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Posts na categoria "Trigo"

Quebra da safra de trigo no mercado internacional aumenta valor de comercialização para triticultores gaúchos

17 de setembro de 2012 0

O mercado para os produtores de trigo está vivendo um momento único. Acostumados com baixo preço, os triticultores podem ter esse ano um aumento de 33% se comparado com o valor do ano passado. O que auxiliou nas exportações dos agricultores brasileiros foi a grande quebra do mercado internacional, especialmente nas safras da Rússia, Ucrania e Cazaquistão, que somados perderam 35 toneladas de trigo. Segundo o analista de mercado da Safras e Mercado, Elcio Bento, 50% da safra que ainda está na lavoura já foi comercializada, algo inédito no Estado. Elcio explica que o grão plantado no Rio Grande do Sul tem boa aceitação nos países que sofreram quebra e que o ganho desse ano pode compensar parte das perdas do último verão.

- Tem um grande volume já registrado para exportação, e esses registros são em grande parte porque esses países que quebraram, da União Soviética, eles têm o trigo semelhante ao gaúcho então existe uma demanda boa aqui para a região e por isso mesmo que saíram esses negócios. Então o pessoal apostou nom trigo, plantou mais trigo, e depois que viu que trigo teria um preço bom também investiu em insumos, e está tudo se encaminhando para uma safra de boa produtividade e qualidade, e com preços que vão garantir a cobertura total do custo de produção - afirma o analista de Safras e Mercado.

Bom para o produtor, a alta no trigo pode pesar no bolso do consumidor. O analista diz que o grão não é o único componente que afeta o preço dos alimentos, mas alerta para possíveis altas no preço final.

- A maioria dos produtos derivados do trigo não tem no trigo a única matéria prima. O próprio pãozinho tem outros componentes, como o sal, por exemplo, mas a tendência normal que se tem agora é do preço subir e elevar o preço da farinha e daí claro os derivados também vão sentir esses preços - ressalta Élcio.

Tiago Boff

Produtores gaúchos defendem taxação sobre arroz e farinha de trigo do Mercosul

16 de agosto de 2012 0

Representantes do setor arrozeiro se posicionaram à favor da sanção pela presidente Dilma Rousseff da emenda que estabelece a taxação de nove vírgula 25 por cento de Pis-Cofins para o arroz e a farinha vindos dos países do Mercosul. A emenda do deputado Jerônimo Goergen faz parte da medida provisória 563 apreciada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. O texto estabelece ainda a isenção de impostos para compra de soja de empresas cerealistas cuja finalidade seja a produção de biodiesel. O presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul, Carlos Sperotto, garante que o setor vai pressionar pela cobrança da sobretaxa nestes produtos importados.

- Nós estamos com uma posição única do setor representativo dos produtores no sentido de que a presidente Dilma mantenha na medida provisória que deverá ser apreciada por ela agora nos próximos dias, mantenha essa posição da emenda que foi aprovada nas comissões - afirma Carlos Sperotto.

Os produtores querem reduzir os efeitos da concorrência com os países vizinhos e devolver competitividade à produção nacional. Os governos argentino e uruguaio, indústrias dos dois países e importadores de arroz do Brasil estão pressionando pelo veto à emenda.

Alta nas cotações do trigo deve ser repassada para o preço do pão

26 de julho de 2012 0

Em ritmo galopante, as cotações do trigo tem aumentado nos últimos 30 dias. Conforme dados da consultoria Safras e Mercado, a tonelada do cereal está valendo R$ 540,00. Este valor era de R$ 490,00 há um mês.

Entre os motivos desta alta estão a variação do câmbio e os problemas climáticos registrados no hemisfério norte. Além disso, o Rio Grande do Sul, passa por um período de entressafra, onde o plantio está previsto para se encerrar no final deste mês e a colheita só se inicia em outubro.

A previsão é que o impacto deve ser sentido no bolso do consumidor já no próximo mês. O presidente do Sindicato da Indústria da Panificação e Confeitarias do Estado informa que, desde maio, o preço do pão sofreu reajuste de 10%. Arildo Oliveira ainda espera um posicionamento das indústrias para determinar se haverá um novo aumento.

