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Posts com a tag "Preço"

Preço do frango pode subir nos próximos meses

20 de agosto de 2012 0

Os avicultores alertam para um aumento  de até 40% no preço do frango nos próximos meses. O presidente da Associação Gaúcha de Avicultura, Nestor Freiberger, afirma que a situação é preocupante devido à estiagem no Rio Grande do Sul e à seca nos Estados Unidos, que fazem aumentar o preço de grãos, como milho e a soja, utilizados na ração das aves. Ele ressalta que o preço será repassado ao consumidor.

- Já foram repassados cerca de 20% e vão ser repassados mais porque não existe milagre em negócio e é preciso fazer ele ficar vivo - destaca Nestor.

Ainda de acordo com a Asgav, o preço da saca de 60 Kg de milho aumentou R$ 10,00 nos últimos 60 dias. O preço do quilo de frango vivo passou de R$ 1,70 para R$ 2,25 desde janeiro.

Cepea indica que captação de leite no Sul avança 7% em junho

01 de agosto de 2012 0

A safra de inverno no Sul do País ganhou força em junho com o clima favorável à produção de forrageiras. No Rio Grande do Sul, o Índice de Captação de Leite (ICAP-Leite) elaborado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, registrou significativo aumento de 11% frente ao mês de maio. Em toda a região Sul, o acréscimo foi de 7,4% no período.

Além do aumento da oferta – especialmente nos últimos meses –, também a maior pressão das indústrias/cooperativas em função da queda da margem de lucro que estão tendo pesou para nova baixa dos preços do leite recebidos pelo produtor em julho (referente à produção entregue no mês anterior).

Entre os sete estados considerados para a “média nacional”, em julho, a maior queda no preço médio recebido pelo produtor ocorreu novamente no estado de Goiás. Houve redução de 2,3% no valor líquido, com média de R$ 0,7940/litro. Em Minas Gerais, o recuo foi de 0,8%, a R$ 0,7939/litro. No estado de São Paulo, houve queda de 1%, o que levou a média para R$ 0,8078/litro. No Espírito Santo – ainda não integrado à “média nacional” –, o preço médio foi de R$ 0,7814/litro, recuo de 3,4% frente a junho.

* Com informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

Ministério publica preço mínimo das culturas de verão

31 de julho de 2012 0

O Diário Oficial da União (DOU) divulgou nesta terça-feira (31), a Portaria nº 701 do Ministério da Agricultura, com os preços mínimos para as culturas de verão e de produtos da sociobiodiversidade da safra 2012/13, e de produtos das regiões Norte e Nordeste da safra 2013. Os valores foram definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Todos esses valores passam a vigorar de acordo com cada produto, sendo que os principais, entre os quais o arroz, vigora a partir de janeiro de 2013 e o milho e a soja, a partir de fevereiro do próximo ano. Os preços mínimos fazem parte da política do Governo de aquisição dos produtos excedentes do mercado, corrigindo distorções de preços ao produtor. O objetivo é permitir o sustento da renda no campo, garantindo uma remuneração mínima pela colheita.

Acesse: http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?data=31/07/2012&jornal=1&pagina=6&totalArquivos=112

* Com informações do Ministério da Agricultura

Incentivo às exportações de arroz beneficiam cotação do produto

31 de julho de 2012 0

As cotações do arroz no mercado ultrapassaram os R$ 30,00 a saca de 60 quilos na última semana. O fato ocorre depois de um ano após os preços do produto estarem abaixo dos custos de produção, o que gerou uma crise no setor.

Conforme o analista de mercado Marco Aurélio Tavares, a intervenção do governo no ano passado e a redução de área de produção na última safra começam a refletir positivamente nos valores pagos ao produtor. Ele lembra também do incentivo às exportações como um dos fatores fundamentais para a recuperação dos preços.

- O setor do arroz desenvolveu nos últimos anos uma estratégia voltada para o mercado externo. Talvez seja a estratégia mais importante além do aumento da produtividade. Isso fez com que o Brasil virasse referência no mercado internacional como um grande exportador de arroz - salienta.

