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Posts com a tag "Colheita"

Colheita da safra de canola começa com debates sobre as novidades no cultivo da cultura

19 de setembro de 2012 0

Produtores de canola se reuniram nessa terça-feira(18) em Colorado, no norte do Estado para a abertura oficial da safra 2012. O encontro foi marcado por discussões sobre novas tecnologias no cultivo da cultura. O vice-presidente administrativo da Associação Brasileira dos Produtores de Canola, engenheiro agrônomo Fábio Júnior Benin, destaca que a expectativa inicial era que essa safra não fosse tão boa quanto a de 2011, mas isso foi revertido e agora se espera uma colheita melhor do que a do ano passado.

- Se compararmos as safras 2012 e 2011, nós tivemos no início da safra 2012 uma situação de estresse hídrico, falta de água no solo, quando a canola foi semeada e tivemos algumas situações de geada no transcorrer da cultura, principalmente na fase inicial, e isso provocou uma certa preocupação. Mas felizmente já colhemos algumas lavouras na nossa região e o nível de produtividade tem sido maior do que na safra 2011. Então apesar desses pequenos percalços na fase inicial ainda temos possibilidade de uma boa produtividade na safra 2012 - garante Fábio.

O engenheiro agrônomo Fábio Júnior Benin ainda destaca que a abertura Nacional da Safra de Canola é um momento para discutir novas tecnologias no cultivo da cultura. Salienta também a importância do cultivo da canola para a agricultura gaúcha.

- A canola se encaixa perfeitamente no setor produtivo da nossa região, já que existe um grande número de hectares que permanecem ociosos no período de inverno. A cultura da canola se encaixa bem porque permite que o produtor faça a rotação de cultura e ao mesmo tempo também possa colher o grão e as indústrias de biodiesel a modelo do que a BSBios faz, compra esse grão para a função de biodiesel, então  existe liquidez, o produtor colhe a sua produção, vende com facilidade e isso injeta mais dinheiro na economia gaúcha, no agronegócio gaúcho - enfatiza o engenheiro agrônomo.




Junto com a Abertura Nacional da Safra de Canola também aconteceu a quarta edição do dia de campo da cultura, onde os produtores se reuniram para fazer a colheita e discutir o cultivo.

Vanessa da Rocha

Novas tecnologias para o cultivo em várzea serão destaque na abertura da colheita do arroz em 2013

11 de setembro de 2012 0

Cerca de 25 empresas de insumos e centros de pesquisa participaram nesta segunda-feira em Restinga Sêca de um encontro para conhecer as tecnologias que serão apresentadas na 23ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz. O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul, Renato Rocha, ressalta que a principal novidade do evento no ano que vem serão as alternativas de cultivo em várzeas, com ênfase em soja, além do arroz.

- Nós teremos uma vitrine tecnológica de soja também além do arroz. Nós estamos acompanhando esse avanço da lavoura de soja nas áreas de várzea e de certa forma nós estamos incentivando que isso ocorra para o produtor diversificar, fugir do risco da monocultura e também em função do déficit hídrico que se apresenta muito forte nesse momento - garante Renato.

O presidente da Federarroz afirma que o plantio de soja na várzea poderá chegar a 300 mil hectares no Rio Grande do Sul na safra 2012-2013. Salienta, no entanto, que ainda é uma cultura que o produtor de arroz precisa buscar mais conhecimento, quanto às variedades, ao manejo e tecnologias disponíveis. A abertura oficial da colheita do arroz acontecerá de 21 a 23 de fevereiro de 2013, no Centro de Eventos de Restinga Sêca. Na última edição em fevereiro deste ano, participaram mais de nove mil produtores do estado e do Brasil. O objetivo para o próximo ano é ampliar as parcerias e o público. E no próximo dia onze de outubro ocorre também em Restinga Seca a Nona Abertura Oficial do Plantio de Arroz. A data marca o início simbólico do plantio da lavoura 2012-2013 no Rio Grande do Sul, representando um milhão de hectares. Na oportunidade serão realizadas palestras com temas ligados ao clima, tecnologias e políticas do governo federal para o setor arrozeiro.


