Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts na categoria "Setor Sucroalcooleiro"

Analistas avaliam que mercado de açúcar está em ritmo de baixa

29 de junho de 2012 0

Após pequena alta apresentada há 15 dias, o mercado de açúcar volta a fechar em quedas. A baixa se apresenta em todos os vencimentos ao longo da extensa curva de preços – que vai até maio de 2015.

- Ninguém entendeu o porquê desse derretimento tão rápido e não faltaram especulações. O fato é que as soft commodities – açúcar, cacau, café e algodão – estão dando canseira aos gestores. Todas elas apresentaram queda nesta última semana - comenta Arnaldo Corrêa, gestor de risco e diretor da Archer Consulting.

As chuvas que caem no Centro-Sul, que têm atrasado o corte de cana, ajudaram o açúcar a recuperar parte da recente queda de preços no mercado internacional.

- Embora ninguém esteja entusiasmado com possibilidades de alta, muitos operadores do mercado acreditam que as mínimas (18,86 no início deste mês) já foram vistas e não teremos mais esse quadro - completa Arnaldo.

De acordo com o diretor da Archer Consulting – empresa especializada em gestão de riscos para commodities agrícolas –, alguns pontos podem reforçar a ideia de que o mercado encontrou o nível de suporte nos preços atuais.

- Apontamos alguns, como o sentimento do aumento iminente no preço da gasolina na bomba, que tem o efeito de elevar, em tese, o preço base do hidratado. Também devemos considerar pontos como as mudanças no imposto sobre operações financeiras, que facilitariam a entrada de dólares e, consequentemente, trariam um fôlego para o real; assim como a eventual mudança da mistura de combustível, alterando o percentual de anidro para 25% dos atuais 20% - explica Arnaldo.

Mas na contrapartida, existem as argumentações de que o recrudescimento do cenário macroeconômico que valorizaria o dólar jogaria as commodities para baixo. O petróleo foi a commodity que mais caiu este mês: 14,8% de queda. Suco de laranja, soja e açúcar são as únicas que subiram em junho até agora, com 13%, 6,8% e 4,5% respectivamente.

Segundo Arnaldo, respostas a algumas questões poderiam justificar os preços do açúcar. “Estariam refletidos nesses preços o crescimento da produção na Índia e Paquistão, as excelentes condições climáticas na Rússia e consequente aumento de produção e as revisões para baixo das safras no Brasil, México e Estados Unidos? Outra questão que se faz é: quais elementos seriam necessários para que o mercado subisse além dos níveis atuais?”, se pergunta.

O cenário macroeconômico aponta para uma desaceleração da economia mundial, apesar de o consumo mundial de açúcar ter aumentado em média 1,5% ao ano.

- Aumento de disponibilidade e preços baixos costumam andar de mãos dadas. Mas uma esperada desaceleração no crescimento econômico global pode minar as perspectivas de expansão da indústria de alimentos sensível à variação de renda. Ou seja, o horizonte é carregado de nuvens negras. Se por um lado, entendemos que abaixo de 19,50 o mercado teria vida curta; por outro, acima de 23 ou 24 centavos de dólar por libra-peso, seria igualmente de curta duração - pondera Arnaldo Corrêa.

* Com informações da Archer Consulting

Acionistas investem R$ 163 milhões no Centro de Tecnologia Canavieira

29 de março de 2012 0

Com mais de 40 anos de contribuição ao desenvolvimento da cultura da cana-de-açúcar no Brasil, o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) acaba de assumir um novo objetivo estratégico: transformar-se no principal centro mundial de desenvolvimento e integração de tecnologias disruptivas da indústria sucroenergética, com o objetivo de acelerar processos de inovação tecnológica que deverão resultar em ganhos relevantes de competitividade na produção de cana-de-açúcar, açúcar, etanol e energia.

O novo plano estratégico foi aprovado pelos acionistas em assembleia realizada nessa quarta-feira (28). Os sócios decidiram também aumentar o capital do CTC, com o aporte de R$ 163 milhões, destinados a alavancar o novo modelo de negócio. Compõe o CTC os 154 maiores produtores de açúcar, etanol e cana-de-açúcar do País, que juntos correspondem a 60% da produção nacional.