Sobre o futuro, o analista acredita que a variação de preços ainda vai depender tanto do clima quanto da intenção de plantio da soja, que tem a tendência de crescimento em áreas de várzea. Ao consumidor, o preço do produto se mantém estável, com média de R$ 2,00 o quilo conforme levantamento semanal da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas).

Produtores de feijão seguram produto esperando preços melhores

30 de julho de 2012 0

Conforme o último informativo da Emater, os produtores de feijão que ainda possuem produto em estoque estão segurando as vendas para o mercado. Isso se deve à previsão de aumento do valor do produto no Rio Grande do Sul.

O preço pago ao produtor já ultrapassou os R$ 100,00 a saca de 60 quilos, valor 23% maior do que a média histórica para o período. O gerente técnico da Emater, Dulphe Pinheiro Machado Neto, explica que a oferta ainda foi reduzida devido a quebra por causa da estiagem.

- A colheita não foi muito boa, tanto da safra quanto da safrinha no Estado, nós tivemos problemas. A seca perdurou de novembro até junho, praticamente. A colheita do feijão ficou aquém do esperado e isso mexeu no mercado - avalia.

E o período também é de entressafra e maior volume de importação, principalmente da China. A avaliação de especialistas é de que os valores do produto vão aumentar para o próximo ano. O analista da Correpar Corretora, Marcelo Lüders, prevê preços recordes para a cultura no próximo ano no país, principalmente por causa do aumento da área plantada de soja em detrimento do cultivo do feijão.

- Como a soja promete preços maravilhosos e realmente é um momento único no mercado, a nossa expectativa é que a soja venha a ter uma área 2,5 milhões de hectares maior do que no ano passado. Com essa situação fica bem clara que nós tenhamos preços nunca vistos em feijão no ano que vem, uma vez que poucos produtores vão plantar feijão no ano que vem - acredita.

Com a alta ao produtor, o preço ao consumidor também deve aumentar a partir do próximo ano, conforme a expectativa do analista.

Alta nas cotações do trigo deve ser repassada para o preço do pão

26 de julho de 2012 0

Em ritmo galopante, as cotações do trigo tem aumentado nos últimos 30 dias. Conforme dados da consultoria Safras e Mercado, a tonelada do cereal está valendo R$ 540,00. Este valor era de R$ 490,00 há um mês.

Entre os motivos desta alta estão a variação do câmbio e os problemas climáticos registrados no hemisfério norte. Além disso, o Rio Grande do Sul, passa por um período de entressafra, onde o plantio está previsto para se encerrar no final deste mês e a colheita só se inicia em outubro.

A previsão é que o impacto deve ser sentido no bolso do consumidor já no próximo mês. O presidente do Sindicato da Indústria da Panificação e Confeitarias do Estado informa que, desde maio, o preço do pão sofreu reajuste de 10%. Arildo Oliveira ainda espera um posicionamento das indústrias para determinar se haverá um novo aumento.

- Os moinhos anunciam novos aumentos a partir do mês de agosto. Estamos aguardando qual vai ser a posição dos moinhos em relação à reajustes para que possamos determinar qual será o novo preço do pão. Se continuar aumentando, provavelmente teremos mais aumentos no preço do pão - adverte.

E as indústrias confirmam que o valor será repassado. Nos últimos meses, conforme o presidente do Sindicato das Indústrias do Trigo (Sinditrigo), o aumento do valor de compra do cereal pelos moinhos chegou a 30%. José Antoniazzi salienta que os estoques estão diminuindo e a oferta está ajustada neste momento, mas a diminuição futura de safra deve impactar em novos aumentos.

- A safra gaúcha ainda é uma incógnita, pois ela começa a ser colhida apenas em outubro e novembro, então ainda está distante. A Argentina diminuiu significativamente seu plantio. Ainda temos trigo, mas estamos em uma situação muito delicada, o estoque está muito ajustado até chegar à próxima safra - aletta.

A tendência, conforme especialistas, é que as altas continuem nos próximos meses. O analista da Safras e Mercado, Élcio Bento, afirma que, devido a este cenário, muitos produtores já estão garantindo comercialização antecipada para o mercado externo.

