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Posts na categoria "jogos para meninas"

[Jogos para Meninas] Existe preconceito contra garotas gamers?

24 de junho de 2010 1

Sabrina NaudAo longo das colunas que escrevi, me deparei inúmeras vezes com comentários sobre o preconceito contra garotas que jogam videogames. Bom, como este tipo de expressão chegou a se tornar uma constante, decidi falar o que eu acho e já vivenciei disto. Mas como toda a história tem os dois lados, vamos começar pelas más notícias. Ou, nem tão más assim.

O preconceito:

Primeiro de tudo, no mundo gamer ele existe, mas cabe a quem sofre dele alimentá-lo ou não. Nunca dei ouvidos as pessoas que diziam que meninas não entendem nada de jogos, costumo fazer ouvido de mercador para isto. O resultado? Nunca, mas nunca mesmo, passei por alguém nesta vida que tenha me dito isto e sustentado o comentário. Eu até jogo bem meus favoritos, mas tomo uma tunda em games como KOF pro meu ex colega Roadie. Me aprimorei no que mais gosto e o preconceito de que meninas jogam pior, bom, escolha o jogo favorito dela e tenta disputá-lo, aí veremos. =)

Por uma enorme maioria de jogadoras preferir jogos que não são de lutas, quando os jogam, elas realmente não o fazem com maestria. E nos cérebros de muitos garotos, que são regidos por testosterona, isto é uma fraqueza. Aí já entramos em explicações psicológicas de evolução para este tipo de comportamento, que eu não estou afim de mencionar. xD

Mas vou resumir em uma coisa: Somos SIM diferentes. Começa pela parte física e o modo como nossos cérebros evoluíram. O homem é por natureza mais forte e nós somos mais resistentes. Eles nascem com um cérebro apto para a lógica e nós para a sociabilidade ( sim, falamos mais porque temos centro de fala dos dois lados do cérebro). Porém isto não impede uma garota de gostar de um jogo de tiro, cheio de sangue, tanto quanto um garoto. O que diferencia nossos gostos é uma pura questão de criação e costume.

Mas agora vou partir em defesa dos meninos ao mesmo tempo que das meninas. Não podemos culpar os caras que pensam que meninas não entendem nada de jogos, afinal a grande maioria não joga as coisas que eles gostam no mesmo nível. Aí entramos na generalização, um exemplo que vira constante, pode ser tomado como um exemplo da maioria, então surgem os mitos, nem tão mitos:

Lembrete 1 - Não se irrite! Mulheres não sabem o que é impedimento, por mais que você explique ou desenhe.

Lembrete 2 - Todas as mulheres viram monstros horríveis num determinado dia do mês (assim como lobisomens, mas muitos mais perigosas).

Lembrete 3 - Meninas não entendem nada de jogos afinal elas apenas brincam de barbie.

Lembrete 4 - Mulheres dirigem mal pra caramba (fique beeeeeeeeeem longe se vir uma no volante)

Eu, pelo menos, posso fazer uma lista de 100 meninas que conheço que se encaixam nas quatro categorias simultaneamente, mas posso fazer outra das que passam longe de todas também.

Resumindo: se ouvir alguma destas coisas ignore. Ou este cara está fazendo isto pra te irritar (o que acontece pra caramba) ou ele apenas teve péssimos exemplos de meninas (o que acontece bem menos). Somos diferentes em comportamento, jogamos de maneiras diferentes, mas isto não nos impede de sermos muito melhores que eles em alguns jogos e vice-versa.

Então as meninas, chega de mimimi sobre ter sofrido preconceito e aos garotos, chega de mimimi sobre preconceito. Tudo pode se resolver numa simples partida de video-game. Afinal todos já devem ter ouvido falar das LadieS do Counter-Strike, da pedagoga Lynn Alves (que escreveu o livro game-over que fala sobre o preconceito com os jogos violentos), ou dos inúmeros blogs de garotas gamers por aí. Exemplos temos muitos, mas deixo vocês com a lista das 100 mulheres mais influentes na área de games: http://www.edge-online.com/features/game-industrys-100-most-influential-women

Lembrem-se que cada exemplo de comportamento aqui remete a uma maioria e não todos os garotos ou garotas. E este preconceito é tão bem embasado quanto o famoso bordão da mulher apaixonada pelo cara errado: homem é tudo igual (que todos sabemos que não é bem assim, senão a mulherada não escolhia tanto). Este tipo de coisa sempre ocorre quando um dos sexos começa a atuar num ramo, tipicamente, tido como campo de diferenciação do outro.

E você, concorda ou discorda?

Eu vejo o preconceito como algo bom, pois te motiva a melhorar sempre, por isto vejo ele como o lado bom de ser uma gamer. Semana que vem, vou falar do lado que é melhor ainda. xD

Publicitária, Sabrina Naud tem uma coluna aqui no Canal dos Games. Gamer nata, é editora do blog www.gamersin.blogspot.com. http://www.twitter.com/sabrinanaud

Olá! Meu nome é Sabrina e estou sem jogar WOW há 29 dias

29 de abril de 2010 22

Sabrina NaudAgora você diz: Oláááááááááááá Sabrina.