O desafio assumido no novo desenho estratégico do CTC, que funciona como uma sociedade anônima desde o início de 2011, é dobrar, de maneira economicamente sustentável, a taxa de inovação aportada à indústria sucroenergética, com dois focos claros de atuação. O primeiro, concentra-se no desenvolvimento de novas variedades de cana-de-açúcar, tanto através de técnicas de melhoramento tradicional, como pela intensificação do uso de biotecnologia, a partir de banco de germoplasma de cana-de-açúcar de sua propriedade, que contém cerca de 5000 variedades e se configura como o maior e mais completo do mundo. Em paralelo, o segundo foco de atuação refere-se à inovação na área de processo e produtos da indústria, com destaque para o projeto de etanol de segunda geração, obtido a partir da celulose contida no bagaço e na palha da cana, que tendo superado a fase de planta piloto, adentra neste ano o estágio de planta de demonstração.

- A contribuição histórica do CTC à indústria de açúcar e etanol resultou em ganhos incrementais de produtividade superiores a 200% desde a sua origem. Nos últimos anos os ganhos de produtividade disponibilizados pela inovação tecnológica se revelaram marginais, da ordem 1,5% ao ano. O objetivo agora estabelecido é de buscar inovações disruptivas, criando novos parâmetros de produtividade para o negócio da cana-de-açúcar, em linha com os ganhos de escala verificados em outras culturas agrícolas - afirma o presidente do Conselho de Administração do CTC, Luís Roberto Pogetti.

* Com informações do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC)

Governo federal lança plano para a expansão de cana-de-açúcar

24 de fevereiro de 2012 0

O governo federal elaborou o Plano Estratégico do Setor Sucroalcooleiro para os próximos quatro anos para expandir a oferta de cana-de-açúcar destinada à produção de etanol. As ações foram desenvolvidas tendo como princípio o atendimento de um nível de mistura de etanol anidro à gasolina, na proporção de 25%, e a participação do etanol hidratado na frota de veículos leves, entre 50% e 55%. As fontes dos recursos alocados para o plano são do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes), poupança rural, entre outras.

Na avaliação do secretário de Produção e Agroenergia, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Gerardo Fontelles, o plano pretende propiciar as condições necessárias para atrair investimentos privados e, desta forma, a retomada de crescimento do setor sucroalcooleiro.

O plano governamental apoia-se em três medidas que atenderão à crescente demanda nacional e o potencial do mercado externo por etanol. A primeira delas é a renovação de 6,4 milhões de hectares de cana-de-açúcar até 2015, com um custo estimado em R$ 29 bilhões, com a recuperação da produtividade do canavial. Hoje a idade média dos canaviais está acima do ideal, com canas acima do 6º corte.

A segunda ação é atender à capacidade instalada das usinas. Para isso, o governo vai investir R$ 8,5 bilhões em 1,4 milhão de hectares. A meta anual para ampliação do canavial engloba 355 mil hectares, com valor estimado em R$ 2,1 bilhões. De acordo com dados do setor, a maioria das indústrias está atuando abaixo de sua capacidade máxima de processamento da cana-de-açúcar. A ociosidade média estimada das usinas é de cerca de 16%.

E a terceira medida consiste em elevar a oferta de matéria-prima para as indústrias. A demanda por etanol prevista, até 2015, vai exigir ampliação das áreas de produção de cana-de-açúcar em 3,8 milhões de hectares que envolverão recursos na ordem de R$ 23 bilhões.

O governo está propondo à apreciação do Conselho Monetário Nacional uma linha de financiamento à estocagem de etanol para que as usinas produtoras possam distribuir a produção ao longo do ano. Este procedimento retira parte da produção durante a safra e a recoloca no mercado na entressafra, diminuindo as flutuações de preços do produto, além de assegurar o abastecimento estável do combustível. Com o consumo doméstico projetado em 1,9 bilhão de litros por mês e o financiamento de 70% deste estoque, estima-se um programa de R$ 4,5 bilhões ao ano.

As medidas contarão com o trabalho da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na pesquisa de novas variedades de cana. Um dos estudos busca o desenvolvimento de variedades resistentes à seca e adaptadas à região Centro-Oeste, com recursos previstos de R$ 40 milhões, entre 2012 a 2015. A Embrapa também desenvolverá tecnologias para a produção de etanol celulósico, fundamental para o aproveitamento da biomassa da cana-de-açúcar.

O planejamento do setor prevê ainda a organização dos produtores rurais em associações e cooperativas a fim de otimizar sua participação na cadeia produtiva sucroalcooleira, até mesmo assumindo unidades de produção paralisadas. Espera-se capacitar os agricultores por meio de cursos, dias de campo, palestras e seminários para utilização das novas técnicas produtivas e tecnologias existentes.

