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Posts na categoria "COMMAND & PLAY"

[COMMAND & PLAY] Dicas e cuidados com o seu videogame no verão

29 de dezembro de 2010 1

Ah, o verão! Sol, praia e o calor. Em Porto Alegre, as altas temperaturas, somadas com a umidade, renderam o apelido de Forno Alegre. Neste período, vêm incomodações para nós, gamers. Afinal, neste final de ano temos inúmeros lançamentos e um inimigo natural contra as nossas jogatinas.

Os modelos de PlayStation 3 que mais sofrem com o calor, sem sombra de dúvida, são os FAT, mais antigos, que esquentam muito mais do que os atuais SLIM. Os donos dos modelos fat precisam ter cuidado redobrado: jogue com o ar-condicionado ligado ou um ventilador virado diretamente para o console. Ventilador de teto ajuda também.

Além disso, JAMAIS tranque as saídas e entradas de ar, e JAMAIS coloque-o dentro de um armário, gaveta ou outro móvel com pouca circulação de ar. E isso vale para qualquer console.

Nos firmwares mais novos a Sony colocou um aviso de aquecimento, que é mostrado na tela, e solicita que desligue o seu console durante alguns minutos até esfriar. Ao mesmo tempo desta mensagem, um bipe é ouvido e a luz vermelha no console pode ser vista piscando. Siga o que o aviso diz.

O calor excessivo no PS3 pode acabar o “matando”, um cenário conhecido como YLOD, ou “Yellow Light of Death” – a temida Luz Amarela da Morte. Quando o console esquenta muito (mas muito MESMO), os contatos internos da placa-mãe do aparelho acabam fervendo e se soltam (eles são feitos de metal, que se expande em altas temperaturas), não passando mais a informação necessária para o console funcionar adequadamente.

Para evitar o super-aquecimento, usuários experientes tem como opção abrir o aparelho, tirar todo o pó interno e trocar a pasta térmica dos processadores. ATENÇÃO: procedimento recomendado apenas para pessoas que entendem de informática e/ou eletrônica, pois é algo delicado de lidar. A melhor recomendação é levar o aparelho para uma assistência técnica especializada. Vale lembrar que PS3 com YLOD tem como voltar “à vida”, mas nada é certo. Se o seu console já apresentou este problema, leve-o a um especialista.

Você deve se perguntar: “qual é a hora certa de trocar a pasta térmica do meu videogame?” A resposta é: quando você perceber que o cooler está sempre na última (e mais alta) velocidade e os jogos começarem a travar.

Os mesmos cuidados que eu citei servem para o Xbox 360 e Wii. TODOS os consoles esquentam, então tome cuidado do seu investimento. No caso do Xbox 360, os modelos mais novos também esquentam menos. E o principal: tente não modificar o seu console de alguma forma (abrir e instalar outro cooler, por exemplo). Há também coolers externos vendidos para os videogames.

Evite dores de cabeças futuras, prepare-se para o calor excessivo que chega no final do ano e jogue em paz os seus games preferidos.

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Post de Murilo Dantas, em contribuição para o Canal dos Games. Dizem que o Murilo deixa um saco de gelo sob o PS3, algo parecido com a foto abaixo. Mas no Twitter, pode ser encontrado em como @mudantas.

Divirta-se com a mega atualização de Natal da PlayStation Store!

22 de dezembro de 2010 4

Parece que o Papai Noel da Sony está de muito bom humor este ano. A PlayStation Store americana foi atualizada nesta terça-feira, dia 21/12, com inúmeras demonstrações ÓTIMAS, vídeos e outros games completos.

A começar para os assinantes da PlayStation Plus:

– Full Game Trial do jogo Borderlands (jogo completo por U$29,99)
– Demonstração gratuita do jogo MAG., evoluindo até o nível 8 – após isso, se quiser continuar evoluindo, é necessário comprar o jogo completo (U$29,99)
– Inúmeros descontos em diversos jogos antigos da SNK, Battlefield 1943 e Sonic 4

Já para os demais usuários da PlayStation Store, há ainda mais novidades:

– Diversas quedas de preço em vários jogos (a lista é enorme)
– Jogos para download: Borderlands (U$29,99); Risk: Factions (U$9,99); Blokus (U$4,99); Alpha Mission II (U$8,99); Art Of Fighting (U$8,99); Baseball Stars Professional (U$8,99); Fatal Fury (U$8,99); League Bowling (U$8,99); Magician Lord (U$8,99); Metal Slug (U$8,99); Samurai Showdown (U$8,99); Super Sidekicks (U$8,99); The King of Fighters ’94 (U$8,99); Strong Bad’s Cool Game For Attractive People – (o preço varia de acordo com o episódio); Prince of Persia: The Two Thrones (U$14,99); BUZZ! – Quiz Player (de graça); echochrome ii (U$14,99); MAG (U$29,99); Eat Them! (U$9,99); Top Darts (U$9,99).

Demos (gratuitos):
– LittleBigPlanet 2
– Beat Sketcher
– Dead Space 2
– Mass Effect 2
– Risk: Factions
– Blokus
– Strong Bad’s Cool Game For Attractive People – Episode 4: Dangeresque
3

Entre os vídeos, destaque para o episódio final do reality show da Sony, The Tester 2, e mais uma edição da “revista” quinzenal de informações diversas do mundo PlayStation, Pulse. Há também inúmeros DLCs, wallpapers, avatars e diversos conteúdos para PSP.

