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Kingdom Hearts Birth by Sleep, o game que levou à disputa de um mundial

14 de julho de 2011 1

"Destiny is never left to chance".

Tudo começou por um simples acaso, um encontro que uniria dois clássicos e consagraria a história dos videogames. Kingdom Hearts nasceu de um encontro entre o produtor da Square Enix, Shinji Hashimoto, e um executivo da Disney no elevador. Apesar de uma certa resistência no início, unir o universo de Final Fantasy ao de Mickey e companhia partiu de ma aposta que resultou na criação de um RPG de ação, que traz a eterna luta entre a luz e as trevas, seguindo a linha de um FF ambientado nos diversos mundos da Disney (Alice no País das Maravilhas, Alladin, Pinochio, Tarzan, Pequena Sereia, entre outros nomes famosos). O primeiro jogo foi lançado em 2002. E este foi o ponto de partida para o início das aventuras de Sora, Kairi e Rikku.

Mas a história que vou contar aqui começou em 2006...

Foi neste ano que Débora Guerra da Silva, 19 anos, teve seu primeiro contato com o game através de um amigo. Gostar de Final Fantasy foi um dos maiores atrativos para que ela experimentasse o jogo, além da curiosidade de ver como era a interação dos seus personagens favoritos com o universo da Disney. Aliás, esta é a única "crítica" que ela faz: se pudesse, incluiria mais personagens da Square na série, atribuindo à Disney o papel de coadjuvante (em KHBS, apenas Zack representa a franquia da Square). Fã declarada de KH, a estudante de Direito da Universidade de Caxias do Sul já jogou cinco títulos da franquia e confessa que só não tentou ainda a versão lançada para celular e o Kingdom Hearts 358/2 Days (Nintendo DS).

Um ano depois de conhecer a Débora, em 2010, Bruno Lorandi Pagno, 23 anos, começou a jogar a série para acompanhar a namorada. O estudante de Ciências da Computação da UCS conta que não teve uma primeira impressão tão boa assim quanto ela, já que não gostava da ideia da mistura entre personagens da Disney e Final Fantasy. Bruno diz que levou um tempo para se adaptar à presença de Pateta, Donald, Mickey e toda a trupe. Imagem que começou a mudar graças ao famoso ratinho, que surge no game como um grande líder. Orgulhoso, ele revela que a Débora completou praticamente todos os jogos em 100% - Chain I e II, Chain of Memories (três versões diferentes) e Kingdom Hearts Birth by Sleep.

No final deste post, farei uma recapitulação de toda a série. Chegou a hora de tratar de um título de KH em especial - Kingdom Hearts Birth by Sleep.

:: 3 Amigos, 3 Destinos ::

"Three friends, three destinies. Everything will link back to the beginning".

Após a sucedida adaptação da série para o DS, o game chegou ao PlayStation Portable. Antes de começar, o player é convidado a escolher um entre três personagens para dar início a sua jornada pelo mundo de Kingdom Hearts. Terra (detentor de uma força incrível), Aqua(magia é seu ponto mais alto) e Ventus ou Ven (conhecido por ataques rápidos e movimentos evasivos).

Este trio participa de um teste para receber o título de Keyblade Master. Cada personagem tem sua própria história, em meio a eventos que se interligam no decorrer da trama, e um objetivo em comum, descobrir a verdade por trás da "invasão" de criaturas das trevas.

Débora levou cerca de 30 horas para completar o jogo, mais ou menos 10 horas para cada personagem. O que mais encantou o casal de Caxias do Sul em Kingdom Hearts Birth by Sleep foi o enredo, além dos personagens e da peculiar personalidade atribuída a cada um deles. Sem contar a qualidade gráfica, considerada boa pela avaliação dos dois para o console ao qual foi lançado. Mas o que tem KHBS? Sistema de cartas, evolução de magias, customização. Estes são alguns dos pontos que Débora destaca do game. Para ela, também vale uma atenção especial para a possibilidade de explorar as habilidades máximas dos personagens. Bruno, por sua vez, diz que as batalhas são mais rápidas, e os cenários mais amplos que nos demais jogos da série.

