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Posts na categoria "Sopre o Cartucho"

Quem acha que Chuck Norris é bom, não conhece 3D Dot Game Heroes

16 de março de 2010 0

Este herói realmente faz tremer as pernas de qualquer um. Para você ter uma noção, os dragões consideram ele um chefão! Ele constrói golems gigantes com lasers, só porque gosta de destruí-los. O nome dele é Thus, o herói do jogo 3D Dot Games Heroes. Na verdade ele é apenas um monte de blocos, mas tudo bem.

Assistindo ao vídeo, me empolguei com o jogo. Você ainda pode construir seu próprio herói, montando os blocos que o game oferece. Uma vez criado, ainda pode trocar com seus amigos via pen-drive USB. O jogo usa pen-drives. Viu? Nem é tão retrô assim.

3D Dot Games Heroes será lançado exclusivamente para Playstation 3, no dia 11 de maio.

A história

Muito tempo atrás, havia uma pequena terra em 2D chamada Dotnia Kingdom. O povoado de lá vivia em paz, protegido pelos seis orbes que eram guardados por seis sábios. Mas um dia, o cavaleiro negro chamado Onyx invade o reino, captura os sábios e rouba os orbes.

Abomináveis montros invadiram as terras, espalhando o caos e a destruição. Quando todos estavam sem esperanças, um nobre herói aparece. Thus, com sua espada sagrada, resgata as vítimas de Onyx e os orbes da cidade. Desafia o cavaleiro negro para um duelo. Assim, ele o prende e cessa o reino do medo nas terras de Dotnia Kingdom.

Esta história trouxe muitas pessoas para o reino e de ser contada se tornou uma lenda. Após um certo tempo, as pessoas perderam o interesse nas terras. Ninguém se encatava com o charme 2D daquele pedaço de mundo. Portanto o rei declarou em voz alta: "Estamos na era 3D!"

Então uma reforma se instalou, todos ajudaram a montar a cidade 3D. Enquanto isso, alguém libertou Onyx e todos estão ameaçados. Só resta uma alternativa: chamar Thus novamente.

Post de Rafael Borges, do blog Sopre o Cartucho. Estudante de jornalismo, ele é colaborador do Canal dos Games e tem colunas semanais sempre nas terças-feiras.

Um pouco de LAG no Projeto Natal

23 de fevereiro de 2010 5

Está repercutindo em toda a imprensa, o atraso de resposta dos movimentos no Projeto Natal. Se você já jogou algum game online, você sabe o que é LAG, não é? Basicamente, é este atraso entre o envio do comando do jogador e a resposta do jogo.

O pessoal da MTV Multiplayer testou 5 demos, capturando 40 movimentos diferentes com diversos jornalistas. Analisando cada um por duas vezes, a resposta mais rápida do Projeto Natal foi de 80 milésimos de segundoe a mais lenta de 120 milésimos.

O que isto significa? O Projeto Natal não é instantâneo. Não corresponde a vida real, mas é bem perto disso. Quando você jogar, vai perceber um pequeno atraso. O que dificulta em jogos de luta ou de tiro, por exemplo. Você pode perceber esta característica neste vídeo da Cnet testando a novidade, aos 1:08 minutos.

Não acredito que isto será consertado até o lançamento. Mas no futuro, a Microsoft com certeza terá soluções para o pequeno problema (creio eu). Além do mais, diversos jogos do Wii também respondem atrasados, mas não danificam a diversão do jogador. É esperar para ver.

Fonte: MTV Multiplayer

Post de Rafael Borges, do blog Sopre o Cartucho. Estudante de jornalismo, ele é colaborador do Canal dos Games e tem colunas semanais sempre nas terças-feiras.

Quem lembra deste Sonic 4?

09 de fevereiro de 2010 17

Você já deve saber que Sonic 4 foi anunciado pela Sega, para PS3, Xbox 360 e Wii. Pois investigando aqui e lá, lembrei de outro Sonic 4, que já havia sido lançado em 1996, para Super Nintendo. É evidente que o jogo não era original, mas circulou todo o mundo, enganando milhares de gamers que pensavam jamais ter que comprar um Mega Drive para controlar o porco espinho (grande erro)!

