estavam bastante alcoolizados, em duvidoso estado de consciência - relatou o procurador.

O agente aliciador, por sua vez, revelou aos auditores e ao procurador, quanto iria receber por trabalhador conduzido até o local de destino.

O ônibus que conduzia os obreiros encontrava-se em situação bastante precária. Não havia sanitário ou cintos de segurança para os trabalhadores. Os pneus estavam carecas e as luzes de sinalização inoperantes. Segundo o procurador, a documentação do veículo e motorista não atendiam às exigências da legislação específica relativa ao fretamento de passageiros.

- O motorista havia partido às 3h da madrugada de quinta-feira, de Vacaria. E já estava retornando, aparentando evidentes sinais de cansaço - conta.

* Com informações do Ministério Público do Trabalho

Polícia Federal realiza apreensão de agrotóxicos em Itaqui

01 de fevereiro de 2012 0

O Departamento de Polícia Federal efetuou, no final da tarde desta terça-feira (31), em área rural no município de Itaqui, na BR-472, a apreensão de aproximados 60 quilos e 336 Litros de agrotóxicos de origem uruguaia, entre inseticidas e herbicidas. Os agrotóxicos estavam em um pequeno galpão que também servia de oficina para serviços de manutenção de máquinas agrícolas em uso na propriedade rural.

Os produtos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Federal em Uruguaiana onde também foi tomado o depoimento do funcionário que se apresentou como capataz da fazenda.

A realização da apreensão faz parte das ações da Operação Sentinela, que é uma intensificação do controle, fiscalização e inteligência policial na faixa de fronteira do Brasil com países vizinhos e tem por objetivo a prevenção e repressão de crimes transnacionais, como contrabando, descaminho, tráfico internacional de drogas, armas e munições, e da qual participam a Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.

* Com informações da Polícia Federal

Cai o número de casos de abigeato no Rio Grande do Sul

26 de dezembro de 2011 2
Até o mês de novembro, o Rio Grande do Sul registrou 6.374 casos de abigeato. É uma redução de cerca de 15% em relação ao ano passado, que teve 7.431 casos. Os dados são da divisão de planejamento e coordenação da Polícia Civil.
Segundo o diretor do Departamento de Polícia do Interior, houve a intensificação das ações de combate ao furto de animais, principalmente na região da Campanha, onde a incidência é maior. Mário Wagner salienta também a parceria com entidades do setor, pecuaristas e secretarias de agricultura dos municípios na diminuição dos casos.
- O abigeato é um delito que não se combate isoladamente. Precisamos destas parcerias com as secretarias e com os municípios para fazer o combate efetivo deste tipo de delito - enfatiza
A região de Bagé foi a campeã no ranking do abigeato no Estado, com 586 casos, seguida da região de Santa maria, com 533 ocorrências. Segundo o delegado, o maior número de ocorrências é registrado durante a temporada de comercialização de animais, mais precisamente na temporada de remates de outono e primavera.

Desarticulado esquema de sonegação em indústria de laticínios

15 de setembro de 2011 0

A Secretaria Estadual da Fazenda, por meio da Receita Estadual, apurou fraude de ICMS de R$ 5,2 milhões em uma indústria localizada na região da Produção. Somadas às multas já existentes, a autuação na empresa envolvida, em valores atualizados, chega a mais de R$ 12 milhões.

