O Brasil não está produzindo a metade da necessidade de trigo necessária para a produção interna. Para o gerente da Pesquisa Trigo da Coodetec, Francisco de Assis Franco, é preciso que o país defina padrões de qualidade para o produto. Também defende que o governo utilize mecanismos para incentivar a produção diminuindo custos e tornando o trigo mais competitivo.
O gerente da Coodetec salienta que os fertilizantes, defensivos e máquinas utilizados na Argentina, nosso principal fornecedor de trigo, além do Paraguai e Uruguai, são muito menores em relação ao Brasil.
Áudio Campo e Lavoura: Pesquisador defende medidas do governo para tornar o trigo mais competitivo
Os embarques de arroz podem superar 1,8 milhão de toneladas neste ano devido aos resultados apresentados nos últimos sete meses. Mais um recorde foi registrado no mês de setembro.
Segundo o presidente da Comissão de Arroz da Farsul e presidente da Câmara Setorial Nacional do Arroz do Ministério da Agricultura, o apoio do governo federal foi imprescindível. Francisco Shardong acredita em uma recuperação de preços pagos ao produtor ainda na entressafra. Ele salienta que de março a setembro foram embarcadas um milhão e cem mil toneladas com uma média mensal de 157 mil toneladas e no mês de setembro chegou a 232 mil toneladas. Ressalta que no ano agrícola que é de março a setembro foram ultrapassados todos os números que já existiram em termos de exportação de arroz.
Com relação a uma previsão de redução da área plantada com arroz, Francisco Shardong afirma que ainda é preciso saber se faltará ou não água nas lavouras da Fronteira Oeste e Campanha.
Áudio Campo e Lavoura: Exportações de arroz batem mais um recorde em setembro
O Ministério do Desenvolvimento Agrário vai repassar recursos aos governos estaduais para a promoção de projetos de acesso das mulheres rurais às políticas públicas. Segundo a secretária de Políticas para Mulheres do Rio Grande do Sul, Márcia Santana, esta iniciativa significa um salto qualitativo na vida das trabalhadoras rurais.
Para Márcia Santana, esse projeto vai permitir um melhor atendimento principalmente às regiões rurais onde muitas vezes as informações e as políticas não chegam. salienta que até o próximo dia 26, a secretaria apresentará projeto apontando as prioridades em termos territoriais.
A secretária de Políticas para Mulheres lembra ainda que nesse projeto haverá uma atenção especial ao fortalecimento da rede de atendimento à violência contra as mulheres no campo. Márcia Santana afirma que essa situação muitas vezes inibe que as trabalhadoras rurais consigam ter autonomia econômica. O projeto também contará com a participação das secretarias de Desenvolvimento Rural, Agricultura, Justiça e Direitos Humanos e Segurança Pública.
Áudio Campo e Lavoura: Governo amplia parceria com Estados para promover projetos visando a organização produtiva das trabalhadoras rurais
A sanidade das lavouras de inverno é um desafio para o produtor da região Sul principalmente devido ao clima chuvoso.
A umidade é responsável pela maioria das doenças durante o desenvolvimento das plantas, e na hora da colheita deprecia a qualidade final. A questão foi tema de Dia de Campo da Embrapa Trigo realizado nesta terça-feira em Passo Fundo. Na oportunidade foram apresentadas algumas alternativas dentro do sistema de produção, como novas variedades de trigo, cevada, triticale, centeio e canola. Também foram abordadas questões de manejo.
O supervisor de Transferência de Tecnologia da Embrapa Trigo, Giovane Fae, orienta os produtores a fazerem a rotação cultural para tentar controlar as viroses relacionadas às chuvas. A colheita do trigo começa agora no Rio Grande do Sul. Apesar da incidência de viroses, os produtores estão satisfeitos com a aparência das lavouras e a expectativa é colher apenas entre 5% e 10% a menos em comparação com a safra passada.