- Os moinhos anunciam novos aumentos a partir do mês de agosto. Estamos aguardando qual vai ser a posição dos moinhos em relação à reajustes para que possamos determinar qual será o novo preço do pão. Se continuar aumentando, provavelmente teremos mais aumentos no preço do pão - adverte.

E as indústrias confirmam que o valor será repassado. Nos últimos meses, conforme o presidente do Sindicato das Indústrias do Trigo (Sinditrigo), o aumento do valor de compra do cereal pelos moinhos chegou a 30%. José Antoniazzi salienta que os estoques estão diminuindo e a oferta está ajustada neste momento, mas a diminuição futura de safra deve impactar em novos aumentos.

- A safra gaúcha ainda é uma incógnita, pois ela começa a ser colhida apenas em outubro e novembro, então ainda está distante. A Argentina diminuiu significativamente seu plantio. Ainda temos trigo, mas estamos em uma situação muito delicada, o estoque está muito ajustado até chegar à próxima safra - aletta.

A tendência, conforme especialistas, é que as altas continuem nos próximos meses. O analista da Safras e Mercado, Élcio Bento, afirma que, devido a este cenário, muitos produtores já estão garantindo comercialização antecipada para o mercado externo.

- A gente tem essa situação internacional bastante firme e a tendência para o nosso mercado é de elevação nas cotações. Tanto é que os produtores gaúchos, que vão colher só lá a partir de outubro, estão garantindo comercialização. Estima-se que 800 mil toneladas da safra já esteja comercializada para o mercado internacional - informa o analista.

Bento explica que, como existe escassez do produto no mercado internacional, as atenções estão voltadas para a produção no Rio Grande do Sul. A previsão inicial da Emater é de uma colheita no Estado de 2,5 milhões de toneladas.

Plantio do trigo encaminha-se para o final no Rio Grande do Sul

20 de julho de 2012 0

Com relação à cotação, a saca de 60 quilos de trigo vendida pelo produtor obteve uma significativa valorização (4,72%) em relação ao preço da semana passada, alcançando R$ 25,27. Apesar desse aumento, o preço encontra-se defasado se forem consideradas as cotações históricas para o atual período (-13,76%). Segundo o levantamento semanal da Emater, a semeadura da safra 2012 encaminha-se para o seu final. Como média estadual, o plantio alcança 90% do total, tendo 85% germinado. Apesar do atraso na evolução das lavouras em relação ao ano anterior, elas apresentam bom desenvolvimento e perfilhamento, consequência das boas condições climáticas verificadas nos últimos dias. Seguem recebendo os tratos culturais necessários, bem como a atenção no controle de doenças fúngicas, que, este ano, devido às boas condições de temperatura e umidade, apresentam-se em raras situações.

No Vale do Rio Caí, região bastante tradicional no cultivo do morangueiro, a cultura vem se desenvolvendo bem, sem problemas fitossanitários, sem a necessidade de aplicação de agroquímicos. Isso implica em custos de produção menores, qualidade do produto mais salutar e menor impacto no meio ambiente. Quanto ao vigor, em função das friagens e da ausência constante da insolação pela formação de neblina nos últimos dias, a cultura ressentiu-se e impactou em uma estagnação do vigor. A primeira florada já está em plena frutificação, estando os morangos com metade do crescimento.

A formação de geadas nas áreas menos protegidas provocaram prejuízos nos bananais, que serão observados nos meses futuros. Os bananais estão em produção e a fruta está em ponto de colheita com boa qualidade e, em alguns casos, com redução de peso. A banana-caturra e a banana-prata estão valorizadas. O surgimento de novos cachos está com redução do número de pencas e, inevitavelmente, com reflexos na produtividade nos próximos meses.

