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Passagem do Video Games Live em Porto Alegre emociona fãs e deixa espaço para "bis"

13 de outubro de 2011 0

Quando as luzes se apagaram, o palco do Teatro do Sesi já estava pronto para receber o maior concerto de game music do mundo. Músicos a postos, instrumentos às mãos, público acomodado e em um dos telões o primeiro sinal da esperada performance: “loading the 1º act” (carregando o primeiro ato). A sexta turnê brasileira do Video Games Live estava prestes a fazer sua estreia em Porto Alegre. E o Canal dos Games foi conferir de perto.

Antes do show começar, os fãs curtiram vídeos engraçados que eram exibidos no telão, mas bastou o compositor e um dos idealizadores do live Tommy Tallarico subir ao palco, acompanhado do maestro japonês Wataru Hokoyama e dos 43 músicos da Orquestra Simphonica Villa Lobos, para arrancar os primeiros aplausos do público, estimado em 1,2 mil pessoas, segundo a Assessoria de Imprensa da Opus Promoções. Com imagens de Blanka, lutador que representa o Brasil em Street Fighter, as primeiras notas do aguardado concerto entoaram a trilha do game.

“Welcome to Video Games Live, Porto Alegre”.

Estas foram as primeiras palavras de Tommy no palco após a abertura. Enquanto apresentava o Video Games Live, ele disse que seu local favorito para tocar, entre todas as turnês realizadas mundo afora pelo VGL, é o Brasil, onde estão os fãs mais apaixonados. E convidou o público a acompanhar a orquestra livremente, com aplausos, gritos e o que mais viesse à mente. Tommy também disse que havia uma coisa que ele sabia sobre Porto Alegre através de seus amigos brasileiros: a cidade das mais belas mulheres.

- Eu sinto muito por termos demorado tanto tempo para chegar aqui em Porto Alegre, mas de agora em diante voltaremos aqui todos os anos – prometeu.

Em tom de total descontração, Tommy apresentou o maestro Wataru, o primeiro convidado especial da turnê deste ano.

“Good evening, Porto Alegre. How are you?”

Wataru Hokoyama abriu o repertório com uma composição sua para o game Afrika. Em tom de brincadeira, ele disse que muitos dos presentes não deveriam conhecer, já que o título não se saiu to bem. Em seguida, foi a vez da trilha de Resident Evil 5 ecoar pelo teatro.

A próxima convidada especial, em sua segunda visita pelo Brasil, entrou com uma apresentação pra lá de especial. Aos 24 anos, descoberta através de vídeos postados no YouTube, Laura “Flute Link” Intravia encantou a todos com sua flauta. A talentosa cantora, compositora e flautista uniu-se à orquestra com roupas vermelhas, lembrando o personagem que seria homenageado: Super Mario.

Enquanto tocava, o telão exibia imagens retomando toda a história da franquia. Em uma das cenas, o fantasminha que se escondia do Mario quando o herói olhava para ele fazia o mesmo cada vez que Laura olhava para trás. Nada que o som da poderosa estrelinha não resolvesse, afastando o fantasma dali. Foi um dos espetáculos mais aplaudidos.

Uma breve pausa introduziu um ilustre convidado. Aos 87 anos, Ralph Baer, o inventor dos videogames, também participou do espetáculo via Skype. No vídeo abaixo, você pode ver como era o primeiro “protótipo”, criado em 1968:

A próxima atração trouxe uma trilha inédita, mas já esperada no repertório musical: Halo Reach. O público acompanhou as batidas de cada nota com o movimento das mãos, como se estivessem tocando no palco junto com os músicos.

“Obrigado Brasil”.

Em português, o próximo convidado saúda os fãs. Pela primeira vez em terras brasileiras, o diretor musical da Blizzard, Russell Brower, sobe ao palco para mostrar as trilhas que compôs para os games World of Warcraft: Burning Crusades, Starcraft II: Wings of Liberty e World of Warcraft: Lament of the Highborne. E uma novidade! Pela primeira vez, os gamers tiveram acesso às imagens do live com as vozes em português. O arranjo revelou pela primeira vez naquela noite a poderosa voz de Laura, que era aplaudida a cada nota alta alcançada.

A próxima atração, fortemente celebrada pelo público, apresentou a abertura de Metal Gear Solid 3: Snake Eater, com Laura no vocal, mais uma vez para a alegria geral. E para fechar a primeira parte do concerto, antes do breve intervalo de 20 minutos, uma composição especial chamada ‘The Tetris Opera’, que contou com a participação do criador do clássico, Alexei Pajitnov, e os incríveis agudos de Laura.

- Estou achando fantástico. Estou vendo a minha infância passar diante dos meus olhos. Todos os jogos que eu jogo hoje, as estórias fantásticas que eu conheço hoje na sala da minha casa, eu estou vendo hoje tomarem vida na forma de uma orquestra fantástica, na minha frente. Espetacular – contou Pedro Branco, 21 anos.

- Poder estar aqui no meio desse evento é muito legal. Eu sempre gostei de games desde criança e poder chegar aqui e ver uma orquestra daquele tamanho, com o prestígio que tem, com um monte de gente em volta que tem os mesmos gostos que você. É fascinante – completou Matheus, 22 anos.