É uma curiosidade bem interessante: Sonic resgatando Mario e brigando com corvos. Mas naquela época a Sega estava em concorrência direta com a Nintendo na indústria de videogames e o bichinho azul era conhecido por salvar criaturas da floresta. Contraditório, não? Pirataria fede. :/

Certamente vários leitores do Canal dos Games acabaram comprando este jogo. Conversando sobre ele na rua, já encontrei dois amigos que o tinham em casa. Bueno, assiste ao vídeo e tenta lembrar se você também foi torturado por esses efeitos sonoros!

Post de Rafael Borges, do blog Sopre o Cartucho. Estudante de jornalismo, ele é colaborador do Canal dos Games e tem colunas semanais sempre nas terças-feiras.

Filme de Metal Gear Solid recebe "game over", segundo Mike De Luca

12 de janeiro de 2010 9

 

Não conheço nenhum filme baseado em videogames que tenha sido realmente bom! Alguns títulos como Double Dragon, Mortal Kombat, Street Fighter e Mario Bros foram considerados verdadeiros fiascos na telona. Com exceção de Mario, nenhum destes games têm uma história consolidada. Quando um roteirista tentava inventar um contexto que justifique a pancadaria desenfreada destes clássicos dos 16-bits, sempre dava errado.

 

Após uma década, testemunhamos um mercado de jogos muito diferente. A mesma geração que brincava com o Atari, Nintendo, Master System ou Mega Drive amadureceu junto com a indústria, e hoje pessoas de 20 a 35 anos ainda jogam videogames. Este fato é o que motiva a criação de games com enredo, história e trama com mais inteligência e profundidade.

 

Agora sim é o momento de adaptar bons títulos de games para o cinema, mas o trauma gerado pelos fracassos do passado parecem desmotivar a indústria. Um caso clássico de filme que estou louco para assistir e que parece não ir mais para frente é Metal Gear Solid.

 

O produtor Mike De Luca disse ao site Collider.com que não acredita que o filme vá para frente, pois entre as partes não há uma vontade conjunta de concretizar a obra. Também disse que os problemas envolvem a agenda das partes e desacertos envolvendo a história, que seria adaptada da forma que a produtora do filme achasse conveniente para o consumo do mercado global (sem necessariamente respeitar a história original de Snake).

 

Mas o argumento que realmente me convenceu quero citar em aspas: “O problema com muitas dessas adaptações é que quando se trata de uma franquia tão grande para a empresa de videogames, um filme só pode machucar. Se o filme é ótimo, você provavelmente não irá vender mais jogos. É como algo separado. A franquia de jogos ter sucesso ajuda no êxito de um filme... eu não tenho certeza se o filme trás o mesmo benefício ao jogo.”

 

É uma pena, mas sobre este ponto de vista ele tem razão. E você, o que acha?

 

Fonte: Collider.com

 

Post de Rafael Borges, do blog Sopre o Cartucho. Estudante de jornalismo, ele é colaborador do Canal dos Games e tem colunas semanais sempre nas terças-feiras.

Um breve resumo da história de Mario

05 de janeiro de 2010 5

Você sabe quando um jogo vai longe demais? Vamos aos fatos: Mario é Deus.

Você me pergunta: Por quê, seu louco?

Eu penso que você é muito rude e respondo: Caro marujo, Mario já fez absolutamente tudo!

A série do Mario iniciou em 1981, com um jogo chamado Donkey Kong. Nesse jogo o homem do bigode não era encanador, e sim carpinteiro, e seu nome era Jumpman.

Em 1983, ele já fez um curso técnico e virou encanador. Em 1985, o macaco que joga barris se torna passado: agora ele pensa em um mundo de cogumelos que deve explorar a procura de um dinossauro.

Após um tempo seguindo a mesma fórmula do sucesso, Mario vira Dr.Mario em 1990, e joga Tetris (não me pergunte o motivo). Depois do Super Mario World, lançado no ano seguinte, é que começa a bagunça.

Em 1992: Mario dirige karts e se transforma em pintor profissional.

Em 1993: Yoshi vira personagem de jogo de estratégia e outro de SAFARI. Que lixo. Mario se perde e o Luigi tem que resgatá-lo “procurando artefatos de pontos turísticos famosos para derrotar Bowser“. (...)

