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Posts com a tag "Exportações"

Cresce faturamento em dólar das exportações do agronegócio

16 de maio de 2013 0

O faturamento em dólar das exportações do agronegócio brasileiro cresceu 6% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2012. O resultado foi obtido apesar da redução de 8% dos preços externos. A perda foi compensada pelo avanço de 19% do volume embarcado, principalmente de produtos do complexo sucroalcooleiro, milho, café, suco de laranja e carne bovina. Os cálculos são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura da USP.

Quebra da safra de trigo no mercado internacional aumenta valor de comercialização para triticultores gaúchos

17 de setembro de 2012 0

O mercado para os produtores de trigo está vivendo um momento único. Acostumados com baixo preço, os triticultores podem ter esse ano um aumento de 33% se comparado com o valor do ano passado. O que auxiliou nas exportações dos agricultores brasileiros foi a grande quebra do mercado internacional, especialmente nas safras da Rússia, Ucrania e Cazaquistão, que somados perderam 35 toneladas de trigo. Segundo o analista de mercado da Safras e Mercado, Elcio Bento, 50% da safra que ainda está na lavoura já foi comercializada, algo inédito no Estado. Elcio explica que o grão plantado no Rio Grande do Sul tem boa aceitação nos países que sofreram quebra e que o ganho desse ano pode compensar parte das perdas do último verão.

- Tem um grande volume já registrado para exportação, e esses registros são em grande parte porque esses países que quebraram, da União Soviética, eles têm o trigo semelhante ao gaúcho então existe uma demanda boa aqui para a região e por isso mesmo que saíram esses negócios. Então o pessoal apostou nom trigo, plantou mais trigo, e depois que viu que trigo teria um preço bom também investiu em insumos, e está tudo se encaminhando para uma safra de boa produtividade e qualidade, e com preços que vão garantir a cobertura total do custo de produção - afirma o analista de Safras e Mercado.

Bom para o produtor, a alta no trigo pode pesar no bolso do consumidor. O analista diz que o grão não é o único componente que afeta o preço dos alimentos, mas alerta para possíveis altas no preço final.

- A maioria dos produtos derivados do trigo não tem no trigo a única matéria prima. O próprio pãozinho tem outros componentes, como o sal, por exemplo, mas a tendência normal que se tem agora é do preço subir e elevar o preço da farinha e daí claro os derivados também vão sentir esses preços - ressalta Élcio.

Tiago Boff

Incentivo às exportações de arroz beneficiam cotação do produto

31 de julho de 2012 0

As cotações do arroz no mercado ultrapassaram os R$ 30,00 a saca de 60 quilos na última semana. O fato ocorre depois de um ano após os preços do produto estarem abaixo dos custos de produção, o que gerou uma crise no setor.

Conforme o analista de mercado Marco Aurélio Tavares, a intervenção do governo no ano passado e a redução de área de produção na última safra começam a refletir positivamente nos valores pagos ao produtor. Ele lembra também do incentivo às exportações como um dos fatores fundamentais para a recuperação dos preços.

- O setor do arroz desenvolveu nos últimos anos uma estratégia voltada para o mercado externo. Talvez seja a estratégia mais importante além do aumento da produtividade. Isso fez com que o Brasil virasse referência no mercado internacional como um grande exportador de arroz - salienta.

Sobre o futuro, o analista acredita que a variação de preços ainda vai depender tanto do clima quanto da intenção de plantio da soja, que tem a tendência de crescimento em áreas de várzea. Ao consumidor, o preço do produto se mantém estável, com média de R$ 2,00 o quilo conforme levantamento semanal da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas).

Programa Primeira Exportação terá 14 vinícolas este ano

20 de julho de 2012 0

O Programa Primeira Exportação (PPE), que procura capacitar as vinícolas para iniciar a exportação de seus rótulos, terá a participação de 14 empresas este ano, quatro a mais do que 2011. O lançamento do PPE realizado pelo projeto Wines of Brasil, uma parceria entre o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), ocorreu em Bento Gonçalves (RS). Das 14 vinícolas participantes, oito são de Santa Catarina, cinco do Rio Grande do Sul e uma do Paraná.