Na volta do intervalo, Tommy voltou a mil com sua guitarra para tocar Castlevania. Assim como Laura era aplaudida a cada nota alta alcançada, o mesmo aconteceu com o compositor, enquanto mostrava toda a sua habilidade com o instrumento. O embalo continuou com a trilha de Mass Effect até outro momento de de grande ápice no palco e alvoroço na plateia, com o medley dedicado aos 25 anos da franquia The Legend of Zelda. Inclusive, nessa parte, Tommy pediu para que os fãs enivem, através da página do VGL no Facebook, desenhos para homenagear a série em show especial que está em preparação. E disse ainda que a montagem musical foi mostrada pela primeira vez no Brasil.

Depois de se vestir como o Mario, a flautista voltou caracterizada como Link e arrancou muitos aplausos do público com sua versatilidade. Outra novidade foi a apresentação da trilha de Pokémon, a pedido, segundo Tommy, dos próprios gamers brasileiros. A atração teve direito à “ameaça” da Equipe Rocket, em português, mais um vídeo dublado estreando em palco brasileiro, levando o público ao delírio.

Todos esperaram anciosamente pela trilha de Diablo III, previsto para chegar no primeiro trimestre do ano que vem. Quando Russell Brower encontrou os músicos novamente, a expectativa era grande pelo anúncio, mas a resposta do compositor foi: “Soon” (Em breve). A trilha que entrou no repertório foi a de World of Warcraft: Wrath of the Lich King, seguida por Invencible (World of Warcraft: Cataclysm).

Em meio a tantas atrações internacionais, o maestro da Orquestra Simphonica Villa Lobos, Adriano Machado, foi convidado a comandar os músicos para o tema de Bodycount, junto com o renomado criador da trilha.

“Boa Noite, Porto Alegre! Tudo bem?”

Mick Kiely chegou saudando o público com a frase que aprendeu em português e foi para bem perto da plateia, enquanto interagia com quem assistia e com o próprio espetáculo.

Durante o concerto, especialmente nas trilhas sonoras que exigiam o máximo dos violinistas, os dedos deslizavam suavemente pelas cordas dos instrumentos ao mesmo tempo em que produziam sons vibrantes, capazes de causar arrepios em alguns momentos. Impressionante notar também a rapidez com que as notas do piano eram tocadas, sem tropeços, a força expressiva dos violoncelos, o delicado toque da harpa, toda a harmonia do conjunto montado para encantar quem sempre acompanhou o Video Games Live de longe e agora estava ali na frente de todo o espetáculo, conduzido ao vivo.

Um sortudo de 13 anos, foi chamado ao palco para participar de um desafio de Guitar Hero com Tommy Tallarico. Bernardo Smith foi o vencedor de um torneio que aconteceu pouco antes do início do show, o que lhe garantiu o passaporte para fazer parte da performance. Juntos, os dois tocaram The Pretenders (Foo Fighters).

Um dos momentos mais emocionantes da noite, especialmente para mim, foi ouvir One Winged Angel (Final Fantasy VII) ao vivo e a cores. No telão, imagens de cosplays do game da Square Enix apareciam alternadamente.

- Foi realmente incrível. Foi maravilhoso. As músicas tocaram na alma. Não tem explicação – disse Gabrieli, 20 anos.

Para selar a passagem pela capital gaúcha, as últimas músicas estavam entre as mais pedidas pelos gamers durante as turnês mundiais: Peaceful Days & Frog’s Theme (Chrono Trigger) e Scars of Time (Chrono Cross). E, no finalzinho, a hilária interpretação de Still Alive (Portal) para encerrar o show com chave de ouro e deixar, para muitos fãs, aquela sensação de “quero bis”. Cativado pelo som, todo o público participou de pé, cantando e batendo palmas, com celulares e portáteis ligados, brilhando no escuro.

No final, após os agradecimentos, Tommy pegou uma câmera para tirar uma foto do público e postar no Facebook. O compositor ainda brincou, dizendo que todos deveriam colocar tags para serem encontrados na imagem. Aliás, brincou e cumpriu a promessa. Basta acessar a página e ver com seus próprios olhos. Alguém já se encontrou na foto?

- É uma das experiências mais fantásticas. Musicalmente falando é a mais fantástica que eu já experimentei na minha vida. Algumas músicas a gente não conhece, mas as que eles tocaram e que eu conhecia, é profundo demais. Orquestra é algo que eu já amava antes. VGL é a melhor orquestra do planeta. A melhor coisa que eu já vi. É a maior emoção que eu senti – revelou Bruno Pagno, 23 anos.

- Eu gostei um monte, um monte. Eu pretendo vir aqui todos os anos que eles vierem – completou Débora Guerra, 20 anos.

Embora, o espetáculo tenha sido predominantemente em inglês, o idioma não foi barreira. A noite foi marcada por uma só língua, regida pela música e pela paixão pelos games.

- Obrigado, Porto Alegre!! Vocês nos fizeram sentir bem-vindos durante nossa primeira visita!! Nós esperamos retornar em breve novamente. Obrigado mais uma vez por todo o apoio, paixão e amor! – escreveu Tommy no Facebook do VGL após a apresentação na capital gaúcha.

Quem estava por lá? De qual música mais gostou? Compartilhe esse momento com a gente aqui no espaço para comentários no blog e nos conte suas impressões sobre o VGL.

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Post de Natália Cagnani, jornalista e cosplayer fissurada por cultura japonesa, games e trilhas sonoras. Acompanhei o Video Games Live pela primeira vez ao vivo, junto com o editor do blog Diego Guichard. No Twitter, podem me encontrar como @natyaeris

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