Em 1994:  Donkey Kong 94 é lançado. Sabe qual é a diferença deste para aquele em que mario cortava madeira, em 1981? Tem mais 100 (sic) “nívels”. Além disso, Mario joga mais Tetris, e também lança a coletânea com alguns dos jogos que já mencionei, chamada Super Mario All Stars.

Em 1995: Mario vira um bebê. Um jogador épico de tênis. E também se torna tridimensional… (já tá começando a concordar comigo, né?)

1996: Ninguém pensou em contratar uma equipe de segurança para a princesa Peach, que novamente é raptada pelo Bowser. Mario vai resgatá-la, em Super Mario 64! Com tanta mulher no mundo, para que ficar com uma que dá tanto trabalho? Ainda neste ano, Mario vira personagem de Role Playing-Game (RPG) e volta a ser piloto de karts.

1997: Mario se gradua pro-fes-sor, em Mario Teaches Typing, para PC.

1998: Férias com a Peach.

1999: Se torna jogador de golfe, pino em jogo de tabuleiro, e como se não fosse o bastante: lutador profissional.

2000: Jogador de tenis de novo! Pino em jogo de tabuleiro de novo!

2001: Ano cansativo! Tudo gira em torno de Mario. Ele joga mais tetris. Mais jogos de tabuleiro. Pilota mais karts! Vira personagem de história em quadrinhos em um jogo de RPG e luta mais um pouquinho. Luigi, aquele esquecido, também ganhauma aventura no estilo Caça-Fantasmas, em que deve desafiar as assombrações de uma casa amaldiçoada para resgatar uma outra princesa? Não! Resgatar Mario! O Luigi é um noob.

2002: Mario vira faxineiro de uma ilha! Mais uma vez é pino de jogo de tabuleiro, e Yoshi ganha uma aventura melhor que a do Luigi.

2003: Mais golf,  tabuleiroskartRPG.

2004: Ok, de novo golf. Você pensa que a nintendo não tem criatividade. Mas aí a empresa faz Mario jogar pinballGrande coisa. Então como acharam ter sido realmente criativos, eles deixam Mario participar de mais um RPG, mais um jogo de tênis e produzem um remake do Mario 64.

2005: Repetem-se quase todas as modalidades de jogos da história da saga! Mas para não ficar na mesma, Mario ainda owna uns coitados no futebol e no baseball. O Luigi não joga nem peteca.

2006: Mario e Luigi são sequestrados pelo Bowser, e agora a princesa Peach é quem sai para salvá-los. O que foi? É verdade! Em outra aventura, a vossa alteza é sequestrada pelo filho do Bowser, e Luigi finalmente sai para o resgate! Agora é mentira, foi o Mario. Yoshi ganha mais um jogo e Mario resolve suar no basquete.

2007: Mais RPG’sfutebol e agora Mario decide que quer viajar na galáxia. Nintendo, dá um tempo?

2008: Mario de novo decide que dar porrada é bom para aliviar a tensão. Joga mais baseball, e como não era o bastante, decide que vai disputar os jogos olímpicos contra o Sonic. Admita! Tem que ter coragem para desafiar o bichinho numa corrida.

2009: Bom, acho que Mario não tem mais o que fazer. Ah, tem sim! Ser sugado para dentro do intestino do Bowser! Porque não? Ele poderia martelar as amígdalas do dinossauro! Seria fantástico! Caro amigo, você pensa que eu estou brincando? Então aperta play nos vídeos. Te desafio!

Isso se resolvia com uma endoscopia.

Post de Rafa Borges, do blog Sopre o Cartucho. Estudante de jornalismo, ele é colaborador do Canal dos Games e tem colunas semanais sempre nas terças-feiras.

God of War III Ultimate Edition: conteúdos exclusivos e muito heavy metal!

22 de dezembro de 2009 3

Para quem ainda não sabe, a edição de colecionador do God of War III será mais que especial. É uma caixa de pandora que guarda os mais preciosos tesouros da série: um livro de arte com ilustrações, comentários e entrevistas sobre a jornada de Kratos, diversos conteúdos digitais, além do jogo, é claro.  Ah, a edição também permite que você entre em uma arena de combate com sete desafios exclusivos!