- A gente tem essa situação internacional bastante firme e a tendência para o nosso mercado é de elevação nas cotações. Tanto é que os produtores gaúchos, que vão colher só lá a partir de outubro, estão garantindo comercialização. Estima-se que 800 mil toneladas da safra já esteja comercializada para o mercado internacional - informa o analista.

Bento explica que, como existe escassez do produto no mercado internacional, as atenções estão voltadas para a produção no Rio Grande do Sul. A previsão inicial da Emater é de uma colheita no Estado de 2,5 milhões de toneladas.

Avicultores pedem apoio para conter escalada do custo de produção

25 de julho de 2012 0

Os diretores da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Ricardo Santin, Ariel Mendes e José Perboyre, junto com os presidentes das agroindústrias produtoras e exportadoras associadas reuniram-se com o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, e com o coordenador de Cereais e Culturas Anuais do ministério, Silvio Farnese.

Na oportunidade em que também estiveram presentes o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, e o vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), Ariovaldo Zanni, os representantes do setor avícola apresentaram ao secretário os impactos da alta de preços dos insumos e um pedido formal de intervenção do governo federal contra a escalada do custo de produção.

Segundo levantamento, encomendado pela UBABEF ao Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), de janeiro a julho deste ano a soja acumulou alta em reais em torno de 74% nas cotações do grão, e o milho, em plena safra, registra aumento de 37% nos preços.  Mesmo após a data final do levantamento, houve registro de elevação dos insumos.

De acordo com os dados do Icone, vários motivos levaram à situação atual do mercado de insumos. Um deles é que a estiagem nos Estados Unidos elevou as cotações de milho e soja. Também a seca no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, reduziu drasticamente a oferta dos grãos nos polos produtores avícolas brasileiros.

Além disso, os preços de farelo de soja e milho têm acompanhado as cotações da Bolsa de Chicago (CBOT), agravado com valorização maior em reais por conta de desvalorização da moeda brasileira. Soma-se a isto o fato de que a exportação de farelo de soja este ano (janeiro a julho) está mais alta do que ano passado, embora produção de soja tenha caído.

Segundo o levantamento e previsões feitas com base nos dados do MDIC, a exportação de soja em grão poderá ser 25% mais alta entre janeiro e julho deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Em contraposição, a produção da oleaginosa registrou queda de 12% na safra 2011/12.

- O mercado brasileiro de grãos está atrelado à Bolsa de Chicago. Neste contexto, os preços têm subido desde o início do ano, com o mercado doméstico respondendo na mesma direção. Além disso, os dados acenam que as exportações de grãos deste mês serão muito maior que o mesmo período do ano passado - explica o diretor de Mercados da Ubabef, Ricardo Santin.

Efeitos sociais

De acordo com Santin, a elevação descontrolada dos custos de produção somada à queda na receita das exportações de frangos, amplia o cenário crítico enfrentado pelo setor avícola brasileiro – em junho houve redução na receita de 21,25% no comparativo com o mesmo período do ano passado.

- Mantidas estas condições, será inviável produzir sem repassar os custos nos preços finais ao consumidor. É algo que temos evitado de todas as formas, já que os produtos avícolas se consagraram com uma das fontes para a segurança alimentar brasileira - explica.

As consequências deste cenário não se restringem ao aumento dos preços. Com uma eventual queda no consumo interno em decorrência do aumento dos preços é provável que as empresas de todo o país necessitem reduzir o volume de produção já que, neste contexto, não cobrirão os custos.

Também estão nas contas do setor os efeitos sociais que o prolongamento das altas nos insumos pode causar na cadeia produtiva da avicultura brasileira.

- A avicultura gera 3,5 milhões de empregos diretos e indiretos. Mais de 300 mil são somente no âmbito das agroindústrias, segundo dados do IBGE. Com a queda produção, as demissões serão inevitáveis - ressalta o diretor de Produção da Ubabef, Ariel Antônio Mendes.

