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Posts com a tag "Plantio"

Chuva aumenta umidade no solo e melhora condições para o plantio de milho no RS

03 de outubro de 2012 0

O mau tempo que atingiu o Estado no último mês trouxe duas notícias distintas para os produtores de milho. A positiva é que a alta quantidade de chuva que atingiu principalmente o norte do Rio Grande do Sul deixou o solo mais úmido, o que facilita na plantação. A negativa é que frio fora de época e duas geadas fortes podem danificar as plantas. E isso atrelado à quebra da safra americana pode gerar problemas para pessoas que utilizam o grão como ração. Conforme levantamento feito pela empresa Safras & Mercados, o ritmo de plantio é lento na região centro-sul do Pais, o que é considerado bom, em função dos fatores climáticos. Da área estimada de 5,083 milhões de hectares, somente 13,8% havia sido semeada até o dia 28 de setembro. No mesmo período do ano passado, o plantio atingia 22,4% de uma área cultivada de 5,91 milhões de hectares. O gerente técnico da Emater no Estado acredita que ainda é cedo para saber se o Rio Grande do Sul terá graves prejuízos em função das geadas e acha que o atraso no plantio foi positivo. Dulphe Pinheiro ressalta que muitos agricultores podem ter lucros em função do alto preço do grão, alavancado pela quebra da safra dos Estados Unidos.

- Para os criadores de aves e suínos é muito difícil porque aumenta muito o investimento em relação à aquisição de rações, mas do ponto de vista do produtor de milho é um momento dele ganhar dinheiro, aquele produtor que tem produto para comercializar ainda. O preço está tão alto agora no mercado que poucos tem produtos para comercializar - afirma o gerente da Emater.

A Emater ainda não possui um levantamento sobre os estragos do mau tempo no Estado, o que deve sair até o dia 11 de outubro, mas os principais problemas ocorreram na região norte do Estado. O estudo da Empresa Safras & Mercados ainda mostra que dos três estados do Sul, o Rio Grande do Sul está mais adiantado no que diz respeito ao cultivo da safra 2012/2013. Cerca de 34% da área já foi plantada. Em Santa Catarina, 19% da área já foi cultivada e no Paraná, este percentual é de 18%.

Eduardo Paganella

Produção de feijão no RS deve chegar a 68 mil toneladas do grão na primeira safra 2012-2013

02 de outubro de 2012 0

O plantio de feijão já foi concluído na metade Norte do Estado. A estimativa é que 55 mil hectares sejam ocupados pela cultura, 6% a menos do que em 2011. Mesmo assim, a Emater projeta um aumento de 12% na produção em relação à safra passada, devido ao incremento tecnológico. De acordo com o gerente técnico da instituição, Dulphe Pinheiro Machado Neto, a expectativa de produção inicial é de 1200 kg por hectare, totalizando mais de 67 mil toneladas do grão. 35% da área já foi plantada. Desta, 31% está em desenvolvimento vegetativo. Segundo o gerente, há um pequeno atraso no plantio, principalmente no Norte, em função da seca. O granizo, o vento e o frio excessivo também podem trazer prejuízos à produção.

- Pode ter trazido algum prejuízo à lavoura que a gente não tem tecnicamente como avaliar e quantificar isso agora. Nós tivemos problemas na Metade Norte do estado. Os danos em relação à prejuízos principalmente em relação à geada depende muito do estágio da planta, da exposição solar da planta. Nas próximas duas semana a gente já tem como fazer uma avaliação - explica Dulphe Machado Neto.

No Centro, na Serra e Sul do estado as lavouras ainda estão em cultivo. O início da colheita é previsto para o final de novembro. A saca de 60 Kg de feijão está custando R$ 102,00, um aumento de R$ 20,00 em relação à mesma época do ano passado. Na safra de verão, que inicia em janeiro, a cultura deve ocupar uma área de 20 mil hectares.

