Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts com a tag "Ibravin"

Programa Primeira Exportação terá 14 vinícolas este ano

20 de julho de 2012 0

O Programa Primeira Exportação (PPE), que procura capacitar as vinícolas para iniciar a exportação de seus rótulos, terá a participação de 14 empresas este ano, quatro a mais do que 2011. O lançamento do PPE realizado pelo projeto Wines of Brasil, uma parceria entre o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), ocorreu em Bento Gonçalves (RS). Das 14 vinícolas participantes, oito são de Santa Catarina, cinco do Rio Grande do Sul e uma do Paraná.

Com maioria catarinense, o PPE terá um lançamento em Santa Catarina nos próximos dias.

- O time do vinho brasileiro ganha força no exterior com a maior participação de vinícolas de outros estados além do Rio Grande do Sul - afirma a subgerente do Wines of Brasil, Ana Paula Kleinowski.

As empresas confirmadas para o PPE 2012 são Abreu Garcia (SC), Boscato (RS), Campestre (RS), Dezem (PR), Dal Pizzol (RS), Hiragami (SC), Laurentia (RS), Kranz (SC), Peterlongo (RS), Sanjo (SC), Santo Emilio (SC), Suzin (SC), Villaggio Grando (SC), Villa Francioni (SC). Ana Paula informa que ainda há duas vagas disponíveis para as empresas interessadas.

No ano passado, das 10 vinícolas que participaram do PPE, duas efetivaram a primeira exportação – Basso e Don Giovanni. Outras três empresas fizeram contatos promissores para a primeira venda ao exterior.

Entre as empresas que ainda não exportaram, a Adega Cavalleri decidiu entrar no Projeto Tradings, passando a ser representada nas ações de exportação do Wijes of Brasil pela Suriana Trade Masters. A Cooperativa Vinícola Garibaldi contratou uma profissional para atuar exclusivamente nas atividades de exportação e importação da empresa.

A Don Guerino iniciou negociação com o maior importador de vinhos dos Estados Unidos, a Southern Wine and Spirits, e realizou a sua primeira exportação indireta durante o PPE. A Dunamis participou pela primeira vez como expositora em uma feira internacional de vinhos, a London Wine Fair, e contratou uma profissional de vendas com atuação também na aérea de exportação. A Vinícola Campos de Cima participou ativamente das consultorias e contratou um profissional de vendas para o mercado interno e externo.

Durante o PPE de 2011, que contou com a participação de 10 empresas (Basso, Campos de Cima, Cavalleri, Don Giovanni, Don Guerino, Dunamis, Galiotto, Garibaldi, Piagentini e Santo Emílio), compreende três etapas de capacitação. A primeira fase inclui a realização de um diagnóstico para a exportação. Depois, é elaborado um Plano de Exportação, que, por fim, é posto em prática, sempre com o assessoramento dos consultores do PPE.

Cada vinícola recebeu, em média, cinco visitas de consultoria in company, fora o diagnóstico. No total, foram dadas mais de 250 horas de consultoria nas próprias vinícolas. Além disso, ocorreram cerca de 30 horas de treinamentos e oficinas para realização de Projeto Imagem, sobre tendências de mercado, formação de preços, planejamento estratégico, degustações culturais e missões técnicas, entre outras atividades.

- Notamos que as empresas receberam ferramentas que melhoraram seu desempenho não só no mercado externo como também no interno. Além da necessidade de planejar e de estabelecer uma estratégia, foi iniciada a cultura exportadora dentro de cada empresa do PPE - acrescenta.

Com isso, a participação das empresas nas ações de mercado do Wines of Brasil aumentou, deixando as empresas mais próximas de realizarem negócios.

* Com informações do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin)

Consenso poderá tornar legal a produção artesanal de vinho

09 de julho de 2012 0

A legalização da produção artesanal de vinho está mais próxima. Uma proposta consensual será concluída no início de agosto para gerar um projeto de lei substitutivo, reunindo o entendimento obtido entre as lideranças do setor vitivinícola brasileiro e os deputados Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e Pepe Vargas (PT-RS), hoje ministro do Desenvolvimento Agrário, autores de dois projetos sobre o assunto. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (6), em audiência pública da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, no auditório da Embrapa Uva e Vinho, em Bento Gonçalves (RS), sob a coordenação do deputado federal Alceu Moreira (PMDB-RS), relator dos dois projetos de lei (PL 3183/2012, de Onyx Lorenzoni; e o PL 2693/2011, de Pepe Vargas).

