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Blitzball, um torneio à parte em FFX

20 de abril de 2011 6

"Blitz off!"

Se você gosta de Final Fantasy como eu e curte jogos de esporte, vai gostar ainda mais de um dos mini games do FFX. 'Blitzball' é um desafio à parte. E quando você entende as regras do jogo, o desafio se torna um vício tão bom quanto o próprio jogo em si. A dúvida é: continuar a jogar FF ou começar uma nova partida de Blitz?

Final Fantasy X começa com uma partida de Blitzball - a final entre Zanarkand Abes e Zanarkand Duggle, até o jogo ser interrompido por um ataque de Sin, o grande e aparentemente imbatível vilão da trama.  Quando Tidus é transportado para Spira, o jogo começa efetivamente.

"This is the only time! The players fight with all their strength; the fans cheer for their favorite team. They forget pain, suffering... Only the game matters! That's why blitz has been around for so long. Least that's what I think". (Wakka)

Ainda no início do game, já em Spira, quando Tidus, Yuna, Wakka, Lulu e Kimari chegam a Luca, um torneio está para começar. O protagonista estreia no Besaid Aurochs, time que até então é motivo de chacota entre os rivais, já que não contabiliza uma vitória há 23 anos. Depois de uma rápida operação de resgate e um breve tutorial com instruções sobre o jogo, é hora de mostrar suas habilidades na água num confronto com o time favorito a levantar a taça. E, como se isso ainda não bastasse, trata-se da equipe da casa: Luca Goers.

Mas, afinal, o que vem a ser o 'Blitzball'? O esporte combina a força física do Rugby, com passes do do polo aquático e chutes a gol como no futebol (as goleiras são triangulares). A combinação acontece dentro de uma esfera totalmente preenchida com água e suspensa no ar. Os jogadores ficam submersos durante toda a partida,  dividida em dois tempos, de cinco minutos cada.

O esporte conta com a participação de seis equipes - Besaid Aurochs, Luca Goers, Al Bhed Psyches, Kilika BeastsGuado Glories e Ronso Fangs (sem contar o lendário Zanarkand Abes, time original de Tidus, onde ele é reconhecido como a estrela da equipe, e o Zanarkand Duggle).

Kilika Beasts é o melhor time adversário para iniciantes que querem se aventurar pelo mundo do Blitzball, mas ainda não dominam as técnicas. É uma ótima pedida para praticar e aprender novas técnicas. Aproveite o início de FF para fazer isso. Conforme Tidus e cia avançam por Spira, time evolui.

Luca Goers e Guado Glories são equipes medianas, com destaque para os atuais campeões de Spira da primeira e para a velocidade dos jogadores da primeira. Se você perder a bola, um deles estará com ela rapidamente na frente do seu gol, pronto para marcar.


Ronso Fangs é um time forte, bom para segurar a bola e chutar, mas com jogadas lentas.


Al Bhed Psyches é disparada a melhor equipe. Não tente confrontá-los de primeira. Os jogadores são experientes, tem pontuação alta em quase todas as habilidades. Dica: treine com outros adversários para evoluir suas técnicas e até mesmo o seu time antes de enfrentá-los. Tem o melhor goleiro do jogo.

Besaid Aurochs começa com atletas fracos, mas que, bem treinados, podem superar os veteranos. eu time pode evoluir ofensiva e defensivamente ao ganhar torneios. Entre as técnicas que os jogadores podem aprender ao copiá-las dos adversários há investidas como o poison (baixa HP), sleep (imobiliza) e wither (corta habilidades pela metade).

As equipes são formadas por cinco jogadores, sendo um deles o goleiro. Aquela que fizer mais gols dentro do tempo regulamentar é a grande campeã. Em caso de empate, o jogo é decidido com o famoso "golden goal". Quem marca primeiro, leva. O tempo extra só não vale em exibições, jogos extraoficiais que contam apenas para o aprendizado de novas técnicas.