E se a avaliação levar em conta os pontos negativos? Bruno não aprova o final em aberto, que dá margem à possibilidade de uma sequência para, quem sabe, o tão esperado lançamento de Kingdom Hearts III. Se pudesse, Débora queria ver mais cenas românticas entre os personagens e passaria o final para o formato GC.

No quesito curiosidade, e como gamers atentos e bons conhecedores da franquia, a dupla revela que todos os jogos de Kingdom Hearts carregam um final secreto, que dá indícios do próximo game, o que reforça, segundo o casal, a teoria sobre uma possível continuação para KHBS. Aliás, há três caminhos para trilhar no game: Standard, Prod ou Critical. E o player tem a chance de jogar um capítulo extra, que lhe mostrará os finais secretos que explicam uma série de eventos do título original.

Por falar nisso, Bruno e Débora lembraram de uma cena marcante e hilária, diga-se de passagem, por uma pequena "falha" gráfica. No final da cena, quase chegando aos cinco minutos, reparem no dedo de que aponta para Ventus.

:: KH leva dupla gaúcha à final de competição mundial ::

Kingdom Hearts Birth by Sleep serviu de inspiração para o casal, que levou uma cena do game das telinhas do PSP direto para o palco do World Cosplay Summit 2011 - Etapa JBC Brasil. A ideia deu mais do que certo. Na pele dos personagens Terra e Aqua, Bruno e Débora garantiram vaga na seletiva do AnimeXtreme, em maio, e disputam neste domingo a final brasileira em São Paulo.

A ideia para uma apresentação baseada no game surgiu logo após completarem as 30 horas em KHBS. Débora terminou em setembro de 2010, e Bruno, um mês depois. Ela conta que a "empolgação do momento" pesou na decisão.  O próximo passo seria escolher os personagens, uma "cena legal" para representar e começar a confecção dos cosplays.

Ao se identificarem com os protagonistas Terra e Aqua, o casal procurou o script do jogo para montar a cena. No entanto, depois de gravar o áudio, eles não gostaram do resultado. O que fazer numa hora dessas?  - Foi aí que surgiu uma nova ideia, com a espuma para simular O Guardião - lembra Débora - Conseguimos fazer uma apresentação como a gente queria. Valeu a pena.

Foram três meses entre elaboração do roteiro, preparação dos cosplays, montagem dos acessórios (armadura, espadas...) e apenas três dias de ensaio para valer. Afinal, com estudos e trabalho o tempo livre torna-se escasso.

:: Kingdom Hearts Birth by Sleep por Débora e Bruno ::

Débora explica que a paixão pelo game pode ser comparada à leitura de um livro: - Tem que ir até o fim quando a estória se torna envolvente. E foi o que aconteceu.

Bruno, já conformado com o encontro entre personagens de Final Fantasy e da Disney, mas ainda um pouco relutante: "Apesar da Disney, Kingdom Hearts é legal".

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:: Entenda um pouco mais da série Kingdom Hearts ::

Lançado em 2002 para o PlayStation 2, Kingdom Hearts é o primeiro jogo da série. O game introduziu a maior parte dos personagens principais que se aventuram "por outros mundos" e seguem aparecendo até nas sequências mais atuais, e também serviu de base para a estrutura do enredo que envolve corações, Heartless e Keyblades. Durante sua jornada, o protagonista Sora conhecerá Donald e Pateta, que estão em busca do rei desaparecido, e ainda recebe ajuda de rostinhos conhecidos do universo Disney. As referências a Final Fantasy aparecem, além dos personagens, nos nomes de magias, como Fire, Blizzard, Thunder e Cure. Um dos mascotes de FF, o Moogle, também está em KH e desempenha o papel de uma espécie de NPC. No mesmo ano, o game ganhou uma adaptação chamada Kingdom Hearts: Final Mix.