O caminho escolhido para legalizar a produção artesanal de vinho é enquadrar os pequenos viticultores nas regras da agricultura familiar. Assim, estariam isentos de impostos, como o ICMS, os produtores de uva, vinho e derivados, com produção limitada às regras da agricultura familiar, uso de 100% de matéria-prima própria, área de até quatro módulos rurais e faturamento bruto anual de 15 mil UPFs (cerca de R$ 196 mil, pelo UPF-RS) com toda a atividade produtiva rural.

- Estas são as regras que regem os agricultores familiares de todos os setores agropecuários - disse Alexandre Hoffmann, pesquisador e Supervisor da Área de Comunicação e Negócios da Embrapa Uva e Vinho, que relatou os resultados do seminário sobre o assunto realizado no dia 18 de maio.

José Fernando Werlang, fiscal federal agropecuário do Serviço de Inspeção de Produtos Agropecuários (Sipag/SAF-RS) do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul, os limites compreendem toda a atividade econômica dos produtores, não apenas a produção de uva, vinho e derivados, que deverão estar inseridos no contexto geral das propriedades rurais.

- As regras da agricultura familiar são o caminho para a regularização do vinho artesanal e colonial no Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, onde esta atividade é histórica entre os produtores. Com a legalização, o produtor terá mais uma alternativa de renda na propriedade rural  - observou o fiscal.

Comercialização

Quem estiver enquadrado nestas regras poderá comercializar o vinho artesanal ou colonial exclusivamente na sua propriedade ou então em feiras de agricultores familiares realizadas dentro do seu Estado.

- O que queremos é regulamentar uma questão que já existe hoje, a produção de vinho artesanal e colonial, feita por produtores que atualmente estão na informalidade - alertou o fiscal.

As limitações a este produtor – que não precisa registrar empresa para não perder a condição de segurado especial do INSS – será não vender seus produtos a estabelecimentos comercias como armazéns e restaurantes. Sua venda deverá ser exclusivamente ao consumidor final.

- Esta será uma decisão histórica, que beneficiará milhares de pequenos produtores de uva em todo o país - comentou a assessora jurídica do Ibravin, Kelly Bruch.

Tanto Hoffmann quanto Werlang disseram que atualmente, no Rio Grande do Sul, existe uma legislação que permite ao produtor rural vender seus vinhos e derivados, isento de ICMS desde que esteja formalizado.

- Os produtores, em geral, não sabem disso ou tem receio de se formalizar temendo uma fiscalização sanitária e ambiental rigorosa - falou Werlang.

Com a nova legislação que será criada, as regras ficarão claras e poderão ser seguidas por produtores de todo o Brasil.

- A lei servirá também para atender pequenos produtores de outras bebidas, como cachaça, entre outras - disse Alceu Moreira.

Além do enquadramento legal dos produtores de vinhos artesanais, ficou evidente a necessidade de estabelecer um padrão mínimo de qualidade. Se ele é artesanal, colonial ou orgânico, por exemplo, são qualificações que podem ser usadas comercialmente.

- As regras mínimas para os produtos de origem agropecuária são as mesmas e devem ser seguidas por todos - apontou.

Werlang salientou que qualquer produtor precisa ter um registro formal (CNPJ ou, no caso, o bloco de produtor rural), ter um técnico responsável e seguir as Boas Práticas de Fabricação em suas instalações e no uso de equipamentos.

* Com informações do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin)

Começa o Recadastro Vitícola 2012 no Rio Grande do Sul

05 de julho de 2012 0

De julho a novembro, todos os viticultores gaúchos deverão realizar o recadastro vitícola, no qual informam as áreas de cultivo, a quantidade de uva produzida de cada variedade, o destino da produção de uvas e outros dados importantes da safra de 2012, nos Sindicatos Rurais, na internet ou na sede da Emater, em algumas localidades com poucos viticultores.