Um dos pontos mais divertidos é a possibilidade de contratar novos jogadores, espalhados por toda Spira. Durante a viagem você irá encontrá-los e, ao apertar o botão 'quadrado', poderá consultar sua disponibilidade para ser contratado, valor do passe e atributos.

Outro ponto que merece destaque é a flexibilidade do esporte. Depois da primeira partida oficial, o game fica disponível a qualquer momento. Deu vontade de jogar? Procure uma 'save sphere' e divirta-se!

Além da experiência, os torneios também rendem prêmios, que vão desde poções e elixirs a Overdrives para o Wakka. Ficar no topo da artilharia também gera bônus individual, geralmente um item para o inventário.

Esta é a segunda vez que jogo Final Fantasy X. No primeiro torneio que participei, fiquei em segundo lugar. Perdi para o All Bheds Psyches na final, mas deixei o Tidus isolado na artilharia com oito gols em três partidas. Aliás, ele é a maior arma secreta do time, principalmente se você tiver aprendido o Jecht Shot durante a viagem até Luca. Dica: pegou a bola? Passa para o Tidus no ataque, aí é só marcar!

Quando comecei a jogar FFX pela primeira vez, confesso que não gostei de Blitzball e achava que 10 minutos era tempo demais. Vitória era uma missão quase que impossível. Isso até eu entender a logística do game e transformar Blitz em dos meus passatempos preferidos.

Na época, não consegui aprender o Jecht Shot antes do torneio, muito menos passar pelo Luca Goers, mas decidi que ao recomeçar tudo seria diferente. Conquistei a técnica e consegui provar para mim e para muitos que perguntam se é possível ganhar na competição oficial que sim, o Luca Goers é imbatível. Fechei o placar com 2 a 1, cumpri a promessa de vitória, eliminei as provocações dos adversários e, de quebra, saí com o troféu.

O que é preciso saber para jogar? Confira um guia rápido com os principais 'status' dos jogadores e alguns comandos:

· Hit Points (HP): funciona como 'stamina' e dá suporte para alguns comandos.
· Speed (SPD): determina a velocidade do jogador.
· Block (BLK): habilidade que o player tem para interceptar a bola e bloquear jogadas.
· Attack (AT): indica a chance de roubar a bola ao esbarrar em um adversário.
· Pass (PA): mede o alcance do passe da bola.
· Shoot (SH): aponta a habilidade do jogador em marcar o gol.
· Catch (CA): mostra a capacidade do goleiro pegar a bola.
· Endurance (EN): habilidade do player de suportar investidas sem perder a bola.

Investidas com êxito: EN - AT. Se o resultado for maior que '0', o jogador consegue passar pelo adversário; se for menor que '0', a ele perde a bola.

Passe normal, sem bloqueio: Se o PA é maior que '0' até chegar em outro jogador da equipe, ele recebe a bola; se for menor que '0', a bola escapa e qualquer um pode pegá-la.

Passe com bloqueio: PA - BL. Se o valor é maior que '0', o passe chega ao seu destino; se for menor que '0', o bloqueio adversário intercepta a bola.

Score: SH - CA. Se o for maior que '0', a bola passa pelo goleiro e o jogador marca; se for menor que '0', o time adversário defende.

Dentro da esfera aquática, o time pode adotar diferentes formações táticas. Cada uma tem seus prós e contras e pode variar de acordo com a jogada que você, técnico, pretende montar para driblar o adversário e marcar.

Normal: Defensores e atacantes marcam o adversário que estiver com a bola, sem se afastarem de suas posições originais. A movimentação maior de marcação acontece no meio-campo.

Marking: Antes do jogo começar, você pode escolher oponentes para marcar. Inclusive, é assim que seus jogadores podem copiar técnicas específicas dos adversários. Formação é efetiva para marcar bons atacantes, em especial os com SH elevado.

Left Side: Jogadores seguem qualquer um que estiver com a bola do lado esquerdo da esfera, enquanto a outra ponta fica desprotegida.

Right Side: Jogadores seguem qualquer um que estiver com a bola do lado direito da esfera, enquanto a outra ponta fica sem defesa.

