A Conab é procurada por outros países, que querem comprar alimentos do Brasil, mas a venda não acontece porque eles não possuem órgãos oficiais semelhantes à companhia nacional para fechar a compra. Situação que pode mudar com a nova empresa que por lei vai poder vender os estoques de grãos para empresas privadas no exterior. A proposta ainda precisa ser encaminhada para votação no Congresso Nacional. O presidente da Conab, Rubens Rodrigues, explica a medida.
- Nós somos muito demandados por diversos países, onde eles procuram uma exportação governo a governo e na nossa legislação, não há essa prerrogativa. Então, pra isso, nós estamos tentando construir uma solução para que a gente possa, além de atender esses países em situação de insegurança alimentar, onde eles possam ter produtos com preços mais acessíveis - salienta.
Criada com a responsabilidade de manter estoques públicos, o presidente da Companhia garante que somente grãos em excesso, que não comprometeriam o abastecimento interno, seriam exportados. O professor de economia da Universidade de Brasília, Pedro Zuchi, no entanto, questiona porque os grãos em estoque geraram excedentes.
- Se existe um estoque a ser liberado será que não foi um mau planejamento da construção desse estoque? Isso gera custos para a sociedade brasileira, gera custos para o estado brasileiro - afirma.
Daniela Castro