Também para a cebola o clima foi bom. Após um período de temperaturas altas e inadequadas, o frio moderado do período trouxe benefícios à cultura que apresenta um desenvolvimento satisfatório e sem problemas com de sanidade. Na região serrana, continuam os trabalhos de transplantio das mudas de variedades precoces, apresentando muito bom pegamento. As sementeiras da variedade crioula, cultivar tardio, estão apresentando boa recuperação e retomada do crescimento, bem como estão se mantendo imunes a pragas e doenças. No litoral médio, as chuvas de boa intensidade restabeleceram a tranquilidade aos cebolicultores, a vazão e os volumes dos mananciais de água e a umidade adequada do solo. O frio da semana, porém, retardou o pegamento das mudas transplantadas.

O estado sanitário do rebanho bovino de corte é bom, mas ocorrem alguns focos de infestação de carrapatos. O estado corporal é regular, com perda de peso dos animais que permanecem exclusivamente em campo nativo. Na fronteira oeste do Estado os pecuaristas estão utilizando feno de palha de arroz para auxiliar na alimentação dos animais, pois o campo nativo está muito prejudicado pelas geadas. Na região administrativa da Emater de Bagé, também há procura por feno, mas a disponibilidade é pequena, havendo também o uso de ração para minimizar o déficit alimentar presente na maioria das propriedades. Com a estiagem de maio e junho, as pastagens cultivadas sofreram atraso no seu estabelecimento, que, devido ao frio extremo e continuado, apresentam desenvolvimento muito lento, agravando a situação no mês de julho, afetando também propriedades que normalmente apresentam boa condição alimentar, pelo uso das pastagens cultivadas, especialmente as gramíneas anuais como aveia e azevém.

* Com informações da Emater

Retorno das chuvas favorece plantio do trigo no Rio Grande do Sul

13 de julho de 2012 0

Conforme a última edição do Informativo Conjuntural da Emater, as precipitações ocorridas durante esta semana mantiveram a umidade do solo em patamares favoráveis ao plantio do trigo no Rio Grande do Sul, melhorando, de maneira geral, as condições de manejo do solo nas principais regiões produtoras. Essa situação permitiu aos agricultores acelerarem o plantio, que deverá se encerrar ainda neste mês. O boletim foi divulgado nessa quinta-feira (12).

As condições climáticas também beneficiaram a germinação e o desenvolvimento inicial das lavouras de trigo implantadas recentemente. Até o presente momento, os agricultores plantaram 82% da área prevista para esta safra, com 72% já germinados. Nas lavouras mais adiantadas, prosseguem os trabalhos de aplicação de fertilizantes em cobertura. Quanto ao estado fitossanitário das lavouras, não foram registrados casos significativos de pragas ou moléstias, com as baixas temperaturas auxiliando nesse sentido.

Se os triticultores não encontram maiores dificuldades neste início de safra, o mesmo não ocorre com a comercialização do grão, pelo menos para aqueles que ainda detêm o produto em estoque. Os negócios mantiveram-se mais uma vez lentos no Estado durante a semana, porém, com um pequeno aumento no valor da saca de 60 kg, que passou para R$ 24,13.

Em quase todas as áreas de produção de hortigranjeiros no Estado, as hortaliças sentiram os efeitos das geadas anteriores, principalmente as folhosas como alface, rúcula e chicória, e os frutos como o tomate e o pimentão, especialmente em locais mais baixos.

No último domingo, novamente a geada afetou seriamente as hortaliças, principalmente as folhosas, mesmo em ambientes protegidos. Com isso, a oferta está menor e os preços, maiores. As perdas variam de produtor para produtor, em função da localização das propriedades. Nas propriedades em que não há cultivo protegido, as espécies folhosas como beterraba, couve, brócolis e couve-flor também foram muito prejudicadas.

Espera-se que, nas próximas semanas, a situação volte ao normal nas áreas de produção e abastecimento, porque muitas folhosas plantadas apresentam ótimo desenvolvimento.

Os reflexos das intensas geadas ocorridas no início do mês de junho na região do Vale do Caí continuam sendo sentidos pelos citros. As perdas ocorridas são irrecuperáveis. Logo após a ocorrência das geadas, quando se iniciou a queda de frutas, os citricultores comercializaram essas frutas para a indústria de sucos a preços extremamente baixos - R$ 2,50 a caixa de 25 quilos, em média - se comparados ao preço recebido pela fruta destinada ao consumo in natura.