Center: Defensores se concentram no centro da esfera, deixando o restante do 'campo' sem proteção. Formação é efetiva contra oponentes que escolhem o meio para chegar até o gol, mas também pode ser um adicional para um time ofensivo do seu lado.

All Defense: Time altamente defensivo, todos protegem o gol, criando uma barreira quase que impenetrável. O adversário pode dar de cara com quatro bloqueadores de uma só vez.

Flat Line: Time altamente ofensivo, todos vão para o ataque e deixam a defesa em aberto. Se você tem jogadores com bom BLK, vá em frente.

Counter: Players bloqueiam os dois gols da esfera, que ficam abertos para chutes a longa distância.

Double Side: Meu preferido. Defensores e atacantes se distribuem entre os dois lados da esfera, em cada lado dos gols. Isso cria um ótimo efeito de ataque e defesa, deixando os oponentes com poucas opções para marcar.

Quem eu escalo? Confira minha seleção:

Tidus * LF Left Forward (SH e EN)
Wedge * RF Right Forward (SH e EN)
Brother * MF Midfielder (PA e AT)
Pah Guado * LD Left Defense (AT e EN)
Zalitz * RD Right Defense (AT e EN)
Jumal * GL Goalie (CA)

Let's blitz! Qual seria a sua escalação?

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Post de Natália Cagnani, colaboradora do Canal dos Games. Depois de escrever, não resistiu e começou um novo torneio de Blitzball. É fissurada por cultura japonesa, games e animes. No Twitter, pode ser encontrada como@natyaeris

Estou jogando Halo: Reach, e vocês?

23 de setembro de 2010 0

Comecei a jogar nesta semana o Halo: Reach, da Bungie. É um dos grandes lançamentos do ano, um dos trunfos do Xbox 360.

Logo de cara, foi possível notar um avanço tecnológico. Os gráficos, texturas, efeitos de chuva, estão bem mais detalhistas e caprichados. A inteligência artificial dos inimigos também está apurada . Eles escondem, se esquivam, tramam contra-ataques com eficácia. No entanto, há problemas nos personagens controlados pelo computador do time do usuário. Com veículos, por exemplo, volta e meia eles ficam parados no cenário. É até irritante.

Ainda não comecei a jogar online. Por enquanto, só no modo campanha, que é divertidíssimo. Ação a todo instante.

Halo Reach traz a história de uma equipe de soldados Spartan – a Noble Team – que fará a sua última jornada do planeta Reach, o limite da linha de defesa da humanidade entre os temíveis Covenant e a Terra. Essa aventura é acompanhada de um incrível visual e de diversos tipos de ambientes. Além disso, personagens, inimigos e todo o campo de batalha estão mais detalhados graças a nova engine de jogo, que possibilita combates épicos e intermináveis.

Em breve, a avaliação completa aqui no Canal dos Games.

E vocês? O que estão jogando de legal e recomendam?

Só consigo pensar na trama policial de Heavy Rain...

06 de maio de 2010 10

Um pai atormentado pela perda do filho, uma mulher com problemas de insônia, um detetive particular a moda antiga, um agente do FBI, além de um assassino serial. São personagens densos, com problemas psicológicos, que formam a história de Heavy Rain. Exclusivo do PlayStation 3, o game tem um enredo denso, criativo e nervoso.

´ Com uma jogabilidade inovadora, o produto coloca o jogador em uma trama policial cinematográfica. O jogo não tem uma linha fixa obrigatória, com vários caminhos que podem ser percorridos, o que faz com que o título possa e deva ser jogado várias vezes.

Embora tenha sido lançado no final de fevereiro, só comecei a jogar Heavy Rain na terça. Mas na próxima semana, já publicarei aqui a avaliação (espero até lá já ter descoberto quem é o assassino. Hehe).

E deixo a pergunta: Que outro game policial vocês recomendam?

Estou jogando Episodes from Liberty City e vocês?

03 de maio de 2010 24

Um post rápido para movimentar essa segunda-feira. Comecei a jogar na quinta-feira Grand Theft Auto: Episodes from Liberty City no PlayStation 3 (tem versões para PC e Xbox 360), um jogo super recomendado.