No cenário atual, as vendas internas de grãos tornaram-se menos competitivas, o que acabou sendo agravado pela estiagem corrente nos Estados Unidos.  Com volumes recordes de milho e soja sendo exportados pelos portos brasileiros, a preocupação da cadeia produtiva é com a escassez de insumos no período de entressafra.

- Não faz sentido um dos maiores produtores de milho e soja do mundo correr risco de desabastecimento interno destes produtos. Antes de fomentar as exportações, é preciso garantir que a demanda interna seja plenamente atendida. É uma questão de segurança alimentar da nação - destaca Mendes.

Os pleitos da avicultura

No pedido formal entregue ao secretário Caio Rocha, a Ubabef solicita uma série de medidas emergenciais de estímulo ao abastecimento interno de milho e soja.

No caso do milho, foi solicitada a realização urgente de Prêmio de Escoamento de Produção (PEP) para as regiões produtoras do setor avícola mais afetadas pelas altas do insumo, além de leilões dos estoques reguladores. Os representantes da Ubabef pleitearam ainda a ampliação da venda a balcão para produtores, estendendo a medida também para as agroindústrias, assim como o incremento dos mecanismos de manutenção do plantio da próxima safra do grão.

Já para soja, a cadeia avícola pleiteou o monitoramento dos níveis de exportação, a facilitação da importação de soja para manutenção do consumo interno e a priorização do abastecimento interno.

Também foi solicitado ao secretário Caio Rocha apoio na obtenção de crédito emergencial para custeio e capital de giro das agroindústrias, frente aos aumentos nos custos de produção.

- O secretário se mostrou bastante sensibilizado pela situação das empresas e se comprometeu a analisar os pleitos da cadeia produtiva. Temos certeza de que, em breve, contaremos com medidas efetivas do MAPA para amenizar os efeitos das elevações dos custos de produção - concluiu Ricardo Santin.

* Com informações da União Brasileira de Avicultura (Ubabef)

Produtores de soja estão otimistas com plantio da safra 2012/2013

25 de julho de 2012 0

Os agricultores estão animados com os bons prognósticos para o plantio da soja na safra 2012/13, que começa a ser semeada em setembro. Muito desse cenário se deve ao preço, que nunca esteve tão alto. Na semana passada, o preço do grão bateu US$ 17,57 por bushel (27,2155 quilos) na bolsa de Chicago, uma valorização de 15% desde o início do mês, quando uma forte seca atingiu as lavouras nos Estados Unidos, a pior desde 1988.

No caso da soja, relatório do dia 10 de julho do Departamento de Agricultura americano aponta uma quebra de 7% na produção, ou seja, os Estados Unidos deixariam de colher 4,5 milhões de toneladas (t), de uma safra estimada em 87 milhões de toneladas. Entretanto, a situação das lavouras americanas vem piorando e a colheita seguramente será menor. Por isso, os preços explodiram. Na avaliação do assessor econômico da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Sávio Pereira, esse cenário impactará no aumento da safra 2012/2013 de soja. Segundo ele, o país caminha para plantar a maior safra de todos os tempos, que pode levar o Brasil a superar os Estados Unidos e se tornar o maior produtor de soja do mundo.

Dados do décimo levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no início deste mês, mostram que a área de soja plantada no Brasil foi de 25 milhões de hectares e a produção estimada de 66 milhões de toneladas.

- Se não tivesse havido a quebra da safra, por conta da estiagem nas regiões produtoras, a produção certamente chegaria a 78 milhões de toneladas - calcula Pereira.

Para o próximo ano, poderá atingir 82 milhões de t, comparativamente a atual safra americana projetada em 83 milhões de toneladas, mas que poderá ficar abaixo de 82 milhões de t, o Brasil ultrapassaria os Estados Unidos na produção de soja.

* Com informações do Ministério da Agricultura

Governo vai retirar leite do mercado para segurar preço ao produtor

25 de julho de 2012 0

O governo federal vai realizar a compra de até 3 mil toneladas de leite em pó até o final de ano. O objetivo é retirar produto do mercado e assim melhorar as cotações ao produtor. O anúncio foi feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a Fetag, que havia feito a reivindicação para o governo.