A geada atingiu mais intensamente as bergamotas, principalmente as das variedades que estavam maduras, como a caí, ponkan e pareci, além da lima ácida tahiti, cuja produção teve perda de 90%.

Na última semana, a normalização do volume de chuvas na maioria das regiões produtoras de leite do Estado proporcionou a recuperação dos mananciais de água e o desenvolvimento vegetativo das plantas forrageiras. As pastagens anuais e perenes cultivadas de inverno já apresentam bom volume de pasto.

Além das pastagens para alimentar os animais, os produtores permanecem suplementando a alimentação dos animais com concentrados proteicos e minerais, silagem, feno, grãos, farelos e rações. No entanto, diante da maior oferta de forrageiras naturais, os produtores diminuíram o uso de alimentos conservados nas propriedades, reduzindo assim os custos de produção da atividade leiteira.

* Com informações da Emater

Nota técnica indica que produtores façam armazenamento de água

09 de julho de 2012 0

O retorno da chuva e a continuidade indicada pelos prognósticos climáticos alertam os produtores em relação ao plantio das culturas de inverno, principalmente o trigo. Segundo nota técnica divulgada pelo Centro Estadual de Meteorologia (CemetRS), os próximos três meses devem ter o retorno regular da chuva dentro dos padrões para a época do ano.

A pesquisadora da Fepagro, Bernadete Radin, indica que os produtores rurais armazenem água neste período para utilização durante o verão. Ela salienta que o momento é propício para este processo.

- Como a previsão para os próximos três meses é de chuvas dentro do normal, o que a gente recomenda é que os produtores, dentro do possível, façam o armazenamento de água, já que nesse período a demanda evaporativa não é muito alta. Então os produtores podem fazer este armazenamento para aproveitar depois no verão.

O retorno da chuva garante a plantação das culturas de inverno. O plantio deve ser acelerado já que o período ideal se encerra no final de julho. É o que indica o agrônomo da Emater, Alencar Ruggeri.

- Os produtores tem que tentar fazer um acompanhamento sistemático das culturas de inverno para que eles tenham condições de restabelecer aquela rotina de trabalho que é de acompanhar e ver se é preciso fazer algum tipo de aplicação e não podíamos porque tínhamos falta nos últimos dias - recomenda.

Cerca de 70% da área de trigo já foi plantada. Segundo dados históricos, o normal para esta época do ano seria de 85%.

Confira aqui a Nota Técnica divulgada pelo CemetRS

Nova classificação do trigo brasileiro preocupa produtores gaúchos

26 de junho de 2012 0

As novas regras de classificação para o trigo brasileiro que entram em vigor no dia primeiro de julho preocupam os produtores gaúchos. A norma determina percentuais máximos de impurezas, umidade e matérias estranhas no produto. Além disso, as classes serão alteradas e vão determinar novos padrões para cada tipo.

Para o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro), a discussão foi feita em um momento onde a expectativa de um reajuste no preço mínimo do produto era maior do que os cinco por cento dado pelo governo. Rui Polidoro Pinto explica que os padrões determinados entre os níveis de qualidade está muito grande e vai dificultar a busca de um preço mais atrativo.

- A diferença de percentual entre o preço do tipo 1, que garante o preço mínimo de R$ 501,00, para o outro tipo é muito elástico, de 17%. Acho difícil que isso ocorra e vamos aguardar que tenhamos uma boa safra, de boa qualidade - afirma.

Os produtores ainda esperam uma nova prorrogação do prazo para a entrada em vigor da nova classificação. Mas o dirigente da Fecoagro acredita que será difícil o governo conceder novamente uma nova data para a mudança nas regras.

Produtores gaúchos de trigo negociam troca de produção por insumos

11 de junho de 2012 0

Conforme o informativo da Emater, produtores estão buscando nas cooperativas e cerealistas os insumos para o plantio da próxima safra de trigo. Em alguns casos, agricultores estão desestimulados devido à disparada dos preços dos fertilizantes no mercado.