Dois anos depois, foi a vez de Kingdom Hearts: Chain of Memories, lançado para Game Boy Advance, e que também recebeu um remake para o PS2, intitulado Kingdom Hearts Re: Chain of Memories. O título explica acontecimentos do primeiro jogo através de um sistema de cartas. A estória se passa entre Kingdom Hearts 1 e o 358/2 Days.

Em 2005, Kingdom Hearts II chega ao PS2, elevando o conceito de Nobodies e Heartless. Destaque para a luta contra o Sephiroth, com a trilha 'One Winged Angel' ao fundo. E mais um remake, Kingdom Hearts II: Final Mix, com extras, novos chefões e cut scenes adicionais.

Kingdom Hearts 358/2 Days (Nintendo DS) é ambientado entre Chain of Memories e Kingdom Hearts II e conta a trajetória de Roxas na Organização XIII.

Na contramão dos demais títulos lançados anteriormente, Kingdom Hearts Birth by Sleep (PSP) chegou em 2010 para revelar os acontecimentos de dez anos antes do primeiro KH. Terra, Aqua e Ventus são os protagonistas. A primeira aparição do trio foi num vídeo secreto de KH II chamado "The Gathering" mais uma continuação em KH II Final Mix através de um vídeo intitulado "Birth by Sleep".

Em fase de produção, Kingdom Hearts 3D: Dream Drop Distance estará disponível para o Nintendo 3DS, ainda sem data de lançamento definida. O game deve ser um prelúdio do aguardado KH III. No enredo, Sora será testado para se tornar um mestre legítimo da Keyblade.

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Post de Natália Cagnani, jornalista e cosplayer fissurada por cultura japonesa, games e animes. Acompanhe todas as novidades sobre o WCS 2011 e, no Twitter, podem me encontrar como @natyaeris

Entrevista: Neo Play destaca a importância de ter World of Warcraft nas prateleiras brasileiras

16 de dezembro de 2010 1

Desde o mês de dezembro, os brasileiros já podem encontrar nas prateleiras caixinhas da série World of Warcraft. Inclusive, a expansão Cataclysm também já está disponível. Tudo isso foi possível graças a importação da Neo Play.

O Canal dos Games entrevistou, por e-mail, a diretora da Neo Play Ilana Kriger para comentar sobre o lançamento. Confiram abaixo como foi o contato:

Canal dos Games: Vocês pensam em fazer que tipo de ações para divulgar o WoW no Brasil?

Ilana: Teremos material e demonstração nos pontos de venda. Os Guias de Instalação de todos os produtos em português estarão disponíveis em breve para consulta e impressão no nosso site (www.neoplay.com.br).

Canal dos Games: Mesmo que seja importação, a Neo Play considera que o WoW esteja sendo lançado oficialmente no Brasil? A Blizzard não considera. Como vocês lidam com isso?

Ilana: Realmente WoW não está sendo lançado oficialmente no Brasil. Como você mesmo disse, estamos fazendo um trabalho de importação, da mesma maneira que o WoW sempre esteve disponível no Brasil por meio de outras importadoras menores. A diferença agora é que, pelo nosso porte, vamos fazer com que o jogo importado em inglês esteja nas principais redes de varejo e sites de e-commerce de todas as principais cidades do Brasil. Agora a série importada estará mais disponível ao brasileiro que gosta de ir à loja e ter a experiência e a comodidade de comprar a caixa do jogo e àqueles que moram em cidade mais afastadas dos grandes centros que poderão encomendar suas cópias nos principais sites de comércio eletrônico do país.

Canal dos Games: O que significa para o consumidor brasileiro ter todos os produtos da série nas prateleiras?