Sou uma daquelas pessoas que nunca gostou de RPG, não tenho paciência e a tentação de avacalhar com a história era maior que a vontade de jogar. Foi então que, num dia de total ócio, decidi jogar World of Warcraft.

Me viciei.

Joguei apenas o trial com um amigo e acho que ele foi a causa de tanto gostar. ODEIO (com todas as forças do meu pequeno ser) ler instruções e tutoriais durante o jogo. Acaba com a minha experiência, simplesmente assim. Mas ele me ajudava, então a preguiçosa aqui, não precisava ler nada. xD

MAs a conta expirou e num outro belo dia decidi jogar, mas desta vez sério = pagando.

Cheguei ao level 40 e parei de jogar. De novo. ¬¬

Desta vez por ter muitas coisas pra fazer e pouco tempo pra jogar.

O porque eu amei tanto este game?

Foi uma das melhores experiências digitais em conhecer a boa vontade que tive. Os jogadores te ajudam sem querer nada em troca. Pessoas dos lugares mais distantes juntam-se para cumprir objetivos.

Mesmo estando numa guild com gente que conheço, eles me impulsionavam muito a jogar. Era divertido. Me senti nostálgica, como quando era criança e chamava meus vizinhos em casa pra virar Sonic 2 no mega drive. (bons tempos…)

Não tenho nenhuma experiência que possa integrar no quesito favorecimentos por ser menina. Mas posso apenas relatar os laços de amizade que foram estendidos pelo computador.

E percebi algo muito em comum com um jogo do qual falei já: Miss Bimbo.

Ali, dentro daquele mundo, parece que muitos preconceitos caem e vocé é nada mais que o seu personagem numa história. Os preconceitos são substituídos pelos impostos na história o que eu acho fenomenal. E você se alia a um total desconhecido para fazer algo ou só para ajudá-lo.

Sim eu adorava porque era total noob e tinha um amigo level 80 e outra hora um level 72 me ajudando. Fica fácil jogar assim.

Bom, mas de todas as coisas que o Wow me surpreendeu, foi saber que uma pessoa viu uma aplicação para o comportamento dos jogadores. Como fazer o mundo melhor jogando videogame, citando diversos jogos tipo MMO. Engraçado como algo como: salvar o mundo, pode tornar as pessoas melhores, mesmo que seja só num jogo.

Para finalizar este post, deixo o video da palestra para vocês:

Agradecimentos ao Gimbolim que me viciou e ajudou muito. E ao pessoal da Guild You Are Doing It Wrong, sempre aturando minhas perguntas e ações noobs.

Publicitária, Sabrina Naud tem uma coluna aqui no Canal dos Games, as quintas-feiras. Gamer nata, é editora do blog www.gamersin.blogspot.com. http://www.twitter.com/sabrinanaud.

Sobre o momento Ubisoft no Gamepad III, na Feevale

01 de abril de 2010 1

Sabrina NaudNa Feevale, no último final de semana, foi realizado o evento Gamepad, que contou com várias atrações para gamers, estudantes e afins.

O momento Ubisoft começou com o Gerson Klein, ele falou mais sobre o processo de criação. Foi demais! Criação nunca foi um assunto fácil de ser abordado, afinal de coisas não é algo palpável ao qual você possa fixar um trajeto geral e dizer seu tamanho ou profundidade.

Klein falou coisas que já ouvi da boca de diversos publicitários, mas de uma maneira diferente. Mandou a galera viver!!! Porque é só vivendo que você descobre a variedade de experiências necessárias para diversificar seu estilo e adaptar-se as necessidades. Falou que neste mercado você não deve reclamar, mas moldar-se ao que se mostra necessário. Afinal muito simples nos fecharmos num casulinho e “experienciarmos” a vida através da internet e não ter certeza das suas reais sensações.

Segunda a palestrar foi a Dorothy Ballarini. Ela falou sobre a sua trajetória, abordou o assunto de entrada no mercado e deu mais algumas dicas de criação. Lugar? TEM! Basta você se empenhar. Não precisa sair por aí pedindo conselhos, gaste seu tempo aprendendo e melhorando, fazendo contatos frequentemente e nunca fechando portas. O segundo conselho foi: Viaje! Não precisa sair por aí de mochileiro, mas fazer o máximo possível pra sair do cotidiano e obter novos horizontes além da linearidade do dia-a-dia.

Terceiro e último do momento Ubisoft foi o Arthur Bobany de Queiroz. Ele falou sobre a sua área e profissão, especificamente: Level Design. Que este profissional se difere dos outros, ele não precisa saber desenhar super bem ou ser um programador overpower, ele vem do meio termo. Muitas vezes sendo um gamer hardcore que conhece todos os caminhos e hotspots. Alguém com um raciocínio rápido para resolver problemas e uma visão ampla para poder enxergar sempre “além do alcance”.

