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Posts com a tag "Produção"

Projeto de regionalização para a produção agrícola é lançado na Expointer

28 de agosto de 2012 0

O Projeto de Regionalização do Ministério da Agricultura foi lançado pelo ministro Mendes Ribeiro Filho, nesta terça-feira(28), na 35ª Expointer, em Esteio. O projeto abrangerá o Sul e o Nordeste do País, regiões que mais sofreram com os efeitos climáticos.

Dentro da plataforma do projeto, são três os pilares da Regionalização: a Política Agrícola Diferenciada, o Sistema Nacional de Defesa Agropecuária e a Administração. Ao ser elaborada, a política agrícola oferecerá soluções específicas para cada problema, desde o melhoramento da armazenagem, passando pela irrigação, recuperação de solos, instalação de novas estações meteorológicas, acesso ao crédito, seguro rural e apoio à comercialização. As ações visam gerar mais renda ao produtor, aumentar a produtividade, além de incentivar as boas práticas ambientais.

O Projeto de Regionalização será fundamental para o fortalecimento do Sistema Nacional de Defesa Agropecuária, uma vez que levará em conta as realidades e necessidades regionais para aumentar a eficiência dos processos, garantindo a qualidade dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros e também dos alimentos que são exportados. Isso representa mais controle em todo processo de defesa animal e vegetal, desde os insumos usados pelos produtores até o produto final que é certificado e pode ser consumido no Brasil ou exportado.

O Rio Grande do Sul foi escolhido para receber os primeiros projetos-piloto como forma de valorizar sua diversidade de culturas, minimizar as adversidades climáticas e melhorar a competitividade na fronteira com o Mercosul. A intenção é elaborar uma análise dos gargalos, de forma regional, considerando a importância da execução descentralizada dos programas de governo. O Estado foi dividido em três regiões: Nordeste, Noroeste e Metade Sul e, em cada uma, foi realizado um diagnóstico. Foi verificada a necessidade de ampliação da matriz produtiva com a integração lavoura, pecuária, floresta e irrigação; a diversificação de culturas, alternando o cultivo de grãos, produção de leite, suínos e aves; e o fortalecimento da agroindústria frutícola. Para a projeto acontecer, o governo firmará parcerias com diversas instituições e governos.

- Nosso objetivo primordial é melhorar a renda dos pequenos e médios produtores. E, para isso, queremos estar prontos a dar respostas rápidas e eficientes aos desafios diários -  destaca o ministro Mendes Ribeiro Filho.

Com informações do Ministério da Agricultura.

A arte de produção de facas artesanais

27 de agosto de 2012 0

A faca é artigo essencial na indumentária do homem do campo. Na Expointer 2012, a cutelaria artesanal tem espaço entre peões e colecionadores. O ferreiro Aléssio Michelin produz facas artesanais em Santa Maria. Os preços variam de acordo com o modelo e custam de R$ 10,00 a R$ 120,00. No vídeo, confira a explicação sobre o processo de produção das facas a partir do aço de discos de arado.


Setor leiteiro discute nova metodologia para controle da produção

24 de agosto de 2012 0

A Embrapa Clima Temperado, Secretaria estadual da Agricultura e Câmara Setorial do Leite realizaram uma oficina em Pelotas para discutir a metodologia a ser empregada no controle da produção leiteira. Para o pesquisador da Embrapa, Darci Bitencourt, este acompanhamento possibilita a melhoria genética dos rebanhos. O controle consiste na pesagem e no registro da produção individual das vacas leiteiras de cada rebanho, avaliando quantitativamente e qualitativamente o produto. Segundo o pesquisador, esse trabalho é delegado às associações de raças, sob a responsabilidade do Ministério da Agricultura. Salienta, no entanto, que a Embrapa entrou nesse processo e defende um trabalho em conjunto. Darci Bitencourt enfatiza o bom momento para o setor no país.

- Todo esse movimento indica e leva ao produtor uma visão de que o momento do leite no Brasil é muito importante. O mercado internacional está ávido. O momento para a exportação melhorou. E principalmente o Rio Grande do Sul tem crescido substancialmente a produção. No ano passado crescemos 11% - lembra Darci.