Ilana: Disponibilidade. WoW tem uma legião de fãs no Brasil e é um privilégio ter a coleção completa desta lendária série nas gôndolas dos principais varejistas brasileiros. Além da facilidade de ir a uma loja perto de casa comprar o jogo ou fazê-lo por meio da internet (no caso daqueles brasileiros que vivem longe dos grandes centros) o gamer nacional poderá comprar o jogo utilizando todas as opções de pagamento local (como cartão de débito e boleto bancário, por exemplo) e parcelamento normalmente oferecidas pelos varejistas. Sem contar que estamos trazendo a mesma versão disponível ao público americano que apresenta o jogo em uma embalagem premium.

Canal dos Games: A Neo Play está visando novos lançamentos?
Ilana: Ainda não temos nada anunciado em relação a isso.

A Neo Play não se manifestou em relação a preços. No Brasil, a assinatura de 60 dias é vendida a R$ 99. Já a expansão World Of Warcraft: The Cataclysm custa R$ 129.

Saiba mais sobre o projeto que visa baixar os impostos sobre games brasileiros

14 de julho de 2010 4

Sabemos que os games no no Brasil são considerados supérfluos pelo governo. Tanto, que os impostos chegam a 72% sobre os jogos eletrônicos. É estranho pensar que em um país com poder aquisitivo menor, os games chegam quase pelo dobro do preço. Mas parece que há uma luz no fim do túnel para os gamers consumidores.... É o projeto Jogo Justo, uma iniciativa do administrador e gamer Moacyr Alves Jr., que tem apoio do deputado federal Luiz Carlos Busato (PTB-RS).

O que é o Jogo Justo?

A iniciativa visa reduzir os impostos nos games importados, tornando-os mais acessíveis e assim, combatendo diretamente a pirataria no país, abrindo mais interesses nesse setor e também frentes de trabalho nessa área, ainda pouco explorada.

Nesse projeto conto com uma equipe de todas as áreas dos games para poder demonstrar o quanto é importante e o quanto todos nós podemos ganhar com uma efetiva redução nos impostos para o setor.

Para entender melhor o projeto, o Canal dos Games conversou com o deputado federal Luiz Carlos Busato. Uma das questões que parece ser complicadora é como apresentar um projeto para o governo, tendo em vista que ele baixaria a arrecadação. Por outro lado, o objetivo é o de mostrar que games são produtos culturais e intelectuais e que essa redução fomentaria todo um mercado.

Confira alguns trechos da entrevista.

Produção inicial

"Estou começando a juntar algum material para ver de que maneira podemos abordar esse assunto com o governo. Logo depois das eleições, vamos marcar uma série de audiências públicas para ver qual o interesse do governo".

Objetivos

"Reduzir os impostos sobre a venda de jogos para que possamos criar incentivos no país para que as pessoas que fazem a criação de softwares se recompensem por isso. É uma riqueza intelectual que temos. Queremos criar um mercado para isso. Um game é um software tão importante quanto um Office, da Microsoft, por exemplo".

Supérfluos?

"Um game é tão supérfluo quanto a criação de uma música ou peça de teatro. É tudo entretenimento. É um mercado que pode ser aberto. Essa questão de encarar os jogos com essa discriminação vem lá daquela época de acharmos que não eram tão importantes".

Procedimento

"Vamos passar o período eleitoral coletando dados, tentando elaborar uma proposta. Depois das eleições, vamos marcar uma audiência com o secretário da Fazenda e ver o que o imposto arrecada, o que muda. Não tenho esperança que se resolva esse ano. Temos que convencer que não é um produto supérfluo".

Julio Vieitez: “Combat Arms será o jogo online que crescerá mais rápido no país”

27 de abril de 2010 33

O Canal dos Games teve uma conversa com o diretor geral da Level Up! no Brasil, Julio Vieitez, nesta segunda-feira sobre o lançamento do jogo Combat Arms no Brasil. Pra quem não sabe, é um jogo de tiro (FPS) no melhor estilo Counter-Strike.

A fase Beta de testes terá início durante o mês de maio. E o melhor de tudo é que será gratuito (assim como já era).