Por último uma palestra do Gustavo da Fonseca Rodrigues, da Santa Motion. Ali eu me senti em casa, pois estava no meu terreno, a publicidade. Não que ele tenha dito algo que já não ouvi em outros lugares, mas reforçou o ponto de vista. A questão de sempre superar-se, que acomodar-se é algo ao qual não podemos nos dar ao luxo. Numa área como esta, onde tudo muda o tempo todo, atualização é pré-requisito. E ainda por cima mostrou um portfólio recheado de peças do CARAMBA (pra não dizer outra coisa).

Resultado: achei que eles fizeram observações de pontos gerais sobre assuntos especulados, mas sem uma solução única. Estas foram as respostas que eles encontraram e podem ou não servir pra você. Os quatro cheios de excelentes conteúdos, de uma produção excelente, de dar inveja boa. xD

Se você não foi, perdeu de aprender, reaprender e relembrar, depende em que estágio da vida está. Pois estes conselhos não são aplicáveis apenas ao aspecto profissional, mas a todos os campos humanos. Fica a dica. ;)

Gente, infelizmente não posso repassar um relato do evento completo, mas apenas das palestras que vi.

Publicitária, Sabrina Naud tem uma coluna aqui no Canal dos Games, as quintas-feiras. Gamer nata, é editora do blog www.gamersin.blogspot.com. http://www.twitter.com/sabrinanaud.

[Jogos para meninas] A beleza estética dos personagens masculinos

18 de março de 2010 12

Sabrina NaudBom, hoje vou falar de algo do qual não tenho nenhuma certeza a não ser pelo clichê: “gosto, cores e amores, não se discutem”.

Seguinte: estava debatendo na minha mente a questão da beleza dos personagens de jogos. Boa parte das equipes de desenvolvedores são formadas por homens, então fazer uma personagem bonita e gostosa é fácil, né?! Mas e quando se trata de um personagem masculino, como se aprova se ele está ok ou não? Quem cria?

Sei que existe uma intensa preocupação com cada detalhe da criação de uma personagem feminina (feita por um homem). Li entrevistas, vi palestras e todos sempre dizem que não liberariam a personagem enquanto ela não estivesse perfeita. Existe este mesmo tipo de preocupação com as meninas jogadoras?

E não falo só de personagens principais ou coadjuvantes, mas também dos cenográficos.

Me pergunto devido ao constante comportamento dos homens em dizer que homem bonito e bem arrumado é gay e que macho, que é macho, não acha outro homem bonito. Então, isto se aplica também aos games?

Não sei! Quero saber!

Uma vez ouvi de um professor de história em quadrinhos que o Gambit era um personagem previsto como passageiro nos X-Men. Mas a Marvel viu que depois que o herói foi lançado o público feminino não somente aumentou como também ficou mais fiel. Ele é bonitão, tem sotaque francês, é metido, tem jeito de perigoso e garanhão.

Partindo-se de que games são uma mídia, que assim como quadrinhos, começaram por terem um universo tipicamente masculino, vou trabalhar com a hipótese de que o mesmo preceito possa ser aplicado.

Aí me questiono de novo, se boa parte da equipe é masculina, quem cria os personagens que devem (ou deveriam) despertar nas meninas o que muitas despertam nos jogadores?

E visto que de país pra país, mudam os conceitos de beleza (clica aqui pra entender do q estou falando) como eles são criados?

Em um livro ou mangá, quem decide é o autor. Ele pode ter uma equipe trabalhando, mas ele é quem decide e não tem discutir.

Será que existe este tipo de preocupação para com as meninas gamers?

Toby Gard, criador da Lara Croft, animou ele mesmo a caminhada dela, para ser EXATAMENTE como ele imaginava. Para que os meninos a amassem, como ele idolatrava. Houve um cuidado. Que eu imagino que os homens devem ter com todas as personagens que criam.

Bom, deixo aqui a minha questão. Trabalho com meninos o tempo todo e sei com é fácil saber se a personagem está bonita o suficiente, mas quando é UM personagem? Como faz?

Não que isto seja algo que vai mudar a minha vida ou a sua, mas fiquei bem curiosa a respeito disto. Pode parecer uma dúvida babaca, porém eu não sei. E sim, estou desconsiderando todo o aspecto que a personalidade possa influir no personagem. Aqui estou falando única e extritamente da sua aparência física.

Mas sei que existem personagens que tem o “título” não por serem lindos, mas pela história criada para eles, exemplo clássico:

Sei que os personagens que eu escolhi não foram criados pensando nas meninas que irão jogar com eles. Mas são personagens que eu gosto e também foram os que lembrei na hora de fazer o post.

Publicitária, Sabrina Naud tem uma coluna aqui no Canal dos Games, as quintas-feiras. Gamer nata, é editora do blog www.gamersin.blogspot.com. http://www.twitter.com/sabrinanaud.

