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Posts com a tag "Leite"

Pesquisas ajudam produtor a detectar níveis de acidez no leite

12 de novembro de 2012 0

O LINA, Leite Instável Não Ácido, é um problema no sistema de produção de leite que resulta em prejuízos a toda cadeia produtiva. A Embrapa Clima Temperado em parceria com as universidades federais de Pelotas e do Rio Grande do Sul, monitora a ocorrência do LINA em várias regiões do estado. O objetivo é desenvolver tecnologias para fazer o diagnóstico, prevenção e tratamento. O trabalho que ocorre desde 2002 conta também com o apoio de outras instituições nacionais e internacionais. A pesquisadora da Embrapa, Máira Balbinot Zanela, salienta que o teste do álcool é um dos parâmetros utilizado para avaliar a qualidade do leite. O teste é que vai determinar se o produto será aceito ou não para coleta e transporte para a indústria. Se rejeitado, o leite acaba ficando na propriedade e causando prejuízo ao produtor. Maira explica porque ocorrem casos de Leite Instável Não Ácido.

- Os casos de LINA estão normalmente vinculados a problemas de desequilíbrio nutricional, animais que estão passando por uma situação de deficiência, de volumoso, de minerais, de energéticos. A vaca leiteira precisa de volumoso de qualidade, dependendo da produção dela, ela precisa de concentrado, em períodos de seca, em períodos de escassez alimentar ela precisa ser suplementada com forragem conservada. Então quando há desequilíbrios nessa alimentação da vaca, quando há trocas bruscas de alimentação, ela pode apresentar o leite instável não ácido, o LINA - enfatiza a pesquisadora.

A primeira providência quando ocorre um caso de rejeição do leite pelo transportador é diferenciar se o caso é LINA ou Leite Ácido. Essa diferenciação é fundamental porque se o produto for ácido, deve ser descartado, mas se for LINA, pode ser aproveitado, pois as causas são diferentes, e as estratégias de manejo para solução dos problemas também. A pesquisadora alerta que o produtor deve procurar o auxílio de um técnico para evitar que os casos de LINA ocorram. Ele não deve esperar que a seca atinja o seu rebanho e se planejar para ter uma forragem conservada para alimentar os animais. Em caso de dúvidas, o produtor pode solicitar auxílio das pesquisadoras da Embrapa Clima Temperado que atuam nessa linha de pesquisa, através do telefone 53- 3275-8481.

Produção de leite no RS supera a média brasileira

12 de outubro de 2012 0

Enquanto a produção de leite no Brasil cresce numa média de 5% ao ano, aqui no Rio Grande do Sul essa média é de 8%. O Estado já é o segundo maior produtor do Brasil, perdendo apenas para Minas Gerais. O secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado, Darlan Palharini, destaca alguns motivos para esse crescimento gaúcho.

- O que ajudou bastante a bacia leiteira foi o governo trazer novas indústrias para o RS, a própria tradição da cultura européia da produção de leite e a característica de ter pequenas propriedades. Para poder viabilizar hoje as pequenas propriedades, elas devem estar na produção de leite ou na integração de suínos ou de aves, especialmente em propriedades com até 10, 20 hectares, o que viabiliza uma boa renda agrícola em grãos - garante o dirigente.

A expectativa dos produtores gaúchos é que nesse ano 4 bilhões de litros de leite sejam produzidos, o que representa cerca de 12% da produção nacional. Além de abastecer o Estado, grande parte do leite produzido no Rio Grande do Sul é vendido para São Paulo, Rio de Janeiro e Estados do nordeste do país.

Vanessa da Rocha



Estudo aponta que falta de regulação pode trazer prejuízos à cadeia de lacticínios no estado

02 de outubro de 2012 0

O Rio Grande do Sul tem potencial para se tornar o maior produtor de leite do país, devido à capacidade instalada. No entanto, um estudo aponta os problemas do setor que podem dificultar os avanços. O projeto Coesão Social através do Fortalecimento de Cadeias Produtivas, o COCAP, tem por objetivo trabalhar com as cadeias produtivas do Brasil, Paraguai e Argentina. A pesquisa é financiada pela União Européia e coordenada por representantes da Região do Vêneto, na Itália. No estado gaúcho, representante brasileiro, foram eleitas três cadeias produtivas: a vitivinicultura e a gastronomia, na Serra, e os lacticínios, no Noroeste. De acordo com os resultados, a cadeia leiteira apresenta problemas devido à divisão do setor entre produtor, fornecedor e cliente. O coordenador técnico do projeto no Rio Grande do Sul, Carlos Paiva, ressalta que o estado corre o risco de perder a oportunidade de se tornar um grande produtor de leite pela falta de uma estrutura que regulamente o setor.

- Exige-se já uma estrutura de governança. Aquilo que a vitivinicultura tem no Ibravin, nós temos que ter para o leite. É preciso ter uma estrutura que ajude os elos a dialogarem ou nós vamos perder a oportunidade, a janela está aberta para sermos um grande produtor de leite. Tem uma janela histórica para substituir a soja que é mais adequada para o Cerrado, pelo leite - afirma Carlos Paiva.