De acordo com a coordenadora do Cadastro Vitícola, pesquisadora da Embrapa Uva e Vinho, Loiva Maria Ribeiro de Mello, o cadastro é uma ferramenta estratégica para o diagnóstico da produção de uvas para processamento, para a definição de políticas de interesse setorial, para estudos de zoneamento vitícola e para o controle de qualidade pela fiscalização.

- É fundamental que os viticultores façam a atualização dos seus dados anualmente. Ao venderem suas uvas, os produtores devem apresentar às empresas vinícolas do Estado do Rio Grande do Sul o comprovante do seu recadastro do ano anterior à safra - destaca a coordenadora.

Além de estarem cumprindo a legislação (Lei do Vinho n.7678/88), os dados do Cadastro Vitícola são uma importante base de consulta para o setor, contendo informações desde 1995. Serve como um instrumento indispensável para: dar suporte à fiscalização de vinhos e demais produtos vitícolas, apoiar o desenvolvimento da pesquisa e, em conjunto com outras informações disponíveis, possibilitar a construção de cenários para a tomada de decisão da iniciativa privada e pública, em prol do desenvolvimento da vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul.

Neste ano, além das informações sobre a safra de 2012, os viticultores também irão responder a uma pesquisa sobre mão-de-obra nas propriedades.

- É importante termos informações precisas sobre a sucessão familiar para dar continuidade à produção de uva. Os dados individuais são sigilosos e serão usados apenas para estudos, de uma forma global, por município - esclarece Loiva.

O Cadastro Vitícola é realizado no Rio Grande do Sul, com metodologia desenvolvida pela Embrapa Uva e Vinho que, atualmente, coordena e faz os ajustes necessários para a obtenção, avaliação e armazenamento dos dados. O recadastramento é feito com recursos do Fundovitis, repassados através do Ibravin, em parceria com a Superintendência Federal de Agricultura no Estado do Rio Grande do Sul, Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul e Sindicatos Rurais do Rio Grande do Sul.

* Com informações do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin)

Mercosul terá Plano Estratégico para a Vitivinicultura

02 de julho de 2012 0

Os quatro países integrantes do Mercosul desenvolverão um Plano Estratégico Vitivinícola Regional (Pevir) para o crescimento e fortalecimento da vitivinicultura no mercado regional e de terceiros países. A realização conjunta do Pevir por Brasil, Argentina, Uruguai e Bolívia foi aprovada nesta sexta-feira (29), em Mendoza, na Argentina, durante a XLIII Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, que teve a presença da presidente Dilma Rousseff.

- Queremos construir juntos uma identidade vitivinícola do Mercosul, fortalecida pela ampla diversidade regional produtiva - afirma o diretor-executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani.

Segundo ele, a Coviar (Corporación Vitivinícola Argentina) será a executora. A primeira presidência do Conselho Diretor será do Brasil.

A cooperação foi sugerida aos governos dos quatro países após três encontros de representantes dos setores vitivinícolas do Brasil, Argentina, Uruguai e Bolívia este ano. A intenção é elaborar um plano conjunto, que deve contemplar ações de cooperação, inovação tecnológica, promoção do enoturismo e dos produtos vitivinícolas nos quatro países do Mercosul e, principalmente, em outros mercados.

A primeira etapa do projeto consiste na elaboração de um documento único, contemplando os antecedentes, justificativas e objetivos que estabelecerão as bases de um programa estratégico que satisfaça aos quatro países. A etapa seguinte será a definição dos investimentos e apresentação do projeto para captação de recursos em fundos e instituições internacionais. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) será a instituição representativa do setor público que vai acompanhar este processo de planejamento. A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, participou do evento em Mendoza.

- A tarefa não e simples, mas representa uma contribuição efetiva deste setor para o desenvolvimento do Mercosul - destaca o diretor-executivo da Fecovinho, Hélio Marchioro.

A deliberação do Brasil em participar deste projeto se deu no ano passado, primeiro no âmbito do Conselho Deliberativo do Ibravin e, em novembro, na Câmara Setorial da Vitivinicultura, Vinhos e Derivados. Ocorreram ainda reuniões entre os países na época da Vindima na Argentina e mais recentemente na Bolívia.