Jogos para Meninas - As namoradas...

04 de fevereiro de 2010 19

Sabrina NaudEste meu post, desta vez é dedicado igualmente a meninas e meninos. Porque desta vez vamos falar de um público de meninas gamers, dentro das minorias, mas é o meu favorito: as namoradas.

Antes que alguém venha com os mimis de preconceito, por estar rotulando meninas e ets, só uma coisinha: o mercado separa as pessoas por seus comportamentos que envolvem o consumo do jogo. O que eu estou fazendo é apenas tratar de algum deles, sem dizer que meninas ou meninos são melhores. Preconceito está nos olhos de quem quer ver. E sim, meninos também são separados em diversos perfis pela indústria. Isto não é rotular pessoas. É facilitar o trabalho dos desenvolvedores e distribuidores.


Por que separei um público específico?
Bom, já vai entender ou se identificar.

Existem muitas meninas que quando namoram vêem nas atividades do parceiro uma adversidade e às vezes oportunidade. Exemplo, os surfistas, que as namors enchem o saco de ficarem na areia esperando ele sair do mar e decidem surfar também. Ou, elas sempre quiseram fazer, mas nunca tiveram a “oportunidade”.

Geralmente o futebolzinho no sábado à tarde, o surf sagrado do verão e o videogame pós trabalho se tornam problemas nos relacionamentos. Afinal cansamos de ouvir lendas digitais sobre meninos jogando WOW enquanto a namorada o chama para cama, ou ainda quando elas surtam e destroem o aparelho. Pesadelo total!! Bom, mas existem as namoradas que decidem acompanhar!

casal

Na maior parte das vezes elas já tinham jogado videogames, mas acabaram crescendo e descobrindo coisas que as interessavam mais e renegando a diversão “infantil”. OU às vezes o tempo ocupado por faculdade e trabalho fez com que os games virassem a última opção dentre as diversões. De uma maneira ou outra, ficaram no passado da menina.

E é aí que entra o namorado. Sabe aquelas jantas em que os meninos sentam e começam a jogar sem parar? Principalmente FIFA e Winning Eleven…

Aquelas meninas que tinham parado de jogar há muito tempo, ou jogavam, tipo, uma vez por semana ou menos, resolvem acompanhar os namors. Geralmente elas começam jogando muito mal, se acostumando aos poucos a nova/velha atividade.

namorada

E depois de um tempo, elas que fazem questão de jogar, elas estão atrás de novos jogos e de volta ao antigo passatempo. E em pouco tempo de repetidas jantas e dias chuvosos, elas voltaram a ser gamers.

Óbvio que este não é o único programa de casais e das jantas, mas ocorre com certa freqüência. Óbvio que nem todas as namoradas jogam ou um dia haviam deixado de jogar. Falo de uma camada muito especial de meninas. Óbvio que algumas jogam muito melhor que seus parceiros, e por aí vai…

O que eu acho fenomenal nelas?

· Algo que poderia detonar o relacionamento se torna uma alternativa de programa para o casal;

· A namorada se torna companheira;

· Ela faz questão de aprender, mesmo que ela deteste jogos.

Por isto, meu respeito e parabéns a todas as meninas que haviam parado de jogar ou que não gostavam e por “obrigação” acabaram (re)descobrindo o prazer numa atividade tão simples, porém divertida.

casamento

Dedico este post a minha irmãzinha, que faz questão de acompanhar o namorado e os amigos numa partida de Winning Eleven. E a todas as meninas que fazem o esforço por eles. Publicitária, Sabrina Naud tem uma coluna semanal aqui no Canal dos Games, as quintas-feiras. Gamer nata, é editora do blog www.gamersin.blogspot.com. http://www.twitter.com/sabrinanaud.

Jogos para Meninas - O Mundo Rosa das Gamers

28 de janeiro de 2010 22

Apesar de não fazer parte deste share, existe um imenso público muito característico de meninas gamers. Elas compram:

Celular rosa

V3 Pink
DS rosa


PlayStation rosa e PSP rosa

E sim, elas movimentam muita grana do Mercado.
São meninas que adaptaram as brincadeiras “tradicionais de meninas” aos games. Gostam muito de jogos como The Sims (que na minha opinião seria uma brincadeira de Barbie virtual) ou jogos casuais.

Logo que foi lançado a cor rosa e lilás para celular, lembro de ter visto uma palestra que mostrava um aumento de downloads de games para celular por parte das mulheres. Elas chegaram a alcançar em determinada época, porcentagem superior dentre os usuários do serviço.

E para ter uma idéia do poder deste público, elas conseguem colocar jogos de casamento nas lista do 100+ da Europa e dos 50+ do mundo (falo aqui de um jogo desenvolvida pela antiga Southlogic, atual Ubisoft). E foi vendo o poder deste público que, cada vez mais, as desenvolvedoras vem investindo pesado nelas.