Em abril de 2009, a empresa coreana Nexon havia anunciado o bloqueio ao acesso de jogadores da América do Sul para não sobrecarregar os servidores, o que causou grande revolta na comunidade brasileira.

Confira abaixo porque o jogo promete ser o jogo online que mais crescerá no país.

Escolha do game

"Em relação ao Combat Arms, há três fatores importantes para a escolha do título. Em primeiro lugar, o FPS é um gênero muito forte no país, e até agora não existia nenhum título online de peso. Depois, o Combat Arms já tem uma base grande de usuários no Brasil, e sempre procuramos olhar para o mercado para escolher os títulos que pretendemos trazer. Por último, já temos uma relação com a Nexon pelo fato de publicarmos o MapleStory.

Expectativa do lançamento

"Temos números internos, mas ainda é cedo para falar em número de jogadores. Prefiro aguardar um pouco para ver a reação. O que posso dizer agora, é que minha expectativa é de termos o melhor lançamento que já fizemos em termos de aquisição de usuários. Certamente será o jogo online que crescerá mais rápido no país".

Requisitos mínimos para jogar o Combat Arms:

Sistema Operacional: Windows 2000
Processador: Pentium 3 - 1GHz
Memória: 256 Mb RAM
Placa de vídeo: GeForce 2MX
Direct X: Versão 9.0c
Espaço disponível no HD: 3.2 Gb

Mais informações neste fórum: http://www.combatarms.com.br/forum/.

Jogabilidade

Entrevista: Milton Beck comemora queda de preço do X360, mas não dá previsão para a Xbox Live

06 de janeiro de 2010 2

Dos consoles da atual geração o Xbox 360, da Microsoft, foi o primeiro a se aventurar oficialmente no Brasil. Lançado por aqui em dezembro de 2007, o aparelho tinha poucos títulos e custava quase o dobro do preço de hoje, no qual pode ser encontrado por R$ 1.499,00.

Diretor da área de games da Microsoft no Brasil, Milton Beck comemora a popularidade do aparelho com as quedas nos preços, mesmo com os altos impostos. O grande problema? A pirataria.

– O importante é que a gente está conseguindo oferecer um preço melhor, entrar em uma parcela maior do mercado. No mundo paralelo, há um estímulo não só de comprar o produto contrabandeado, mas também softwares piratas, o que estraga a indústria de vez – comenta Beck. – Existem quatro fatores que influenciam no preço. O ciclo de vida útil do aparelho, que normalmente tem uma queda de preço no período, a variação da taxa do Dólar, fretes e outros. Também há a parte dos impostos, que foi a que sofreu menos alteração – complementa.

O executivo não vê a chegada oficial do PlayStation 3 no país como um obstáculo, mas um aliado para o crescimento da indústria brasileira.

– Sempre que tem entrada de concorrentes oficialmente no país é bom para o mercado. O mercado todo cresce e a competição fica mais justa. O importante é o consumidor entrar na loja, escolher o seu aparelho. Isso faz parte. O difícil é quando a competição não é uniforme, quando o consumidor corre para o mercado paralelo – afirma.

Em relação a rede online Xbox Live, ainda não há previsão do lançamento do serviço no país.

– Normalmente, a Xbox Live é lançada pouco depois da chegada oficial do console no país. A Microsoft continua trabalhando nisso, entende que se trata do grande diferencial do aparelho, mas ainda não há uma previsão – explica.

De forma geral, 2010 promete ser o ano do Xbox 360 por causa do lançamento do Projeto Natal, previsto para novembro. O equipamento dispensará o uso de joysticks. Resta saber se dará certo e também observar quais serão as respostas dos concorrentes Sony e Nintendo.

Outros tópicos da entrevista:

“Banimentos na Xbox Live”

– Não era uma disputa justa. Você está quebrando a licença de uso do produto. Esses jogos mais sofisticados têm custo de US$ 40 ou US$ 50 milhões. E tem gente que usa aquele termo “joguinho”.

