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[Opinião] Até que ponto os games devem ser realistas?

15 de abril de 2010 34

Nestes dois últimos dias, tenho jogado incessantemente o jogo de tiro Battlefield: Bad Company 2, da Electronic Arts. Em se tratando de jogos de guerra (sem ficção científica e aliens malucos), creio que é o que temos de melhor disponível, ao lado de Call of Duty: Modern Warfare 2, que ainda é o meu preferido (aliás, vale um post só de comparação desses dois jogos).

Tecnicamente, Bad Company 2 é excelente. Gráficos e sons de primeira, cenários gigantestos e detalhistas, um enredo legal etc, etc, etc.

Por outro lado, comecei a me questionar em relação ao realismo do jogo (sem levar bugs em conta). Se formos levar ao pé da letra, nenhum FPS é de fato realista. A começar pelo sistema de dano: após ser atingido, basta se esconder por alguns segundos até que a energia retorne ao normal.

No caso do Bad Company 2, reparei que a maioria das casas não tem móveis. Em geral, são espaços vazios. Banheiro, nem pensar. Se bem que boa parte da ação se desenrola em mata atlântica. Aí no aperto…

Sem falar do espírito de Chuck Norris que temos em todos os jogos. Com um personagem só conseguimos aniquilar exércitos inteiros.

Queremos cada vez mais gráficos realistas, a sensação de imersão total em um jogo. Mas sabemos que isso nunca vai acontecer. Isso quer dizer que a gente se engana um pouco? Por mais que a gente se sinta na pele do personagem, a gente sabe que tudo se trata da mais pura fantasia interativa.

E se o jogo fosse realista ao pé da letra? No caso de um game de guerra, como o Bad Company 2, teria de ter médicos junto com o esquadrão do jogador, paradas para fazer refeições e quem sabe uma soneca antes e depois da ação? É, não ia dar certo.

Na real, o realismo não combina 100% com os games. Se não, os jogos perderiam a graça.

Claro que esse post tem um pouco de devaneio, além de brincadeira, é claro. Em nenhum momento quis dizer que Battlefield: Bad Company 2 é ruim. Pelo contrário. E na semana que vem vou publicar a avaliação aqui no blog.

Pra finalizar, coloco umas fotos do site Cracked. Era um concurso de Photoshop com o tema “
E se os games fossem realistas?”

Comentários (34)

  • Osorio B Amandio diz: 15 de abril de 2010

    Muito bom o teu post, e é bem isso mesmo!
    Nao me recordo direito, mas a uns anos atras um jogo prometia na dificuldade maxima, que se levasse um tiro em um ponto vital, morreria… claro voltaria no checkpoint (nao da pra querer demais), mas pense na parte da dificuldade, seria quase que um jogo “injogavel” pois seria muito dificil.

    Quanto aos moveis, itens, tem jogos que tem varios itens e muitos deles “interagem” com os tiros, se nao me engano o Rainbow Six Vegas 2. Eu até gosto de jogos de tiro, mas como nao sou muito muito fã, prefico um jogo mais “facil” e completo, com cadeiras quebrando com os tiros, vidros quebrando,… E acho que caminha pra isso, e quem deve contribuir com isso somos nós mesmos, jogadores. Mandando emails para produtoras, foruns, blogs,…!

  • Murilo Dantas diz: 15 de abril de 2010

    Com certeza se os games fossem realistas ao extremo, perderia a graça… Jogamos para nos divertir, ir direto ao ponto de uma guerra, por exemplo.
    Há fatores “realistas” que são sempre bem-vindos, tais como gráficos, física, etc. Acho legal também jogos que nem FarCry 2 em que o personagem pode contrair malária, quebrar ossos, entre outras coisas. Mas ter que dormir, ir ao banheiro, fazer necessidades, etc, deixaria o jogo muito “The Sims” pro meu gosto, huashuashuas.

  • Renato diz: 15 de abril de 2010

    Essa questão é muito interessante.
    Há uns meses, escrevi um artigo sobre a ‘realidade’ física do ambiente Second Life e destaquei que ele não é real, nem deveria ser. Que ele é ‘surreal’, como chamei, e isso o faz muito mais interessante, até como ambiente para ensino, não só para games.
    Se te interessar, aqui vai o link: http://www.fisica-interessante.com/artigo-virtual-real-surreal-fisica-second-life.html
    Abraço

  • Vitor diz: 15 de abril de 2010

    Verdade, se os games fossem realistas, já pensaram nos protagonistas de Resident Evil, como iam levar todo aquele inventário? hehehe

  • Alexandre – Xandão diz: 15 de abril de 2010

    Ótimo texto Diego, gostei muito do que você escreveu, e vim aqui para expressar minha opinião. Creio que se os jogos fossem realistas demais, iria perder a graça de jogar, nós gamers, queremos nos divertir, estar dentro de uma guerra, sentindo-se o Rambo e dando tiro pra tudo quanto é lado.

