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Posts com a tag "Embrapa"

Embrapa lança novas cultivares de uva de mesa e para suco

04 de dezembro de 2012 0

As variedades BRS Magna, para elaboração de suco, e BRS Vitória, uva de mesa sem sementes, foram lançadas no final de novembro pela Embrapa Produtos e Mercado. As duas novas cultivares são resultantes do Programa de Melhoramento Genético da Videira, estabelecido em 1977, pela Embrapa Uva e Vinho. O Programa visa ao desenvolvimento e à criação de variedades de uva de qualidade, com boas características agronômicas e diferentes finalidades. Já foram lançadas 14 cultivares para mesa e elaboração de sucos e vinhos, que se adaptam bem às condições climáticas dos principais polos vitivinícolas do Brasil. Segundo o gestor de fruteiras da Embrapa Produtos e Mercado, Ciro Scaranari, a BRS Vitória teve seu processo de validação no Paraná.

- A BRS Vitória é uma uva preta sem sementes cuja principal vantagem comparativa é primeiro o sabor aframboesado e resistente à doenças que afetam os parreirais brasileiros. Ela é a oitava variedade de mesa das uvas sem sementes da Embrapa - informa Ciro

Já a BRS Magna, uma uva preta destinada à indústria de suco foi validada com bom desempenho no Mato Grosso, uma região quente e nova para o cultivo da videira, conforme explica o pesquisador da Embrapa.

-A BRS Magna é muito tintureira, bem escura, e serve tanto para suco singular varietal, só dela, como em cortes com outras uvas - explica o pesquisador da Embrapa.

Para 2013, estas cultivares devem ser apresentadas para outras regiões do país. A BRS Vitória em São Paulo, Minas Gerais e Vale do São Francisco e a BRS Magna, na Serra Gaúcha e também em São Paulo e no Vale do São Francisco. Os produtores podem obter mais informações pelo site www.campinas.spm.embrapa.

Dieta equilibrada do gado garante rentabilidade ao criador

20 de novembro de 2012 0

O manejo em vacas de lactação deve levar em consideração dois aspectos fundamentais. O primeiro é maximizar o uso de volumoso, ou seja, de pastagem, porque é o alimento quantativamente mais importante para o animal e que tem o custo mais baixo. Muitas vezes o produtor que não é eficiente na produção de pastagem, acaba usando uma quantidade de concentrado maior e isso incide negativamente sobre o custo de produção do leite. O pesquisador da Embrapa Clima Temperado na área de nutrição de ruminantes, Jorge Schafháuser Júnior, alerta que o produtor precisa ter alimentos conservados para os períodos ao longo do ano em que a produção de pastagens diminui. Outra questão levantada pelo pesquisador, é a diferença na composição química e valor nutritivo da pastagem de inverno para a de verão. Nas pastagens de inverno há um teor de proteína maior e, portanto, deveria ser usada uma ração mais energética. Jorge destaca que o mais importante da dieta de um animal é equilibrar a relação proteína-energia dentro de bons níveis  de fibra. Segundo ele, na Região Sul do Brasil uma das forrageiras de fácil cultivo, excelente potencial de produção e que ainda não é explorado, é o azevém. A Embrapa tem uma cultivar de azevém lançada que é o BRS Ponteio.

- A média da produção de pastagens de azevém é em torno de três toneladas de matéria seca por ciclo, mas temos resultados mostrando que dessa cultivar da Embrapa BRS Ponteio com manejo otimizado, com produções de até 20 toneladas de matéria seca por ciclo, então seis vezes mais do que tem se conseguido na média pra essa forrageira. Isso significa mais ou menos, se conseguir manter uma produção de 30 litros por vaca/dia sem a necessidade do uso de concentrado. Isso significa um custo de produção de 15 centavos por litro de leite, o que é um potencial muito grande - afirma Jorge.

Os criadores interessados em mais informações sobre o manejo adequado para vacas em lactação podem entrar em contato com a Embrapa pelo telefone (53) 3275-8400.