E a boa notícia pessoal é que recuperei o prazer de jogar GTA 4. Inspirada em Nova York, Liberty City é viva demais. É muito divertido andar pela cidade para realizar as missões ou aprontar um pouco. E também é engraçado cruzar com Niko Bellic de vez em quando. Mas não vou entrar em detalhes, já que a avaliação sai nessa semana ainda.

E vocês caros gamers? Que jogo recomendam para iniciar bem a semana?

Episodes from Liberty City conta com duas expansões de GTA 4. São elas:

The Lost and Damned é uma jornada sombria através do submundo de Liberty City sob o ponto de vista de Johnny Klebitz, um motoqueiro fora-da-lei que luta para manter sua gangue unida enquanto uma richa entre os líderes do grupo ameaça separar a irmandade.

Em The Ballad of Gay Tony, os jogadores exploram o melhor da vida noturna em Liberty City no papel de Luis Lopez, esforçando-se para manter o equilíbrio entre as tentações do dinheiro e da libertinagem contra a fidelidade à família e aos amigos.

O lançamento no Brasil do título da Rockstar é da Synergex.

Kratos vs. Monte Olimpo – avaliação do épico God of War 3

09 de abril de 2010 14

Atenção: texto pode conter leves spoilers de enredo.

Após três anos de espera chega ao mercado God of War 3, game orçado em US$ 44 milhões que encerra a trilogia do “anti-herói” Kratos. Exclusivo para o PlayStation 3, já pode ser considerado épico, um dos melhores jogos de todos os tempos.

God of War 3 coloca o jogador na pele de Kratos, chamado de Fantasma de Esparta. Traído por Zeus em GoW2, o objetivo único é se vingar do comandante do Monte Olimpo, mesmo que isso possa custar o caos em todo planeta. Para isso, vai atrás novamente do poder da caixa de Pandora.

Com cenas de animação fantásticas, o game começa com o espartano escalando a morada dos deuses, com ajuda dos Titãs, seres gigantescos, primordiais da mitologia grega. Ao temer pela queda, Zeus pede ajuda às demais divindades para derrotar o guerreiro.

E, junto com Gaia, Kratos logo se vê em uma batalha incrível contra Poseidon, deus do Mar (vídeo abaixo).

Na sequência da história, é acertado mortalmente por Zeus e é enviado ao submundo, comandado por Hades, senhor dos mortos. Enfraquecido, o protagonista irá se recompor conforme derrotar os inimigos.

Em confronto contra Hércules, por exemplo, o personagem ganha a arma Cestus, um tipo de luva com cabeças de leões. Aliás, ambos são filhos de Zeus. Como Kratos é acusado de ser o preferido, o quebra-pau é geral, como podem conferir abaixo.

O game consegue, como nenhum outro, intercalar ação e quebra-cabeças sem perder o ritmo. Com o poderio gráfico de última geração, um novo trabalho artístico e uma trilha sonora excelente, a imersão no enredo é profunda. Embora alguns personagens não tenham a reprodução perfeita, a riqueza dos cenários é algo realmente empolgante. A inovação também não é o forte em GoW3. Porém, o enredo é tão bom que compensa qualquer problema.

Ao lado de Uncharted 2: Among Thieves, God of War 3 se torna quase uma obrigação para donos de PS3. Mas como a violência é alta (Kratos fica sujo de sangue nos combates) e há uma cena de sexo (não explícito) com a deusa Afrodite, é recomendado para adultos. Para esta avaliação, a levei cerca de 11 horas para terminar o jogo.

Game: God of War 3

Preço: R$ 199,90
Gênero: Ação
Empresa: SCEA
Plataformas: PlayStation 3
Site: http://www.godofwar.com

Dica:
Explore sempre todo o cenário. Volta e meia há itens escondidos. Para encontrá-los, o jogador deve usar o poder do Sol, retirado do deus Helios.