El Niño durante a safra de verão pode beneficiar lavouras gaúchas

31 de julho de 2012 0

Prognósticos climáticos indicam que os próximos meses serão de condições de neutralidade do tempo, mas com evolução para condições típicas do fenômeno El Niño entre agosto e outubro. Isso indica que as águas superficiais do Oceano Pacífico tropical devem evoluir para um padrão mais aquecido.

As perspectivas de que o verão poderá ser marcado por este fenômeno fazem com que os produtores se preparem para o plantio da safra de verão. O gerente técnico da Emater, Dulphe Pinheiro Machado Neto, afirma que lavouras de grãos, como soja e milho, podem ser beneficiadas com os efeitos do El Niño. Ele alerta, no entanto, que a cultura do trigo, que está com o plantio concluído, requer cuidados.

- Se chover um pouco em cima da média ou na média, nos preocupa um pouco a situação do trigo, que está todo implantado. Nós poderemos ter um problema no final da lavoura de trigo, quando entra em maturação e não pode ter muita umidade no ar e nem no solo - destaca.

O agrônomo recomenda que os produtores que puderem antecipar o plantio de verão para evitar que, em um período de florescimento e enchimento de grãos, considerado mais crítico para as culturas, a chuva traga transtorno para as lavouras.

Arrozeiros pedem ao governo norma para limitar importações do grão

27 de junho de 2012 0

Os arrozeiros querem estabelecer cotas de importação de arroz do Mercosul. A proposta será levada por representantes do governo gaúcho ao governo federal. Pela ideia do setor, seriam suspensas a entrada do produto de outros países durante o período da colheita do grão. Após, se estabeleceriam quantidades mensais.

Segundo o secretário de Agricultura do Estado, não se pretende quebrar as regras do bloco. Luiz Fernando Mainardi explica que a medida é para proteger o produtor brasileiro.

- Com o estabelecimento de cotas é possível organizarmos a produção interna de forma que a gente não tenhamos uma superprodução como ocorreu na safra passada que derrubou os preços e comprometeu a renda dos produtores. Não queremos mais brigar com o mercado, queremos estar em sintonia com o mercado - salienta.

Para o presidente da Federação dos Arrozeiros do Estado (Federarroz), a iniciativa vai dar segurança aos produtores no planejamento da safra. Além disso, Renato Rocha salienta que a medida vai gerar economia para o próprio governo.

- Até para planejar o tamanho da safra de acordo com o consumo, de acordo com a exportação, descontando essa importação que será previsível. E aí nós podemos, tendo uma produção estável, teremos preço mais estável e isso vai economizar intervenção do governo - ressalta.

Hoje, conforme dados apresentados pelo setor, entram anualmente no país 800 mil toneladas de arroz importado dos demais países do Mercosul.

Produtores de feijão finalizam colheita no Rio Grande do Sul

15 de junho de 2012 0

Com apenas 4% da área com feijão para ser colhida no Estado, a produtividade apresenta-se muito heterogênea nas zonas de produção. Na última estimativa, a média do Estado já se encontra abaixo de uma tonelada por hectare. A qualidade do grão também é variável por região. Os produtores que tradicionalmente plantam a safrinha estão satisfeitos e otimistas com os valores recebidos pelo grão.

Conforme o Acompanhamento Semanal de Preços da Emater, a média da saca de 60 quilos do feijão-preto negociado no Rio Grande do Sul, nessa semana, obteve um aumento de 0,38%, passando para R$ 95,18. O valor está 15% acima da média histórica para o mesmo período. Nas regiões onde as precipitações foram adequadas e de bom nível pluviométrico, o plantio da lavoura de trigo avançou.

Em outras, a umidade ainda não é a ideal, retardando a semeadura e o desenvolvimento inicial das já implantadas. Os trabalhos com o plantio se intensificarão a partir dessa semana, devendo ser concluído até meados de julho. A comercialização mantém-se lenta na semana, com o valor da saca caindo mais 0,13% em relação à anterior, mantendo a tendência de baixa. O preço médio da saca ficou em R$ 23,72.

Produção de caqui e alho

A geada atingiu algumas frutas na última semana. O fenômeno ocorrido no município de Terra de Areia, no Litoral Norte, prejudicou o desenvolvimento de 329 ha da cultura do abacaxi, que se encontra em estágios de desenvolvimento vegetativo e prestes a frutificar. Também sofreu impacto do clima o caqui com as geadas queimando as últimas frutas que estavam para ser colhidas na região serrana, frustrando diospirocultores que haviam planejado e implementado técnicas para postergar a colheita.