Pesquisas ajudam produtor a detectar níveis de acidez no leite

12 de novembro de 2012 0

O LINA, Leite Instável Não Ácido, é um problema no sistema de produção de leite que resulta em prejuízos a toda cadeia produtiva. A Embrapa Clima Temperado em parceria com as universidades federais de Pelotas e do Rio Grande do Sul, monitora a ocorrência do LINA em várias regiões do estado. O objetivo é desenvolver tecnologias para fazer o diagnóstico, prevenção e tratamento. O trabalho que ocorre desde 2002 conta também com o apoio de outras instituições nacionais e internacionais. A pesquisadora da Embrapa, Máira Balbinot Zanela, salienta que o teste do álcool é um dos parâmetros utilizado para avaliar a qualidade do leite. O teste é que vai determinar se o produto será aceito ou não para coleta e transporte para a indústria. Se rejeitado, o leite acaba ficando na propriedade e causando prejuízo ao produtor. Maira explica porque ocorrem casos de Leite Instável Não Ácido.

- Os casos de LINA estão normalmente vinculados a problemas de desequilíbrio nutricional, animais que estão passando por uma situação de deficiência, de volumoso, de minerais, de energéticos. A vaca leiteira precisa de volumoso de qualidade, dependendo da produção dela, ela precisa de concentrado, em períodos de seca, em períodos de escassez alimentar ela precisa ser suplementada com forragem conservada. Então quando há desequilíbrios nessa alimentação da vaca, quando há trocas bruscas de alimentação, ela pode apresentar o leite instável não ácido, o LINA - enfatiza a pesquisadora.

A primeira providência quando ocorre um caso de rejeição do leite pelo transportador é diferenciar se o caso é LINA ou Leite Ácido. Essa diferenciação é fundamental porque se o produto for ácido, deve ser descartado, mas se for LINA, pode ser aproveitado, pois as causas são diferentes, e as estratégias de manejo para solução dos problemas também. A pesquisadora alerta que o produtor deve procurar o auxílio de um técnico para evitar que os casos de LINA ocorram. Ele não deve esperar que a seca atinja o seu rebanho e se planejar para ter uma forragem conservada para alimentar os animais. Em caso de dúvidas, o produtor pode solicitar auxílio das pesquisadoras da Embrapa Clima Temperado que atuam nessa linha de pesquisa, através do telefone 53- 3275-8481.

Nova cultivar de batata vai garantir mais qualidade para o produto destinado à indústria

29 de outubro de 2012 0

A Embrapa Clima Temperado lançou agora em outubro a cultivar BRSIPR Bel para ser utilizada no mercado de processamento nas formas chips e batata palha. De ciclo médio, ela tem um potencial produtivo muito elevado, sua pele é lisa e tem uma coloração amarela. A pesquisadora da Embrapa, Caroline Castro, explica as principais características dessa cultivar.

- O principal diferencial da BRSIPR Bel é que ela tem um teor de matéria seca superior às cultivares que tem hoje no mercado, encontradas no supermercado. Além desse teor de matéria seca que faz com que se tenha uma batata frita sequinha sem aquele aspecto encharcado de gordura, ela tem um baixo teor de açúcares redutores. Então essa batata tem essas duas características e são recomendadas para um consumo em fritura tanto para chips como para batata palha - afirma Caroline.

A pesquisadora salienta que as principais cultivares de batata plantadas hoje no Brasil são oriundas da Europa e dos Estados Unidos e enfrentam problemas com o clima.

- As batatas que tem hoje disponíveis, tem alguns problemas de adaptação no Brasil. Um deles é que quando a temperatura está um pouco mais elevada é comum encontrar nessas outras cultivares o que se chama de coração oco ou alguns outros defeitos fisiológicos como algumas manchas, quando se corta a batata ficam umas manchas escuras e isso deprecia muito o produto. E essa batata BRSIPR Bel o que se observou nos testes de validação dela é que ela é bastante produtiva e não tem esses distúrbios fisiológicos que depreciam muito o produto - enfatiza a pesquisadora.

Os testes de validação da BRSIPR Bel ainda continuam em algumas regiões do país. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina a nova cultivar de batata já foi testada e se adaptou. A partir de fevereiro de 2013 o Escritório Clima Temperado, Produtos e Mercados em Canoinhas, Santa Catarina, passará a disponibilizar as sementes para os produtores.

Embrapa alerta produtores para monitorar as lavouras de trigo que apresentem alta na população de percevejo barriga-verde

16 de outubro de 2012 0

Algumas lavouras da Região Norte do estado apresentam a ocorrência de percevejo barriga-verde, principalmente de Lagoa Vermelha para o oeste. Os ataques dessa praga eram pouco frequentes no Rio Grande do Sul, mas neste ano têm sido observadas altas populações da espécie. Segundo o pesquisador da Embrapa Trigo, Paulo Roberto Pereira, o inverno mais seco e quente ajudou a proliferar esse tipo de inseto. Ele alerta para a importância em monitorar as lavouras quando o agricultor perceber que existem três ou mais percevejos por metro quadrado.