Eu não sei quanto a vocês, mas com certeza terei muita coisa para jogar – mesmo que seja apenas demos – até o natal. LittleBigPlanet 2, Dead Space 2 e, principalmente, Mass Effect 2 eram esperados há tempos, com muita excitação, pelos donos do PS3. Divirtam-se e Feliz Natal! =)

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Post de Murilo Dantas, em contribuição para o Canal dos Games. O PS Phone nem saiu, mas o Murilo já encomendou. No Twitter, pode ser encontrado em como @mudantas.


[COMMAND & PLAY] Análise de Call of Duty Black Ops

08 de dezembro de 2010 2

É final do ano! Época lembrada pela troca de presentes, pelas músicas especiais nas redes de TV, pelos caminhões natalinos de uma marca de refrigerantes passeando pelas cidades e também, principalmente, pelo lançamento de mais um game da franquia Call of Duty! Black Ops segue a ideologia da Activision de lançar um game da série a cada ano, feito por estúdios diferentes (desta vez, pela Treyarch), sempre tentando bater o recorde de vendas anterior. Este ano não foi diferente, com o título vendendo apenas no primeiro dia cerca de 5,5 milhões de cópias mundialmente, e espera-se que seja o meio de entretenimento que mais rendeu em toda a história (batendo livros, filmes, músicas e outros games).
Diferente dos títulos anteriores, a história se passa não em uma época apenas, mas sim em diversas épocas diferentes, que vão desde a 2ª Guerra Mundial, passando pela Guerra do Vietnã e adentrando a Guerra Fria. Contando com uma narrativa de história totalmente inovadora, jogamos com um soldado que participou de inúmeras batalhas, mas que é obrigado a relembrá-las para repassar a torturadores informações valiosas. Cabe a nós vivenciarmos estas memórias. Além desta curiosa inovação (que ficou ótima), parece que há mais cenas de ação frenética do que em Modern Warfare 2, tudo orquestrado com uma perfeita maestria digna de cinema.


Os gráficos do game não estão perfeitos. Como a Treyarch resolveu trabalhar em cima de uma engine proprietária, eles não pegaram a mesma de Modern Warfare 2. No lugar, melhoraram a existente em World at War, que como defeito principal possui as diferenças entre versões, deixando o PC nitidamente melhor do que as para console. Já a versão PS3 conta com diversos “slowdowns” e menos detalhes em comparação com a de Xbox 360. Nada que interfira na jogabilidade.
Se você puder escolher, fique com a versão Xbox 360, que está melhor acabada e ainda contém uma ferramenta útil, que é de dois jogadores jogarem online no mesmo console com IDs diferentes e, assim, evoluírem separadamente seus níveis. A de PS3 possui também o multiplayer on-line com split-screen, mas apenas com uma única ID. Também, algumas texturas encontradas no cenário são de baixa resolução e poucos polígonos, o que leva a pensar, às vezes, se realmente estamos jogando um game de última geração. Um ponto forte dos gráficos, porém, são os efeitos das mortes dos inimigos, que facilmente ficam desconfigurados de acordo com os tiros que levaram.
O som, como é de se esperar, é magnífico. A série é famosa por deixar o gênero de FPS mais próximo do que vemos nos cinemas, e com certeza o que mais contribui para este feito é a boa utilização dos efeitos sonoros. Além do mais, nada mais divertido do que enfrentar vietcongues ao som de músicas da época, como acontece em algumas fases.
A jogabilidade está boa, mas não perfeita. Frequentemente há bugs (principalmente com corpos voando) e a inteligência artificial só fica desafiadora em níveis mais avançados (o normal é fácil demais). Os controles pré-definidos não são lá tão amigáveis (quando encontrei a que queria, mudava outra coisa que não queria), o que me leva a perguntar: por qual motivo não vemos nos consoles a mesma facilidade de edição de comandos que há no PC? Algo muito bom é a presença de diversos veículos totalmente controláveis e de armas dos tipos mais variados.
O modo multiplayer está com o selo de qualidade “Call of Duty”, como era de se esperar. O que pode dificultar a vida de alguns players é a questão de precisar gastar dinheiro (virtual, não se preocupe) em cada arma ou equipamento que quiser adquirir. Ou seja, os pontos de experiência deram lugar a dinheiro (algo que é até mais real, diga-se de passagem). Vale lembrar também que está presente o modo Zombie, que lembra bastante o modo de mesmo nome de Call of Duty Word at War. Diversão garantida!
Black Ops não chega a ser tão bom quanto Modern Warfare, tanto o 1 quanto o 2. Talvez a Infinity Ward saiba lidar melhor com o público, possua uma engine melhor e tenha um controle de qualidade elevado. O fato é que Black Ops é odiado por muitas pessoas em diversos fóruns. Isso quer dizer que ele é ruim? Longe disso! É o povo que está acostumado com a qualidade dos Modern Warfare e aguarda algo melhor ainda logo em seguida. Mas uma coisa é certa: quem deixar de jogar Black Ops apenas pelo motivo de ter sido feito pela Treyarch, estará perdendo um dos melhores jogos do ano.
Game: Call of Duty Black Ops
Preço: R$199
Gênero: FPS
Empresas: Activision e Treyarch
Plataformas: PC, PS3 e Xbox 360
Dica: andar abaixado é a sua melhor estratégia em boa parte do jogo.

Gráficos: Bom
Som: Ótimo
Jogabilidade: Médio
Diversão: Ótimo
Inovação: Ruim
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Murilo Dantas

Post de Murilo Dantas, em contribuição para o Canal dos Games. No Twitter, pode ser encontrado em como @mudantas.



[COMMAND & PLAY] PlayStation Phone. Mito ou realidade?