O pesquisador da Embrapa Clima Temperado espera que esse trabalho em conjunto com todas as instituições envolvidas sinalize ao produtor a importância da atividade, não só com relação às vendas internas, mas  também na questão do mercado externo, que registra o aumento das exportações de produtos lácteos.

Produção gaúcha de milho deve manter mesma área plantada

06 de agosto de 2012 0

Algumas regiões do Rio Grande do Sul já iniciaram o plantio da safra de grãos de verão. No norte do Estado, áreas já estão sendo semeadas com milho nestes locais. Há uma grande expectativa dos produtores devido aos bons preços pagos pela produção e a perspectiva de condições climáticas favoráveis para as lavouras.

O gerente técnico da Emater, Dulphe Pinheiro Machado Neto, acredita que a área plantada de milho deve se manter mais ou menos igual a do ano passado. Mas ele avalia que o preço mais atrativo deve fazer com que os produtores apostem na soja durante a safra.

- A gente acredita que esta área comprometida com a cultura do milho deve ficar em torno de um milhão de hectares. Com certeza isto não deve baixar muito, a gente deve ter uma diminuição da área de milho e um aumento da área de soja no Estado, mas ela deve ficar neste patamar - avalia.

Na safra passada, a área plantada de milho foi de 1,1 milhão mil hectares, com produção de 3 milhões de toneladas, quebra de cerca de 40% em relação à safra anterior.

Fumicultores divulgam documento pedindo direito de produção

06 de agosto de 2012 0

Cerca de cem pessoas, entre políticos e autoridades, participaram da reunião da Associação Internacional dos Produtores de Tabaco. Eles decidiram divulgar uma carta pedindo que os produtores tenham o direito de produzir. A declaração será enviada aos governos participantes da Conferência das Partes de Controle ao Tabaco (COP 5), que será realizada na Coreia do Sul, em Novembro.

O presidente da Câmara Setorial do Tabaco e diretor secretário da Afubra, Romeu Schneider, salienta que a manifestação dos presentes é de apoio à cadeia produtiva no Brasil. Segundo ele, não houve diálogo com o setor produtivo para buscar um consenso de diversificação e substituição da cultura do tabaco.

- Esta decisão foi tomada porque sempre o governo tem guardado à sete chaves a posição para a discussão das Conferências das Partes e não permite assento a nenhuma entidade, nenhum representante da cadeia para discutir a questão - enfatiza.

Informações preliminares divulgadas pelos fumicultores apontam que o governo brasileiro deve defender a posição de redução do plantio do fumo. Uma das principais reclamações, segundo eles, é a restrição de financiamentos para os produtores, fato que inclusive trava o processo de diversificação das pequenas propriedades.

Avicultores pedem medidas para estancar queda de produção

31 de julho de 2012 0

O setor avícola no país está alertando o governo federal sobre a possibilidade de redução de produção, de exportações e de empregos na cadeia produtiva. Isso se deve ao aumento dos custos de produção, principalmente da alta da soja e do milho. Entre as medidas pedidas pelos avicultores estão ações de leilões e apoio para escoamento da produção além de maior acesso ao crédito.

Conforme o presidente da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), a elevação dos custos de produção chegou a 70% e a maior alta ocorreu logo após as notícias de quebra da safra norte-americana. Francisco Turra não descarta que estes aumentos de preços sejam repassados ao consumidor.

- Não teremos outra saída, lamentavelmente. Não existe atividade que consiga se manter com prejuízo. Então se reduz a produção, se reduz a oferta, é claro que vai haver um aumento natural, e não só no Brasil, como no mundo todo - avalia

Ele informa que indústrias em São Paulo já começaram a reduzir turnos e postos de trabalho. Turra afirma que no Rio Grande do Sul a situação ainda não chegou a este ponto, mas se não houver medidas rápidas, a situação pode ser agravada ainda ao longo do mês de agosto.

Incentivo às exportações de arroz beneficiam cotação do produto

31 de julho de 2012 0

As cotações do arroz no mercado ultrapassaram os R$ 30,00 a saca de 60 quilos na última semana. O fato ocorre depois de um ano após os preços do produto estarem abaixo dos custos de produção, o que gerou uma crise no setor.