- O percevejo se alimenta de plantas, é um inseto citófago e pode prejudicar a cultura, então a gente tem que realizar alguma prática para reduzir a população. O monitoramento é a chave para qualquer cultura com relação a insetos - afirma o pesquisador.

O percevejo se alimenta das espigas na fase em que o trigo está enchendo o grão ou quase pronto para a colheita. Espigas brancas ou chochas podem indicar a presença do inseto que provoca perdas como a redução na germinação das sementes e diminuição na qualidade da farinha de trigo. O pesquisador da Embrapa ressalta a importância em efetuar um controle químico das lavouras quando detectada uma alta na população do percevejo barriga-verde.

Novo presidente da Embrapa garante que o processo de internacionalização da empresa será reforçado, apesar da extinção da Embrapa Internacional

13 de outubro de 2012 0

A forma como a unidade foi criada acabou resultando na saída do antecessor Pedro Arraes na semana passada. A Embrapa Internacional não existe mais, mesmo assim, a orientação é de que as pesquisas que estão sendo feitas em cooperação técnica com instituições estrangeiras sejam mantidas. É o caso de projetos relacionados a melhoramento genético, sanidade animal e segurança biológica. Como exemplo, o novo presidente da Embrapa citou os estudos em desenvolvimento nos Estados Unidos para a busca de cítricos resistentes à doença de greening. Especialista em melhoramento genético do milho, Maurício Lopes trabalha na empresa há 23 anos e afirmou que a atuação da empresa no exterior vai continuar.

- Esses programas que nós temos no exterior hoje, os programas de cooperação técnica, os programas de cooperação científica, todos seguem o seu curso normal com a coordenação, o fluxo de recursos, o norteamento, a definição de estratégias sendo feita a partir do Brasil - enfatizou o novo presidente da Embrapa.

Entre as prioridades da nova gestão está o desenvolvimento de pesquisas voltadas para o setor sucroenergético e de alternativas à cana-de-açúcar.

- Com o sorgo sacarino nós podemos ampliar a capacidade da indústria brasileira porque quando não se está moendo cana, poderia estar usando sorgo ampliando então a safra, por exemplo, de produção de álcool. E já estamos pensando também no futuro das chamadas biorefinarias. Nós acreditamos que o Brasil tem uma condição que é única de possivelmente converter todo o seu parque sucroenergético numa lógica de biorefinaria, de transformar a biomassa em múltiplas coisas - afirmou Maurício Lopes.

A posse do novo presidente da Embrapa será na segunda-feira(15).

Daniela Castro

Abóbora ornamental para pequenos espaços conquista consumidores

17 de setembro de 2012 0

Cultivar abóboras no quintal ou na sacada de um apartamento é uma novidade que a Embrapa Clima Temperado lançou durante a Expointer deste ano. Muito utilizada na Europa, a abóbora para decoração também é uma tradição na Metade Sul do estado, principalmente entre os imigrantes alemães. A pesquisadora Rosa Lia Barbieri afirma que a Embrapa fez um resgate dessas sementes e lançou a cultivar BRS Linda recomendada exclusivamente para uso ornamental. Ela não é própria para consumo porque tem a polpa muito amarga. Segundo Rosa Lia, é uma abóbora pequena com seis a oito centímetros de comprimento e muito colorida.

- Algumas são verde escuro com verde claro, outras são cor de creme, outras são amarelo intenso com amarelo claro e algumas são bicolores, metade verde, metade amarela. O formato predominante é de pera, mas existem algumas que são arrendondadas, o que é interessante para compor um arranjo para decoração, então não tem uma padronização, todas iguais, mas todas elas tem um colorido intenso, formato pequeno, pequenas variações no formato, que fica esteticamente bastante atraente - explica a pesquisadora.

A nova cultivar pode produzir 20 frutos por planta, com boa incidência de sol e condições climáticas, além de agregar valor e renda aos pequenos agricultores. A época de plantio no Sul do país começa em setembro e vai até dezembro. As plantas de abóboras também podem ser cultivadas de maneira tradicional em jardins e quintais, ou ainda em vasos. Conforme a pesquisadora da Embrapa, avaliações feitas junto ao mercado consumidor de plantas ornamentais mostraram um grande interesse com relação a essas abóboras. A semente já está registrada no Ministério da Agricultura e à disposição de empresas e agricultores interessados. A aquisição pode ser feita na Embrapa Produtos e Mercados, em Capão do Leão, pelo telefone 53 - 3275-9291.

