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Opinião: O fator diversão nos games

12 de abril de 2011 5

Gráficos de última geração, trilha sonora orquestrada, dublagem perfeita, inteligência artificial esperta e jogabilidade funcional. Todos são fatores importantíssimos para o desenvolvimento de um game competente. O grande mistério para as produtoras, capaz de tornar um produto campeão de vendas, é como tornar esse jogo divertido.

Uma das grandes questões para que um produto seja realmente interessante é a imersão. Quanto mais nos sentirmos dentro da trama ligados aos personagens e ao mundo virtualmente criado, melhor será o resultado. Neste caso, ponto positivo para os Jogos Online Multiplayer.

Adaptações e seus problemas

Quando o jogador é apaixonado pelo tema, os defeitos do produto ficam menos aparentes. Mesmo o gamer mais exigente quer tanto ser um cavaleiro medieval, um super-herói, ou qualquer outro personagem preferido que acaba fechando os olhos para possíveis deslizes técnicos.

Dois exemplos pessoais: The Matrix: Path of Neo, de 2005, e Robert Ludlum’s The Bourne Conspiracy, de 2008. São casos que eu queria tanto lutar com programas de computador, tal qual Neo, e enfrentar agentes na pele de Jason Bourne, que certamente ignorei limitações desses produtos.

Adaptações de filmes e games de super-heróis podem ser utilizados como um bom exemplo. Normalmente, o que se tem são produtos mal acabados, feitos as pressas para aproveitarem o sucesso das bilheterias, com raras exceções.

No caso de Spider-Man 3, criado para ser lançado junto com o filme de 2007, muito se falou durante a produção do jogo. Seria quase um mundo aberto estilo Grand Theft Auto (GTA). No lançamento, decepção pela jogabilidade ruim. Situações semelhantes aconteceram com Superman Returns (2006), Iron Man (2008) e tantos outros.

Sobre os MMOs

Em games Massivos Online, o fator diversão ganha um forte plus. O usuário cria e personaliza um avatar, escolhe sua profissão, características físicas, evolui as habilidades etc. A identificação com o herói é imediata.

Ainda há um elemento imbatível nos MMOs: a interação com milhares de pessoas reais, de qualquer espaço do mundo. Nesse ponto, nenhum jogo offline pode competir, por mais que a inteligência artificial seja adequada. A máquina não consegue simular as reações humanas, com erros e atitudes inesperadas.

Desse contato virtual, surgem amizades, grupos que se transformam em clãs ou guildas. Equipes que irão disputar juntos as mesmas missões ou pelo menos estarão lá para trocar um bom papo, tal como uma rede de relacionamento. Claro que rivalidades também acontecerão, mas isso faz parte do jogo.

Também há a questão da vida útil. Os modos multiplayer conseguem prolongar esse prazer de jogar. Tanto que a maioria das franquias, mesmo que tenham o modo campanha offline como principal, tem separado missões ou modalidades para as disputas online. É um caminho irreversível. Quem aderiu recentemente foi a série Assassin’s Creed, em Brotherhood, por exemplo. Agora, os assassinos na trama podem fazer disputas pelas ruas de Roma.

Nos jogos online, há empresas que desenvolvem e administram as ferramentas de um universo para os gamers. Mas é com a interação dos próprios usuários que é criada essa diversão. E o melhor é que a questão de tempo é indeterminada.

Mesmo um produto considerado bom tecnicamente – com uma história envolvente, mil possibilidades de jogo e com duração interessante –, não quer dizer que será necessariamente divertido para todos. Há quem goste apenas de musicais, títulos de esporte ou até produtos antigos, os clássicos. Ou então os gamers casuais, que apreciam jogos simples e diretos de raciocínio que rodam diretamente pelo navegador.

O fator diversão é ao mesmo tempo o quesito mais banal e o mais difícil de ser avaliado pela mídia especializada, para ser indicado para o público. Isso porque são muitos os perfis de jogadores, de diferentes faixas de idade.


Comentários (5)

  • Felipe Kroth diz: 12 de abril de 2011

    Para mim, o que há de melhor em termos de jogo divertido, é o Super Nintendo. Grande parte dos jogos da Nintendo, na verdade. Do nintendinho ao Wii. Ontem mesmo estava jogando "Campeonato Brasileiro 96' no Snes e, pelo menos eu, me divirto muito mais do que jogando PES 2011. No Wii a Nintendo investiu em jogos mais simples, mas que divertem mais e levam àquele clichê de "diversão para a família toda", o problema é que eles não encantam nas fotos nos blogs.

  • @somatando diz: 12 de abril de 2011

    Não necessariamente. O artigo visivelmente foi escrito por alguém que gosta mais de jogar online do que offline.
    Eu particularmente, assim como muitos outros, prefiro jogar offline, sozinho, em modo single player.
    Concordo que jogos multiplayer são divertidos e trazem o fator humano ao jogo, mas por outro lado, tu tem o compromisso de estar lá para teus "colegas" com certa regularidade, precisa respeitar o ritmo deles e tudo mais. Para alguém que tem pouco tempo para jogar, como eu, e que nesses momentos ainda prefere avançar mais lenta e metodicamente do que sair explodindo tudo que vejo pela frente, jogar em grupo é uma coisa muito difícil.
    Prefiro ter controle sobre o ritmo com que vou jogar, é a maneira que vejo de extrair o máximo do jogo.

  • Rafael “Neutral” diz: 12 de abril de 2011

    Pro Diego, a Natalia, Silvio e o pessoal do blog…

    Eu fiz um BAITA comentário nesse post, na minha humilde opnião, altamente instrutivo com o assunto do blog… sem contar que foi um artigo que enviei a uma revista e foi muito bem aceito…

    Minha pergunta é: Porque foi deletado?
    Não é a primeira vez que meus posts são deletados.

    Eu poderia postá-los com outro nome, mas posto sempre com o mesmo só pra ver se é algo com o que eu escrevo.
    Espero uma resposta de vocês, colegas.

  • Rafael "Neutral" diz: 13 de abril de 2011

    Enviei. :)

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