Jogos de casamentos, de carreiras, de modelos, jogos fofos, consoles rosa, periféricos rosa, bom, muitas coisas. Foi notando este público que a Disney criou o segmento Princesas Disney. Ele reúne todas as suas mais belas princesas com seus finais felizes e vestidos rodados e fazem novas aventuras para TV, videogames, jogos de mesa e tantos outros diversos produtos. É vendo este segmento que abrange a cada ano uma faixa etária mais ampla que lançaram o PSP edição Hannah Montana.

Podemos contabilizar aqui jogos como o MissBimbo (que eu jogo), HelloKitty Online ou Paper Mint.

Estes são apenas exemplos de alguns produtos que movimentam alguns milhares de dólares graças a estas meninas que adoram coisas fofas e rosa. É muito mais do que isto, é adaptar as brincadeiras antigas de boneca a um novo mundo virtual. Nele podemos interagir com outras pessoas que pensam parecido ou diferente. Mas sempre estão unidas por gostarem do assunto em questão.

Então, apesar do preconceito porque elas não gostam de atirar de doze na cabeça de um monstro ou atropelar pessoas para passar de fase, elas ainda sim sabem construir um mundo inteiro como ninguém. Já dizia o povo: “gosto, cores e amores não se discute, respeita-se”.

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Publicitária, Sabrina Naud tem uma coluna semanal aqui no Canal dos Games, as quintas-feiras. Gamer nata, é editora do blog www.gamersin.blogspot.comhttp://www.twitter.com/sabrinanaud.

[Jogos para Meninas] O sexy e masculino mundo de Tomb Raider

07 de janeiro de 2010 12

Sabrina NaudHá um tempo fiquei sabendo da notícia que Megan Fox faria a nova sequência de Tomb Raider. O que me deixou um tanto quanto perplexa. Tá que o shalala de “é uma aventura da Lara jovem”foi jogado, mas convenceu tanto a mim, quanto a outros fãs e a Jolie. Parte-se do princípio que: para ser Lara Croft, a moça deve ser gostosa. Bom, concordo! Mas acredito que ela também precisa de muita cultura e saiba ser sexy. O sexy não é ser vulgar, sair por aí dizendo que você é bi, só ter o nome na mídia e gerar polêmica entrando em todos os fã-clubes masculinos. Convenhamos que uma mulher como Megan dizer que é bi gera muitas fantasias até na mente dos mais desocupados marmanjos.

Porque escrever sobre a Lara?

Simplesmente porque é a franquia de jogo mais bem sucedida de todos os tempos. Com a personagem de games mais reconhecida estando na capa da Rolling Stone, clipe do U2, Guiness Book e embaixadora da Onu. E ela é só virtual. Nasceu na época em que personagens femininas eram loiras, americanas em apuros no mundo dos games. Na época que os grandes heróis eram guerreiros brutamontes ou o protótipo ideal do Capitão América. Só por isto. xD

Muitas mulheres já encarnaram a diva do mundo dos games, mas poucas ficaram na memória. Angelina por ser a mais famosa pelo seu nome do que pela personagem em si, isto não quer dizer que ela tenha sido a melhor. Fiz um levantamento de todas as beldades que já encarnaram a heroína e depois disto você vem me dizer que a Megan Fox serve, ok?!

Nathalie Cook (primeira Lara Croft):

Ela representou a heroína nas suas primeiras aparições e em alguns eventos. Depois disto nunca mais foi tocado no seu nome para encarnar Lara.

Rhona Mitra (eterna Lara 1):

Segunda mulher a encarnar Croft, dizem que as curvas virtuais foram baseadas desde o início até os upgrades atuais nela. Ficou quase dois anos representando a beldade antes de ser aposentada do cargo. Para muitos fãs ela é e sempre será a eterna Lara. Hoje em dia apesar de ter se consolidado como atriz em outros papéis, todos os novos filmes que faz é comparada ao antigo papel de Croft que desempenhou no meio dos anos 90

Vanessa Demouy:


Modelo, cantora, dançarina, uma faz tudo da sua geração. Ela não foi oficializada como representante de Lara, mas ficou famosa pelos disfarces e a pequena semelhança.

Nell McAndrew:

A quarta Croft deu o que falar, pois foi parar nas páginas da Playboy. O milionário se incomodou e muito por ter despido a moça como uma Tomb Raider.

Lara weller:


Com a saída as pressas de McAndrew, Weller entra no papel. A garota não deixou muitas memórias mas desempenhou bem Lara enquanto a representou.

Ellen Roche:

Ellen foi escolhida para encarnar a heroína nas nossas terras tupiniquins. Que a moça é bonita e tem um corpo escultural não há dúvidas, mas convenhamos que é uma das piores Laras oficiais e semi.

Lucy Clarkson:

Ganhou o título de a Mulher mais sexy da Inglaterra depois de encarnar a heroína. Também não é uma das favoritas dos fãs, mas foi uma das mais parecidas com Croft.