Com maioria catarinense, o PPE terá um lançamento em Santa Catarina nos próximos dias.

- O time do vinho brasileiro ganha força no exterior com a maior participação de vinícolas de outros estados além do Rio Grande do Sul - afirma a subgerente do Wines of Brasil, Ana Paula Kleinowski.

As empresas confirmadas para o PPE 2012 são Abreu Garcia (SC), Boscato (RS), Campestre (RS), Dezem (PR), Dal Pizzol (RS), Hiragami (SC), Laurentia (RS), Kranz (SC), Peterlongo (RS), Sanjo (SC), Santo Emilio (SC), Suzin (SC), Villaggio Grando (SC), Villa Francioni (SC). Ana Paula informa que ainda há duas vagas disponíveis para as empresas interessadas.

No ano passado, das 10 vinícolas que participaram do PPE, duas efetivaram a primeira exportação – Basso e Don Giovanni. Outras três empresas fizeram contatos promissores para a primeira venda ao exterior.

Entre as empresas que ainda não exportaram, a Adega Cavalleri decidiu entrar no Projeto Tradings, passando a ser representada nas ações de exportação do Wijes of Brasil pela Suriana Trade Masters. A Cooperativa Vinícola Garibaldi contratou uma profissional para atuar exclusivamente nas atividades de exportação e importação da empresa.

A Don Guerino iniciou negociação com o maior importador de vinhos dos Estados Unidos, a Southern Wine and Spirits, e realizou a sua primeira exportação indireta durante o PPE. A Dunamis participou pela primeira vez como expositora em uma feira internacional de vinhos, a London Wine Fair, e contratou uma profissional de vendas com atuação também na aérea de exportação. A Vinícola Campos de Cima participou ativamente das consultorias e contratou um profissional de vendas para o mercado interno e externo.

Durante o PPE de 2011, que contou com a participação de 10 empresas (Basso, Campos de Cima, Cavalleri, Don Giovanni, Don Guerino, Dunamis, Galiotto, Garibaldi, Piagentini e Santo Emílio), compreende três etapas de capacitação. A primeira fase inclui a realização de um diagnóstico para a exportação. Depois, é elaborado um Plano de Exportação, que, por fim, é posto em prática, sempre com o assessoramento dos consultores do PPE.

Cada vinícola recebeu, em média, cinco visitas de consultoria in company, fora o diagnóstico. No total, foram dadas mais de 250 horas de consultoria nas próprias vinícolas. Além disso, ocorreram cerca de 30 horas de treinamentos e oficinas para realização de Projeto Imagem, sobre tendências de mercado, formação de preços, planejamento estratégico, degustações culturais e missões técnicas, entre outras atividades.

- Notamos que as empresas receberam ferramentas que melhoraram seu desempenho não só no mercado externo como também no interno. Além da necessidade de planejar e de estabelecer uma estratégia, foi iniciada a cultura exportadora dentro de cada empresa do PPE - acrescenta.

Com isso, a participação das empresas nas ações de mercado do Wines of Brasil aumentou, deixando as empresas mais próximas de realizarem negócios.

* Com informações do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin)

Exportações de arroz crescem no primeiro semestre deste ano

18 de julho de 2012 0

As vendas externas de arroz em casca totalizaram 1,3 bilhão de toneladas nos seis primeiros meses de 2012, ante 790,1 mil toneladas no mesmo período do ano passado. Os principais países de destino do produto brasileiro são Nigéria, Senegal, Gâmbia, Cuba, África do Sul, Suíça, Serra Leoa, entre outros. Os dados são do Sistema Alice do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) publicado mensalmente.

De acordo com as informações, o maior volume embarcado vai para a Nigéria, 341,9 milhões de toneladas, seguido de Cuba, com 218,9 milhões de toneladas. As exportações tem sido fundamentais para manter a trajetória de alta dos preços internos do produto. Dados do mercado apontam que uma determinada empresa lotou dois navios de cerca de 50 mil toneladas de arroz em casca, em Rio Grande (RS), com matéria-prima comprada na Fronteira-Oeste e ao preço de R$ 30,50 no porto. O preço pago no mercado livre pelo arroz R$ 27,00.