Janaína Juruá

Novas tecnologias para o cultivo em várzea serão destaque na abertura da colheita do arroz em 2013

11 de setembro de 2012 0

Cerca de 25 empresas de insumos e centros de pesquisa participaram nesta segunda-feira em Restinga Sêca de um encontro para conhecer as tecnologias que serão apresentadas na 23ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz. O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul, Renato Rocha, ressalta que a principal novidade do evento no ano que vem serão as alternativas de cultivo em várzeas, com ênfase em soja, além do arroz.

- Nós teremos uma vitrine tecnológica de soja também além do arroz. Nós estamos acompanhando esse avanço da lavoura de soja nas áreas de várzea e de certa forma nós estamos incentivando que isso ocorra para o produtor diversificar, fugir do risco da monocultura e também em função do déficit hídrico que se apresenta muito forte nesse momento - garante Renato.

O presidente da Federarroz afirma que o plantio de soja na várzea poderá chegar a 300 mil hectares no Rio Grande do Sul na safra 2012-2013. Salienta, no entanto, que ainda é uma cultura que o produtor de arroz precisa buscar mais conhecimento, quanto às variedades, ao manejo e tecnologias disponíveis. A abertura oficial da colheita do arroz acontecerá de 21 a 23 de fevereiro de 2013, no Centro de Eventos de Restinga Sêca. Na última edição em fevereiro deste ano, participaram mais de nove mil produtores do estado e do Brasil. O objetivo para o próximo ano é ampliar as parcerias e o público. E no próximo dia onze de outubro ocorre também em Restinga Seca a Nona Abertura Oficial do Plantio de Arroz. A data marca o início simbólico do plantio da lavoura 2012-2013 no Rio Grande do Sul, representando um milhão de hectares. Na oportunidade serão realizadas palestras com temas ligados ao clima, tecnologias e políticas do governo federal para o setor arrozeiro.


Emater prepara levantamento sobre intenção de plantio e projeta ampliação da soja

24 de agosto de 2012 0

A Emater está finalizando o primeiro levantamento sobre a intenção de plantio da safra de grãos de verão. Os dados serão apresentados na próxima segunda-feira pela manhã, durante a Expointer. No entanto, a expectativa é de que haja um avanço nas áreas para a cultura de soja no Estado. A intenção é aproveitar o bom momento com alta do preço do produto, devido à estiagem nos Estados Unidos. O engenheiro Agrônomo da Emater, Alencar Paulo Rugeri, projeta para que regiões a safra deve se expandir.

- A tendência é de que tenhamos um arranjo positivo no que se refere à área de soja basicamente em função de áreas de várzea e na Zona Sul - salienta.

Enquanto se planeja o avanço da cultura de soja, Rugeri reitera também a necessidade do debate sobre as questões ambientais e o bioma pampa. O engenheiro Agrônomo da Emater lembra ainda que a falta de chuva no Estado também é motivo de preocupação. Por isso, a orientação aos produtores é de distribuir o plantio ao longo do período recomendado, conforme o zoneamento. Já em relação ao arroz, o Irga estima a produção em um milhão de hectares. Por outro lado, para a safra 2012/2013 existe a intenção de plantar soja em rotação com arroz numa extensão de 247 mil hectares, independente da ocorrência de chuvas. No entanto, se não chover, a recomendação do Irga é que se plante soja nas áreas com dificuldade de acesso a água, para que o produtor garanta a renda nesta safra.

Claiton Fortunato


Produtores de soja estão otimistas com plantio da safra 2012/2013

25 de julho de 2012 0

Os agricultores estão animados com os bons prognósticos para o plantio da soja na safra 2012/13, que começa a ser semeada em setembro. Muito desse cenário se deve ao preço, que nunca esteve tão alto. Na semana passada, o preço do grão bateu US$ 17,57 por bushel (27,2155 quilos) na bolsa de Chicago, uma valorização de 15% desde o início do mês, quando uma forte seca atingiu as lavouras nos Estados Unidos, a pior desde 1988.