“Lançamentos no Brasil “

– Estamos conseguindo lançar simultaneamente no mercado mundial em preços relativamente acessíveis, com manual em português, com garantias do Ministério da Justiça de que o produto foi testado. Os jogadores que realmente gostam não querem atrasos.

“Produto oficial”

– Acho que o consumidor está vendo a vantagem de comprar o produto oficial, com garantia. Há três anos o Xbox foi lançado, quando não tinha outro fabricante no país. Quando entrou, gerou um estímulo do mercado inteiro. Houve desenvolvimento da indústria, outros fabricantes entraram e alguns publishers vieram para o país. Apesar de não estar no ponto onde deveria, a gente está bem melhor do que no passado.

Lucas, do Liverpool, é mais um fissurado pelo Modern Warfare 2

10 de dezembro de 2009 3

Tenho falado aqui no Canal dos Games constantemente sobre o fenômeno chamado Call of Duty: Modern Warfare 2. O game de guerra é sucesso mundial. Tenho virado minhas madrugadas nele. E nesta quinta-feira, descobrir que, na Inglaterra, o volante Lucas, do Liverpool, também é fissurado pelo game e pela série COD.

– Achei muito realista, mais do que o primeiro. Na favela, o jogo é muito bacana. eu Tenho jogado agora os Special Ops. Estou tentando fechar as três estrelas em todas as fases. É bem difícil. Mas hoje já fechei três estrelas e uma das favelas (risos). Consegui na Hidden também. Morro muito mas não desisto (risos). Na verdade tenho todos os Call of Duty – conta Lucas, em entrevista para o Canal dos Games, por msn.

Boleiro, é claro que Lucas também joga futebol virtual. Fifa ou Pro Evolution Soccer? Vantagem para o game da Electronic Arts.

– Prefiro o Fifa. Neste ano, o PES não está tão bom. Mas ultimamente só tenho jogado o Modern Warfare.

Segundo Lucas, a temperatura na Inglaterra é baixa. Em Liverpool, quando não está treinando, fica em casa. Logo, acaba ocupando parte do tempo com os games. No futebol, já desafiou companheiros de clubes como Fábio Aurélio e Diego Cavalieri.

– Aqui é muito frio. Então quando não estou treinando, fico em casa e jogo. Minha esposa não gosta muito (risos).



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Bertrand Chaverot: O Brasil ainda não iniciou na era de desenvolvimento de games

09 de dezembro de 2009 8

Bertrand Ubisoft

Responsável pelas operações da Ubisoft no Brasil, o francês Bertrand Chaverot (foto D) concedeu uma entrevista exclusiva para o Canal dos Games na última semana. Nela, conta um pouco dos objetivos da multinacional e analisa a situação brasileira no mercado desenvolvedor de games, frente a um país cheio de impostos.
Com 15 anos de Ubisoft, Bertrand disse que é um jogador versátil. Gosta de jogar Wii com as filhas e games como Gran Turismo, Uncharted e Assassin’s Creed. Mas quando está sozinho, prefere ler um livro.

Canal dos Games: Como você vê o estúdio de Porto Alegre em relação aos demais da Ubisoft?
Bertrand:
Estúdio novo, mas já com experiência. Ficará dentro de uma universidade (PUCRS) e participará de um curso de pós-graduação. É a mistura de experiência de veteranos com sangue novo.

Canal dos Games: Esse modelo universidade/empresa já é adorado onde?

Bertrand: O ideal é unir universidade, governo e empresa. Temos esse tipo de parceria em Singapura e Montreal. Aqui estamos começando parceria empresa e universidade. Governo, vamos ver pro futuro. 