    Se temos que levar 50 tiros para morrer, não importa, nosso prazer é detonar com os inimigos, arrancar cabeças, peneirar os adversários. Acho que existe um estilo de jogo que tem obrigação de ser cada vez mais real que são os jogos de Esportes.

    Não vou me prolongar muito aqui, apenas queria compartilhar de minha opinião. Os jogos não precisam ser totalmente realista, apenas alguns elementos já estão de bom tamanho.

    Abração meu velho.

    Quando der passa lá no Gamus para dar uma força.

  • gabriel diz: 15 de abril de 2010

    é a mesma coisa que num filme. se fosse real, nao seria filme…

  • Carlos diz: 15 de abril de 2010

    Bom post! Cara, não tinha parado para pensar dessa forma. Imagine, em qualquer FPS, o soldado pensando na pensão da ex mulher para pagar hahahahahaha poderia ter um indicador, tipo vida, quanto maior fosse mais desleixado ele seria hahahahaa

  • Sergio Favero diz: 15 de abril de 2010

    O realismo dos jogos deveria ser sempre colocado entre aspas, pois, na verdade, tudo não passa de uma SIMULAÇÃO. Desde os gráficos, passando pelo detalhamento dos ambientes e dos personagens, até os sistemas de danos. Tudo é uma simulação da nossa verdadeira realidade, mas sem algumas “burocracias”.

    E isso somos nós mesmos que impomos, pois a maioria dos players não tem paciência para interpretar o personagem com quem está jogando. Por exemplo, fazendo ele dormir, comer, aprender coisas de forma normal, esperando o tempo passar de forma normal, fazendo necessidades fisiológicas, etc, etc, etc… a não ser que sejam fãs de The Sims, eles querem é fazer as coisas que normalmente não fazemos no dia a dia, e não o que já estamos carecas de fazer, todos os dias, quase que automaticamente.

    Nem quando o poder de processamento dos PCs e consoles estiverem 10x maior do que temos hoje em dia, conseguiremos ou iremos simular a realidade como ela é. A realidade depende de tantos fatores que vai demorar ou poderá até ser impossível prever todos eles.

  • Clauss diz: 15 de abril de 2010

    Acho que as duas coisas que poderiam ser acertadas seria o descarte de uma arma para a coleta de outra, com um limite razoável de inventário, sei lá duas armas curtas e duas longas, não mais do que isso. A outra seria a questão da saúde/morte – o player foi descuidado, deveria ter que reiniciar o jogo ou até a última posição salva, no mínimo – isso nos deixaria mais cautelosos e menos “chuck norris”.

  • Eduardo Amaral diz: 15 de abril de 2010

    realmente os jogos 100% realistas perderiam a graça.

    Mas lembro de um jogo em especial, lançado para PS2, o SOCOM 1, que na minha opinião foi o jogo mais realista que joguei, em todos os sentidos, exceto na parte gráfica.

    Neste jogo a vida não recupera e dependendo de onde você levar o tiro só um já basta para morrer.

    Se mais alguem jogou este game favor comentar.

    Abraços!!!

  • Gustavo diz: 15 de abril de 2010

    Falando em realismo. O jogo “Operation Flashpoint: Dragon Rising” é um exemplo de realismo. Um tiro fatal que se leva e já era, não há cura automática, se acertado na perna, põe uma compressa e não corre mais. O realismo do jogo faz com que somente jogadores insistentes “percam” tempo da frente do video game. Apesar disso, recomendo.

  • Felipe diz: 15 de abril de 2010

    Gostaria que realizasse/verificasse a análise do jogo Operation Flash Point:Dragon Rising.
    Acredito que alguns pontos da sua análise sobre o realismo irão mudar.

  • Marlon Tolksdorf diz: 15 de abril de 2010

    Teu post tava indo muito bem… Muito bem pensado o fato dos detalhes das casas que não tem banheiro ou móveis (tudo isso ao limite ainda existente na capacidade dos videogames ou ao fato do desenvolvedor ter esquecido de colocar lá), mas, quando tu começou a falar na possibilidade de um jogo de guerra com médicos e precise dormir (etc), aí acho que foi besteira, seria um RPG, e não é o objetivo de um Call Of Duty. Call Of Duty ou Medal Of Honor existem pra tu sair dando tiro, não pra viver na TV o que tu vive fora dela!

    Pensa bem! Se um jogo fosse completamente realista, coloca o personagem pra ir comer, depois pra descansar, depois pra ir dormir.. Ah vá! 1 vida já cansa, agora viver outra na TV e ainda tendo que salvar o mundo… O que importa é dar tiro!!!

