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Posts na categoria "Reforma Agrária"

Sem-terra continuam em fazendas no Norte do Estado

07 de agosto de 2012 0

A segunda-feira terminou sem acordo entre os cerca de 100 integrantes do movimento e o governo. Os sem-terra continuam ocupando duas áreas em Sananduva. Eles se instalaram no local às seis da manhã de segunda. A maioria está em 220 hectares da Fazenda Três Pinheiros, onde já existe um assentamento. Outro grupo, de cerca de 20 pessoas, está na Fazenda Bela Vista. Esta área é negociada pela secretaria de desenvolvimento rural do estado. Segundo o adjunto da pasta, Ronaldo Franco de Oliveira, a intenção é negociar a compra do terreno.

- Já tem laudo da área para visitar e conversar com o proproetário para ver se tem acordo com o proprietário para fazer a negociação. Nós temos várias outras áreas que a gente tem laudo e está conversando com os proprietários, como São Borja, na região de Alegrete, além de algumas áreas do estado já disponiobilizadas para assentamento - salienta Ronaldo.
Os trâmites para a liberação de áreas da fazenda Três Pinheiros estão com o Incra. Os sem terra reivindicam o assentamento de 100 famílias, que conforme acordo com o Estado e a União, deveria ter ocorrido até dezembro do ano passado. Não houve registro de ocorrências.




Comissão na Assembleia vai debater demarcação de terras no Estado

05 de junho de 2012 0

Uma comissão para discutir a situação de terras indígenas e quilombolas foi instalada oficialmente na tarde desta terça-feira (5) na Assembleia Legislativa. Nos próximos 120 dias, os deputados vão realizar audiências públicas para discutir com representantes dos índios, descendentes de escravos e agricultores os conflitos existentes sobre a demarcação de terras. A ideia é de conhecer a realidade dos processos de assentamentos em tramitação no Incra.

A comissão será presidida pelo deputado Gilberto Capoani. Ele explica que quer envolver o maior número de entidades e representantes dos setores envolvidos nessa comissão.

- A ideia é fazermos audiências públicas com representantes de todos os lados, não como é feito hoje, com um antropólogo, um grupo de trabalho da Funai e um decreto do ministro da Justiça. Queremos mais transparência no processo, que participem os sindicatos rurais, cooperativas, assembleia, governo do Estado e representantes dos indígenas e quilombolas para discutir esse processo - salienta.

A primeira reunião da será realizada no dia 14 de junho e vai nomear o vice-presidente e o relator. Dados apresentados na última audiência pública realizada em conjunto com a Câmara apontam que são pelo menos 130 áreas com cerca de 20 mil hectares em 123 municípios que estão em situação de conflito.

Governo assina escrituras para agricultores desalojados de terras indígenas

30 de maio de 2012 0

O Governo do Estado assinou, nesta terça-feira (29), 13 escrituras referentes às indenizações aos agricultores que foram desalojados de áreas indígenas das regiões de Nonoai e da Serrinha, nos municípios de Ronda Alta, Constantina e Planalto. Os documentos retificam aqueles formalizados no final do ano passado, cujos valores a serem pagos precisaram ser corrigidos.

De acordo o secretário Ivar Pavan, o Governo do Estado dá sequência à indenização aos agricultores.

- Muitos esperavam, há mais de 10 anos, por uma solução para esta caso - lembrou.

Os valores devem, agora, ser empenhados pela SDR. A próxima parcela a ser paga totaliza R$ 260 mil e beneficiará 34 famílias. Cada família recebeu até R$ 21,8 mil, em janeiro de 2012, e o restante será pago, em parcelas, até a quitação total da dívida.

Conforme anunciado pela Casa Civil em reunião com indígenas e agricultores, em outubro do ano passado, o Governo do Estado deve investir R$ 20 milhões, até 2014, em indenizações para agricultores desalojados de áreas indígenas nos municípios de Constantina, Três Palmeiras, Nonoai, Ronda Alta, Planalto, Ibiraiaras, Erebango e Engenho Velho.

* Com informações da Secretaria do Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul

Integrantes dos Sem Terra encerram protesto de greve de fome

24 de maio de 2012 0

Os 15 integrantes do Movimento dos Sem Terra encerraram, depois de 36 horas, a greve de fome que fizeram em protesto na frente da sede do Incra, em Porto Alegre. Eles cobram o cumprimento de um convênio assinado no final do ano passado entre os governos federal e estadual que destina R$ 126 milhões para assentar mil famílias no Estado.

Os Sem Terra se reuniram com os representantes do Instituto e do governo gaúcho. Conforme o superintendente do Incra no Rio Grande do Sul, Roberto Ramos, a liberação ainda depende de aprovação do órgão em Brasília.