Canal dos Games: Como os altos impostos no Brasil atrapalham vocês?
Bertrand: Tem dois assuntos. Os impostos sobre as importações atrapalham o negócio. A Ubisoft não tem filiais aqui, já que é impossível competir com a pirataria. Uma pena para a Ubisoft, porque perde um mercado, e grande pena para o país, que perde uma indústria com faturamento superior ao do cinema e música juntos.
Segundo assunto é imposto sobre trabalho. É um problema no Brasil. Se pagar “100” a alguém, o custo sairá mais de “200”. É um problema para o país em geral, problema de competitividade internacional. Os planos da Ubisoft são de crescer de 50 hoje para 100 funcionários no futuro. Depois, uma equação a calcuar entre a eficacidade, produtividade e o custo mensal. Se o país não tivesse cargas patronais malucas, teria muito mais empregos nessa indústria de software.

Canal dos Games: O Brasil está muito atrasado no desenvolvimento de games?
Bertrand: Não é que está atrasado. É que ainda não começou. Tem que ter mais empresas que venham para o país. Não só a Ubisoft. Vários competidores criam uma indústria e geram um ecossistema. O país tem uma população jovem muito importante, uma paixão pela tecnologia. O Brasil tem que se posicionar também para mídias interativas como videogames.

Canal dos Games: Acha que no Brasil será possível projetos grandiosos como Assassin’s Creed ou Modern Warfare?
Bertrand: Para montar um estúdio capaz de fazer jogos “next-gen”, requer antes ter feito três projetos, ter aprendido com seus erros, treinado pessoas. Isso tira pelo menos cinco anos. Mas o mercado de videogames será muito diverso no futuro. Continuará tendo jogos de US$ 30 milhões, mas também terá outro mercado para outros tipos de games, mais curtos, criativos, personalizáveis, para multijogador. É só o começo. O objetivo não é que cada estúdio da Ubisoft tenha times de 400 pessoas.

Canal dos Games: Como a Ubisoft vê a potencialidade de jogos casuais, como para o Facebook?
Bertrand: A Ubisoft começou a fazer jogos casuais há três anos, na linha “Games for Everyone”, baseado nas plataformas Wii, DS e PC. Agora, estamos nos focando em títulos com função online para PC. Queremos aproveitar dessas redes sociais que já têm dentro delas ferramentas para compartilhar conteúdo, competir, desafiar e conhecer novas pessoas. É um novo mercado que está aparecendo e ainda tem muito que melhorar a qualidade, a experiência dos jogadores.

Canal dos Games: O que representa para você o lançamento de um jogo recordista de vendas e faturamento como Modern Warfare 2?
Bertrand: Isso é ótimo. Mostra que o mercado reconhece a qualidade. Mas também é um desafio para todos. Significa que a Ubisoft deve continuara investir na qualidade. Não tem outra direção.

Brasil deverá ter grande evento de games em 2010

12 de outubro de 2009 3

Informações não-oficiais. O Brasil poderá ter um grande evento de games, em padrões internacionais, já em 2010. Esse foi o “zum-zum-zum” que rolou no SBgames, realizado na última semana no Rio de Janeiro. De acordo com Roger Tavares, um dos maiores estudiosos em jogos no país, disse que o evento Games Convention poderá ser realizado em São Paulo, no próximo ano.

Tem dois representantes da Games Convention aqui no SBgames analisando a gente e estão adorando. Acho que teremos uma GC no Brasil sim, mas não é certo – contou Roger, para o Canal dos Games.

E qual a importância disso? O próprio Roger responde pra vocês:

Uma feira dessas é para botar o Brasil no mapa dos jogos. Super importante.

A Games Convention (GC) é realizada em Leipzig, na Alemanha. O evento é um dos mais importantes do mundo. Em 2008, foram mais de 540 expositores de 32 países, por exemplo.

Como escrevi anteriormente, nada é garantido. Mas vamos ficar torcendo muito para que esse sonho se concretize para que a indústria de games brasileira cresça cada vez mais.

Para isso, mais uma vez imploramos: Baixem os impostos sobre games – 72% em cima dos jogos eletrônicos é um absurdo para os nossos padrões.