26 de novembro de 2010 2

Há bons anos se fala sobre a possível escolha da Sony de levar a marca PlayStation a um mercado lucrativo e em constante expansão: o de celulares. Nada de muito concreto foi visto, infelizmente. Até então. O site Engadget publicou recentemente, em primeira mão e de alguma forma bem obscura, fotos vazadas do que seria um possível protótipo do PlayStation Phone.

Como podemos notar inicialmente, o aparelho leva a marca Sony Ericsson, o braço móvel da companhia, e possui o que parece ser uma versão customizada da plataforma Google Android, e teria acesso a uma loja para download de títulos da marca PlayStation, incluindo grandes franquias como God of War.

O site Engadget ainda diz que o aparelho fotografado conta com um processador Qualcomm MSM8655 de 1GHz, 512MB de RAM, 1GB de ROM, uma tela sensível a toque entre 3.7 e 4.1 polegadas, uma câmera integrada com flash LED e um painel estilo slider, deixando o gadget com um formato bem parecido com o do videogame portátil PSP GO.

O mais notável, porém, é que esse aparelho peca na falta de um stick analógico, e no lugar está uma espécie de painel, provavelmente sensível a toque. Também não há qualquer indicação da marca PlayStation no aparelho, mas talvez esteja assim por se tratar apenas de um protótipo.

Outros rumores foram lançados no ar esta semana, mas desta vez pelo site TechCrunch. Segundo eles, o PlayStation Phone realmente existe e tem uma tela com uma qualidade de outro mundo (inclusive com tecnologia da linha de televisores da companhia, Bravia), melhor até que a famosa Retina Display dos iPhones e iPods de 4ª geração.
O preço do aparelho, subsidiado pelas companhias de telecom, estaria na casa dos U$500, incluindo cinco games “gratuitos”. Já os preços dos jogos não passariam de U$10 e seriam compatíveis com a linha de jogos “portáteis” da Sony, a linha Minis.

Não é certo ainda que o PlayStation Phone rodaria os atuais jogos da linha PSP, pois um grande trabalho de emulação seria necessário. E segundo a fonte do site, o dispositivo seria o melhor gadget móvel que ele havia usado para games. Como a plataforma principal, a princípio, será a Android, a Google estaria trabalhando diretamente com a Sony em um sistema operacional sólido e eficaz para esse pequeno pedaço de hardware.

Agora, minha conclusão sobre isso: eu tinha esperanças de que este fosse o PSP 2, e acredito que a maioria também achava isso. Mas não, é apenas um novo celular voltado para jogos. O PSP2 seria outro aparelho, sem suporte a telefonia, e voltado exclusivamente (e poderosamente) para jogos. Francamente, prefiro continuar com um celular para fazer ligações, mandar mensagens e tirar boas fotos do que com um celular mais caro, que rode jogos móveis medianos e com uma câmera não muito boa. Mas vamos ver o que a Sony nos reserva, pois tudo isso até agora não passa de rumor.

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Post de Murilo Dantas, em contribuição para o Canal dos Games. O PS Phone nem saiu, mas o Murilo já encomendou. No Twitter, pode ser encontrado em como @mudantas.

Filme de Uncharted estaria em produção

24 de novembro de 2010 4

Quem é atento ao Twitter com certeza notou que na tarde desta quarta-feira um dos tópicos mais falados mundialmente era o nome do nosso querido Nathan Drake, protagonista da série Uncharted, game exclusivo para PlayStation 3.
A notícia, não confirmada pela Sony ou outro estúdio de cinema, se deu a partir de uma entrevista para a MTV cedida pelo ator Mark Wahlberg, que tem no currículo filmes como “Max Payne” (foto abaixo), “Os Infiltrados”, o “Planeta dos Macacos” de 2001 e “Uma Saída de Mestre”.

O diretor da adaptação seria David O. Russel, mais conhecido por dirigir o filme “Três Reis” (que eu nunca vi). O currículo inteiro dele não tem filmes muito relevantes… Ainda segundo o site da MTV, onde foi publicada a entrevista, há rumores de que os atores Robert de Niro (“Entrando Numa Fria”, “Máfia no Divã”, “Os Intocáveis”) e Joe Pesci (um dos bandidos de “Esqueceram de Mim”) fariam uma ponta no filme. De acordo com Mark Wahlberg, o papel deles seria de pai e tio, respectivamente, de Nathan Drake. E isto, sinceramente, me deixa com MUITO medo, pois nenhum parente de Nathan é citado nos jogos.

Vamos ver o que sairia deste projeto. Levando em consideração todos os filmes baseados em jogos que temos, qual pode se salvar? Na minha opinião, nenhum. Bomba a caminho? Tomara que não.

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Post de Murilo Dantas, em contribuição para o Canal dos Games. No Twitter, pode ser encontrado em como @mudantas.


[COMMAND & PLAY] Análise do novo Medal of Honor

19 de novembro de 2010 0

Eis que a Electronic Arts está fazendo de tudo para voltar ao topo de maior publisher de games do mundo (cargo hoje ocupado pela gigante Activision Blizzard). Talvez o maior truque na manga da empresa é fazer o impensável: relançar franquias famosas, totalmente reformuladas. Foi o que fizeram com a série Need For Speed, por exemplo, e fazem agora com a série Medal of Honor. Foi um bom “reboot” para a série? Vejamos.

Desta vez, Medal of Honor não se passa mais durante a Segunda Guerra Mundial. Graças a Deus, os shooters estão largando de mão a era mais “molestada” em toda a história dos games. O novo Medal of Honor se passa nos tempos modernos, e você joga no papel de alguns Rangers americanos nas terras inóspitas do Afeganistão, lutando contra o temível Talibã.