  • Pedro diz: 15 de abril de 2010

    Eu acho que poderia ter um nível de dificuldade talvez, que fosse o mais real possível (hyper-reality). Um tiro fora do colete e o dano seria real…se foi no braço..não usaria mais aquele braço…seria legal, pois as vezes você teria que mudar o objetivo daquela fase…em vez de atingir um objetivo, as vezes você poderia ter que apenas salvar a sua vida… ou então, morrer tentando…

  • Rômulo diz: 15 de abril de 2010

    Bom assunto. Mas como você mesmo disse, muito realismo não tem graça, jogos, assim como filmes, são pra divertir, pra sonhar com aquilo que não podemos fazer na realidade, ou nos aproximarmos daquilo que podemos mas não conseguimos. Mais realidade pra que, meu dia inteiro é real.

  • José Pedro Almeida diz: 15 de abril de 2010

    Ao meu ver os games devem ser realistas até a realidade.

  • cleber diz: 15 de abril de 2010

    vamos la, td bem, eu só quero me divertir…ao invés de buscarmos tanto realismo…vamos jogar bola de verdade..é mt mais legal, ou boxe ou tenis como no wii…só não da pra matar todo mundo como no gta ou ir pra guerra, afinal …GIVE PEACE A CHANCE…ABRAÇOS

  • Thiago diz: 15 de abril de 2010

    Falando nisso, já repararam que nenhum soldado do Bad Company 2 sabe abrir portas? É só dar uma facada que a porta explode hahahaha :D

  • Rui diz: 15 de abril de 2010

    Isso que você questionou no post, eu me questiono desde o Medal Of Honor PS1.

  • Paulo Gremista diz: 15 de abril de 2010

    Que tal uma materia sobre os severs brasileiros de BC2 ? Como se mantém … pq temos tao poucos …

  • Tiago Griber diz: 15 de abril de 2010

    Faço minhas as palavras do Gustavo e do Felipe, Dragon Rising tem um realismo mto bom, foi ferido no braço? mira fica comprometida, alias nao tem akele sinal de mira, eh só no direito do mouse. Aproximaçao: nao pode chega = CS ou DoD, de peito aberto tipo bradock, os inimigos podem lhe ver de longe, seja terra ou ar, tatica de guerra, é demorado ate encontrar melhor posiçao para ataque, ate volume da fala dos soldados diminui qndo se aproxima de um alvo, começa uma missao a noite e termina quando amanhece, vi varios comentarios em foruns dizendo que o jogo é ruim, mas deve ser pq nao dah pra sair matando feito bradock, ate pq numa guerra de verdade o soldado agir = bradock nao iria durar mto.

  • Rodrigo diz: 15 de abril de 2010

    Pessoal lancamento Nier Ps3 e Xbox, no Estilo God of War

  • fvieira14 diz: 15 de abril de 2010

    Que massa esse post Diego. Parabéns! Concordo contigo, os jogos não dariam certo se fossem realistas ao extremo. Tenho na cabeça o fracassado street fighter – o filme (lembram com o Van Dame e Raul Julia de Mr. Bison) Putz, gráficos malucos com movimentos esquisitos, mas tudo “real”;;;; hehehe

  • Benito diz: 15 de abril de 2010

    ideia: voce toma um tiro, morre ou fica gravemente ferido (porra, é bala de calibre grosso) e “nasce” imediatamente como outro soldado, pode ser ao lado ou atrás. Lembra-se que nenhum soldado vai sozinho à guerra; se todo esquadrão morrer (uns 40 soldados) ai voce falhou na “fase”. Isso mais ou menos que acontece hj, voce toma 40 tiros e nao morre hehehe

    se nao me engano, tem um jogo que é assim no multplayer vc ganha morrendo menos vezes e matando mais

  • Rafael M. Bald diz: 15 de abril de 2010

    Só para dar um exemplo bom, ao menos para mim. O jogo tem uma história surreal e tal, mas as lutas corporais são muito interessantes pela forma que passa a “realidade”.

    O nome do jogo é assassins creed. (No 1 e no 2).

    Acho incrivel o sistema de luta desse jogo, pelo fato de não necessáriamente tu levar uma espadada, mas sim defender a espadada, ou revidar. Mas nem por isso perder sangue. E mata ou machuca o adversário somente quando atinge. E quando acerta um golpe certeiro, ele morre.

    Um ótimo jogo com um sistema de luta que simula muito bem.

  • Jozimar Roberto diz: 15 de abril de 2010

    Eu acho que os próximos jogos tem que vir em 3d;como nos filmes se for possivel,né?Só isso pra ser um pouco mais real.

  • André diz: 16 de abril de 2010

    Apesar de ser fã de jogos de tiro de guerra, em especial metal gear solid 3( se o jogador tem fome tem que matar para comer,se estiver com fome treme a mira, tem que fazer curativo se levar tiro,etc ), estou jogando Mass effect 2 e é um jogo perfeito, com gráficos excelentes e bem realista. Eu recomendo a todos!!