No caso da soja, relatório do dia 10 de julho do Departamento de Agricultura americano aponta uma quebra de 7% na produção, ou seja, os Estados Unidos deixariam de colher 4,5 milhões de toneladas (t), de uma safra estimada em 87 milhões de toneladas. Entretanto, a situação das lavouras americanas vem piorando e a colheita seguramente será menor. Por isso, os preços explodiram. Na avaliação do assessor econômico da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Sávio Pereira, esse cenário impactará no aumento da safra 2012/2013 de soja. Segundo ele, o país caminha para plantar a maior safra de todos os tempos, que pode levar o Brasil a superar os Estados Unidos e se tornar o maior produtor de soja do mundo.

Dados do décimo levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no início deste mês, mostram que a área de soja plantada no Brasil foi de 25 milhões de hectares e a produção estimada de 66 milhões de toneladas.

- Se não tivesse havido a quebra da safra, por conta da estiagem nas regiões produtoras, a produção certamente chegaria a 78 milhões de toneladas - calcula Pereira.

Para o próximo ano, poderá atingir 82 milhões de t, comparativamente a atual safra americana projetada em 83 milhões de toneladas, mas que poderá ficar abaixo de 82 milhões de t, o Brasil ultrapassaria os Estados Unidos na produção de soja.

* Com informações do Ministério da Agricultura

Plantio do trigo encaminha-se para o final no Rio Grande do Sul

20 de julho de 2012 0

Com relação à cotação, a saca de 60 quilos de trigo vendida pelo produtor obteve uma significativa valorização (4,72%) em relação ao preço da semana passada, alcançando R$ 25,27. Apesar desse aumento, o preço encontra-se defasado se forem consideradas as cotações históricas para o atual período (-13,76%). Segundo o levantamento semanal da Emater, a semeadura da safra 2012 encaminha-se para o seu final. Como média estadual, o plantio alcança 90% do total, tendo 85% germinado. Apesar do atraso na evolução das lavouras em relação ao ano anterior, elas apresentam bom desenvolvimento e perfilhamento, consequência das boas condições climáticas verificadas nos últimos dias. Seguem recebendo os tratos culturais necessários, bem como a atenção no controle de doenças fúngicas, que, este ano, devido às boas condições de temperatura e umidade, apresentam-se em raras situações.

No Vale do Rio Caí, região bastante tradicional no cultivo do morangueiro, a cultura vem se desenvolvendo bem, sem problemas fitossanitários, sem a necessidade de aplicação de agroquímicos. Isso implica em custos de produção menores, qualidade do produto mais salutar e menor impacto no meio ambiente. Quanto ao vigor, em função das friagens e da ausência constante da insolação pela formação de neblina nos últimos dias, a cultura ressentiu-se e impactou em uma estagnação do vigor. A primeira florada já está em plena frutificação, estando os morangos com metade do crescimento.

A formação de geadas nas áreas menos protegidas provocaram prejuízos nos bananais, que serão observados nos meses futuros. Os bananais estão em produção e a fruta está em ponto de colheita com boa qualidade e, em alguns casos, com redução de peso. A banana-caturra e a banana-prata estão valorizadas. O surgimento de novos cachos está com redução do número de pencas e, inevitavelmente, com reflexos na produtividade nos próximos meses.

Também para a cebola o clima foi bom. Após um período de temperaturas altas e inadequadas, o frio moderado do período trouxe benefícios à cultura que apresenta um desenvolvimento satisfatório e sem problemas com de sanidade. Na região serrana, continuam os trabalhos de transplantio das mudas de variedades precoces, apresentando muito bom pegamento. As sementeiras da variedade crioula, cultivar tardio, estão apresentando boa recuperação e retomada do crescimento, bem como estão se mantendo imunes a pragas e doenças. No litoral médio, as chuvas de boa intensidade restabeleceram a tranquilidade aos cebolicultores, a vazão e os volumes dos mananciais de água e a umidade adequada do solo. O frio da semana, porém, retardou o pegamento das mudas transplantadas.