- Ocorre que os recursos na esfera federal, os recursos do Incra, ficam centralizados em Brasília, no MDA, que são liberados em acordo com o Ministério do Planejamento e o Ministério da Casa Civil, este que dá a palavra final. Ainda não temos a liberação deste orçamento para o convênio para adquirirmos estas áreas - explica.

Mesmo insatisfeitos com as respostas, os integrantes do MST retornaram para o acampamento de Sarandi. Eles esperam o resultado de reuniões em Brasília com o comando do governo federal, na próxima segunda-feira, para definir novas ações.

Integrantes do MST fazem greve de fome em protesto na Capital

23 de maio de 2012 0

Um grupo de 15 integrantes do Movimento iniciou na manhã desta quarta-feira (23), em frente à sede do Incra, em Porto Alegre, um jejum em protesto a falta de repasses de um convênio assinado para assentar mil famílias no Estado. Os recursos destinados seriam de R$ 126 milhões.

Entre os integrantes do MST que estão fazendo a greve de fome está uma mulher grávida. Eles pretendem permanecer no local até sexta-feira (25) e não descartam invadir novamente a sede do Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), em Sarandi, como foi feito no mês passado.

O superintendente regional do Incra, Roberto Ramos, conversou com os manifestantes, que disseram esperar resultado de negociações que ocorrem em Brasília.

Servidores do Incra fazem manifestação por melhores salários

07 de maio de 2012 2

Em todo o Brasil, os servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário e do Incra realizaram manifestações nesta segunda-feira (7). Eles reclamam da falta de recursos materiais, humanos e financeiros para o atendimento ao público. Além disso, pedem reposição de funcionários que saíram devido à aposentadoria ou baixa remuneração.

Segundo a representante da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Incra (Assinagro/RS), Raquel May, o fato faz com que muitos servidores que passam em concursos dos órgãos desistam de assumir os cargos.

- Do último concurso que houve, apenas um terço permanece na ativa. Os outros dois terços passaram em outros concursos ou conseguiram outras coisas. Há a necessidade de mão de obra mas enquanto não corrigirmos estas distorções salariais, não tem como fazer concurso - enfatiza.

Aqui no Rio Grande do Sul, os servidores realizaram um protesto com entrega de arroz em frente ao Incra. Uma nova mobilização ocorre na próxima segunda-feira (14). No dia 21, os servidores se reúnem em Brasília para votar o indicativo de greve da categoria.

Procurados pela reportagem, representantes do Incra não quiseram se manifestar sobre o assunto, segundo a assessoria de imprensa.

Repasse de R$ 4 milhões do Plano Safra beneficia assentados

04 de maio de 2012 0

A Secretaria de Desenvolvimento Rural e o Badesul assinaram, em Viamão, convênio do Plano Safra 2011/2012 com cooperativas de assentados da reforma agrária no Estado. No total, foram firmados contratos com 13 cooperativas e associações ligadas à Cooperativa Central dos Assentamentos do Rio Grande do Sul (Coceargs).

O repasse será de R$ 4 milhões para investimentos em compra de caminhões, recuperação de solo (calcário, adubo orgânico, cama de aviário, mudas de gramíneas), construção de armazéns pré-moldados, um silo secador e arames para construção de sistemas de condução para fruticultura. Essas ações fazem parte do Projeto Monitorado de Qualificação da Infraestrutura Básica e Produtiva dos Assentamentos.

De acordo com o secretário do Desenvolvimento Rural, Ivar Pavan, o Governo pensou em um Plano Safra para além do crédito e do preço mínimo e como uma forma de auxiliar o desenvolvimento rural.

- Precisamos fazer do crédito uma política de produção, para organizar os grupos de produtores e disputar espaços no mercado - afirmou.

Segundo o presidente da Cooperativa Regional dos Assentamentos da Fronteira Oeste (Cooperforte), Hélio Muller, os recursos são muito importantes, pois só do nosso sistema, irão beneficiar 441 famílias. Já o diretor Financeiro do Badesul, Mario Oliveira, afirmou que o banco é parceiro para implementação de projetos que auxiliem o desenvolvimento do Estado.

A solenidade aconteceu no Centro de Formação do Assentamento Filhos de Sepé, em Viamão. Também participaram, o secretário adjunto da Secretaria, Ronaldo Franco, o diretor geral da SDR, Elton Scapini, a diretora-adjunta do Departamento de Desenvolvimento Agrário, Adriane Siqueira, o deputado estadual Edegar Pretto e representantes das cooperativas beneficiadas.

* Com informações da Secretaria do Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul

Governo realiza diagnóstico dos assentamentos na Campanha

25 de abril de 2012 0

Um grupo de representantes do Governo do Estado esteve em assentamentos localizados nos municípios de Hulha Negra, Aceguá e Candiota, na região da Campanha. A comitiva formada pela secretária-adjunta da Casa Civil, Mari Perusso, do secretário de Desenvolvimento Rural, Ivar Pavan e do assessor especial do Gabinete do Governador, Milton Viário, esteve, nos assentamentos localizados nos municípios de Hulha Negra, Aceguá e Candiota.