* Com informações do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin)

Futuro do vinho de mesa é tema de seminário em Caxias do Sul

28 de junho de 2012 0

A viabilidade econômica dos vinhos de uvas americanas estará em debate nesta quinta-feira (28), no Salão Paroquial de Forqueta, em Caxias do Sul (RS). O evento faz parte da Festa do Vinho Novo 2012, uma festa gastronômica, que abre no próximo sábado (30) e segue até 15 de julho, sempre às sextas, sábados e domingos, com shows e desfiles temáticos. Uvas americanas ou híbridas – como Bordô, Niágara e Isabel – são aquelas destinadas à produção de vinhos de mesa ou suco. Elas somam cerca de 80% da produção brasileira de uva.

O diretor-executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani, abre o evento, falando sobre o panorama atual da vitivinicultura nacional. Conforme ele, durante o encontro serão discutidos aspectos importantes para manutenção do trabalho dos pequenos produtores gaúchos e brasileiros e também novas políticas para a valorização dos vinhos de mesa elaborados com uvas americanas. A importância das cantinas rurais será debatido logo após a explanação de Paviani pelo engenheiro agrônomo Luiz Rizzon. O presidente da Fecovinho e da Cooperativa Vinícola Garibaldi, Oscar Ló, e Renato Damian, da Associação Proghoeste, farão um relato de suas experiências associativas.

No início da tarde, a produção dos vinhos de mesa será tratada em painel reunindo Nilton DeBen (Ministério do Desenvolvimento Agrário), Fernanda Mari Zattera (Revinsul - Rede de Vinícolas de Caxias), Olir Schiavenin (Comissão Interestadual da Uva), Evandro Lovatel (CIC – Centro da Indústria e Comércio). O moderador será Mauro Cirne, da Associação dos Engenheiros Agrônomos da Encosta Superior do Nordeste (Aeane).

Segundo o presidente da Festa do Vinho Novo, Felipe Slomp Giron, é importante que se abra um espaço na celebração para definir os novos rumos do setor e discutir também questões tributárias.

- O vinho de mesa deve ter um tratamento diferenciado no que diz respeito à tributação e acredito que seja extremamente importante debatermos sobre isso. Ele faz parte de nossa cultura e é responsável por boa parte do desenvolvimento econômico na região - afirma.

* Com informações do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin)

Entidades estreitam relação entre gastronomia e os vinhos brasileiros

26 de junho de 2012 0

O Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) estão cada vez mais próximos. Na sexta e no sábado (dias 22 e 23), os dirigentes da Abrasel, 45 donos de restaurantes de todo o Brasil, conheceram e degustaram produtos de cinco vinícolas: Casa Valduga, Dal Pizzol, Don Guerino, Perini e Miolo. O jantar de encerramento do Projeto Imagem realizado nas vinícolas da Serra Gaúcha pelo Ibravin ocorreu no Hotel e Spa do Vinho Caudalie, em Bento Gonçalves (RS).

- Foi um sucesso. O interesse pelos rótulos do Brasil é cada vez maior, especialmente nos restaurantes que estão se preparando para a Copa do Mundo e as Olimpíadas - ressaltou o gerente de Marketing do Ibravin, Diego Bertolini.

Na semana passada, de 19 a 21, 23 vinícolas brasileiras participaram do Encontro da Abrasel em Gramado. Participaram as seguintes empresas: Antônio Dias, Aurora, Camponogara, Casa Valduga, Dal Pizzol Don Guerino, Din Giovanni, Dunamis, Jolimont, Larentis, Luiz Argenta, Miolo, Nova Aliança, Pericó, Perini, Peterlongo, Pizzato, Routhier & Derricarrère, Salton, Santa Augusta, Vallontano e Villa Francioni. O sommelier contratado pelo Ibravin, Arlindo Menoncin, promoveu diversas palestras sobre os vinhos brasileiros. O evento, que reuniu 1.500 participantes, colocou em pauta questões políticas, como o repasse de gorjeta, mão de obra qualificada e trabalho eventual, presente na maioria dos países, especialmente na Europa e América do Norte. Já na noite de abertura, o tema girou em torno da capacidade de geração de empregos que o setor oferece, comparável somente ao setor de construção civil no país.