Fetag e Embrapa firmam parceria para desenvolver pesquisas sobre irrigação e armazenamento de água

17 de setembro de 2012 0

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura assinou um convênio com a unidade da Embrapa clima temperado de Pelotas para realizar estudos e desenvolver sistemas na área da irrigação. O foco é a agricultura familiar. O assessor de política agrícola e meio ambiente da Fetag, Alexandre Scheifler explica os detalhes do acordo.

- O objetivo dessa parceria é desenvolver pesquisa sobre os melhores sistemas de irrigação e armazenamento disponíveis, mas também algumas coisas que a gente possa vir a adequar, bem como mecanismos de irrigação que possam ser desenvolvidos para pequenas propriedades destaca.

Depois de assinado o acordo, o próximo passo é a busca de recursos para as pesquisas. Ainda não há data prevista para o início dos estudos. A parceria foi firmada durante um Seminário sobre o Armazenamento de Água e Irrigação na Agricultura Familiar que aconteceu na sexta-feira(14)na capital.

Vanessa da Rocha

Projetos de produção integrada do arroz visam a certificação do grão

28 de agosto de 2012 0

Um evento da Coordenação de Produção Integrada da Cadeia Agrícola (CPIA), nesta quarta-feira(29), na 35ª Expointer, marca o lançamento da Comissão Técnica da Produção Integrada do Arroz. Coordenada pela pesquisadora da Embrapa Clima Temperado (Pelotas/RS) Maria Laura Turino Mattos a Comissão faz parte de um programa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento (Mapa) que fomenta a produção sustentável no Brasil. A intenção é promover capacitações de produtores visando a certificação oficial dos produtos e a rastreabilidade da cadeia vegetal.

As comissões técnicas estão sendo articuladas em função do marco legal da Produção Integrada Agropecuária (PI Brasil), publicado em 2010, na Instrução Normativa 27. Sob supervisão do Mapa, têm como objetivo elaborar e implantar projetos de Produção Integrada (PI) e validar normas técnicas para viabilizar uma produção sustentável com certificação. A PI Arroz, especificamente, engloba nove representantes de diversas instituições relacionadas à cadeia do grão. No evento proposto na Expointer, será realizada a primeira reunião entre seus integrantes.

Para participar da PI, o produtor adere ao programa e precisa seguir uma série de requisitos estabelecidos em normas elaboradas pelas Comissões de cada produto.

- Esse trabalho não atesta apenas a qualidade, mas, principalmente, no segmento  arroz, garante a segurança ambiental - afirma a pesquisadora.

A PI Arroz não estipula normas muito diferentes dos processos produtivos já em prática atualmente, pois a cadeia está bem estruturada e tecnificada, mas surge como uma forma de ajudar o produtor. Essa adequação gera um selo PI Brasil de Qualidade que torna o produto mais competitivo, tanto internamente, como no mercado externo.

Com informações da Embrapa

Setor leiteiro discute nova metodologia para controle da produção

24 de agosto de 2012 0

A Embrapa Clima Temperado, Secretaria estadual da Agricultura e Câmara Setorial do Leite realizaram uma oficina em Pelotas para discutir a metodologia a ser empregada no controle da produção leiteira. Para o pesquisador da Embrapa, Darci Bitencourt, este acompanhamento possibilita a melhoria genética dos rebanhos. O controle consiste na pesagem e no registro da produção individual das vacas leiteiras de cada rebanho, avaliando quantitativamente e qualitativamente o produto. Segundo o pesquisador, esse trabalho é delegado às associações de raças, sob a responsabilidade do Ministério da Agricultura. Salienta, no entanto, que a Embrapa entrou nesse processo e defende um trabalho em conjunto. Darci Bitencourt enfatiza o bom momento para o setor no país.

- Todo esse movimento indica e leva ao produtor uma visão de que o momento do leite no Brasil é muito importante. O mercado internacional está ávido. O momento para a exportação melhorou. E principalmente o Rio Grande do Sul tem crescido substancialmente a produção. No ano passado crescemos 11% - lembra Darci.

O pesquisador da Embrapa Clima Temperado espera que esse trabalho em conjunto com todas as instituições envolvidas sinalize ao produtor a importância da atividade, não só com relação às vendas internas, mas  também na questão do mercado externo, que registra o aumento das exportações de produtos lácteos.