O trabalho fiscal, realizado pela Delegacia da Receita Estadual de Passo Fundo, constatou o envolvimento de terceiros, conhecidos como "laranjas", para encobrir o verdadeiro sócio e gestor do negócio. A empresa, localizada naquela região, atua no ramo de laticínios e comercializa produtos de conhecida marca no Estado.
As infrações praticadas foram enquadradas na legislação tributária como qualificadas e tinham como principal objetivo reduzir de forma muito significativa os valores de ICMS devidos ao Estado. A identificação das irregularidades, que vinham sendo praticadas desde abril de 2008, foi possível graças ao trabalho de inteligência fiscal, por meio do cruzamento de informações, com uso de modernas ferramentas como o Programa de Recenseamento Eletrônico de Documentos Fiscais (PRN).
Complementarmente, os agentes fiscais visitaram a empresa onde puderam apreender vários documentos fiscais e não fiscais, comprovando documentalmente as irregularidades que estão anexadas como prova no auto de infração lavrado. Também subsidiaram o trabalho do fisco informações obtidas junto ao Ministério Público do Estado.
De acordo com o Subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves Pereira, o fisco desarticulou um grande esquema de sonegação fiscal que além de lesar o Estado e a sociedade que paga de fato os tributos, atua de forma desleal no mercado prejudicando a concorrência. Neves ressaltou que, nesse caso específico, todos os envolvidos foram autuados por coautoria e responderão pela fraude no âmbito administrativo podendo, inclusive, ser processados criminalmente pelo Ministério Público. As apurações foram finalizadas na esfera da Receita Estadual.
* Com informações da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul

Cresce número de casos de trabalho escravo no Rio Grande do Sul

09 de agosto de 2011 0
Um grupo de oito pessoas foi resgatado na última semana de uma plantação de Pinus, em Vacaria. Os trabalhadores, que vieram de Santa Catarina, estavam em regime de escravidão.
A fiscalização foi feita pelo Ministério do Trabalho. A coordenadora de fiscalização rural do órgão no Rio Grande do Sul, Marilise De Zotti, participou da ação e conta o que encontrou no local.
- Estes trabalhadores simplesmente foram jogados no meio do mato, estavam morando debaixo de lonas de plástico, não tinham sanitários, com o frio tinham que tomar banho no rio. Além disso, eles trouxeram a própria comida de Santa Catarina e, inclusive, para conservar a carne, tinham que defumar. Isto não é dignidade - enfatiza.
Este é o terceiro caso descoberto só em 2011 no Rio Grande do Sul. Outro caso em Vacaria e um em São Jerônimo também foram identificados nos meses anteriores. As autoridades estão em alerta com aumento do número de incidências. Marilise explica que os trabalhadores são cooptados por intermediários, que são chamados de "gatos".
- Ele pega estes trabalhadores, leva para o local, recebe da empresa e não paga os trabalhadores. As coisas funcionam deste jeito, não existia contrato, os trabalhadores não estavam registrados. Estas pessoas precisam trabalhar, e há uma promessa de ganho, mas eles chegam aqui e não encontram as condições para trabalhar - reforça.
Os números também surpreendem entidades que lutam contra o trabalho escravo no Brasil. Dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) mostram que, em 2010, o Estado registrou apenas um caso, em uma plantação de batatas no município de Bom Jesus.
Para o coordenador da Campanha Nacional da CPT de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo, Frei Xavier Plassat, a ação mais intensiva das autoridades mostra que o problema ainda é maior.
- Podemos dizer que ainda estamos descobrindo a extensão do problema do trabalho escravo no Brasil. E o que observamos é a ponta do Iceberg. Demorou para as autoridades se conscientizarem do que é o trabalho escravo - avalia.
As empresaas envolvidas são autuadas, de acordo com a Norma Regulatória 31, que regula o trabalho no meio rural. As mesmas entram na chamada lista suja do governo federal e deixam de receber financiamentos de órgãos públicos. Mas Plassat acredita que ainda é preciso aprovar a PEC do Trabalho Escravo, que determina a desapropriação de terras de quem cometer este tipo de crime.
- É um crime, mas cadê a penalidade? Alguém foi para a cadeia? Cadê o destino da arma do crime, que é a terra? Alguém teve a sua terra desapropriada? O número de sentenças de prisão é irrisório se comparado ao número de ocorrências - ressalta.
Em todo o Brasil, a CPT registrou 204 casos de trabalho escravo em 2010. O estado com o maior número de ocorrências foi o Pará, com 73 registros.