O Ministério da Agricultura anunciou algumas ações de apoio ao setor. A mais recente, feita pelo próprio ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, foi o adiamento do vencimento das dívidas de custeio dos produtores de arroz de todo país de 30 de julho para 31 de outubro deste ano. A divulgação ocorreu na semana passada, durante reunião na Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) a produtores do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Segundo o ministro, com a medida, o governo cumpre com o combinado de discutir a questão após anúncio do Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013.

* Com informações do Ministério da Agricultura

Exportações gaúchas registram queda de 7,3% no primeiro semestre

18 de julho de 2012 0

O volume exportado pelo Rio Grande do Sul nos primeiros seis meses deste ano sofreu uma redução de 7,3% em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com o levantamento semestral apresentado pela Fundação de Economia e Estatística (FEE), na manhã desta quarta-feira (18), o índice está abaixo do nível nacional, que teve aumento de 0,2%. O valor total exportado pelo Estado foi de US$ 8,5 bilhões, registrando decréscimo de US$ 746,2 milhões na comparação com o primeiro semestre de 2012 (-8,1%).

Para o pesquisador do Núcleo de Indicadores Conjunturais da FEE, Bruno Breyer Caldas, os efeitos da estiagem, as medidas protecionistas impostas pela Argentina e o embargo da Rússia à carne suína gaúcha foram as principais causas que determinaram essa retração.

- O protecionismo argentino reduziu fundamentalmente as exportações de máquinas e equipamentos agrícolas, calçados e veículos automotores, reboques e carrocerias. Já a estiagem ocasionou uma quebra na safra da soja, reduzindo o envio do grão para a China - explicou.

Os artigos que sofreram maior desaceleração estão relacionados à indústria de transformação, como calçados e alimentos (-5,9% no valor e -6,6% em volume), e os produtos agropecuários (-18,4% no valor e -12,4% em volume exportado).

- O lado positivo é que a queda nos índices da indústria de transformação foi menor do que a registrada no Brasil - destacou o pesquisador, ao ressaltar que ela se deve à redução na demanda internacional.

Apesar disso, outros setores obtiveram resultados positivos, a exemplo dos automóveis, arroz, trigo e maçãs.

- Esses produtos tinham um baixo nível de expressão na pauta de exportações gaúchas mas, mesmo assim, foram capazes de ter um desempenho positivo.

A principal cultura de inverno gaúcha teve aumento de 184% no último mês, entretanto registrou queda no acumulado do ano devido à competição internacional. O arroz cresceu 75%.

- O trigo não era um produto exportado e o fato de ter sido comercializado no ano passado, e neste ano, é um ponto positivo. Já o arroz obteve grande crescimento graças ao prêmio de escoamento de produto oferecido aos produtores pelo Governo Federal.

O presidente da FEE, Adalmir Marquetti, ressaltou o aparecimento de novos mercados para as exportações gaúchas, como Emirados Árabes Unidos (trigo), Nigéria (arroz) e Índia (óleo de soja).

- Estes países registram crescimento econômico e populacional. Por isso, o estabelecimento de relações com estes novos mercados é um aspecto muito importante.

Com o desempenho registrado entre janeiro e junho deste ano, o Rio Grande do Sul ocupa agora o quinto lugar entre os maiores estados exportadores do País, com uma participação de 7,26% no total brasileiro. China, Argentina e Estados Unidos continuam sendo os principais destinos dos produtos gaúchos.

* Com informações da Fundação de Economia e Estatística (FEE)

Brasil quer exportar carne de aves para a Indonésia

18 de julho de 2012 0

Nos próximos meses, autoridades sanitárias da Indonésia enviarão formulários para empresas brasileiras interessadas em exportar carne de pato e peru, abatidos pelo método halal. Após a entrega da documentação preenchida, uma missão deve vir ao Brasil para avaliar os estabelecimentos. As negociações para ampliar as exportações de carne de aves são conduzidas por representantes da Secretaria de Relações Internacionais (SRI) do Ministério da Agricultura.