O presidente da Coopatrigo, de São Luiz Gonzaga, avalia que, pelo menos na região, a maioria dos produtores antecipou a compra dos insumos antes da alta dos preços. Paulo Pires avalia que os agricultores buscam no trigo a melhoria de renda depois da quebra na safra de verão.

- Este ano que a frustração da soja aqui foi de 70% na região, onde só 30% do potencial produtivo foi colhido, temos no trigo a primeira chance neste ano de se ter uma renda - salienta.

O que pode estimular o produtor nesta safra de inverno é a perspectiva de preços elevados. Segundo os analistas, o dólar perto dos R$ 2,00 deve dificultar a importação do produto e favorecer o mercado interno. Para o analista de Safras e Mercado, Michael Prudêncio, os bons preços registrados na Bolsa de Chicago, o que faz com que os compradores se voltem para o mercado doméstico.

- A perspectiva é que nos próximos meses, na medida em que o produtor colher o trigo, dessa safra, ele encontre uma liquidez maior no mercado, uma liquidez maior do que a encontrada em outras safras - avalia.

Estimativa da Emater é de que o Rio Grande do Sul deverá plantar 993 mil hectares com trigo na próxima safra, representando um aumento de seis e meio por cento em relação ao ano passado.

Plantio do trigo no Rio Grande do Sul chega a 12% da área

07 de junho de 2012 1

Na metade Norte do Estado, onde se encontra a maior área de produção desse cereal, iniciou com atraso o plantio em relação ao ano passado, sendo que apenas 12% da área projetada foram plantados, devido à falta de umidade no solo. Com as precipitações que ocorreram, houve aceleração no plantio desta semana, assim como melhoraram as condições de germinação e desenvolvimento inicial do trigo.

Muitos produtores estão dessecando as áreas que irão receber as sementes de trigo. Em algumas localidades, produtores rurais que estavam indecisos quanto a realizar a lavoura, foram desestimulados nos últimos dias, devido à alta dos preços dos fertilizantes, sendo que alguns desistiram de plantar. Muitos triticultores estão negociando com as cooperativas e cerealistas o fornecimento dos insumos com o comprometimento de pagar em trigo na colheita, com preços pré-fixados em R$ 28,00 a saca de 60 quilos de boa qualidade industrial (região do Planalto Médio).

Os negócios com o cereal mantiveram-se estáveis em volumes, nesta semana, no Rio Grande do Sul, e novamente com queda de preços, caindo mais 0,42% em relação à anterior, chegando em R$ 23,75/saca de 60 quilos. Na região do Planalto, o valor médio foi de R$ 25,00 a saca de trigo tipo 1 classe pão.

* Com informações da Emater

Produtores gaúchos de trigo querem exportar para mercado africano

06 de junho de 2012 0

Os produtores de trigo querem buscar novos mercados para o produto. Esta foi uma das principais conclusões do Alinhamento Estratégico da Cadeia do Trigo, realizada em Passo Fundo. Durante dois dias, técnicos, produtores e indústrias debateram os principais problemas que envolvem o setor.

Segundo o coordenador da Câmara Setorial do Trigo da Secretaria da Agricultura, o mercado externo é uma das metas dos produtores para aumentar a renda. Áureo Mesquita salienta que um dos principais alvos é o continente africano.

- O governo do Estado já tem uma missão comercial que vai para o norte da África nos próximos meses. Queremos ver como podemos aproveitar essa missão comercial para ver como podemos aproveitar as demandas deste mercado que já tem vindo buscar o trigo gaúcho. Queremos que isso seja um processo permanente e não ocasional - afirma.

Outra demanda envolve indústrias e produtores. A proposta é oferecer linhas de créditos para as empresas moageiras fazerem a compra do trigo já durante a colheita, garantindo preços aos produtores e produto às indústrias. Cerca de 50% do trigo gaúcho fica no mercado interno.