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Na era do Renascentismo – Avaliação de Assassin's Creed 2

19 de janeiro de 2010 7

O ano é o de 1476, época do Renascentismo. Na cidade de Florença, integrantes da família nobre Auditore são assassinados cruelmente em praça pública. Mas Ezio sobreviveu e vai atrás de vingança contra os traidores. Aos poucos, acaba se tornando um assassino mortal em Assassin's Creed 2.

Ezio na verdade seria um ancestral de Desmond Miles, um cara comum nos dias atuais, que conta com cromossomos de assassinos do passado, como Altair, protagonista do primeiro game. O personagem utiliza uma máquina para recuperar memórias e assim viver as aventuras de seus ancestrais.

No primeiro título, Altair viveu na época das Cruzadas pela região do Oriente Médio. Cidades como Jerusalém foram recriadas magistralmente. O lado ruim disso tudo é que o jogo era repetitivo. Foi exatamente nesse ponto que bateu Assassin's Creed 2. Além da missão principal, são inúmeras fases extras, o que dá mais realismo para a coisa.

Agora, os cenários são regiões como Veneza, Roma e Toscana. Toda a arquitetura da época foi estudada e recriada. E Enzio pode circular livremente pelos mapas, seja caminhando pelas ruas ou escalando estruturas, ao utilizar técnicas de Le Parcour.

As lutas de espada são cinematográficas, extremamente empolgantes. O player pode esquivar, contra-atacar roubar a arma do inimigo etc. Como se trata de um assassino, o jogador também usará dezenas de técnicas furtivas para abater ou roubar os adversários, discretamente.

E ninguém menos do que Leonardo da Vinci será peça fundamental da história. A figura histórica ajuda Ezio a criar armamentos e até cede a “máquina voadora” para o protagonista utilizar.

Fora alguns pequenos “bugs” de jogabilidade, como problemas de física, e falhas na inteligência artificial, Assassin's Creed II foi um dos melhores games de 2009, super recomendado. E com certeza o título terá sequência. Resta saber em qual época da história.

Considerações:

O final do jogo é surpreendente, mas há o uso de algumas “magias” que seriam desnecessárias;

Gráficos das imagens dos personagens poderia ser melhor, embora não comprometa em nada o jogo. O trabalho artístico das cidades compensa;

A imersão no jogo é forte, já que o usuário “envelhece” junto com Ezio. São mais de 10 anos em busca de vingança contra o vilão;

Senti falta de duelos de espada contra chefões de fase. Normalmente é Ézio contra todo mundo;

A luta final é ridícula, sem armas. O vilão vai apanhando e continua falando como se não estivesse sendo esbugalhado de porradas;

A armadura de Altair é a mais legal de todas. Mas para consegui-la, o player precisa passar por fases de quebra-cabeças muito chatas;

Terminei o jogo em cerca de 18 horas, mas há fases extras para muito mais;

Já entrei na contagem regressiva para Assassin’s Creed Online, no qual Ézio seguirá como protagonista.

Veneza em Assassin’s Creed 2 é algo impressionante

04 de janeiro de 2010 4

Ser jornalista de games não é fácil. Além de ficar ligado nas notícias, é preciso jogar muito. E posso dizer que tenho feito isso bastante.

Recomendo muito pra vocês o game Assassin’s Creed 2. No jogo, você comandará Ezio, um personagem que luta por vingança após ter alguns familiares mortos por traição.

Já falei pra vocês aqui inúmeras vezes que o enredo se passa no período Renascentista italiano. Mas o game se torna impressionante mesmo quando o gamer chega em Veneza. A cidade foi caprichosamente recriada pela Ubisosft. É tão viva que o jogador se sente caminhando pelas ruas. No período do carnaval, o personagem usa máscara para se esconder dos soldados.

Os combates são sanguinários. Ezio não poupará esforços para abater os inimigos seja com sua espada ou sorrateiramente, como um verdadeiro assassino (técnicas não faltam para isso).

Mas vou deixar para publicar a avaliação aqui no Canal dos Games assim que eu terminar o jogo (falta pouco). Além de Assassin’s Creed 2, no PS3, tenho jogado Left 4 Dead 2, no PC.