Jill de Jong (eterna Lara 2):

Ela encarnou a heroína por um tempo considerável e foi a segunda a povoar a mente dos fãs. Disputa com Rhona o título de melhor Lara de todos os tempos. Sua semelhança com a heroína é enorme.

Angelina Jolie:

Não precisa de apresentações, representou Lara nas duas sequências cinematográficas.

Karina Adebibe:

Ficou mais de dois anos no papel, começou a representar Lara a partir da franquia Legend e Anniversary. Começaram rumores de que ela servia como inspiração para as curvas da heroína, competindo com Rhona. Karina rodou o mundo sob a pele de Croft e se consagrou, para muitos como uma das favoritas.

Nova Lara:

Para o último jogo trocaram a representante e agora trago algumas fotos da moçoila pra vocês conferirem. Nome dela: Alisson Carroll de 23 anos. Já esta cotada como uma das mais sexys Laras de todos os tempos.

Ta, agora depois de ver todas essas beldades, concordamos que Megan Fox é linda, uma mulher belíssima, mas não é a melhor opção para representar Lara. Assim como Angelina não era a melhor atriz na época.

Ambas foram selecionadas, não por seu talento, mas pelo nome que já atrai multidões. Triste…

E sabe o que é mais triste, saber que apenas para se ruma modelo, bater fotos e ir em feiras, a Alisson precisou fazer tudo isto aqui:

Repito agora: Ainda acha que Megan Fox está apta a ser Lara Croft?

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Exclusivo: Canal dos Games dá beta Keys do Hello Kitty Online

16 de dezembro de 2009 4

A empresa Gamemaxx em parceria com o Canal dos Games prepararam um presente de Natal para, principalmente, as meninas gamers. O blog estará distribuindo 50 chaves para os players testarem o jogo Hello Kitty online, durante a fase beta. Para participar, confira este link http://migre.me/epqu.

Durante a fase closed beta, que vai até 28 de dezembro, 50 gamers aqui do blog receberão essa chave. Em janeiro, começa a etapa open beta e, na sequência, Hello Kitty Online passa para a chamada fase comercial, quando todos poderão acessar o site www.hellokittyonline.com.br, fazer o download do jogo, que é grátis, criar um personagem e começar a jogar.

E como se trata de uma versão em português de um jogo global, o jogador brasileiro irá acessar os mesmos ambientes, com os mesmos cenários, visitar as mesmas cidades e encontrar usuários de qualquer lugar do mundo.

Os animais de estimação e as missões de responsabilidade social também estão presentes no Hello Kitty Online. Os animais podem ser adquiridos ou conquistados e carregam atributos que podem melhorar o seu dono, no caso, o jogador avatar.  Em outras missões, o jogador pode melhorar a pontuação de “vida” cuidando das plantas e eliminando ervas no jardim virtual. As batalhas também acontecem no Hello Kitty Online, quando o jogador já tiver habilidade suficiente para derrotar o monstro inimigo.

Como um RPG, Hello Kitty Online é construído pelos jogadores, que assumem papéis de personagens e, a partir de regras predeterminadas, improvisam, criam, constroem livremente e determinam o rumo da história.

Como já é de costume, o Hello Kitty Online é gratuito, mas será permitido comprar itens. A moeda de negócios é a GMAXX, já utilizada em outros jogos online da Gamemaxx, como o Cabal.

Configuração recomendada: Sistema operacional  Windows XP / Vista (32 bit),  Pentium 4, CPU de 3 GHz ou mais, com 1GB de RAM,  5 GB de espaço de disco, drive de DVD-ROM,Flash 10 Plugin para Internet Explorer, conexão de internet (256K ou maior); DirectX 9.0 ou maior e placa de som equivalente.

PS: Gamers Hardcore, que acompanham aqui o blog. Esse post não é pra vocês. hehe

Estereótipos gamers - parte 1: as Meninas-Moleques

10 de dezembro de 2009 7

Sabrina NaudOs estereótipos femininos

Bom, vamos a um assunto meio polêmico. Vou falar dos estereótipos, que dentro do que vivenciei, considero os principais. Mas um de cada vez, começando pelas meninas-moleques.

Ou do inglês: “tomboys”.

A tradução retirei de um post da Suzana Bueno no blog.

São aquelas meninas que estão sempre no meio dos meninos, se vestem como eles, falam e agem como eles e o mais importante:

  • 1. Não tem surtos psicóticos de TPM
  • 2. Sabem o que é um impedimento.
  • 3. Jogam pra caramba.

O problema destas meninas é que por terem um comportamento parecido com o dos meninos as pessoas costumam achar que são lésbicas ou que querem ser homens. Por ser uma atividade, assim como o futebol, tida como masculina, existe o pensamento que quando você encontrar uma menina gamer ela aparentará ser assim:

 

 

Por causa desta quantidade imensa de meninas (basta você ir num evento para encontrá-las) criou-se o preconceito. Que toda mulher que joga de maneira mais hardcore ou games como: Counter-Strike, Fatal Frame, Manhunt, Resident Evil, tem que parecer um moleque.