* Com informações do Ministério da Agricultura

São Borja investe em microusina para produção de etanol

07 de fevereiro de 2012 0

Um projeto em São Borja vai oportunizar a pequenos produtores a produção de etanol. Com o apoio da prefeitura, um grupo de agricultores da localidade de Samburá vai plantar a partir de maio 20 hectares de cana-de-açúcar para a produção do combustível.

Uma microusina será criada, juntamente com uma agroindústria, deve produzir 500 litros por batelada. No segundo semestre, serão implantados 30 hectares de sorgo sacarino. Segundo a secretária de Desenvolvimento Rural do município, o empreendimento conta com R$ 292,5 mil liberados por meio de emenda parlamentar, com contrapartida da prefeitura de R$ 60,5 mil. Maria Alice Souza explica que este recurso é apenas para a compra dos maquinários.

- A prefeitura também deverá fornecer o local com o terreno. Deveremos fornecer também o prédio que era de uma sub sede da prefeitura, em Samburá, e toda a estrutura do prédio e das implantações da obra no local serão de responsabilidade da prefeitura - diz.

A Agência de Desenvolvimento de São Borja também está buscando a viabilização de uma usina de etanol feito a partir do arroz. O projeto está em fase de estudo de viabilidade.

Grupo pesquisa cana-de-açúcar adaptada ao clima gaúcho

16 de novembro de 2011 0
Os materiais genéticos desenvolvido pelos pesquisadores são resistentes ao frio e à seca. A idéia é reproduzir no estado produtividades médias similares a de estados como São Paulo e Paraná. Eles querem criar um complexo para a produção da cana no Rio Grande do Sul.
O sistema oferecerá aos agricultores e indústria materiais genéticos adaptados, formas de manejo do solo e da planta e uma logística de cultivo e distribuição. O pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Sérgio Delmar dos Anjos, avalia que os resultados, até o momento, tem sido positivos.
- Nossos resultados iniciais tem sido muito interessantes, tanto na área de produtividade em genótipos de cana quanto na parte de adubação, de fixação biológica de nitrogênio, que é uma coisa importantíssima, pois interfere no custo de produção - informa.
O projeto conta com profissionais de unidades da Embrapa, universidades e empresas sucroalcooleiras. A pesquisa é dividida em segmentos. A Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Sul (Fepagro), por exemplo, está cuidando da fixação do nitrogênio. Já na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) são feitos estudos sobre adubação, preparo de solo e fixação biológica do nitrogênio.

Rio Grande do Sul terá sistema de produção de cana

07 de novembro de 2011 0
Pesquisadores estão desenvolvendo materiais genéticos de cana-de-açúcar resistentes ao frio e à seca – estresses que atingem grande parte do território gaúcho – adaptando formas de manejo e criando uma logística para fazer o Rio Grande do Sul contar com um sistema de produção da planta. A idéia é reproduzir no estado produtividades médias similares a de estados como São Paulo e Paraná.
- Buscamos uma estabilidade na produtividade e, nos ensaios, já estamos atingindo médias iguais ou superiores à de São Paulo, entre 85 e 90 t/ha - explica o pesquisador Sérgio Delmar dos Anjos, da Embrapa Clima Temperado (Pelotas/RS).
O objetivo da pesquisa é criar todo um complexo para a produção da cana no Rio Grande do Sul. O sistema oferecerá aos agricultores e indústria materiais genéticos adaptados, formas de manejo do solo e da planta e uma logística de cultivo e distribuição.
- No Sul, tanto o frio como a seca podem prejudicar a cultura. Estamos desenvolvendo materiais geneticamente modificados que criem maior resistência a esses estresses - comenta o pesquisador Hugo Bruno Molinari, da Embrapa Agroenergia (Brasília/DF).
A maioria das atividades de pesquisa está em fase de teste.
- Até o final de 2012, deveremos ter um sistema preliminar de produção - expõe Sérgio dos Anjos.
Para este ano, é aguardada a recomendação técnica de cultivares para o estado. Na prática, os pesquisadores vão indicar aos produtores gaúchos quais tipos de cana são mais adaptadas e têm maior estabilidade e qualidade para o cultivo nos solos do Rio Grande do Sul.
Reunião Técnica
O projeto “Desenvolvimento da cultura da cana-de-açúcar para o Rio Grande do Sul – foco na produção de álcool” conta com profissionais de Unidades da Embrapa, universidades e empresas sucroalcooleiras. A pesquisa é dividida em segmentos. Cada órgão foca uma parte do quebra-cabeça. Para alinhar os rumos e analisar os resultados, representantes de cada instituição se reuniram em Pelotas durante Reunião Técnica, em outubro.
A Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Sul (Fepagro), por exemplo, está cuidando da fixação do nitrogênio.
- Identificamos bactérias que fazem esta fixação na cana. Atualmente, já estão sendo feito testes para verificar se há aumento de produtividade e redução na quantidade necessária de insumos químicos – os fertilizantes - explica a pesquisadora Caren Regina Lamb, da Fepagro de Caxias do Sul.
Já na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) são feitos estudos sobre adubação, preparo de solo e fixação biológica do nitrogênio.
- Também já estamos avaliando a eficiência da fixação e já estamos realizando testes no campo - comenta o professor Sandro José Giacomini.
* Com informações da Embrapa Clima Temperado