Ganha intensidade e atinge 30% o plantio da safra de alho na serra gaúcha, bastante beneficiada pelas últimas chuvas. Na mesma região, a cebola foi beneficiada por generosas chuvas, mas teve severas perdas de sementeiras pela queimada decorrente das intensas geadas, forçando muitos cebolicultores a adquirir novamente sementes da variedade crioula e repetir, embora fora da época ideal, a semeadura das sementeiras.

As fortes geadas praticamente acabaram com a produção das pastagens perenes de verão. As chuvas das últimas duas semanas ocasionaram bom desenvolvimento das pastagens anuais de inverno como aveia e azevém. A disponibilidade de forrageiras começa aos poucos a se normalizar nas regiões onde ocorreram chuvas mais intensas, trazendo novas perspectivas em termos produtivos e em termos econômicos.

* Com informações da Emater

Colheita gaúcha de citros é aberta com aposta na boa qualidade

06 de junho de 2012 0

A colheita da safra de frutas cítricas no Rio Grande do Sul foi aberta nesta quarta-feira (6), em Montenegro. A região é a maior produtora de limão, laranja e bergamota do Estado, representando mais de 42% do total colhido no Rio Grande do Sul.

Segundo o coordenador da Câmara de Citricultura do Vale do Caí, a atividade envolve pelo menos 3,5 mil famílias na região. Derli Bonine salienta que os consumidores gaúchos receberão uma fruta de alta qualidade que em breve vai chegar aos supermercados gaúchos.

- Estão com uma excelente qualidade, excelente coloração, um bom equilíbrio entre doçura e acidez. Infelizmente não está com o tamanho adequado em razão da estiagem, mas a qualidade da fruta que está sendo colhida está compensando - acredita.

Em todo o Rio Grande do Sul, serão produzidas 147 mil toneladas de bergamota, duzentas e 73 mil toneladas de laranjas e 9 mil toneladas de limão, em uma área total de 29 mil hectares.

Colheita do feijão safrinha chega à reta final no Rio Grande do Sul

25 de maio de 2012 0

A colheita da safrinha de feijão já ultrapassa os dois terços da área semeada no Estado, chegando aos 72%, mesmo assim, em atraso em relação à média histórica, em decorrência da estiagem que se prolonga. Segundo o Informativo Conjuntural, elaborado pela Emater, a fase atual predominante das plantas é a de maturação. A comercialização intensificou-se neste último período, elevando o valor médio recebido pelos agricultores em 4,35%, em relação à semana anterior, fazendo com que o valor da saca do feijão-preto seja de R$ 91,55, mantendo-se acima dos valores das médias históricas do produto.

A falta de chuva dos últimos dias tem retardado o plantio de trigo neste início de safra, além de prejudicar o desenvolvimento inicial do grão já semeado. Alguns produtores estão semeando mesmo sem uma umidade adequada do solo na expectativa de chuva para os próximos dias. Enquanto isso, segue em andamento o preparo das áreas com a dessecação da resteva das culturas de verão, prática que também encontra limitações devido à baixa umidade.

Os bananicultores do litoral Norte estão conseguindo comercializar a banana com um bom preço, em virtude da falta de chuva que atinge o Estado. Nesta última semana, atingiu o preço entre R$ 21,00 e R$ 24,00 a caixa de 20 kg. Nessa região, essa cultura abrange 11.000 ha de área cultivada, envolvendo 3.500 produtores.

Apesar de os campos nativos e as pastagens cultivadas apresentarem reduzida oferta de pasto, tanto pela pouca umidade do solo como pelas baixas temperaturas que retardam seu crescimento, o rebanho bovino de corte ainda apresenta condições corporais satisfatórias. Porém, a maior preocupação dos criadores é com o período entre o meio do outono e a entrada inverno, denominado de “vazio forrageiro”, caracterizado pelo final de ciclo das espécies forrageiras de verão até o estabelecimento das pastagens hibernais. As áreas de pastagem de aveia e azevém recentemente instaladas começam a ter problema de germinação e desenvolvimento inicial devido à pouca umidade do solo. As condições sanitárias dos animais são satisfatórias, mas permanecem os cuidados com verminoses, controle do carrapato e mosca-do-chifre, que tem apresentado uma alta incidência nas regiões mais quentes.