E vocês? Que game recomendam neste início de ano?

No clima das discotecas – Avaliação de DJ Hero

16 de dezembro de 2009 2

Guitar Hero praticamente criou um novo gênero de games musicais no qual os usuários jogavam com uma guitarra em forma de joystick e o objetivo era simular a carreira de um astro do rock. A série evoluiu e inspirou o lançamento de outros jogos do gênero, como Rock Band. Com objetivo de apostar em uma nova frente, a empresa Activision lançou o DJ Hero. Agora, a missão é a de mixar músicas eletrônicas e entrar no clima das festas noturnas.

Para fazer essa avaliação, o Canal dos Games optou por convidar um dos melhores DJs do Brasil, que ainda por cima é gamer. Rodrigo Ayala, de 30 anos, joga Wii e PlayStation 3. Entre os títulos prediletos estão Street Fighter 4, Call of Duty: Modern Warfare e Mario Kart Wii. Para o artista, um título como DJ Hero serve de incentivo para conhecer melhor a profissão, embora esteja longe de ser realista.

– Para fazer uma mixagem não tem nada que aponte o momento certo, é apenas a música que serve como guia. No jogo, há os botões que indicam isso – conta Ayala.

DJ Hero tem basicamente o mesmo espírito de Guitar Hero, em termos de jogabilidade. Mas ao invés de uma guitarra, o produto vem com um controle em forma de mesa de som. Durante a música, alguns comandos coloridos aparecerão na tela e o player deve clicar no botão referente do joystick no momento certo para não parar o show.

O game traz 93 combinações de faixas, de estilos musicais como hip-hop, pop e dance. Para quem tem joystick guitarra, há trilhas específicas para juntar os dois instrumentos e também colocar um pouco de Rock N'Roll.

Durante o teste com Rodrigo Ayala, foram mixadas canções de artistas como Black Eyed Peas, Gorillaz e Benny Benassi. Em termos gerais, o DJ aprovou o game.

– Gostei. Pegaram músicas populares que acho que podem agradar qualquer um. O game é um sinal de que a profissão de DJ está mais valorizada – comenta.

O grande problema é o fato de o jogador não poder escolher qualquer música disponível e fazer uma mixagem personalizada. São somente sequências prontas. DJ Hero é um game que inova, mas que tem muito a evoluir ainda.

Avaliação:
Gráfico: Bom
Som: Ótimo
Jogabilidade: Médio
Diversão: Bom
Inovação: Ótimo
Nota geral: 8

Game: DJ Hero
Preço: R$ 699,90 (vem com o joystick incluído)
Gênero: Musical
Empresas: Activision Blizzard e Synergex
Plataformas: PS2, PS3, Xbox 360 e Wii
Site: www.djhero.com
Dica: Conforme o jogador acerte uma sequência de pontos, estará habilitada a função euphoria. Ao utilizá-la o público vibrará e o gamer terá pontuação maior.

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Simulação para pilotos e novatos – Avaliação de Forza Motorsport 3

10 de dezembro de 2009 0

Aperte o cinto, calibre o joystick e se prepare para muita adrenalina. Foi lançado no último mês o simulador de corrida Forza Motorsport 3, exclusivo para o Xbox 360. É um game recomendado tanto para usuários experientes, quanto para iniciantes no gênero.

Ao todo, são 400 veículos disponíveis de 40 marcas, além de 100 pistas, como Le Mans e Catalunha. O mais legal de tudo é a possibilidade de personalizar o carro, que praticamente se torna o avatar do jogador. Para quem quer dar uma de mecânico é permitido fazer mudanças em equipamentos como suspensão, engrenagem e pneus.

Embora o produto seja um simulador que prima pelo realismo, a empresa Turn 10 teve todo o cuidado para lançar um game acessível para todos os públicos. Os novatos, por exemplo, podem deixar ativos vários auxílios de pilotagem, como freios automáticos e controle de estabilidade, além de uma linha na pista que indica a melhor hora para acelerar e frear.