Áudio Campo e Lavoura: Sanidade nas lavouras de inverno é destaque de Dia de Campo da Embrapa Trigo
A Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento e o BRDE participaram de missão empresarial a Cingapura com o objetivo de fortalecer a economia do Rio Grande do Sul. Foram realizadas várias reuniões com setores estratégicos.
Cingapura depende da importação de alimentos de outros países, sendo que o consumo de carne é bastante elevado. Com relação à carne suína, o país importa anualmente 16 mil toneladas e vários frigoríficos gaúchos estão credenciados.
O diretor do BRDE, José Hermetto Hoffmann, salienta que se trata de um mercado promissor para os produtos brasileiros tendo em vista a elevada renda per capta da população de Cingapura. A ideia é que alguns frigoríficos especialmente do Rio Grande do Sul, talvez até de menor porte, possam dar preferência para abastecer Cingapura e ainda conseguir vender também carne bovina. Segundo o diretor do BRDE, a grande preocupação dos importadores de Cingapura é a inconstância da oferta, uma vez que Rússia e China, seus principais fornecedores, não apresentam regularidade nas exportações.
Áudio Campo e Lavoura: Comitiva busca em Cingapura consolidar mercado para a carne gaúcha
O Índice de Captação de Leite do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo sinalizou um aumento de 3,8% em agosto, na comparação com o mês de julho, mas inferior 4,7% em relação a agosto de 2010.
Segundo a pesquisadora do Cepea, Aline Barrozo Ferro, esse aumento da oferta decorre principalmente da safra de inverno no Sul do país. Já nos demais estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Bahia a produção está estabilizada em função do período de entressafra.
Mesmo com o incremento, o volume disponível de leite ainda é baixo e mantém os preços valorizados. A pesquisadora salienta que o mercado está na expectativa para o início da safra no Sudeste e Centro-Oeste, mas a maioria do setor acredita na estabilidade de preços para o pagamento de outubro que se refere ainda à produção de setembro.
Áudio Campo e Lavoura: Safra de inverno no Sul aumenta oferta de leite
A área plantada com arroz na safra 2011-2012 deve sofrer uma redução entre 10% e 15%, ficando entre 120 mil e 180 mil hectares. Os principais motivos são o atual quadro econômico do setor, o déficit hídrico e a migração para outras culturas.
Segundo o presidente da Federarroz, esta estimativa se aproxima das previsões do Irga e da Conab. Renato Rocha salienta que durante a abertura oficial do plantio do arroz, ocorrida sábado em Restinga Seca, representantes do setor entregaram ao secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, documento com reivindicações. Entre os pedidos estão recursos para antes do início da safra no ano que vem, ajustes nos atuais mecanismos de comercialização e equacionamento para as dívidas. O setor aguarda uma resposta do governo até o final de outubro.
Conforme Renato Rocha, também foi solicitada a correção do preço mínimo do arroz para esta safra que deve ter um incremento no custo de produção pela elevação principalmente de mão-de-obra, energia elétrica, combustíveis e fertilizantes. O dirigente da Federarroz ressalta ainda que a sistemática de classificação do arroz foi modificada através de uma portaria que corrige uma distorção da questão da classificação do arroz. Segundo ele mudou a sistemática de cálculo da apuração do arroz vermelho e preto no momento da classificação. Na próxima semana deve ocorrer uma reunião em Brasília para discutir os encaminhamentos do setor arrozeiro.
Áudio Campo e Lavoura: Portaria do governo muda sistemática de classificação para o arroz
A direção Estadual do Movimento dos Pequenos Agricultores entregou ao governo do Estado uma lista de reivindicações com o objetivo de estimular a produção de alimentos.
A proposta é que o governo adquira parte da safra para utilizar em refeições de órgãos públicos, como escolas, hospitais e presídios. O coordenador do Movimento, Plínio Simas, afirma que o governador Tarso Genro assumiu compromisso nesse sentido e que é preciso colocar imediatamente esse projeto na Assembleia Legislativa para transformá-lo em lei.
Áudio Campo e Lavoura: Pequenos Agricultores reividicam aprovação de lei para venda de alimentos a órgãos públicos