Ao longo do dia, o grupo percorreu mais de 80 quilômetros visitando as residências, escolas e as propriedades rurais para fazer um diagnóstico das questões produtivas e estruturais dos assentamentos. O roteiro foi acompanhado por dirigentes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e lideranças regionais.

De acordo com o secretário Ivar Pavan a visita permitiu ao Governo conhecer in loco as carências apontadas pelos trabalhadores rurais.

- A partir disso teremos melhores condições de fazer com que as políticas para recuperar os assentamentos dialoguem diretamente com os problemas que os assentados enfrentam e vivem - destacou.

A secretária-adjunta da Casa Civil, Mari Perusso, assegurou que o Executivo está buscando soluções para problemas como a estrutura, a estiagem, a falta de água para consumo humano e animal, assim como, as questão relacionadas à educação e de políticas para as mulheres no campo, com programas que estimulem as agroindústrias familiares. Pavan afirmou que a pauta apresentada pelo Movimento está dentro do Grupo de Trabalho do MST, e que a principal reivindicação, de que as políticas do Governo beneficiem um número maior de assentados, será levada ao governador.

Os representantes do Governo, ainda, debateram com as famílias a necessidade avançar nos debates sobre a vocação produtiva da região, para que esta esteja articulada à necessidade do mercado consumidor. Por fim, o assessor especial do Gabinete do Governador, Milton Viário, afirmou que será elaborado um diagnóstico a partir das todas as demandas e dificuldades relatadas pelos assentados, e que deverá voltar aos locais visitados para dar um retorno em relação às demandas.

* Com informações do Governo do Estado do Rio Grande do Sul

Ministério faz levantamento de estragos em área ocupada pelo MST

19 de abril de 2012 0

Cerca de 300 integrantes do Movimento Sem-Terra entraram em acordo com a Policia Federal e desocuparam de forma pacífica nesta quarta-feira (18) uma fazenda em Sarandi, no norte do Estado. Na área fica o Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), onde são realizados testes para o controle de doenças bovinas. A Policia Federal realizou perícia no local. Alguns carros de funcionários foram pichados.

Segundo a Superintendência do Ministério da Agricultura do Rio Grande do Sul, a invasão do MST não afetará a campanha de vacinação contra a febre aftosa, que começa em maio. No entanto, há preocupação em relação a produção da segunda fase da campanha, prevista para novembro. Para o superintendente do Ministério da Agricultura Francisco Signor, a paralisação do laboratório prejudica a credibilidade do rebanho gaúcho, principalmente no exterior.

- Acredito que podemos organizar tudo isso e não termos prejuízos. O que fica é a imagem arranhada e a insegurança que pode trazer para o setor e para os países importadores - avalia.

De acordo com o superintendente, a avaliação dos prejuízos deve levar alguns dias. A área tem aproximadamente 180 hectares e abriga em torno de 800 animais. Os manifestantes voltaram para o acampamento, que fica às margens da BR 386.

* Reportagem de Lorenço Oliveira

MST decide permanecer em área do Ministério da Agricultura

18 de abril de 2012 0

Os integrantes do MST decidiram permanecer na área do Ministério da Agricultura em Sarandi mesmo depois de vencido o prazo final da justiça de desocupação do local, às 17h desta terça-feira (17). Os Sem Terra não ficaram satisfeitos com as negociações em Brasília para fazer o assentamento de cerca de mil famílias no Estado.

Segundo o coordenador do MST no Rio Grande do Sul, Émerson Giacomelli, a liberação da área vai depender da resposta do governo federal sobre os pedidos do MST. Ele disse que o movimento quer um cronograma de assentamentos.

- O governo tem uma dívida antiga com a gente e nós queremos um cronograma imediato de assentamentos dessas famílias que estão há mais de cinco anos acampadas. E esse cronograma não foi apresentado ainda - ressalta.

A atitude do MST irritou os representantes do Ministério da Agricultura. O superintendente federal da Agricultura no Estado diz que vai até o local acompanhar a retirada dos integrantes do movimento. Francisco Signor classificou a insistência da ocupação no local como irresponsável.

- A persistência daquele pessoal nos leva a acreditar que é um ato irresponsável. Não cabe diálogo com quem pensa assim. Cabe a decisão da justiça e a decisão de retirar esse pessoal - salienta.

A área de 180 hectares do Ministério da Agricultura faz parte do sistema de Laboratórios Agropecuários do país. No local são feitos testes laboratoriais para o controle de doenças bovinas, como a Febre Aftosa.