Antes de jogar esta versão, ouvi de diversas pessoas que o jogo não prestava, que ele era pior que Call of Duty. Realmente, entre uma briga dos dois, Medal of Honor apanha como uma mocinha. Mas isso não quer dizer que o jogo é ruim, o problema está nas pessoas que seguidamente precisam de um modelo para comparar. Não devemos fazer isso, senão todos seriam “clones de Call of Duty” ou “clones de God of War”. Não haveria mais jogos deste jeito.

Medal of Honor possui uma campanha single player magnífica, feito pela Electronic Arts Los Angeles. Desde tiroteios no meio do deserto com metralhadoras de grosso-calibre, passando por corridas com quadriciclos, perseguições aéreas com helicópteros e, a minha parte favorita, aniquilações de exércitos inteiros com snipers a uma distância de 1Km! Sério, gente, só jogando pra saber, é MUITO divertido a parte em que precisamos eliminar inimigos de longe. Fãs de snipers como eu irão ao delírio.

A jogabilidade está muito boa, o que me empacou foram os controles um pouco diferente dos atuais shooters. É complicado apertar bolinha para se agachar, não é “anatômico” e não é fácil apertar este botão no meio de um tiroteio. Em compensação, se segurarmos bolinha, tempos a possibilidade de deitar no terreno, o que facilita e MUITO não sermos avistados pelos inimigos. Além disso, segurando L2 e movendo o direcional para qualquer lugar, podemos “espreitar” o que está acontecendo, sendo facilmente possível se agachar atrás de um obstáculo e rapidamente dar uma olhadinha por cima, atirar e voltar à posição original, sem tomar um único tiro. Muito útil no campo de batalha. Há sim a opção de trocar os comandos do controle, mas nenhuma é muito boa. A melhor é a original.

A física no jogo está de tirar o chapéu. Há um inimigo escondido atrás de uma porta de madeira? Não tem problema, meta bala na criatura e elimine-a. Nenhuma parede hoje em dia é segura na vida real, e demorou um pouco para as produtoras começarem a se dar de conta que balas atravessam paredes e outros tipos de objetos.

O som está uma etapa acima de qualquer shooter. Gravados a partir de armas reais, é cristalino e realístico. Inclusive se você chegar perto de alguém que fala no comunicador, além de escutar a voz da pessoa no comunicador, você escutará o áudio da voz da pessoa saindo diretamente dela. Algo simples, mas próximo demais do que realmente é.

Os gráficos estão muito bonitos, ainda mais em missões onde podemos dar uma olhada nas paisagens. Não notei muitos slow-downs durante o jogo e nem muitos efeitos pop-ins (da textura demorar para aparecer). E olha que em momentos como o que estamos nos helicópteros, o nosso campo de visão é ENORME, e não notei nenhum tipo de problema nos efeitos.

O multiplayer, feito pela Dice (criadora da série Battlefield), ficou excelente (o que era de se esperar vindo de uma empresa com o ótimo currículo que possui). Mas aqui não encontrei muita criatividade: é parecido DEMAIS com o multiplayer da série Call of Duty. Você inclusive ganha pontos a cada inimigo morto, e depois pode chamar algum tipo de “suporte”. Também há DLCs de mapas, o que aumentará a vida útil do jogo. Dica para quem, como eu, jogou o beta do jogo, meses atrás: o beta era um LIXO. A versão final está mil vezes melhor.

Há um presentinho da EA aos gamers de PlayStation 3: dentro do blu-ray do jogo, está inclusa uma versão HD de Medal of Honor Frontline. Para instalá-la, coloque o disco do jogo e vá até a XMB. Terá uma opção de instalar o Frontline.

Medal of Honor está disponível para PC, PlayStation 3 e Xbox 360.

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Murilo Dantas

Post de Murilo Dantas, em contribuição para o Canal dos Games. Em FPS, Murilo é rápido e preciso. É mortal. Mas no Twitter, pode ser encontrado em como @mudantas.


[COMMAND & PLAY] Análise sobre o jogo Castlevania: Lords of Shadows

08 de novembro de 2010 0

Nada melhor do que, logo após um Halloween repleto de zumbis nos games e na TV, continuar um pouco no clima sombrio e pegar um game de arrepiar (pelo menos pela temática). Estou falando de Castlevania: Lords of Shadows.

Reescritura da série, o game não possui relação com os anteriores, nem na história e nem na jogabilidade. Neste título, jogamos com Gabriel Belmont, cavaleiro da Irmandade da Luz (Brotherhood of Light), um grupo que luta contra as forças sobrenaturais e está atrás dos Senhores das Sombras (Lords of Shadows), força demoníaca que estremeceu a aliança entre a Terra e o Paraíso (isso mesmo). É bastante comum, aliás, ver os personagens do jogo dizendo que foram abandonados por Deus.

Logo de cara, vemos que o foco do jogo é exatamente nos contar uma excelente história. Um livro é aberto ao começar o jogo (no maior estilo conto de fadas Disney), e uma voz forte e familiar a muitos de nós lê o que está escrito no livro: trata-se do ator Ian Mckellen, que dá vida nos filmes ao Magneto, de X-Men, e Gandalf, de O Senhor dos Anéis.

A história toda é dividida exatamente como um livro: em capítulos. Cada um é dividido em número variável de fases, algumas pequenas e outras nem tanto, com diversos inimigos relativamente fáceis de matar. No meio das missões, há alguns “semi-chefes” e no final do capítulo, um chefe, e esses sim são difíceis (vale lembrar que o primeiro nos traz uma nostalgia de Shadow of The Colossus). A medida que vão passando os atos, mais difíceis ficam os inimigos, e, o melhor: os adversários variam BASTANTE. Você terá que bolar uma estratégia única para cada um.