Conforme o analista de mercado Marco Aurélio Tavares, a intervenção do governo no ano passado e a redução de área de produção na última safra começam a refletir positivamente nos valores pagos ao produtor. Ele lembra também do incentivo às exportações como um dos fatores fundamentais para a recuperação dos preços.

- O setor do arroz desenvolveu nos últimos anos uma estratégia voltada para o mercado externo. Talvez seja a estratégia mais importante além do aumento da produtividade. Isso fez com que o Brasil virasse referência no mercado internacional como um grande exportador de arroz - salienta.

Sobre o futuro, o analista acredita que a variação de preços ainda vai depender tanto do clima quanto da intenção de plantio da soja, que tem a tendência de crescimento em áreas de várzea. Ao consumidor, o preço do produto se mantém estável, com média de R$ 2,00 o quilo conforme levantamento semanal da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas).

Clube do Produtor do Walmart busca ampliação na atuação

30 de julho de 2012 0

Completando dez anos agora em 2012, o Clube do Produtor, iniciativa da Rede Walmart, quer ampliar a participação no mercado junto aos agricultores. Entre os planos está a atuação em regiões do país que a empresa ainda não atua. Até o final do ano, o objetivo é ter 10 mil produtores em sua rede.

No Rio Grande do Sul, a adesão do Estado ao Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária e a regulamentação do Sistema Estadual de Sanidade Agroindustrial devem facilitar a adesão de novos produtores. O gerente de agronegócios do Walmart na Região Sul, Ari Biondo, salienta que a demanda também cresce para outros setores produtivos que a agricultura familiar trabalha.

- Temos muita coisa dentro da agricultura familiar que envolve mercearia, que envolve outros setores, que estão encaminhadas. Muitas agroindústrias estão sendo contatadas - salienta.

O Clube do Produtor teve crescimento de 15% ao ano nos últimos cinco anos. O investimento em compras no ano de 2011 chegou em R$ 150 milhões. Só no primeiro semestre de 2012 o valor já foi de R$ 93 milhões. No Brasil, são 9,5 mil famílias localizadas em 384 municípios de 12 estados brasileiros que integram a iniciativa.

Cresce mercado de insumos para produção orgânica no país

30 de julho de 2012 0

A oferta de insumos para a produção orgânica no Brasil cresce acima de 20% no país. É o que aponta levantamento da IBD Certificações, entidade que trabalha com a certificação de orgânicos. Isso se deve, na análise da instituição, pelo crescimento do mercado dos produtos para este segmento.

No Rio Grande do Sul, o mercado também está aquecido, conforme o presidente do Sindicato das Indústrias de Adubos do Estado. Torvaldo Marzolla Filho ressalta que as empresas gaúchas do setor já estão atentas a este novo mercado.

- Esse produto que é produzido no Rio Grande do Sul, a quantidade deste produto com 14% de nitrogênio, praticamente dá a mesma produtividade de um produto com 35% a 40% de nitrogênio - ressalta.

Mesmo assim, alguns dos desafios da cadeia ainda é vencer a falta de regulamentações específicas para insumos utilizados na produção orgânica e problemas de registro de produtos, entre os principais que impedem maior produtividade e, em consequência, maior competitividade.

Avicultores pedem apoio para conter escalada do custo de produção

25 de julho de 2012 0

Os diretores da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Ricardo Santin, Ariel Mendes e José Perboyre, junto com os presidentes das agroindústrias produtoras e exportadoras associadas reuniram-se com o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, e com o coordenador de Cereais e Culturas Anuais do ministério, Silvio Farnese.

Na oportunidade em que também estiveram presentes o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, e o vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), Ariovaldo Zanni, os representantes do setor avícola apresentaram ao secretário os impactos da alta de preços dos insumos e um pedido formal de intervenção do governo federal contra a escalada do custo de produção.

Segundo levantamento, encomendado pela UBABEF ao Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), de janeiro a julho deste ano a soja acumulou alta em reais em torno de 74% nas cotações do grão, e o milho, em plena safra, registra aumento de 37% nos preços.  Mesmo após a data final do levantamento, houve registro de elevação dos insumos.

De acordo com os dados do Icone, vários motivos levaram à situação atual do mercado de insumos. Um deles é que a estiagem nos Estados Unidos elevou as cotações de milho e soja. Também a seca no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, reduziu drasticamente a oferta dos grãos nos polos produtores avícolas brasileiros.

