
Sabrina Naud
Este meu post, desta vez é dedicado igualmente a meninas e meninos. Porque desta vez vamos falar de um público de meninas gamers, dentro das minorias, mas é o meu favorito: as namoradas.
Antes que alguém venha com os mimis de preconceito, por estar rotulando meninas e ets, só uma coisinha: o mercado separa as pessoas por seus comportamentos que envolvem o consumo do jogo. O que eu estou fazendo é apenas tratar de algum deles, sem dizer que meninas ou meninos são melhores. Preconceito está nos olhos de quem quer ver. E sim, meninos também são separados em diversos perfis pela indústria. Isto não é rotular pessoas. É facilitar o trabalho dos desenvolvedores e distribuidores.
Por que separei um público específico? Bom, já vai entender ou se identificar.
Existem muitas meninas que quando namoram vêem nas atividades do parceiro uma adversidade e às vezes oportunidade. Exemplo, os surfistas, que as namors enchem o saco de ficarem na areia esperando ele sair do mar e decidem surfar também. Ou, elas sempre quiseram fazer, mas nunca tiveram a “oportunidade”.
Geralmente o futebolzinho no sábado à tarde, o surf sagrado do verão e o videogame pós trabalho se tornam problemas nos relacionamentos. Afinal cansamos de ouvir lendas digitais sobre meninos jogando WOW enquanto a namorada o chama para cama, ou ainda quando elas surtam e destroem o aparelho. Pesadelo total!! Bom, mas existem as namoradas que decidem acompanhar!

casal
Na maior parte das vezes elas já tinham jogado videogames, mas acabaram crescendo e descobrindo coisas que as interessavam mais e renegando a diversão “infantil”. OU às vezes o tempo ocupado por faculdade e trabalho fez com que os games virassem a última opção dentre as diversões. De uma maneira ou outra, ficaram no passado da menina.
E é aí que entra o namorado. Sabe aquelas jantas em que os meninos sentam e começam a jogar sem parar? Principalmente FIFA e Winning Eleven…
Aquelas meninas que tinham parado de jogar há muito tempo, ou jogavam, tipo, uma vez por semana ou menos, resolvem acompanhar os namors. Geralmente elas começam jogando muito mal, se acostumando aos poucos a nova/velha atividade.

namorada
E depois de um tempo, elas que fazem questão de jogar, elas estão atrás de novos jogos e de volta ao antigo passatempo. E em pouco tempo de repetidas jantas e dias chuvosos, elas voltaram a ser gamers.
Óbvio que este não é o único programa de casais e das jantas, mas ocorre com certa freqüência. Óbvio que nem todas as namoradas jogam ou um dia haviam deixado de jogar. Falo de uma camada muito especial de meninas. Óbvio que algumas jogam muito melhor que seus parceiros, e por aí vai…
O que eu acho fenomenal nelas?
· Algo que poderia detonar o relacionamento se torna uma alternativa de programa para o casal;
· A namorada se torna companheira;
· Ela faz questão de aprender, mesmo que ela deteste jogos.
Por isto, meu respeito e parabéns a todas as meninas que haviam parado de jogar ou que não gostavam e por “obrigação” acabaram (re)descobrindo o prazer numa atividade tão simples, porém divertida.

casamento
Dedico este post a minha irmãzinha, que faz questão de acompanhar o namorado e os amigos numa partida de Winning Eleven. E a todas as meninas que fazem o esforço por eles. Publicitária, Sabrina Naud tem uma coluna semanal aqui no Canal dos Games, as quintas-feiras. Gamer nata, é editora do blog www.gamersin.blogspot.com. http://www.twitter.com/sabrinanaud.