É claro, as comparações sempre estão presentes, então vamos à elas. Acredito que a Konami quis fazer uma mistura do aclamado, muito bem recebido e extremamente copiado God of War com o jogo do ano de 2009 e ganhador de vários prêmios Uncharted. Nas lutas, assim como a maior parte dos jogos de hoje em dia, você precisa apertar botões e botões rapidamente, para fazer os melhores e mais destrutivos combos, e às vezes é necessário apertar alguns botões numa determinada ordem para um acontecimento dar certo. Além das cenas de ação, há momentos em que é preciso escalar e pular lugares altíssimos, e daí é que vem a comparação com Uncharted. Estas “cópias” não são problemáticas, acredito apenas que a Konami esteja se utilizando de uma fórmula que vem dando certo.

Algo que aumenta e muito o fator replay do jogo é a possibilidade de voltar em qualquer fase. No final de cada fase, por exemplo, é mostrado uma espécie de placar, indicando o que foi feito, o que foi ganho e o que foi deixado de lado. Com base nisso, você volta até a fase desejada e faz o que tiver que fazer: concluir a fase em todas as dificuldades, passar sem recuperar a energia, matar todos os inimigos, pegar upgrades para a sua arma principal (uma cruz poderosa combinada com uma corrente), armas secundárias ou mesmo upgrades para a sua barra de vida ou barra de magia.

Uma coisa que com certeza ajudou para que o jogo ficasse tão bom foi o toque mágico do mestre Hideo Kojima, pai da série Metal Gear, que atuou no jogo como diretor cooperativo. E é de se imaginar que, como em todo o game que o Kojima põe as mãos, menções de seus jogos aparecem. Neste não é diferente, e há uma surpresa para quem terminar o jogo.

Para quem é marujo de primeira viagem no mundo Castlevania, as primeiras fases e capítulos podem ser um pouco sem graça, ponto negativo que logo em seguida se reverte. Não esqueçamos: é como se fosse um livro, e toda a história nos vai sendo dada aos poucos.

No que diz respeito aos gráficos: eles são lindos, e podem rodar plenamente em 1080p, o que boa parte dos jogos não faz hoje em dia. A única coisa que atrapalha na tela é a câmera, que é fixa e muitas vezes faz o jogador se perder. No resto, sem problemas. O som é magnífico, orquestrado, digno de um filme. Jogue-o com o volume alto para sentir-se penetrado na história!

Para os fãs antigos da série, os jogos Castlevania: Symphony of the Night e Castlevania: The Dracula X Chronicles estão disponíveis na PlayStation Store para serem jogados tanto no PS3 quanto no PSP.


Castlevania: Lords of Shadows foi lançado para Xbox 360 e PlayStation 3.

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Murilo Dantas


Post de Murilo Dantas, em contribuição para o Canal dos Games. No momento ele não pode atender ou responder e-mails porque está ocupado com o PlayStation Move ou Medal of Honor . Mas no Twitter, pode ser encontrado em como @mudantas



Player: Ajude o Canal dos Games nesta reta final do Prêmio Top Blog

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[COMMAND & PLAY] Dicas de games para passar o Halloween

30 de outubro de 2010 4

Este dia 31 não será marcado apenas pelas eleições para presidente. Há algo mais “divertido” acontecendo, e também tem a ver com vampiros e bruxas: 31 de outubro é o famoso Halloween. E é claro que o Canal dos Games não deixaria esta data passar batida! Por isso, uma lista de alguns jogos para serem relembrados nesta data. Confira uma amostra de cada um clicando no título do game. Vamos a eles.

Red Dead Redemption: Undead Nightmare

Conteúdo por download do famoso jogo da Rockstar, desta vez nos fornece ação em terceira pessoa no faroeste contra ZUMBIS (não há nada melhor). Lute contra os mortos-vivos seja em partidas multiplayer ou single player mesmo, em uma nova campanha dedicada aos comedores de cérebro. A história é a seguinte: uma espécie de praga assola a região, e cabe ao nosso protagonista descobrir uma cura.

Além da nova campanha (pequena, por sinal), há também novas missões onde você encontra aqueles amigos desconhecidos e faz o que eles pedem. Também foi adicionado ao multiplayer oito novos personagens mortos-vivos. Disponíveis para os dois modos, há novas armas, novas roupas, novos locais, novos animais (sim, versões zumbis dos animais normais) e, preparem-se: novos animais místicos, que incluem os quatro Cavalos do Apocalipse e até mesmo o Chupacabras. Simplesmente um ótimo jogo para passar o Halloween!

Este DLC pode ser comprado por U$ 9,99 na PSN (U$7,99 para assinantes da Plus) ou 800 Microsoft Points na Xbox Live Marketplace.

Burn Zombie Burn

Game loucão do estilo “atire para todos os lados”, onde os inimigos principais são novamente zumbis! Bastante divertido, o objetivo do jogo é apenas um: mate todos os mortos-vivos. Dependendo do modo de jogo, o objetivo muda um pouco:

Freeplay: mate o maior número de inimigos até morrer
Defense: além de se preocupar com a sua própria vida, preocupe-se também com a vida de sua namorada, que fica no meio da tela.
Timed: quanto mais zumbis forem mortos, mais tempo você irá ganhar ao timer. Quando o timer zerar, o jogo acaba.
Challenges: uma espécie de “modo campanha”, onde você precisa completar determinadas missões, no total de 10.