Na vitivinicultura o problema está relacionado com a concorrência externa. De acordo com Carlos Paiva, o governo precisa tomar algumas medidas para aumentar a confiança do setor.

- Nós achamos emergencial que o governo faça uma política para incluir o suco de uva na cesta básica e para começar a consumir o espumante nacional. Toda a representação diplomática brasileira deveria estar usando vinho nacional. Nós temos oferta e qualidade para isso - enfatiza o coordenador.

A etapa internacional do projeto foi concluída na última semana. No entanto, até o final do ano os resultados serão discutidos com o objetivo de buscar políticas econômicas para os problemas encontrados.

Mariana Gomide

Desmotivados pelos custos da atividade, produtores trocam gado de leite por soja no RS

03 de setembro de 2012 0

Os altos custos na produção de leite estão levando muitos produtores a abandonarem a atividade em troca da produção de soja. Entre os motivos da perda, está a estiagem que secou as pastagens e diminuiu o alimento do gado. A consequência é a menor produção de leite. Os custos com irrigação e suplementos alimentares para os animais, muitas vezes, não compensam. Por isso, produtores estão optando pelo plantio de grãos, especialmente a soja. Alguns deles estão vendendo equipamentos e animais. Luiz Borgone, podutor de leite no município de Selbach, no Alto Jaucuí, cria gado de leite há 40 anos. Ele trocou os animais pelos grãos e na semana passada, vendeu a última cabeça de gado. Segundo ele, foi um bom negócio.

- É muito terrível para quem não tem irrigação. Eu tenho irrigação há 20 anos, por isso mesmo deu certo a produção de leite. Mas agora resolvi sair do gado de leite e começar a trabalhar com soja, milho e trigo. Fica bem interessante em uma pequena área produzir 4/5 mil sacas de grãos por ano, e o preço do grão está bom - ressalta Luiz.

O presidente da Associação de Laticinistas do Rio Grande do Sul confirma a tendência de mudança do setor econômico. Embora a instituição não tenha estatísticas, Ernesto Krug, afirma que o fenômeno acontece há alguns meses e prevê, inclusive, a queda na produção de leite na próxima safra. O principal motivo é o aumento no preço da soja no mercado.

- Praticamente nos últimos meses a soja duplicou o preço, a rentabilidade está sendo alta como nunca foi. Está havendo realmente uma retração do leite, ou do corte, ou de outra atividade. Estimo uma queda com certeza de 20% a 30% da produção - afirma o dirigente.

O resultado a longo prazo para o consumidor pode ser a alta no preço do leite, por causa da menor oferta. Segundo a Emater, a área plantada com soja deve aumentar 6,2% na próxima safra. O valor da saca de 60 quilos no Porto de Rio Grande ultrapassou a barreira dos R$ 70,00 no início de agosto, o que é considerado um recorde histórico para o setor.

Évelin Argenta

Setor leiteiro discute nova metodologia para controle da produção

24 de agosto de 2012 0

A Embrapa Clima Temperado, Secretaria estadual da Agricultura e Câmara Setorial do Leite realizaram uma oficina em Pelotas para discutir a metodologia a ser empregada no controle da produção leiteira. Para o pesquisador da Embrapa, Darci Bitencourt, este acompanhamento possibilita a melhoria genética dos rebanhos. O controle consiste na pesagem e no registro da produção individual das vacas leiteiras de cada rebanho, avaliando quantitativamente e qualitativamente o produto. Segundo o pesquisador, esse trabalho é delegado às associações de raças, sob a responsabilidade do Ministério da Agricultura. Salienta, no entanto, que a Embrapa entrou nesse processo e defende um trabalho em conjunto. Darci Bitencourt enfatiza o bom momento para o setor no país.

- Todo esse movimento indica e leva ao produtor uma visão de que o momento do leite no Brasil é muito importante. O mercado internacional está ávido. O momento para a exportação melhorou. E principalmente o Rio Grande do Sul tem crescido substancialmente a produção. No ano passado crescemos 11% - lembra Darci.

O pesquisador da Embrapa Clima Temperado espera que esse trabalho em conjunto com todas as instituições envolvidas sinalize ao produtor a importância da atividade, não só com relação às vendas internas, mas  também na questão do mercado externo, que registra o aumento das exportações de produtos lácteos.

Produtor perde com receita menor e custos maiores

13 de agosto de 2012 0

Os custos da atividade leiteira no Brasil registraram crescimento significativo em junho, depois de ligeiros aumentos em meses anteriores. O Custo Efetivo teve alta de 3% e o Custo Total subiu 2,6%, em relação à maio No mesmo período, houve uma redução na margem de lucro do produtor. O preço médio recebido pelo leite em junho teve queda de 1,24% frente ao mês anterior. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, com o apoio financeiro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Com informações do Cepea/Esalq/USP.

Mais detalhes no: www.cepea.esalq.usp.br/leite.

Cepea indica que captação de leite no Sul avança 7% em junho

01 de agosto de 2012 0

A safra de inverno no Sul do País ganhou força em junho com o clima favorável à produção de forrageiras. No Rio Grande do Sul, o Índice de Captação de Leite (ICAP-Leite) elaborado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, registrou significativo aumento de 11% frente ao mês de maio. Em toda a região Sul, o acréscimo foi de 7,4% no período.