E quando você parece uma garota e joga, vêm a cara de surpresa da pessoa que recebe a notícia e a frase: “Nossa, nunca ia dizer que tu jogava video-game.” ¬¬

Para algumas garotas isto é ofensivo, eu acho engraçado. Mas é um preconceito que temos que colocar abaixo, mulheres jogam sim, jogam tão bem quanto meninos (se quiserem, leia-se treinarem).

Então da próxima vez que você encontrar aquela garota linda e gostosa em uma festa lembre-se: ela pode ser viciada em WOW. Só porque usamos salto alto não quer dizer que não possamos tirá-los pra jogar um futebol.

E sim, faço muitas alusões ao futebol porque é o melhor esporte que existe (dentre os não radicais) na minha opinião. E eu sei, sim, o que é um impedimento. ¬¬

Enjoy people!

Publicitária, Sabrina Naud tem uma coluna semanal aqui no Canal dos Games, sempre nas quintas-feiras. Gamer nata, é editora do blog www.gamersin.blogspot.com.

[Jogos para Meninas] Miss Bimbo vs. Cancer

03 de dezembro de 2009 8

Sabrina NaudEu pretendia começar a falar dos perfis das jogadoras nesta semana, mas houve um imprevisto que é esta o motivo deste post. Dentre os vários games que eu jogo, existe um em particular que é online e 100% “menininha”. O nome dele é Miss Bimbo.

Comecei a jogá-lo quando li no portal do iG uma notícia sobre um jogo que estava sendo duramente criticada na Europa e decidi entrar para tirar minhas próprias conclusões. Gostaria de ter feito um post só sobre ele, não porque eu gosto, mas devido aos mais variados aspectos que acho necessário trabalhar. Vamos ao jogo então.

Através de pequenas tarefas, você troca de nível na busca de ser a mais bela e popular bimbo. Até aí, nada mais do que um Hall da Fama virtual de Barbies. Miss Bimbo oferece mini jogos dentro dele, namorados, casas, bichinhos de estimação, mudança de visual, além do cuidado com a saúde. Como já mencionei, ele foi intensamente criticado por incentivar meninas a fazerem cirurgias plásticas.

Além deste fato, também houve reclamações sobre a troca constante de namorado, que lhe dá um dinheiro, sempre, imensamente superior ao do seu trabalho. Você pode desafiar outras meninas a ver quem tem a roupa mais cara e é mais popular e também ser julgada pelo simples quesito beleza. Aí houve as críticas frente ao comportamento de popularidade muito explorado em filmes americanos. Argumentos de que o jogo instigava as meninas a se tornarem mais fúteis foram coisas que se tornaram corriqueiras na época em questão.

Apesar de tudo, eu gosto de jogo, sou extremamente aficionada em moda e adoro o fato de poder comprar roupas que nunca pude ter no meu armário ou no das minhas barbies, mas sim, considero um jogo fútil (até aqui).

Passando este quesito, vamos a outra parte, o movimento do fórum. A simpatia com que as meninas se tratam lá dentro (nunca fui hostilizada por nenhuma) é uma cordialidade que nem sempre encontro na vida real, elas são sempre muito receptivas. É um universo cor-de-rosa, onde com certeza há problemas, mas eu nunca os tive, a exceção dos bugs de programação do jogo.
Até aqui é um jogo completamente de menininhas sem tirar nem por. Vamos entender um pouco mais dele:

Era francês, mudou para virar só americano com a versão francesa ainda funcionando. As bonecas mudaram, as roupas mudaram, quase tudo mudou. E por incrível que pareça muitos meninos jogam, só ver no perfil de cada um a opção de sexo da pessoa. Para mim o jogo é uma simulação constante da brincadeira de barbie, onde você pode representar pessoas famosas e namorar com elas numa vida de “mentirinha”. Apesar de adorar jogos de terror e shooter, eu curto o Miss Bimbo, pois me lembra de todas as Barbies que ainda tenho e das brincadeiras de criança. Sim, um lado meu ainda se preserva cor-de-rosa. Nostalgia total. Mas vamos ao que interessa. xD

Semana passada, fui entrar no jogo e para minha surpresa tinha um aviso na minha página inicial, eu estava sendo presenteada com uma fitinha azul:

Esta não é a minha boneca, mas a representativa da adm do jogo. O então Miss Bimbo supérfulo, que apenas poderia exercer má influência sobre as meninas, mostra que não é bem assim. Eles, não somente, estão patrocinando a pesquisa contra o câncer do Cancer Research UK, como também oferecendo suporte a todas as jogadoras doentes.

Bom, críticos: calados. Acredito que no mundo não exista nada mais nobre do que fazer um gesto de doação. Tudo bem, pode ter sido pura jogada de marketing, como publicitária foi uma das primeiras opções que veio a minha mente. “Eles estão tentando mudar a imagem negativa de algumas pessoas com uma boa ação”, não passa de uma hipótese.