O jogo foi lançado para PC e PS3. Assinantes da PlayStation Plus podem baixá-lo gratuitamente este mês.

Dead Rising 1 e 2

Ótimo jogo da Capcom no qual, mais uma vez, o objetivo é matar os mortos-vivos preferidos da sociedade. Na primeira versão do jogo, você precisava sobreviver a uma infestação de zumbis em um shopping center. É possível fazer de praticamente todos os objetos como armas, o que aumenta drasticamente as formas de matar.

Já a segunda versão, que saiu recentemente, inova bastante por nos trazer um modo multiplayer, que é uma espécie de “reality show”, onde cada jogador compete para realizar o maior número de mortes possíveis.

Desta vez, o personagem principal precisa se preocupar em dar um remédio chamado Zombrex à sua filha, que foi mordida por um zumbi e está infectada. Então podemos imaginar o que acontece caso falhemos em dar o remédio a ela: o jogo acaba ou continua, mas com a filha zumbi? Jogue e descubra. =)

A variedade quase infinita de matar do primeiro game está de volta, desta vez com a possibilidade de unir objetos. Pegue um bastão de beisebol e junte com pregos para fazer um belo estrago. Ou um cabo de vassoura e duas serras elétricas, uma em cada ponta do cabo. Bom, as possibilidades são enormes.

Dead Rising 1 é exclusivo do Xbox 360, enquanto o 2 saiu tanto para Xbox 360 quanto PlayStation 3 e PC.

Resident Evil 5: Gold Edition

Não mais tão assustador quanto as versões anteriores do jogo e um pouco velhinho, Resident Evil 5: Gold Edition nos traz, além do jogo completo, as duas DLCs que foram lançadas posteriormente (uma em que você joga com Chris e a Jill e outro apenas com a Jill).

A versão Gold Edition é a ideal para quem quer tirar o máximo do título, pois é a única versão compatível com o PlayStation Move. Você deve imaginar “uau, deve ser demais jogar com o Move no jogo, deve ser perfeito!”. Em parte, é. Em outra, a CAPCOM fez “cacaca”. Como falei no review sobre os jogos compatíveis com o Move, a empresa inventou de fazer o botão de tiro no botão MOVE, sendo o gatilho responsável por empunhar a arma. Totalmente sem sentido.

De resto, não recomendo para quem possui a versão comum do jogo, pois sai mais barato comprar os DLCs na PSN ou Xbox Live Marketplace do que comprar a versão Gold.

Age of Zombies

Título da coleção “Minis”, idealizado para PSP, mas também é possível jogar no PS3. Disponível gratuitamente para assinantes da Plus, o jogo é bastante divertido e trata de uma invasão dos comedores de cérebro por diversas eras, desde a era dos faraós até o Japão feudal.

Mais um game no estilo “atire para todos os lados”, o objetivo é matar todos os zumbis na fase, mas no final sempre há um chefe. Por sua sorte, você conta com inúmeras armas disponíveis pela fase inteira, inclusive granadas, minas e lançadores de foguete.

Game ideal para passar o tempo enquanto você está longe do seu console (apesar de possível, é horrível jogá-lo numa tela de alta-definição).

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Murilo Dantas

Post de Murilo Dantas, em contribuição para o Canal dos Games. No momento ele não pode atender ou responder e-mails porque está ocupado com o PlayStation Move . Mas no Twitter, pode ser encontrado em como @mudantas

[COMMAND & PLAY] Confira os jogos compatíveis com o PlayStation Move

22 de outubro de 2010 1

Há um tempo apresentei a vocês o PlayStation Move, controle de movimentos da Sony para o atual console de mesa da companhia. Mais importante do que o hardware em si com certeza é o software compatível, e por isso falarei um pouco sobre os jogos existentes no mercado que podem ser jogados com o Move.

Hustle Kings

Esse é pra quem é “botequeiro”. Excelente jogo que saiu no início do ano e teve suporte ao Move assim que o controle foi lançado, simula com um alto nível de realidade os movimentos precisos da sinuca. Dentre as opções iniciais, você escolhe as mais diversas modalidades (mata-mata, 8 ou 9 bolas, 31 bolas em sequência, etc). O número de jogadores vai variar de acordo com o modo escolhido. Eu testei com 3 jogadores o modo de 31 bolas em sequência (após encaçapar todas as primeiras, as bolas eram recolocadas na mesa). Ganha quem encaçapar primeiro todas as 31 bolas. E sim, uma partida dura MUITO. Eu mesmo joguei essa partida durante 3h. Vale lembrar que apenas um Move é necessário para que todos participem.

Sports Champions
Um dos melhores jogos compatíveis com o Move. É considerado o “Wii Sports” da Sony. Tem diversos tipos diferentes de esportes: arco-e-flecha, lançamento de disco, vôlei, bocha, tênis de mesa e luta de gladiadores. Alguns podem ser jogador com um amigo, mas nesse caso o seu amigo precisará de outro Move. Há também o caso do arco-e-flecha, tênis e luta de gladiadores em que, para se ter uma jogabilidade melhor, você joga com dois Moves ao mesmo tempo, um em cada mão. Por exemplo, no jogo de luta, uma mão é responsável pela espada e a outra pelo escudo. Demais, não?

Tumble
Ótimo jogo que mistura um estilo de quebra-cabeças com empilhar peças. Pode até parecer bobinho e infantil, mas disso não tem nada! Com uma precisão absurda e uma física perfeita, o seu trabalho principal é empilhar diversos blocos até atingir uma determinada altura. Mas a cada nível que você vai passando, mais difícil tudo fica. Por exemplo, o jogo começa a empurrar a você que empilhe objetos redondos, ou objetos mais pesados em cima de outros mais leves (em alguns casos é necessário até fazer um contra-peso). Há também diversas fases em que é necessário explodir uma torre, e fazer com que os pedaços dela caiam em determinados lugares para ganhar pontos.