Os apicultores das diversas regiões produtoras permanecem realizando as práticas características desta entrada de inverno, tais como redução e retirada das melgueiras, redução dos alvados e redução do espaço interno das colmeias, com populações menores para aumentar a temperatura interna. Os apicultores, nesta época, também continuam realizando a suplementação alimentar de inverno para reforçar as colmeias menos populosas.

* Com informações da Emater

Cresce produção da cevada como opção de cultivo de inverno

14 de maio de 2012 0

Segundo o Informativo Conjuntural, levantamento semanal divulgado pela Emater sobre a situação das culturas e criações no Rio Grande do Sul, a expectativa no plantio de cevada dessa safra é de uma área de, aproximadamente, sete mil hectares na região do Alto Uruguai, Se essa informação se confirmar, o aumento será cerca de 20% superior à área cultivada na última safra. No Estado, em 2011, foram plantados 33.979 hectares. Além da liquidez que o produto teve na safra passada no comparativo com o trigo, a operação de uma maltaria estabelecida pela Ambev em Passo Fundo também está influenciando no aumento da área.

Em 2000, o Rio Grande do Sul cultivou 110.600 hectares de cevada, a partir de então, houve uma redução constante de área. Conforme o assistente técnico estadual da Emater, Ataídes Jacobsen, o ano de 2012 deverá ser de recuperação da cultura.

- Cabe ressaltar que o Estado é um importador de malte. O principal fornecedor no ano passado foi o Uruguai, de onde vieram 6.602 toneladas ao valor de US$ 3.069.670. Nós importamos ainda da França e da Bélgica, totalizando 9.275 toneladas.

A colheita do arroz aproxima-se do final, com produtividades mais altas em áreas nas quais não faltou água para a irrigação das lavouras, ficando a média em 8 mil kg/ha em municípios como Alegrete, Quaraí e Uruguaiana. A produtividade média estadual deverá se situar em torno dos 6,5 mil kg/ha. Na comercialização do produto, os orizicultores tiveram ganhos de 1,64% sobre a venda da saca de 50 kg em relação à semana passada, comercializando a mesma a R$ 27,25 nesta semana.

A colheita da soja também está praticamente encerrada, com 95% de área colhida e confirmando a baixa produtividade e baixa qualidade dos grãos. No momento, está em andamento a colheita das lavouras cultivadas mais no tarde (5%), algumas até plantadas na resteva de milho plantado precocemente. Devido à falta de produto, os preços estão se elevando de maneira constante. Nesta semana, a saca de 60 kg chegou aos R$ 55,08.

O plantio das primeiras áreas da safra 2012 de trigo tem se dado com cultivares de duplo propósito, variedades que têm apresentado bons resultados nos últimos anos, uma vez que possibilitam a alimentação de animais (principalmente gado leiteiro) e a produção de grãos com bons rendimentos. Aumenta, também, a procura por crédito nas agências financeiras para o custeio das lavouras. Isso se deve à expectativa de aumento da área e à necessidade de uma nova fonte de renda, o que movimenta o comércio de insumos para a cultura. Os produtores estão esperando o retorno das chuvas mais abundantes para intensificarem a semeadura e iniciarem os tratos culturais.

No município de Herval, região Sul, os 320 hectares com abóbora-japonesa já se encontram colhidos, ou seja, 80% dos 400 hectares implantados. O atual resultado positivo no preço estimula os produtores para um aumento de área na próxima safra. A produtividade é de 8 mil kg/ha. O preço varia de R$ 0,38 a R$ 0,45/kg.

O rebanho bovino de corte, apesar da redução significativa da quantidade e da qualidade dos alimentos produzidos ao longo do verão, em virtude do grande déficit hídrico causado pela estiagem, ainda apresenta condições corporais satisfatórias. A maior preocupação dos criadores é o período da entrada do outono, em que a maioria das espécies que compõe as pastagens nativas está em final de ciclo e as hibernais cultivadas ainda não se estabeleceram suficientemente para que permitam seu aproveitamento pelos animais. As condições sanitárias dos animais são boas, pois o longo período seco dificulta a proliferação de parasitas e doenças.