- Temos a obrigação de apontar ferramentas de gestão e treinamento na arte de bem servir - declarou a presidente da Abrasel Rio Grande do Sul, Fernanda Etchepare, explicando em seu discurso a importância de um setor que gera mais de um milhão de empregos no país.

Para o presidente executivo nacional da entidade, Paulo Solmucci, a gastronomia é um diferencial competitivo para o turismo de várias regiões do Brasil. Mas, segundo ele, só poderá crescer mais quando o próprio segmento der importância a qualidade no atendimento que, de acordo com ele, vai melhorar se os jovens da classe média trabalharem no setor e aplicarem seus conhecimentos.

- Temos que trazer esse tema a roda de discussão - frisou.

O presidente do Conselho de Administração Nacional da Abrasel, Pedro Hoffmann, disse que a entidade e o Ibravin trabalham em um projeto para capacitar profissionais de bares e restaurantes das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2012 no Brasil. A proposta agora será apresentada ao Sebrae. Se aprovada, a parceria permitirá que garçons e sommeliers dos principais bares e restaurantes do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Curitiba, Salvador, Recife, Natal, Fortaleza, Manaus e Cuiabá sejam treinados com foco nos vinhos brasileiros.

- Com esta união vamos atender ainda melhor os nossos clientes, tanto os turistas como os próprios brasileiros. O turista que vier ao Brasil vai procurar preferencialmente a culinária e as bebidas daqui. Por isso precisamos estar bem preparados - afirmou.

No próximo ano, Ibravin e Abrasel pretendem promover uma promoção inédita no evento Brasil Sabor, que valoriza a culinária brasileira.

- A proposta é dar um vinho brasileiro a cada cliente que comprar no restaurante um rótulo verde-amarelo durante os 30 dias de realização do Brasil Sabor - revelou o gerente de Marketing do Ibravin.

* Com informações do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin)

Dia do Vinho aumenta em 15% ocupação hoteleira na serra gaúcha

22 de junho de 2012 0

A realização do Dia do Vinho em 2013 já nasce cercada de grande expectativa. Consequência natural dos números resultantes da terceira edição do evento, encerrada no dia 3 de junho em 11 municípios do Interior do Rio Grande do Sul, além de Porto Alegre. O balanço, concluído nesta quinta-feira (21), registrou incremento de 20% nas vendas dos varejos das vinícolas e ocupação 15% maior na rede hoteleira, entre os participantes, especialmente na região da Uva e do Vinho.

- O evento superou as expectativas. Não só das empresas e parceiros, mas principalmente do consumidor, que desfrutou da vasta programação. O Dia do Vinho está no calendário de eventos do Estado e temos orgulho de fazer parte deste processo. O Sindicato e o Ibravin já passam a programar agora as novidades com parceiros, hotéis, restaurantes, agências, comércio e vinícolas para 2013 - revela o presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (SHRBS – Uva e Vinho), João Antonio Leidens.

O gerente de Marketing do Ibravin, Diego Bertolini, concorda.

-Estão comprovados os benefícios diretos para quem se envolve com o evento. Sem falar no ganho em imagem que os turistas levam da Serra Gaúcha e dos vinhos brasileiros - destaca.

Entre os últimos 25 de maio e 3 de junho, 168 atrações alusivas ao Dia do Vinho se espalharam por Antônio Prado, Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Monte Belo do Sul e São Marcos, na Serra Gaúcha, além de Dom Pedrito, Rosário do Sul e Santana do Livramento, na Campanha, e Porto Alegre. Ao todo, a mobilização envolveu 63 vinícolas e 105 estabelecimentos, entre 28 hotéis, 44 restaurantes, 4 agências de turismo, 5 supermercados e 22 outros atrativos, divididos em passeios, degustações, palestras, além de ofertas e promoções de compras.

O engajamento no brinde coletivo ainda ganhou corpo nas redes sociais. Além das informações disparadas via Twitter e Facebook, oito pessoas foram premiadas por meio deste último, postando fotos da celebração. Os vencedores, que já estão sendo contatados, faturaram diárias para casal e mais um kit do Dia do Vinho em municípios da Serra Gaúcha.