O estado sanitário do rebanho bovino de corte é bom, mas ocorrem alguns focos de infestação de carrapatos. O estado corporal é regular, com perda de peso dos animais que permanecem exclusivamente em campo nativo. Na fronteira oeste do Estado os pecuaristas estão utilizando feno de palha de arroz para auxiliar na alimentação dos animais, pois o campo nativo está muito prejudicado pelas geadas. Na região administrativa da Emater de Bagé, também há procura por feno, mas a disponibilidade é pequena, havendo também o uso de ração para minimizar o déficit alimentar presente na maioria das propriedades. Com a estiagem de maio e junho, as pastagens cultivadas sofreram atraso no seu estabelecimento, que, devido ao frio extremo e continuado, apresentam desenvolvimento muito lento, agravando a situação no mês de julho, afetando também propriedades que normalmente apresentam boa condição alimentar, pelo uso das pastagens cultivadas, especialmente as gramíneas anuais como aveia e azevém.

* Com informações da Emater

Produtores e governo discutem plantio e comercialização do milho

18 de julho de 2012 0

A operação de plantio e comercialização do milho é fundamental para o sucesso da nova safra e, por isso mesmo, uma série de providências deve ser tomada para que tudo corra bem. Atento a isso, o Ministério da Agricultura, por meio da Secretaria de Política Agrícola (SPA), realiza no dia 23 de julho, às 15h, reunião com o setor produtivo para discutir a questão.

O principal objetivo do planejamento é estabelecer um cronograma de atividades para que o produtor possa realizar o plantio de forma eficiente e segura e depois comercizaliza-lo, com custos competitivos, ressalta o secretário da SPA, Caio Rocha.

- Vamos discutir o planejamento da cultura do milho, considerando a alta do preço, os custos de produção, a logística, entre outros tópicos - explicou Rocha.

Segundo o secretário, a cada ano o governo tem encargos elevados por conta do escoamento da produção e gastos com a logística.

- O deslocamento do produto do Centro Oeste para o Nordeste e o Sul, por exemplo, representa custos, por isso precisamos planejar para ganharmos em competitividade - salientou.

Com o planejamento, a expectativa é de avançar na produção e ganhar em  produtividade. Hoje o cenário já está favorável ao milho. De acordo com o décimo levantamento da safra de grãos 2011/12, a estimativa de área plantada com milho segunda safra no período, foi estimada em 7,23 milhões de hectares, representando um incremento de 0,6% em relação ao nono levantamento, e de 22,7% comparado com o exercício anterior. O forte incremento observado nos importantes estados produtores da região Centro-Oeste e no Paraná, ajudam a explicar o surpreendente desempenho da lavoura nesta temporada, que deverá ficar marcada pela mudança de paradigma da lavoura no cenário produtivo nacional, onde se destaca o fato de que a segunda safra de milho assumirá cada vez mais a importância até então reservada à safra de verão.

O desempenho do clima durante toda a fase produtiva do cereal foi responsável pelos recordes de produtividade observado especialmente nos dois maiores estados produtores, Mato Grosso e Paraná. A produção consolidada, confirma as previsões informadas para a primeira e segunda safras, dando conta de um novo recorde para o cereal tanto na área plantada, quanto na produção, com incrementos de 9,5% e 21,0%, respectivamente.

Aliado a isso, outro movimento favorável aos negócios do milho no Brasil foi a constatação de que a estiagem que castiga o Meio-Oeste dos Estados Unidos pode derrubar a produção mundial de milho na safra 2012/2013. Isso já está tendo  reflexos imediatos sobre a comercialização do grão no Brasil, com a retomada das exportações, que em 2011 renderam US$ 2,7 bilhões ao país, e a escalada dos preços.