* Com informações da Emater

Colheita da safra de grãos encaminha-se para o final no Rio Grande do Sul

04 de maio de 2012 0

A colheita dos principais grãos de verão cultivados no Rio Grande do Sul aproxima-se do final. Os produtores de soja já retiraram 92% dos grãos das lavouras, obtendo produtividade média de 1.426 kg/ha e qualidade apenas regular. As últimas áreas a colher são as que tiveram melhores condições de umidade, mas, mesmo assim, estão abaixo da normal para o seu desenvolvimento, não alterando o quadro geral da produção.

No arroz, a colheita alcança 93% da área semeada, com boa evolução dos trabalhos, aproximando-se do final das fases produtivas. Em alguns municípios, essa operação já se encerrou. Também se encaminha para o final a colheita do milho, com 83% da área colhida. As chuvas das últimas semanas melhoraram um pouco as condições gerais do milho plantado no tarde e do que foi semeado além do período indicado pelo zoneamento agroclimático para o Rio Grande do Sul. No entanto, a situação da cultura não se alterou em relação à perspectiva de baixa produção do milho plantado em janeiro.

As precipitações apenas beneficiaram o milho semeado em final de fevereiro e no início de março, que está apresentando um bom desenvolvimento e aspecto, com perspectiva de pelo menos produzir um bom volume de matéria verde para alimentação dos animais. A maioria dessas lavouras será destinada para silagem.

O feijão 1ª safra já foi totalmente colhido no Rio Grande do Sul, com as lavouras da 2ª safra apresentando-se, no momento, nas fases de enchimento dos grãos, maturação e colheita. Algumas áreas do Alto e Médio Alto Uruguai estão sendo prejudicadas pela falta de umidade, resquício da estiagem que ainda se mantém, o que deve se refletir de forma negativa na produtividade final dessas lavouras.

À medida que chega ao final a colheita dos grãos de verão, tem início a semeadura de cultivos de inverno. Nesta semana, na Fronteira Noroeste, os triticultores começaram a semeadura das primeiras lavouras no Estado. A maioria dos produtores ainda está finalizando os projetos de custeio para essa safra, realizando reservas dos insumos e dessecando as áreas destinadas ao trigo. Diante do atual quadro da estiagem e da frustração das lavouras de verão, especialmente de soja, muitos produtores estão procurando crédito para semeadura de trigo, o que pode resultar em um aumento de área para cultivo do trigo na safra que inicia.

Os produtores de canola realizam, no momento, a dessecação das áreas que irão receber a oleaginosa na Metade Norte do Estado. Somente na região do Planalto, a área cultivada deverá atingir 20 mil hectares, um incremento de três mil hectares em comparação a 2011. A frustração dos produtores com as safras de primavera/verão também deve se refletir em um aumento na área cultivada com cevada no Rio Grande do Sul. Na safra anterior, foram cultivados cerca de 34 mil hectares no Estado.

* Com informações da Emater

Colheita do arroz se aproxima do fim com alta dos preços ao produtor

01 de maio de 2012 0

Com cerca de 90% colhida, a safra de arroz está na reta final no Rio Grande do Sul. Mesmo com redução em relação ao ano passado, a colheita deste ano deve ser uma das três maiores da história do Estado.

A avaliação é do presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). Cláudio Pereira lembra que houve redução de área neste ano devido aos problemas de preço que o setor viveu no ano passado, o que desestimulou o plantio. Mas, segundo ele, isto ajustou a oferta e recuperou os preços pagos ao produtor, hoje em R$ 26,60 a média no Estado, conforme levantamento da Emater.

- Os preços estão firmes, o mercado está bom, e os produtores, há muito tempo, como não se viu em outras safras, tem o preço subindo. A nossa avaliação é muito boa, os governos estadual e federal agiram com as entidades de classe de forma antecipada e preventiva e isso fez com que os produtores tivessem renda e puderam garantir uma boa colheita - acredita.

O preço mínimo pago ao produtor, estipulado pelo governo federal como forma de regular o mercado, é de R$ 25,80. A área plantada nesta safra foi de pouco mais de 1 milhão de hectares. A previsão de colheita, conforme os dados do Irga, é de 7,7 milhões de toneladas. Na safra passada, atingiu um recorde de quase 9 milhões de toneladas.