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Newsgames: informação interativa através dos jogos

06 de abril de 2011 0

O jornalismo da era digital se reinventa a cada dia, aproveitando os infinitos caminhos da web para lançar novas publicações e experimentar novas plataformas. Diferente dos textos, infográficos, fotografias, vídeos ou qualquer outro canal multimídia criado para ampliar as formas de levar a notícia até os leitores, os chamados ‘newsgames’, ultrapassam a fronteira da comunicação e ligam o jornalismo ao videogame.

Aliás, é isso que sugere o livro “Newsgames: Journalism at play”, do professor Ian Bogot e dos doutorandos de mídias digitais Simon Ferrari e Bobby Schweizer, do Instituto de Tecnologia da Geórgia. Na obra, eles mostram os games como meio de tornar a informação interativa, pode simulá-los com a reconstituição de momentos históricos e até mesmo com a inclusão de novos eventos

O tema para muitos talvez não seja tão novo assim, para outros este pode ser o primeiro contato. O que merece destaque aqui é a evidência que os games estão ganhando em meio à disseminação das notícias. Há muito tempo, os jogos vão além do entretenimento, e surgem como um auxílio para aprender uma nova língua ou treiná-la, por exemplo. Eu gosto de jogar títulos com legenda em inglês, porque, para mim, acaba sendo um complemento aos estudos.

“Você não pode vencer ou perder. Não há início nem fim. É uma simulação!”

O conceito surgiu em 2003, mas vem ganhando destaque nos principais jornais do mundo, como ElPais, CNN e The New York Times. Os jogos são feitos a partir de notícias ou com base em algum acontecimento em curso, ou seja, servem como complemento ao noticiário, para mostrar a linha editorial de um veículo ou até como verdadeiros emuladores de informações.

O ’12th September’ é um dos mais antigos e polêmicos. Pelo simulador, os leitores são convidados a bombardear uma área com terroristas. Até aí tudo bem, mas onde está o grande tabu? A área também tem civis, incluindo mulheres e crianças, todos sujeitos aos ataques das bombas. A propósito, eu já disse que o jogo é polêmico?

O ‘Play Madrid’ foi um dos pioneiros entre os jornais. Publicado pelo ElPais logo depois dos atentados na capital espanhola em 2004, que consiste em manter todas as velas acesas de forma mais intensa como forma de vigília virtual aos mortos no ataque.

Em seguida, o The New York Times lançou o ‘Food Import Folly’ para tratar da falta de fiscalização na importação de alimentos nos Estados Unidos.

Três anos depois, foi a vez da CNN com o ‘Presidential Pong’, em que o game propõe um jogo de tênis com os pré-candidatos à presidência norte-americana. As habilidades de cada jogador se valem do que foi mostrado durante a campanha eleitoral. Somada à possibilidade de simulação, os ‘newsgames’ também adicionam o caráter lúdico aos jogos.

Mais um exemplo é o jogo Cutthroat Capitalism, que retrata as estratégias de negociação com reféns dos piratas na Somália. O player é colocado no comando de um navio pirata.

E no Brasil, como está a disseminação do conceito? Ainda em uma fase tímida, diga-se de passagem, há dois experimentos que merecem destaque. Um deles foi promovido pela revista Superinteressante em 2009. Intitulado de “Jogo da Máfia”, o leitor encarna um personagem que precisa se infiltrar na máfia, mostrando como funcionam as organizações do crime.

Outro foi lançado pelo G1, um ano antes, o Nanopops, que desafia o leitor a descobrir através de caricaturas quem são as personalidades da política internacional.

O principal nome por trás da criação deste novo formato é o da desenvolvedora de jogos Newsgaming. Geralmente, a interface é intuitiva e também funciona como um teste para avaliar o grau de conhecimento do jogador sobre as notícias do mundo real. Segundo o livro mencionado no início deste post, além da interatividade, os games também oferecem a oportunidade de aprofundar determinada notícia, com respostas simples a questões gerais. Em outras palavras, uma forma de suavizar a notícia e torná-la menos complexa.

Apesar do teor educativo, há uma ou outra polêmica em volta do desenvolvimento dos ‘newsgames’, afinal há quem possa confundir jornalismo e entretenimento.

Você já testou um ‘newsgame’? O entretenimento atrapalha? Deixe sua opinião.

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