Conforme o presidente da entidade, o preço ao produtor teve redução nos últimos meses. Élton Weber lembra que os criadores também tiveram prejuízos com a seca, já que a falta do produto, que atinge outros setores, também reflete na pecuária leiteira.

- Por um lado é positivo e achamos importante que o produtor de soja tenha uma boa remuneração, mas muitos não tem o produto, pois a estiagem levou. Esperamos que o leite não tenha mais mudança de preço e que a política pública da compra do leite em pó possa garantir a renda ao produtor - salienta.

O preço referência do mês de julho está em R$ 0,65 o litro pago ao produtor, conforme o Conselho Estadual do Leite (Conseleite).

Queda de oferta no mercado encarece preço do tomate ao consumidor

25 de julho de 2012 0

Fazer o molho de tomate em casa ficou mais caro nos últimos 30 dias. É o que aponta levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV).

Segundo estudo da entidade, o tomate é o principal vilão da alta de preços, com um aumento de 63,13% na capital entre junho e julho.

– Mas a alta não afetou só Porto Alegre. Das sete capitais pesquisadas, todas tiveram, entre os cinco itens que mais aumentaram, o tomate. No Rio de Janeiro chegou a aumentar 98% – destaca o coordenador da FGV no Rio Grande do Sul, Márcio Mendes da Silva.

Entre os motivos apontados para a alta no Rio Grande do Sul está a entressafra do produto no Estado, que tem seu período de plantio e colheita entre os meses de outubro e abril, além de problemas climáticos em alguns dos principais Estados produtores, como chuva em excesso em São Paulo e seca em Minas Gerais. Com isso, o mercado gaúcho precisa competir com outros mercados compradores pelo fornecimento do produto, que teve redução de oferta.

A safra gaúcha foi considerada uma das melhores da história em qualidade e produção, com uma colheita de 128 mil toneladas. Mas o agrônomo da Emater, Ênio Todeschini, ressalta que o tempo entre a colheita e a chegada nas gôndolas é muito rápido, o que causa essa dependência da produção do sudeste do país assim que o produto colhido no solo gaúcho acaba nos supermercados.

– Além de ser uma cultura que demanda bastante mão de obra e muitos insumos, ela tem uma rapidez no seu pós-porteira – enfatiza.

Dados da Associação Gaúcha dos Supermercados (Agas) apontam que o reajuste no preço do tomate aos consumidores foi acima de 60% se comparado ao mesmo período do ano passado. O quilo do produto, conforme pesquisa semanal da entidade, chegou a R$ 6,14 na terceira semana de julho. No início do mês, este preço era de R$ 4,18.

O presidente Antônio Cesa Longo lembra que é normal uma alta nesta época do ano devido à queda na oferta. Ele indica que houve uma redução de 15% na procura pelo produto por causa deste reajuste do preço.

– Os preços estão estáveis, mas não vemos uma tendência de queda nos próximos 15 dias ao menos. O tomate, mesmo tendo quatro variedades, como o Longa Vida, o Paulista, o Gaúcho e o Cereja, todos tiveram reajuste – informa Longo.

A boa notícia vem do atacado, onde o preço do tomate já apresenta uma queda de 6,25%. A cotação do quilo do Tomate Caqui Longa Vida está em R$ 3,50 de acordo com levantamento da Central de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa), mas a menor oferta elevou os preços no início do mês, chegando a R$ 4,00 o quilo.

– O Estado está produzindo nesses meses de inverno apenas 5% do que consome neste momento. O resto vem de estados onde os problemas climáticos causaram grandes danos às culturas – afirma o gerente técnico da Ceasa, Amauri Moraes Pereira.

Enquanto isso, a dica é que os consumidores busquem alternativas para substituição ao tomate.

– Se o consumidor continuar pressionando pela procura do item, ainda haverá alta no preço. Se ele for mais moderado na procura, o que geralmente acontece, haverá uma desaceleração neste aumento – alerta Mendes da Silva, da FGV.