  • Marcio diz: 16 de abril de 2010

    Já joguei esses que você cita, e continuo jogando o Bad Company 2 as vezes, mas se você crê que esses dois são o que há de melhor, é porque não deve conhecer o Insurgency, que não tem comparação, jogo dia, noite e madrugada, 7 dias por semana, online.

  • otavio diz: 16 de abril de 2010

    pra quem quer realismo eu recomendo o Americas Army……

  • Valmor diz: 16 de abril de 2010

    Advanced Combat Environment 2 manda abraços

  • Canal dos Games » Arquivo » Fantasial medieval em Nier está perto do lançamento. Confira o trailer diz: 16 de abril de 2010

    [...] gamer Rodrigo comentou neste post sobre um jogo, e o Canal dos Games atende a solicitação. Em 27 de abril, será lançado para Xbox [...]

  • DJ diz: 16 de abril de 2010

    Vc limitou o tema de realismo a um tipo específico de jogo, que é o de tiro em 1a pessoa.
    Se vc pensar em jogos de corrida e esportes em geral o realismo não só está cada vez mais perto de ser alcançado, como podemos até escolher qual nível de realismo queremos.

  • Robson Verri diz: 16 de abril de 2010

    Na verdade, Dragon Rising não é TÃO REAL assim. Vocês já viram o que um tiro de raspão de uma 7,62 faz? Um tiro de raspão no braço de uma 7,62 pode incapacitar completamente uma pessoa pois expõe os músculos e até os ossos. Uma 5,56 pode fazer um dano semelhante. Uma .50 sé mortal pra qualquer um. O estrago é muito grande. Um jogo MUITO REAL creio que não faria tanto sucesso assim.

  • Stefs diz: 16 de abril de 2010

    TCHE !
    Manda o teu nome da steam caso tenha :P
    Manda teu nome do bad company 2 caso use pc pra jogar (embora o sistema de friends esteja furado)
    É, os graficos e em grande parte a fisica esta ficando realista
    Mas a parte de jogabilidade não :(
    No battlefield as vzs tu acaba gastando um cartucho inteiro de balas pra matar alguem (caso nao mire direito)
    E as vzs não mata.
    Basta o medico largar um kit de cura, que os personagens vão se curando (mesmo que estejam atirando no momento, mantendo a mira sniper pra tentar acertar alguem, enfim basta o kit estar no chao que a pessoa se cura, nem precisamos nos preocupar com o ferimento)
    Enfim os cenarios são realistas (embora, como você falou falte cadeiras e moveis)

    A parte de quebrar portas eu acho ridiculo
    Tinha que existir um modo pra tentar abrir sem fazer barulho, ou abrir rapido e fazer barulho…
    Assim poderia tentar abrir sem inimigos te perceberem..ou abrir, matar e depois tentar fechar a porta (ate mesmo fazer uma barricada)

    Sobre um jogo realmente realista, seria fantastico !
    Poderia ter um modo realism de verdade !
    Nao como no L4d 2, que apenas deixa tudo bem dificil pra passar :P
    Ou o “hardcore” do bad comp. que eu acho chato :P
    Um modo, em que você cansaria, teria que beber agua e ate mesmo achar rios
    Poderia ser guerra mesmo !
    As pausas para dormir, ir ao banheiro e etc seriam desnecessarias
    Você poderia justamente estar em uma missão e ja ter passado dessas “partes” mais mundanas
    Tomou head shot ? Dificilmente o medico vai fazer você sobreviver ! (E se sobreviver, provavel que vai ter que ficar dias esperando a recuperação e vai ficar sequelado)
    Perdeu a perna…vai se arrastar, ter que fazer implantes etc.
    Medico teria numero limitado de “morfina, antibioticos”
    Ta na selva, vai ficar doente, ser mordido por cobra etc :P
    E tudo afetaria mira, forma de andar
    Ia ser legal
    mas dificil de fazer
    E sera que realmente faria sucesso ?
    Bem começando que geral usaria misseis e granadas
    Ja que o efeito de area dessas belezinhas é realmente grande (acho ridiculas as granadas do Bad company).

    E sobre a “soneca” do soldado, nao sei se é tao necessario.
    Afinal, quando tu para de jogar…teu “soldado” vai pra cama tambem
    Ta certo que tem uns nerds loucos que ficam o final de semana inteiro jogando
    Pra esses nerds, o soldado dormiria menos (calculando pelo tempo que tu logou) e depois de muito tempo on o soldado ficaria cansado, com sono e etc
    Ai sim ia ser legal
    O jogo obrigar o cara a parar de jogar pra ter uma vida social :P

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