* Com informações do Ministério da Agricultura

Retorno das chuvas favorece plantio do trigo no Rio Grande do Sul

13 de julho de 2012 0

Conforme a última edição do Informativo Conjuntural da Emater, as precipitações ocorridas durante esta semana mantiveram a umidade do solo em patamares favoráveis ao plantio do trigo no Rio Grande do Sul, melhorando, de maneira geral, as condições de manejo do solo nas principais regiões produtoras. Essa situação permitiu aos agricultores acelerarem o plantio, que deverá se encerrar ainda neste mês. O boletim foi divulgado nessa quinta-feira (12).

As condições climáticas também beneficiaram a germinação e o desenvolvimento inicial das lavouras de trigo implantadas recentemente. Até o presente momento, os agricultores plantaram 82% da área prevista para esta safra, com 72% já germinados. Nas lavouras mais adiantadas, prosseguem os trabalhos de aplicação de fertilizantes em cobertura. Quanto ao estado fitossanitário das lavouras, não foram registrados casos significativos de pragas ou moléstias, com as baixas temperaturas auxiliando nesse sentido.

Se os triticultores não encontram maiores dificuldades neste início de safra, o mesmo não ocorre com a comercialização do grão, pelo menos para aqueles que ainda detêm o produto em estoque. Os negócios mantiveram-se mais uma vez lentos no Estado durante a semana, porém, com um pequeno aumento no valor da saca de 60 kg, que passou para R$ 24,13.

Em quase todas as áreas de produção de hortigranjeiros no Estado, as hortaliças sentiram os efeitos das geadas anteriores, principalmente as folhosas como alface, rúcula e chicória, e os frutos como o tomate e o pimentão, especialmente em locais mais baixos.

No último domingo, novamente a geada afetou seriamente as hortaliças, principalmente as folhosas, mesmo em ambientes protegidos. Com isso, a oferta está menor e os preços, maiores. As perdas variam de produtor para produtor, em função da localização das propriedades. Nas propriedades em que não há cultivo protegido, as espécies folhosas como beterraba, couve, brócolis e couve-flor também foram muito prejudicadas.

Espera-se que, nas próximas semanas, a situação volte ao normal nas áreas de produção e abastecimento, porque muitas folhosas plantadas apresentam ótimo desenvolvimento.

Os reflexos das intensas geadas ocorridas no início do mês de junho na região do Vale do Caí continuam sendo sentidos pelos citros. As perdas ocorridas são irrecuperáveis. Logo após a ocorrência das geadas, quando se iniciou a queda de frutas, os citricultores comercializaram essas frutas para a indústria de sucos a preços extremamente baixos - R$ 2,50 a caixa de 25 quilos, em média - se comparados ao preço recebido pela fruta destinada ao consumo in natura.

A geada atingiu mais intensamente as bergamotas, principalmente as das variedades que estavam maduras, como a caí, ponkan e pareci, além da lima ácida tahiti, cuja produção teve perda de 90%.

Na última semana, a normalização do volume de chuvas na maioria das regiões produtoras de leite do Estado proporcionou a recuperação dos mananciais de água e o desenvolvimento vegetativo das plantas forrageiras. As pastagens anuais e perenes cultivadas de inverno já apresentam bom volume de pasto.

Além das pastagens para alimentar os animais, os produtores permanecem suplementando a alimentação dos animais com concentrados proteicos e minerais, silagem, feno, grãos, farelos e rações. No entanto, diante da maior oferta de forrageiras naturais, os produtores diminuíram o uso de alimentos conservados nas propriedades, reduzindo assim os custos de produção da atividade leiteira.

* Com informações da Emater

Zoneamento Agrícola orienta plantio de gergelim e soja

10 de julho de 2012 0

O Ministério da Agricultura publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (10), o zoneamento agrícola para a soja em dez estados mais o Distrito Federal. Pela primeira vez, a indicação da soja foi feita por macrorregião, uma maneira de melhor adequar a cultivar às áreas de plantio. Além da soja, foi divulgado também o zoneamento do gergelim em 12 estados mais o Distrito Federal. A orientação vale para o ano-safra 2012/2013.