Sobre o Dia do Vinho

O Dia do Vinho, data que consta do calendário oficial de eventos do Rio Grande do Sul é resultado do Projeto Eventos Integrados e Integradores, fomentado pelo Ministério do Turismo. A realização da 3ª edição é do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares – Região Uva e Vinho (SHRBS), em parceria com as Secretarias de Turismo dos municípios envolvidos, Conventions Bureau de Bento Gonçalves e Caxias do Sul, Sindivinho-RS, Associação dos Produtores de Vinhos Finos da Campanha Gaúcha e da Phoenix Eventos, além de entidades parceiras.

* Com informações do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin)

Excesso de vinho estocado preocupa setor vitivinícola do Rio Grande do Sul

22 de junho de 2012 1

O Rio Grande do Sul colheu neste ano 696 milhões de quilos de uvas, a segunda maior da história. O número só é menor do que a do ano passado, com 709 milhões de quilos. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin).

Apesar do grande volume, o setor vitivinícola gaúcho está preocupado com o excedente de vinho que será gerado com esta produção. A previsão é que serão produzidos 436 milhões de litros de vinho e que o estoque deve fechar o ano em 306 milhões de litros. Segundo o presidente do Ibravin, desde 2010 são esperadas medidas para reduzir o volume excedente dos estoques do produto. Alceu Dalla Molle prevê um aumento de produção de uvas para 2013 e, se o excedente não for escoado, o setor pode enfrentar problemas de preços.

- Com certeza, este ano teremos uma grande safra, mas mesmo assim, neste ano tivemos quebra. A expectativa é que para o próximo ano tenhamos uma safra maior e aí a coisa pode se tornar insustentável, essa é a nossa preocupação - salienta.

No entanto, o presidente do Ibravin não prevê mudanças nos preços dos vinhos aos consumidores, mesmo com maior oferta de produto. Nesta safra, houve um aumento da destinação das uvas para a produção de sucos, com 56% da uva comum colhida, contra 51% de 2011. No ranking de produção, se destacaram Bento Gonçalves e Flores da Cunha. Os dois municípios, juntos, produziram 62% das uvas nesta safra.

Confira os números da safra

Vinícolas conhecem sistema de compra e venda de vinho em Londres

20 de junho de 2012 0

Com o objetivo de conhecer o mercado inglês, o projeto Wines of Brasil, realizado em parceria entre o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), promoveu uma missão técnica inédita em Londres, no Reino Unido, durante a realização da London International Wine Fair, de 22 a 24 de maio. As visitas incluíram seis vinícolas – cinco integrantes do Programa Primeira Exportação (PPE), que procura capacitar as pequenas cantinas para iniciarem a exportação de seus rótulos.  Cooperativa Vinícola Garibaldi, Dunamis, Don Guerino, Don Giovanni e Galiotto, pelo PPE, mais a Boscato, conheceram cinco estabelecimentos que serviram de exemplo da cadeia comercial de vinho londrina, que envolve importadores, agentes, distribuidores, varejistas, restaurantes, pubs e wine bar.


Maior importador de vinhos do mundo, o Reino Unido tem sido um dos três principais compradores de vinhos brasileiros nos últimos dois anos. O mercado britânico ainda é importante para as empresas verde-amarelas por ser aberto a novidade, importando vinhos de mais de 35 países. Em ordem decrescente, nas cinco primeiras posições, estão Austrália, França, Itália, Estados Unidos e Chile. Depois vem África do Sul, Espanha, Alemanha, Nova Zelândia e Argentina.


- A ação teve a intenção de apoiar as empresas brasileiras com treinamento, informações e capacitação para a exportação - afirma o diretor-executivo do Ibravin, Carlos Paviani.


Uma das empresas visitadas foi a Jeroboams, composta por uma cadeia de oito lojas de vinhos de alto padrão, localizada nos melhores bairros de Londres. Outra foi a Majestic, rede que integra 180 lojas de vinhos em toda a Inglaterra.