Na hora de fazer as melhorias nos veículos, também é possível escolher a opção “quick upgrade”. Nela, a máquina recomenda as principais mudanças no carro, de acordo com o orçamento virtual disponível pelo piloto.

Uma das grandes novidades do jogo é a opção “rewind”, que significa retroceder. É muito útil quando o jogador comete uma batida, por exemplo. Para corrigir a ação, basta rebobinar a corrida por alguns segundos e tentar ajustar o movimento.

A experiência completa de Forza 3 será nos modos online, principalmente porque a inteligência artificial do computador deixa a desejar. É raro ver a máquina fazendo ultrapassagens, principalmente em pistas estreitas. O melhor é que é permitido utilizar o carro criado nos jogos multiplayer.

Forza Motorsport 3 é um jogo tecnicamente excelente. Os barulhos de motor, a física das batidas e os cenários agradam muito. Pena que não há mudanças climáticas. Chuvas ou corridas noturnas, nem pensar. De qualquer maneira, é um dos melhores simuladores da atualidade.

Nova temporada – Avaliação de Fifa 2010

03 de novembro de 2009 19

fifa3 por você.

Começou a disputa pelo melhor simulador de futebol virtual da atualidade: Fifa ou Pro Evolution Soccer. Quem deu o chute inicial foi o game da Eletronic Arts (EA), lançado em outubro para todas as plataformas. Em cada nova temporada, a série vem conquistando melhorias significativas. Desta vez, não foi diferente com Fifa Soccer 2010.

Mas um problema nisso tudo. Se a versão para consoles do título (Xbox 360 e PlayStation 3) é tecnicamente perfeita, a do PC (testada para esta avaliação) ainda está longe disso. O motor gráfico é outro, bem mais simples do que para os videogames. A razão disso é que a EA prefere criar um jogo capaz de rodar em computadores mais populares.

fifa4 por você.
Mesmo assim, a versão atual para PC está melhor do que o Fifa 09. Em geral, os gráficos dos jogadores estão mais realistas, satisfatórios. Mas a jogabilidade ainda segue longe do ideal. Os dribles não são executados com naturalidade (como nas versões para consoles) e os movimentos não fluem com verossimilhança. Nesta avaliação, foi possível notar uma facilidade para fazer gols com jogadores considerados “tops”.

Em um amistoso entre Brasil e Argentina, por exemplo, consegui aplicar 11 a 2 na dificuldade padrão, em quatro minutos de jogo. Um problema sério: a EA não conseguiu fechar contrato com vários times do Brasileirão. Assim: Grêmio, Inter, Goiás, Corinthians, Fluminense, Sport não estão com nomes e uniformes oficiais. No Tricolor, os destaques do elenco ficam para Victor, Souza e Máxi Lopez. Já no Colorado, D’Alessandro, Sandro e Taison são os melhores.
fifa5 por você.
Já o Avaí está no jogo como A. Florianópolis. No elenco, os destaques ficam para Marquinhos e Eltinho.
Alguns bugs também puderam ser notados.

Em uma partida contra o Cruzeiro, o time mineiro (controlado pelo computador) tinha quatro laterais esquerdos, inexplicavelmente. Mas não se preocupem, esses problemas são corrigidos com downloads de atualizações.

Fifa 10 está totalmente em português, com narrações toscas de Nivaldo Prieto e Paulo César Vasconcellos. A maior novidade fica para o movo “Seja um Profissional: Clube e Seleção”. Nele, o usuário controla apenas um player e o objetivo é ser convocado para o time nacional.
fifa6 por você.
Em geral, a dica é optar pelas versões para Xbox 360 e PlayStation 3, se tiver os consoles. No produto para computador, a franquia Pro Evolution Soccer é superior.
fifaficha por você.
Requisitos para PC:
Requer processador de 2.4 GHz ou equivalente, 512 MB de RAM (1GB para Vista),
7GB de espaço em disco e placas de vídeo a partir das séries NVidia
6600 ou ATI 9800