De acordo com o coordenador geral de Acordos Bilaterais e Regionais do Departamento de Negociações Sanitárias e Fitossanitárias da SRI, Jean Manfredini, a negociação é importante para desenvolver as atividades do setor avícola no Brasil. A Indonésia, que tem cerca de 245 milhões de habitantes, é um dos maiores mercados consumidores de aves do mundo.

Manfredini, no entanto, acredita que a possível vinda de autoridades sanitárias do país asiático ao Brasil aconteça apenas em 2013.

- A avaliação dos estabelecimentos brasileiros por parte dos indonésios não deve acontecer até o próximo ano. No entanto, é bom frisar que o envio desses relatórios é um passo importante para concretizar a parceria comercial - afirmou.

Em 2011 as exportações da avicultura brasileira (carnes frango, peru, pato, ganso e outras aves, ovos e material genético) totalizaram US$ 8,853 bilhões, que representa um aumento de 19,7% em relação ao ano anterior. Em volume, as exportações avícolas somaram 4,118 milhões de toneladas.

Saiba mais

O abate halal, praticado pelos islâmicos, envolve princípios como o bem-estar animal e questões sanitárias. O ritual de abate deve ser feito apenas pela degola, para garantir a morte instantânea do animal, é só pode ser realizado por um muçulmano praticante, em geral árabe, treinado especificamente para a função.

A certificação deste tipo de produto é feita por empresas especializadas e alcança mercados no Oriente Médio, África e Ásia. O volume de negócios é estimado em mais de US$ 400 bilhões, com crescimento de 15% ao ano.

O Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Ministério da Agricultura não atua em certificações de cunho religioso. No entanto, todo estabelecimento, independentemente do tipo de abate realizado, conta com fiscais que examinam as áreas dos matadouros e frigoríficos e verificam o cumprimento de programas relativos à higiene, documentação do estabelecimento e condições de saúde do animal.

* Com informações do Ministério da Agricultura

Exportações brasileiras de arroz se mantêm em alta em junho

16 de julho de 2012 0

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) divulgou na segunda-feira os dados de exportação de arroz de junho, e os volumes mais uma vez foram considerados altamente positivos pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz). Segundo a fonte governamental, no mês de junho foram exportadas 145,2 mil toneladas de arroz, em base casca, pelo Brasil, contra a importação de 65,4 mil toneladas, principalmente do Mercosul.

A importação de junho representa praticamente a metade dos volumes de maio. No ano safra, já foram exportadas 702 mil toneladas de arroz em casca, considerados o quadrimestre março a junho/2012.

Ao longo de 2012, de janeiro a junho, já foram exportadas 1,03 milhão de toneladas, segundo o governo federal, contra volume de 640 mil toneladas no mesmo período, em 2011. As vendas externas são favoráveis no primeiro semestre para a balança comercial brasileira. O câmbio favorável às exportações, a fidelização de clientes, a qualidade do grão e a logística montada para o setor estão entre os fatores enumerados como referenciais para este desempenho do produto nacional no mercado mundial, explica o presidente da Federarroz, Renato Rocha.

No total, o Brasil importou 381,7 mil toneladas de arroz, em base casca, de março a junho de 2012, volume maior do que as 205,8 mil toneladas adquiridas no primeiro quadrimestre do ano comercial passado. De janeiro a junho o volume chega a 490,4 mil toneladas. O volume é quase 50% maior do que o importado no mesmo período em 2011, já que a alta do dólar também torna o mercado brasileiro mais atraente para o Mercosul.

A média do produto exportado, de março a junho, alcançou 175,5 t/mês, número superior ao ano passado, 174,1 t/mês. A persistir esta média a Federarroz acredita que as exportações brasileiras podem chegar a 2,1 milhões de toneladas em 2012/13. Por outro lado as importações poderão ter forte redução no presente ano safra, considerando o consenso existente entre parlamentares e Governo para a aprovação da MP 563, retornando a incidência de 9,25% de PIS/Cofins no produto importado, com validade já a partir de 1º agosto.

* Com informações da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz)

Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul embarca arroz para a Nicarágua

12 de julho de 2012 0

Após um ano observando o sucesso das exportações nas regiões próximas ao porto de Rio Grande, que enxugou os excedentes e alavancou os preços, a principal região produtora do Rio Grande do Sul vive um momento diferenciado. Está programada para a próxima semana o primeiro embarque de arroz da Fronteira Oeste para a Nicarágua.