- Eles fazem a distribuição para restaurantes e vendem diretamente aos consumidores. Também comunicam novidades por facebook e twitter e vendem on-line, entregando, geralmente, no mesmo dia. É o maior e o melhor distribuidor de vinhos do Reino Unido - conta Paviani.


Segundo Nicholas Ropnder, gerente da loja de St John’s Wood, em Westminster, os clientes seguem muito os conselhos dos vendedores que têm treinamento.


- Nosso destaque são os vinhos Sauvignon Blanc da Nova Zelândia, responsáveis pelo maior volume de vendas da loja, seguido por Champagne da França - relata.


O grupo também esteve na Vinoteca, um misto de loja, restaurante e wine bar, com três unidades. A motivação da equipe conta sempre com novidades. A cada seis meses degustam 300 novos vinhos para escolher 60 rótulos que são incorporados ao estoque. A empresa faz importação direta da França e através de agentes e distribuidores de outros países do mundo.


- Esta foi uma empresa que demonstrou muito interesse em ampliar o número de rótulos do Brasil - comemora Paviani.


Também promove degustações temáticas com harmonização de vinhos, tem preços considerados acessíveis e recomenda, na carta, para cada prato o vinho que melhor harmoniza.


A Selfridges, loja ícone de Londres por causa dos seus vinhos, chamou a atenção por vender Château Petrus 2005 por 4,5 mil libras, assim como Château Margaux e Lafite. Há quatro filiais da rede em todo o Reino Unido,  uma Londres, outra em Birmingham e duas em Manchester. Produtos da Miolo – linha Fortaleza do Seival estão nesta loja. Já a Philglas & Swiggot apresentou um exemplo de negócio familiar, classificando-se como varejo independente. Mike Rogers, proprietário, explicou que o consumidor de vinhos evolui em sua percepção de gosto e sabor. Ele inicia comprando vinhos no supermercado, que tem preços médios de 5 libras. Depois ascende para vinhos disponíveis em lojas especializadas, como a dele, que tem preço médio de 17 libras por garrafa.


- Um país novo, como o Brasil, precisa de uma identidade (por exemplo, um vinho varietal) que fosse fácil de reconhecer, para poder ganhar força no mercado - recomenda.


Ele sugeriu que isso seja feito em conjunto com a gastronomia do país, estabelecendo ligações entre os vinhos e as comidas.



Conforme Raquel Bonadiman, da Via Consultoria, que acompanhou a missão técnica pelo projeto Wines of Brasil, o objetivo da missão foi alcançado pois proporcionou acesso a muitas informações.


- Será mais fácil para os empresários estabelecer suas estratégias e planos de ação para vender vinhos no mercado ingles.


As visitas foram organizadas pela equipe da JK Marketing, de Judy Kendrick – empresa de relações públicas contratada pelo projeto para promover ações na London International Wine Fair e outras que se seguirão durante o ano.


* Com informações do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin)

Setor vitivinícola reforça pedidos de medidas de proteção à produção

15 de junho de 2012 0

A cadeia produtiva do vinho entregou, durante jornada da viticultura realizada nesta sexta-feira (15), em Garibaldi, documento com seis reivindicações ao governo federal. Entre as principais medidas estão a diminuição da carga tributária, a inclusão das pequenas cantinas no Simples Nacional, o reforço da fiscalização, a regulamentação do vinho artesanal e ajuda para escoar o excedente de estoques de vinhos.

Mas uma das maiores polêmicas é sobre a aplicação de medidas de salvaguarda para a produção nacional. Conforme o diretor executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani, o objetivo não é barrar totalmente a importações de vinhos aos consumidores, mas sim regular o mercado dando condições de competitividade ao produto nacional.

- A salvaguarda não vai trazer uma redução imediata das importações, ela vai estabelecer uma restrição das importações baseada no crescimento que teve nos últimos anos. E o que estamos buscando é aumentar a participação de mercado dos vinhos finos brasileiros, que no ano passado foi de 21%, para um crescimento progressivo 25%, 28%, 30% - reforça.

Paviani informa que no próximo dia 28 o Ministério de Indústria e Comércio vai promover audiência pública com representantes das posições contrárias e favoráveis para discutir o assunto.