Mas mesmo assim, enquanto tem milhares de pessoas apenas criticando, eles estão fazendo algo. O jogo, que antes, só proporcionava diversão, agora também proporciona certo nível de conforto. Isto, porque as jogadoras estão sim acatando o pedido da adm do Miss Bimbo e utilizando o laço azul nas suas bonecas. Pode conferir por si mesmo no fórum:

Para alguém que tem câncer (óbvio que tem gente que deve achar uma idiot

ice o que o jogo está fazendo, mas tudo bem), todo o tipo de apoio é mais do que bem vindo. Perceber que pessoas estranhas estão ali para lhe apoiar acho que significa algo que poucos podemos compreender. Muitas das garotas irão ler a história da menina que entrar no fórum para contar sua luta, irão lhe dar suporte, mesmo que sejam apenas palavras meigas e o simples gesto de mostrar o seu avatar com a fitinha azul (como a minha aqui à direita).

Fiz a minha parte no game, como muitas outras jogadoras fazem, não postei no tópico do fórum pois não sou muito ativa nele mesmo. Óbvio, que como em qualquer lugar existe alguém para causar a polêmica e ser do contra. Mas são pessoas e pessoas com as suas opiniões. Quem se der ao trabalho de dar uma olhada no fórum, irá entender do que estou falando.

O jogo que antes rebatia as críticas externas com comunicados da equipe, ou conversas no próprio forum (porque eles monitoram as repostagens que saem a respeito) agora tem missão social. Missão esta, que está sendo repassada a cada jogadora. Porque ela teve a opção de não ler, porém a fitinha azul foi presenteada a todas as jogadoras. É uma opção de cada pessoa ler, os avisos estão lá, lê quem quer. Como junto as operações estéticas, tão criticadas, estão os avisos de que na vida real aquilo é algo sério. E pras jogadoras, tudo que aconteça com a sua bimbo, é sim muito sério. Eu por exemplo que sou extremamente contra cirurgias plásticas que não sejam para correção, me obriguei a fazer para trocar de nível e não gostei. Só que faz parte do jogo.

Quando estamos neste universo, escolhemos nosso avatar de modo que ele represente da melhor maneira possível a mensagem que queremos passar. Mesmo que ele não tenha nada  a ver com nossa aparência real, naquele momento, naquele lugar, naquela comunidade, aquilo é o que eu quero ser, o que eu quero que as pessoas vejam seja ele apenas uma faceta da minha personalidade ou algo que represente fielmente a minha pessoa do dia-a-dia.

Então quando as pessoas dizem que o jogo é fútil, como eu mesma coloco no início, eu discordo. As suas tarefas podem vir a ser fúteis, mas aquilo é apenas uma pequena parte do jogo, que se você quiser participar de toda a complexidade, irá exigir muito mais. Fútil é a pessoa que consegue ter apenas isto como percepção, esquecendo de todas as relações estabelecidas através de créditos dados no seu perfil, por uma simples mensagem de agradecimento por ter aceito um desafio, por discutir com pessoas estranhas assuntos e com elas aprender coisas que estão além da nossa realidade. Cada um joga da sua maneira, e Miss Bimbo está longe de chegar perto da complexidade dos MMOs, mas replica do seu jeitinho as relações que estabelecemos. Afinal, replicamos no jogo o comportamento que gostaríamos de ter em vida naquela situação.

E sim, é um jogo 100% “menininha”, mas com muitos meninos jogando. Então! Paradigmas abaixo, a mensagem sempre está lá, depende apenas da maneira que a pessoa olha e quanto tempo ela se detém a prestar atenção para compreender. Criticar os games pela sua influência sobre o comportamento das pessoas é mais fácil do que tentar corrigir o que os outros meios de comunicação já tornaram banais. O que o nosso comportamento já tornou banal. Existem diversos jogos com os mais diferentes propósitos, assim como perfis de jogador.

Meninas gostam de jogos de meninos, mas meninos também gostam de jogos de meninas. Dividir sim nestas categorias, afinal desde pequenos já fazemos a divisão, ao escolhermos a roupa rosa para a garota e a azul para o guri. Ela existe, está aí, e mostra a diferença óbvia entre os sexos. Mas não evidencia em momento algum que um seja melhor que o outro. Temos nossa preferência por natureza e por costume, mas sempre podemos agregar algo aos nossos gostos, né?

E por isto escrevi esta coluna em especial, que acredito, seja mais uma mensagem social que outra coisa. Mas também para mostrar que por mais “bobinho” que possa parecer um jogo de menina, a complexidade da situação depende apenas de, até que ponto, o usuário se permiti levar neste universo. Um mundinho cor-de-rosa, mas com uma simples e importante fitinha azul.

Confira aqui a versão original do jogo, que agora é apenas francesa.

Publicitária, Sabrina Naud tem uma coluna semanal aqui no Canal dos Games, sempre nas quintas-feiras. Gamer nata, é editora do blog www.gamersin.blogspot.com.Related Posts with Thumbnails