Além disso, os preços de farelo de soja e milho têm acompanhado as cotações da Bolsa de Chicago (CBOT), agravado com valorização maior em reais por conta de desvalorização da moeda brasileira. Soma-se a isto o fato de que a exportação de farelo de soja este ano (janeiro a julho) está mais alta do que ano passado, embora produção de soja tenha caído.

Segundo o levantamento e previsões feitas com base nos dados do MDIC, a exportação de soja em grão poderá ser 25% mais alta entre janeiro e julho deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Em contraposição, a produção da oleaginosa registrou queda de 12% na safra 2011/12.

- O mercado brasileiro de grãos está atrelado à Bolsa de Chicago. Neste contexto, os preços têm subido desde o início do ano, com o mercado doméstico respondendo na mesma direção. Além disso, os dados acenam que as exportações de grãos deste mês serão muito maior que o mesmo período do ano passado - explica o diretor de Mercados da Ubabef, Ricardo Santin.

Efeitos sociais

De acordo com Santin, a elevação descontrolada dos custos de produção somada à queda na receita das exportações de frangos, amplia o cenário crítico enfrentado pelo setor avícola brasileiro – em junho houve redução na receita de 21,25% no comparativo com o mesmo período do ano passado.

- Mantidas estas condições, será inviável produzir sem repassar os custos nos preços finais ao consumidor. É algo que temos evitado de todas as formas, já que os produtos avícolas se consagraram com uma das fontes para a segurança alimentar brasileira - explica.

As consequências deste cenário não se restringem ao aumento dos preços. Com uma eventual queda no consumo interno em decorrência do aumento dos preços é provável que as empresas de todo o país necessitem reduzir o volume de produção já que, neste contexto, não cobrirão os custos.

Também estão nas contas do setor os efeitos sociais que o prolongamento das altas nos insumos pode causar na cadeia produtiva da avicultura brasileira.

- A avicultura gera 3,5 milhões de empregos diretos e indiretos. Mais de 300 mil são somente no âmbito das agroindústrias, segundo dados do IBGE. Com a queda produção, as demissões serão inevitáveis - ressalta o diretor de Produção da Ubabef, Ariel Antônio Mendes.

No cenário atual, as vendas internas de grãos tornaram-se menos competitivas, o que acabou sendo agravado pela estiagem corrente nos Estados Unidos.  Com volumes recordes de milho e soja sendo exportados pelos portos brasileiros, a preocupação da cadeia produtiva é com a escassez de insumos no período de entressafra.

- Não faz sentido um dos maiores produtores de milho e soja do mundo correr risco de desabastecimento interno destes produtos. Antes de fomentar as exportações, é preciso garantir que a demanda interna seja plenamente atendida. É uma questão de segurança alimentar da nação - destaca Mendes.

Os pleitos da avicultura

No pedido formal entregue ao secretário Caio Rocha, a Ubabef solicita uma série de medidas emergenciais de estímulo ao abastecimento interno de milho e soja.

No caso do milho, foi solicitada a realização urgente de Prêmio de Escoamento de Produção (PEP) para as regiões produtoras do setor avícola mais afetadas pelas altas do insumo, além de leilões dos estoques reguladores. Os representantes da Ubabef pleitearam ainda a ampliação da venda a balcão para produtores, estendendo a medida também para as agroindústrias, assim como o incremento dos mecanismos de manutenção do plantio da próxima safra do grão.

Já para soja, a cadeia avícola pleiteou o monitoramento dos níveis de exportação, a facilitação da importação de soja para manutenção do consumo interno e a priorização do abastecimento interno.

Também foi solicitado ao secretário Caio Rocha apoio na obtenção de crédito emergencial para custeio e capital de giro das agroindústrias, frente aos aumentos nos custos de produção.

- O secretário se mostrou bastante sensibilizado pela situação das empresas e se comprometeu a analisar os pleitos da cadeia produtiva. Temos certeza de que, em breve, contaremos com medidas efetivas do MAPA para amenizar os efeitos das elevações dos custos de produção - concluiu Ricardo Santin.

* Com informações da União Brasileira de Avicultura (Ubabef)