Mesmo com todos os problemas de endividamento do setor, há algo diferente, afirma o presidente da Associação dos Arrozeiros de Alegrete, Henrique Osório Dornelles.

- Está havendo demanda - enfatiza.

Será o primeiro de três navios, que já contam com arroz estocado no porto para o carregamento. Uruguaiana e Alegrete foram as cidades da região que participaram efetivamente da transação.

A busca por alternativas para a venda do arroz da Fronteira Oeste, que produz o dobro do volume da segunda maior região produtora e que consequentemente possui os maiores estoques de passagem, aliado ao interesse de um operador de mercado conterrâneo, favoreceu a oportunidade da venda para exportação em casca do produto mais distante do porto.

É grande a expectativa do resultado no cliente final do arroz embarcado. O produto consumido na Nicarágua é proveniente dos Estados Unidos e segundo relatos, não está agradando ao consumidor devido a determinada variedade que vem sendo cultivada em grande escala naquele país. Contribui para isto o interesse dos produtores americanos em trocar áreas de arroz por milho ou soja, diminuindo a oferta do produto a ser exportado.

- Pelas características sensoriais, principalmente visual, o arroz gaúcho tende a ser muito superior ao atual, pelo menor índice de barriga branca e gessado - explica Henrique Osório Dornelles.

Novos negócios estão em andamento e poderão interferir positivamente no mercado de arroz no Brasil, justamente no segundo semestre, quando espera-se um recuo da demanda por exportação.

* Com informações da Associação dos Arrozeiros de Alegrete

Agronegócio puxa as exportações brasileiras no mês de junho

09 de julho de 2012 0

A participação do agronegócio nas exportações totais brasileiras passou de 37,6% em junho de 2011 para 41,7% em junho de 2012. Em junho, as exportações do agronegócio somaram US$ 8,07 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 1,07 bilhão. Como resultado, o saldo da balança comercial do setor foi superavitário em US$ 7 bilhões no mês. Os números da balança comercial do agronegócio foram elaborados pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a partir dos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Em relação a junho de 2011 (US$ 8,9 bilhões), o valor das exportações do agronegócio sofreu queda de 9,4%. Contudo, o mês de junho deste ano registrou o segundo maior valor de exportação do setor no ano de 2012, perdendo somente para o mês de maio (US$ 10,26 bilhões).

No acumulado dos últimos doze meses as exportações do agronegócio somaram US$ 96,57 bilhões. As importações do setor foram de US$ 17,12 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 79,45 bilhões. As vendas externas tiveram um crescimento de 14,1%, enquanto o incremento nas importações foi de 9,4% em relação aos doze meses anteriores.

O complexo soja foi o setor que teve melhor desempenho em valores exportados com US$ 27,37 bilhões, ou 28,3% das vendas externas. Destacaram-se, em seguida, as carnes (US$ 15,64 bilhões), o complexo sucroalcooleiro (US$ 15,42 bilhões), produtos florestais (US$ 9,38 bilhões) e café (US$ 7,94 bilhões). Os cinco setores foram responsáveis por 78,4% das exportações do agronegócio no período.

As importações do agronegócio chegaram a US$ 17,12 bilhões, o que representa incremento de US$ 1,48 bilhão em comparação ao acumulado anterior (julho/2010 a junho/2011).  As importações se concentraram em produtos florestais (US$ 3,32 bilhões), cereais, farinhas e preparações (US$ 2,99 bilhões), fibras e produtos têxteis (US$ 1,83 bilhão), pescados (US$ 1,16 bilhão) e produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos (US$ 1,06 bilhão).

A China permanece como principal país de destino das exportações do agronegócio brasileiro, com o maior crescimento nas vendas externas (57,7%) e sua participação passou de 14,7% para 20,3%. Os Estados Unidos aparecem em seguida com US$ 6,68 bilhões e crescimento de 16,9% nos últimos doze meses.

Confira aqui a Balança Comercial do Agronegócio

Acesse a tabela do resultado de junho e o acumulado do ano (janeiro a junho)

* Com informações do Ministério da Agricultura