Tiger Woods PGA Tour 11
Esse é divertido apenas no começo, depois fica um pouco chato. Para os amantes de Golfe, esperem por movimentos super realistas e tacadas de tirar o fôlego. O problema é que seguidamente, quando você prepara o movimento para tacar, o move fica escondido atrás de você, fazendo com que a PlayStation Eye não enxergue o controle e o movimento seja um pouco prejudicado.

High Velocity Bowling
Jogo de boliche um pouco antigo, está faz um tempinho na PSN, mas recentemente recebeu uma atualização para dar suporte ao Move (quem é assinante da Plus pode baixar o DLC de graça). Não posso dizer que o jogo é perfeito, pois, sem brincadeira, é MUITO FÁCIL fazer strike! Na vida real, sou um péssimo jogador de boliche. Já neste game, consigo fazer tranquilamente cinco strikes seguidos. Você primeiro seleciona a partir de qual ponto da pista você vai jogar; depois, escolhe o sentido da jogada. Por último, é necessário fazer o movimento, que é quase igual ao do jogo de verdade. É possível fazer uma ação forte demais ou uma beeem lenta… Também, enquanto você faz o movimento (segurando o botão T – gatilho – e soltando ao “jogar” a bola), é possível girar o controle no seu próprio eixo. Se girá-lo para a direita, a bola fará uma curva para a direita, assim também se fizer a mesma coisa para a esquerda. É um jogo muito divertido, mas achei um pouco enjoativo, justamente pela sua facilidade.

R.U.S.E.
Para quem está ligado no Canal dos Games, sabe que já fiz uma análise sobre o jogo, que achei excelente, o primeiro RTS de verdade para consoles. Mas não havia falado sobre o suporte ao Move no jogo. Sinceramente, acho que o conjunto Move Navigation (aquela “metade” de um DualSchock3) + Move Motion (o controle que tem a bola colorida) se sai até melhor do que o conjunto teclado + mouse no PC. Com o Move, a navegação pelo ENORME mapa se torna muito mais fácil, o gerenciamento de unidades é mais intuitivo e você mexe na câmera como se estivesse vendo de verdade um tabuleiro em sua frente. Simplesmente perfeito!

EyePet
Um Tamagochi versão PlayStation. Neste jogo, o seu papel é criar e cuidar de um bichinho estranho que parece um macaco inteligente. Dentre as “missões” que lhe são propostas, é necessário dar banho no bichinho, passar shampoo, esfregar as mãos na cabeça dele para fazer espuma, secá-lo, dar-lhe comida, e, principalmente, brincar. O mais legal é quando ele pede para que você faça um desenho na tela: com o move, você faz o desenho mais parecido que puder, ele automaticamente “redesenha” o que você fez e cria um objeto a partir do que você desenhou. É possível fazer um avião do jeito mais bizarro que você quiser, que ele sairá voando nele! Muito interessante! Infelizmente para alguns, o jogo possui uma temática mais infantil, e é necessário jogar sentado no chão ou com uma mesa na frente da tela, sem contar que também você precisará de um local espaçoso e sem bagunça. É complicado para um velho como eu ficar muito tempo sentado no chão e depois levantar, hahahahaha…

Start the Party! e TV Superstars
Jogos mais familiares (o segundo é mais feminino), ideais para reunir os amigos e dar ótimas gargalhadas. Ambos são bem parecidos no jeito de jogar. Diversos games são apresentados na tela, como jogos de auditório mesmo (por isso o nome do segundo), dentre eles um jogo que é necessário matar todos os insetos que aparecem na tela com um mata-moscas virtual, ou mesmo repetir os movimentos do personagem na tela para que ele faça uma dança sem erros. O legal do TV Superstars é que é possível tirar sua própria foto e colocar nos personagens, deixando o produto ainda mais divertido!

Kung Fu Rider
É o game mais bizarro que eu já vi. Você joga na pele de um japonês que está fugindo de uma gangue (Yakuza?), e a primeira coisa que o japa vê na frente dele para fugir é, adivinhem o que? Exatamente, uma cadeira giratória de escritório (melhor do que uma moto ou um carro, né)! E a sua fuga, para melhorar, se dá em uma descida cheia de obstáculos. Para ultrapassar estes obstáculos, é necessário pular, se agachar, dar pontapés, deslizar em grades (à lá Tony Hawks) e outras coisas. Um jogo totalmente dispensável, sem sombra de dúvidas. Eu nunca compraria ele, apenas jogaria se ganhasse ele na Plus, por exemplo.

Heavy Rain
Não há o que falar deste jogo, certo? Apenas que essa obra de arte recebeu um patch que dá total compatibilidade ao Move. Se achava os controles do jogo normal meio difíceis, prepare-se para pagar seus pecados agora. A jogabilidade está bem diferente, mas, se você está jogando o game pela primeira vez já com o Move, talvez seja mais fácil de se adaptar.

Resident Evil 5 Gold Edition
Eu diria que é meio que um FAIL da Capcom. A empresa é famosa por relançar jogos inteiros em vez de apenas disponibilizar uma ou mais DLCs para o jogo original. O Resident Evil 5 normal não é compatível com o Move, apenas o Gold Edition. Além do mais, o controle não ficou bom aqui: você não atira no gatilho do Move. O gatilho serve para travar a mira (L1 no controle original) e para atirar, você precisa apertar o botão Move (R1 no controle original). É como se, com uma arma de verdade, você atirasse ao apertar a trava da arma, e não o gatilho! Não tem sentido!