Além do aumento da oferta – especialmente nos últimos meses –, também a maior pressão das indústrias/cooperativas em função da queda da margem de lucro que estão tendo pesou para nova baixa dos preços do leite recebidos pelo produtor em julho (referente à produção entregue no mês anterior).

Entre os sete estados considerados para a “média nacional”, em julho, a maior queda no preço médio recebido pelo produtor ocorreu novamente no estado de Goiás. Houve redução de 2,3% no valor líquido, com média de R$ 0,7940/litro. Em Minas Gerais, o recuo foi de 0,8%, a R$ 0,7939/litro. No estado de São Paulo, houve queda de 1%, o que levou a média para R$ 0,8078/litro. No Espírito Santo – ainda não integrado à “média nacional” –, o preço médio foi de R$ 0,7814/litro, recuo de 3,4% frente a junho.

* Com informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

Agricultores relatam dificuldades devido a greve dos caminhoneiros

31 de julho de 2012 0

A paralisação dos caminhoneiros que ocorre desde o último dia 25 está trazendo prejuízos para os agricultores familiares. Aqui no Sul, pequenos produtores já reclamam da falta de abastecimento de ração para as propriedades.

O prejuízo é maior para os setores de aves e suínos, que já vivem problemas por causa da alta dos custos de produção. Além disso, conforme o coordenador geral da Federação dos Trabalhadores na Agricultura dos Estados do Sul (Fetraf-Sul), Celso Ludvig, produtores de leite não conseguem entregar a produção por falta de transporte e o produto acaba sendo jogado fora.

- O leite precisa ser levado para as indústrias e das indústrias para o restante do país para o consumo principalmente em São Paulo, Minas Gerais. Nossa grande preocupação é que os agricultores já estão tendo dificuldades do leite ser entregue nas indústrias - conta.

Ludwig entende que os caminhoneiros tem o dever de reivindicar por seus direitos, mas alerta que a continuação da greve pode trazer mais prejuízos aos agricultores. Ele pede que os produtores relatem aos sindicatos e cooperativas sobre as dificuldades enfrentadas por causa do abastecimento.

Ministério aprova iniciativa para melhorar a qualidade do leite

26 de julho de 2012 0

O Ministério da Agricultura e a Embrapa Gado de Leite, firmaram parceria com o Sistema Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com os serviços nacionais de aprendizagem Rural (Senar) e Industrial (Senai) para implementar o Programa Alimentos Seguros focado na cadeia produtiva do leite (PAS Leite).

O PAS Leite foi lançado nesta quarta-feira (25) em Brasília, na sede do Sebrae Nacional com a presença do ministro interino, José Carlos Vaz. Para ele, a parceria é uma oportunidade da Embrapa apresentar, mais uma vez, para a sociedade e para o agronegócio brasileiro um produto da sua eficiência na geração de tecnologias.

- A iniciativa vai possibilitar o acesso dos produtores rurais a informações e a um programa de capacitação para que eles possam se adequar à regulamentação do Ministério da Agricultura, atinentes à segurança e a qualidade do leite - explica.

A proposta do Sebrae oferece as condições adequadas para que os produtores e os laticínios atendam aos requisitos do mercado e da legislação nacional, contidas na Instrução Normativa nº 62/2011 do Ministério. O Programa será implantado para melhorar a qualidade do produto no Brasil, permitindo também o aumento de renda no campo.

- É uma oportunidade de o Governo se aproximar do setor produtivo de leite, seja a parte rural ou a parte industrial, e mostrar quais são as diretrizes da gestão do ministro Mendes Ribeiro - completou José Vaz.

O PAS Leite está disponível para implantação em todo o território nacional. As indústrias, cooperativas, associações, grupos e ou produtores que tiverem interesse em aderir ao programa deverão entrar em contato com o Sebrae, Senar, Senai em seu estado ou com a Embrapa - Gado de Leite.

* Com informações do Ministério da Agricultura

Missão volta da Oceania com exemplos de trabalhos na pecuária

25 de julho de 2012 0

Representantes do governo gaúcho e do setor produtivo do Estado terminaram nesta terça-feira (24) viagem de dez dias à Austrália e a Nova Zelândia. Neste período, conheceram os sistemas de rastreabilidade da carne e de qualidade do leite nos dois países.

Conforme o secretário da Agricultura do Estado, os exemplos positivos adotados pelos dois governos locais devem ser adaptados para a criação de programas na pecuária gaúcha. Luiz Fernando Mainardi destaca a organização das cadeias produtivas, desde o produtor até o consumidor, como exemplos a serem adotados.

- Eles tem um sistema que compreende da produção até o mercado para fazer com que o produto final seja um produto de qualidade, com valor agregado e que pode disputar qualquer mercado - reforça.

A ideia é criar as bases para os Institutos Estaduais da Carne e do Leite. O secretário salienta que a viagem não teve como intuito fazer acordos técnicos, mas não descarta convênios futuros com empresas e instituições locais.