O LINA, Leite Instável Não Ácido, é um problema no sistema de produção de leite que resulta em prejuízos a toda cadeia produtiva. A Embrapa Clima Temperado em parceria com as universidades federais de Pelotas e do Rio Grande do Sul, monitora a ocorrência do LINA em várias regiões do estado. O objetivo é desenvolver tecnologias para fazer o diagnóstico, prevenção e tratamento. O trabalho que ocorre desde 2002 conta também com o apoio de outras instituições nacionais e internacionais. A pesquisadora da Embrapa, Máira Balbinot Zanela, salienta que o teste do álcool é um dos parâmetros utilizado para avaliar a qualidade do leite. O teste é que vai determinar se o produto será aceito ou não para coleta e transporte para a indústria. Se rejeitado, o leite acaba ficando na propriedade e causando prejuízo ao produtor. Maira explica porque ocorrem casos de Leite Instável Não Ácido.
- Os casos de LINA estão normalmente vinculados a problemas de desequilíbrio nutricional, animais que estão passando por uma situação de deficiência, de volumoso, de minerais, de energéticos. A vaca leiteira precisa de volumoso de qualidade, dependendo da produção dela, ela precisa de concentrado, em períodos de seca, em períodos de escassez alimentar ela precisa ser suplementada com forragem conservada. Então quando há desequilíbrios nessa alimentação da vaca, quando há trocas bruscas de alimentação, ela pode apresentar o leite instável não ácido, o LINA - enfatiza a pesquisadora.
A primeira providência quando ocorre um caso de rejeição do leite pelo transportador é diferenciar se o caso é LINA ou Leite Ácido. Essa diferenciação é fundamental porque se o produto for ácido, deve ser descartado, mas se for LINA, pode ser aproveitado, pois as causas são diferentes, e as estratégias de manejo para solução dos problemas também. A pesquisadora alerta que o produtor deve procurar o auxílio de um técnico para evitar que os casos de LINA ocorram. Ele não deve esperar que a seca atinja o seu rebanho e se planejar para ter uma forragem conservada para alimentar os animais. Em caso de dúvidas, o produtor pode solicitar auxílio das pesquisadoras da Embrapa Clima Temperado que atuam nessa linha de pesquisa, através do telefone 53- 3275-8481.