Socom 4 e M.A.G.
Dois ótimos jogos de tiro em primeira pessoa que receberam um patch para dar suporte ao Move. Segundo a Sony, está melhor do que jogar pelo teclado e pelo mouse. Se isso é verdade, eu não sei, não tive oportunidade de testar estes jogos, mas deve ser um pouco esquisito.

Diversos outros títulos estão para sair, e provavelmente eu deixei escapar algum outro. A biblioteca de games compatíveis com o Move não para de crescer, o que mostra que a Sony realmente veio com tudo com o Move e não está para brincadeira. Vamos ver se isso continuará assim com a chegada do Kinect, da Microsoft.



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Murilo Dantas


Post de Murilo Dantas, em contribuição para o Canal dos Games. No momento ele não pode atender ou responder e-mails porque está ocupado com o PlayStation Move . Mas no Twitter, pode ser encontrado em como @mudantas


[COMMAND & PLAY] Análise sobre o demo de Star Wars The Force Unleashed II

15 de outubro de 2010 2

Eis que o grandioso game Star Wars The Force Unleashed chega à sua segunda versão. Contando desta vez a história de um clone do protagonista do primeiro game, o Star Killer, ele é aparentemente idêntico ao seu “pai”, pelo menos no que diz respeito à aparência física, mas é claro, com alguns poderes a mais (como no primeiro jogo, vão se desenvolvendo com o passar do tempo).

Novamente você é o pupilo de Darth Vader, que está desesperadamente à procura de um aprendiz “perfeito”. Para quem jogou o primeiro game, sabe que não foi perfeito para o lorde do lado negro da força. O clone protagonista desta continuação sofre seguidamente de visões, que são explicadas por Vader como normais, por fazerem parte do processo de clonagem. As visões são as mais bizarras possíveis: ele enxerga e sente inúmeras passagens da vida de seus antecessores, o que inclui outros clones antes dele e o próprio Star Killer. Podemos então ter uma noção do que está por vir na história do game (mais uma vez, quem jogou o primeiro jogo sabe do que o clone se lembrará).

À primeira vista, fiquei com uma impressão de jogar a versão Sci-Fi de God of War, pois além dos comandos serem parecidos com o jogo do deus da guerra, os movimentos e a forma de fazê-los são iguais (e a primeira cena é parecidíssima com uma presente em GOWIII – mas joguem para ver).

O comandos lembram também GOWIII quando é necessário pressionar os botões específicos. E eles aparecem na mesma ordem que os botões estão dispostos no DualSchock 3 (na parte de cima da tela, triângulo; embaixo, X; na esquerda, quadrado; na direita, bolinha)? Pois então, exatamente A MESMA COISA está presente em The Force Unleashed II, sem tirar nem por. Claro, isso é normal de um gênero hack ‘n slash que é o God of War, mas The Force Unleashed não é um game do mesmo gênero.

Mas o game fica até mais divertido assim! É sempre bem-vinda uma “junção” de gêneros nos games. Não que isso não existisse no primeiro game, mas parece que desta vez está um pouco mais escancarada esta semelhança.

Os gráficos estão ótimos, diga-se de passagem. O game era lindo na primeira versão, e está ainda melhor agora, com belos efeitos de luz, sombra e partículas, e parece que há uma maior interação com o cenário. O que me incomodou um pouco foi o som, em que algumas partes ficou um pouco chiado, como se tivesse com uma qualidade ruim. Mas convenhamos, estamos falando de uma versão demo, e com certeza estes pormenores serão resolvidos até o lançamento ou ao menos em um patch (acredito mais na segunda opção).

Ah, e um detalhe que vale a pena ser mencionado: o protagonista do jogo teve algumas lições com Isaac Clarke, de Dead Space. Sabem o motivo? Agora o nosso aprendiz pode simplesmente cortar membros e arrancar cabeças, algo que é até impensável quando se fala de Star Wars, que nunca foi muito violento (mas nem um pouco impossível, afinal, se um sabre de luz corta naves, por que não corta membros?).

Também outra habilidade foi adicionada, e é algo que todo o fã de Star Wars adora e que com certeza sentiu falta na primeira versão: os truques Jedis de enganar os inimigos. É possível “enganar” o inimigo, fazendo-o pular em um precipício, por exemplo. Tomara que tenhamos mais opções quanto a isso, pois só fazer o inimigo se matar é muito sem graça.

Há também a versão de colecionador do jogo, e é a versão que este que vos escreve pretende comprar. Nela contém:

• Uma caixa de aço;
• Três níveis exclusivos do “Challenge Mode”;
• Uma Skin, “Deak Starkiller”, de Ralph McQuarrie;
• Um cristal de sabre de luz exclusivo;
• Um pen drive 2GB MIMOBOT com um design especial.
Dentro do pen drive de 2GB vêm ainda um livro de arte digital, o roteiro do jogo feito por Haden Blackman e wallpapers temáticos.

Demais, não?

Star Wars The Force Unleashed II está previsto para ser lançado dia 26 de outubro de 2010 para PS3, PSP PC, Xbox 360, Nintendo DS e Wii.
Infelizmente não trará suporte ao PlayStation Move. =(

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Murilo Dantas

Post de Murilo Dantas, em contribuição para o Canal dos Games. Murilo já enviou 17 e-mails para a LucasArts reclamando da falta de suporte ao Move. No Twitter, pode ser encontrado em como @mudantas
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