A produtividade do gergelim é bastante afetada pelas condições climáticas prevalentes durante o ciclo da cultura. Entre os principais fatores climáticos que exercem essa influência estão temperatura, precipitação, luminosidade e altitude. As temperaturas ideais para o crescimento e desenvolvimento da planta situam-se entre 25ºC e 30ºC, inclusive para a germinação das sementes. Temperaturas abaixo de 20ºC provocam atraso na germinação e no desenvolvimento da planta. Por isso, o plantio sob condições controladas apresenta grande potencial de produção, alto rendimento de grãos e estabilidade de produção.

A soja, no entanto, adapta-se melhor a temperaturas do ar entre 20ºC e 30ºC. A temperatura ideal para o seu crescimento e desenvolvimento está em torno de 30ºC. A faixa de temperatura do solo adequada para a semeadura varia de 20ºC a 30ºC, sendo 25ºC a temperatura ideal para uma emergência rápida e uniforme. A floração precoce ocorre, principalmente, em decorrência de temperaturas mais altas, podendo acarretar diminuição na altura da planta. A soja, sendo basicamente uma planta de dias curtos, é influenciada pelas condições fotoperíódicas próprias de cada latitude, especialmente na duração do período de emergência à floração.

Com a divulgação do zoneamento agrícola, o Ministério da Agricultura quer identificar os municípios e os períodos de semeadura, para as culturas, em condições de baixo risco climático nas regiões dos estados brasileiros. Essas identificações foram realizadas com base em um modelo de balanço hídrico da cultura.

- O zoneamento é o principal instrumento utilizado pelo crédito e seguro rural. É por meio dele que são selecionadas as áreas com maior aptidão para o cultivo de cada cultura e variedade, diminuindo os riscos devido aos problemas climáticos - destacou o secretário de Política Agrícola do Ministério, Caio Rocha.

* Com informações do Ministério da Agricultura

Norte do Estado recebe chuva de pinhões para plantio de araucárias

06 de julho de 2012 0

Para promover o plantio de araucárias na região norte do Rio Grande do Sul, a secretaria do Meio Ambiente vai utilizar um novo tipo de plantio. Nesta sexta-feira (6), no município de Campinas do Sul, será promovida uma chuva de pinhões.

Serão despejadas 40 quilos de sementes para cada hectare, em duas ilhas cedidas pela Tractebel Energia na área alagada pela usina hidrelétrica de Passo Fundo, por meio de aviões agrícolas. O diretor do Departamento de Florestas e Áreas Protegidas, Roberto Ferron, explica que houve preconceito sobre a planta que entrou em extinção.

- Ficou na cabeça de todos os produtores rurais que não se corta mais o pinheiro brasileiro. Hoje ela é considerada uma praga por todos os agricultores. Eles acham que não conseguem mais cortar então não deixam ela mais vingar e já roçam ela, passam com um facão, cortam com a foice para evitar que ela cresça sobre as pastagens - alerta.

A expectativa é que apenas 20% das sementes vinguem. O projeto-piloto que pretende fazer nascerem 10 milhões de mudas de araucária em até três anos. A ideia é que a semeadura aumente o valor ambiental e econômico da araucária, intensificando a produção de pinhões e gerando também uma alternativa econômica, segundo Ferron.

- A gente fez um cálculo que para se ter a garantia de uma pega de uma muda, isso vai a R$ 12,00. Com essa tentativa da semeadura com avião a gente tem menos custos, menos trabalho e consegue um objetivo maior, porque a gente atinge uma área maior - diz.

A ideia é também ampliar este tipo de projeto para outras culturas e outras regiões do Rio Grande do Sul.