Divulgação da safra de cana-de-açúcar é adiada

24 de agosto de 2011 0

O anúncio do segundo levantamento da produção nacional de cana-de-açúcar do ciclo 2011/2012, que estava marcado para esta quinta-feira (25), foi adiado. Segundo a gerência de Levantamento e Avaliação de Safras da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a data provável do anúncio será na próxima terça-feira (30), de acordo com os entendimentos entre a estatal e o Ministério da Agricultura.

* Com informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)

Pelotas vai conhecer tecnologias para cana em Dia de Campo

04 de agosto de 2011 0

A Embrapa Clima Temperado vai apresentar novas tecnologias para o cultivo da cana-de-açúcar no Rio Grande do Sul nesta sexta-feira (5), em Dia de Campo que será realizado na sede da própria instituição. Agricultores, agrônomos, pesquisadores e estudantes poderão participar e conhecer as técnicas.

As atividades terão início às 10h. Pesquisadores da Embrapa vão apresentar variedades de cana e temas como fertilidade do solo, pragas, controle biológico e multiplicação in vitro.
* Com informações da Embrapa Clima Temperado

Começa a pesquisa da safra de cana-de-açúcar

29 de julho de 2011 0

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) começa, na segunda-feira (1º), a fazer o segundo levantamento da produção nacional de cana-de-açúcar do ciclo 2011/2012. O trabalho de pesquisa no campo vai durar duas semanas, estendendo-se até o dia 12 de agosto para, após a análise dos dados, ser divulgado no dia 25.

Na pesquisa de campo serão contatados representantes do setor agrícola e industrial das unidades produtoras e os dados referentes à produção da matéria-prima, produtos e subprodutos da cana-de-açúcar, com o objetivo de consolidar os dados do primeiro levantamento, divulgado no mês de maio.
Segundo a gerência de Levantamento e Avaliação de Safras da Conab, os estudos da serão realizados por técnicos que visitarão todas as unidades ativas do setor sucroalcooleiro, distribuídas pelas principais regiões produtoras do país.
* Com informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)

Clima e mão de obra atrasam colheita da cana nas Missões

20 de julho de 2011 0
A colheita da cana-de-açúcar na região das Missões já iniciou. Em Porto Xavier, ela está em 10%. Até o momento, segundo a Emater, área colhida apresentou um rendimento médio de 60 toneladas por hectare e rendimento de etanol de 70 litros por tonelada.
Mas a preocupação dos produtores é com as condições do clima. Devido às geadas ocorridas nas últimas semanas, a produtividade e o rendimento podem ser afetados.
O produtor e associado da Coopercana, Élder Schropser explica que a falta de mão de obra também atrasa os trabalhos no campo. Ele salienta que a opção será a colheita mecanizada.
- É uma cidade pequena, com cerca de 12 mil habitantes, e temos bastante gente na área da construção civil. E estes são os mesmos trabalhadores do corte da cana. Mas já estamos indo para a parte de mecanização do corte - conta.
O agrônomo da Emater em Porto Xavier, Leandro Seger, ressalta que a geada deve diminuir a qualidade da cana para a industrialização. Mesmo assim, ele considera que a cultura é vantajosa, pois a rentabilidade é boa, independente do comportamento do clima.
- A grande vantagem da cana é que, por mais que tenhamos seca, por mais que tenhamos condições adversas, sempre teremos produção. Em um dos anos que o tempo foi ruim aqui na região, a produtividade reduziu bastante. Mesmo assim, foram poucos que acessaram recursos, pois a rentabilidade ainda foi razoável - informa.
Conforme o agrônomo, nesta safra foram destinados 700 hectares de cana para a produção de álcool no município de Porto Xavier.