Estes conteúdos digitais lhe dão o direito de assistir ao documentário da produção do game, intitulado "God of War: Unearthing the Legend". Além disso, também lhe espera o God of War: Blood & Metal EP. Mais do que as previsíveis trilhas sonoras originais do game (comuns em edições especiais de qualquer título), bandas do heavy metal inspiraram-se no general espartano para compor músicas inéditas! Entre os grupos estão Killswitch Engage, Trivium, Opeth, Taking Dawn e Dream Theater. A idéia combina com o modo que o "Deus da Guerra" lida com seus problemas, não acha?

Apenas para dar mais vontade, assista a dois minutos do jogo. Afinal, não são todos que podem jogar o demo antecipadamente (invejinha do Diego).

Post de Rafa Borges, do blog Sopre o Cartucho. Estudante de jornalismo, ele é colaborador do Canal dos Games e tem colunas semanais sempre nas terças-feiras.

Falsos Caçadores de Mitos desvendam Modern Warfare 2

15 de dezembro de 2009 0

Fãs do progama científico muito popular do Discovery Channel podem não aceitar nenhum substituto para Adam Savage e Jamie Hyneman. Mas eles não vão se importar se uns gamers loucos desvendarem os mitos no campo de batalha de Modern Warfare 2!

O vídeo chamado de "Modern Warfare 2 Mythbustes: Episode 1", têm poucos truques de edição ou efeitos. Eu aceitaria se incluíssem uma trilha sonora mais cômica, mas assistir a um soldado morrer para um hidrante já é muito engraçado.

Se você não está familiarizado com a série "Caçadores de Mitos", você pode conhecer aqui. Meu episódio favorito é quando desvendam aquele mito que diz que carregar coisas no banco de trás do carro pode ser fatal em uma batida. Eles tentam isso com uma bola de boliche...

Assista ao vídeo sobre os mitos de Call of Duty: Modern Warfare 2!

Fonte: Kotaku

Post de Rafael Borges, do blog Sopre o Cartucho. Estudante de jornalismo, ele é colaborador do Canal dos Games e tem colunas semanais sempre nas terças-feiras.

Criando expectativas para o lançamento de Bioshock 2

08 de dezembro de 2009 1

Rafa Tá certo, o game só estará disponível nas prateleiras no dia 9 de fevereiro, mas quanto mais acompanho o conteúdo previsto para Bioshock 2, mais minha expectativa aumenta. Por isso hoje vou compartilhar isso com vocês, mostrando alguns diferenciais entre a versão de 2007 e a sua sucessora que está por vir.

Bom, começo pela arte da caixa do game. Nela, Big Daddy se destaca com um visual bem diferente do que conhecíamos.

Eu achei a capa linda. Mas isso não é nada. Fascinante mesmo é a Edição Especial de Bioshock 2: uma coleção de bens desnecessários que são música para os ouvidos e um colírio para os olhos. Sobre a música, falo literalmente. O preço de 99 dólares, para Xbox 360 e PS3, que não é tão bom assim. Mas se você conferir a lista do conteúdo adicional não vai perder um centavo. Eu garanto!

  • Jogo: BioShock 2
  • LP com a trilha original do primeiro Bioshock
  • CD com a trilha origianal do Bioshock 2
  • Um livro de arte com 164 páginas, cheio de comentários da 2K Games.
  • Três posteres exclusivos do jogo

Tudo isso estará disponível na mesma data de lançamento da versão comum. Se você tem o hábito de encomendar os jogos antes do lançamento, já aviso: A 2K Games alertou, em seu site oficial, que esta edição tem produção limitada. Então nos resta duas opções: economizar o dinheiro gasto nos fins de semana ou esperar que esta declaração não passe de um velho truque de marketing.

Bom, chega de falar de encartes e perfumarias! Jogar é bom e eu gosto! O Diego já postou 9 minutos do gameplay do jogo: um vídeo bem interessante que mostra como é bacana caçar os outros jogando como o Big Daddy. O que não deve ser nada divertido é ser caçado pela nova atração do jogo: a Big Sister!

Bom, se você gosta da série com certeza vai curtir o que deixei por último. O novo modo multiplayer que ingressará em Bioshock 2, chamado Capture the Sister. Considerei criativo demais! E você gostou?

Post de Rafael Borges, do blog Sopre o Cartucho. Estudante de jornalismo, ele é colaborador do Canal dos Games e tem colunas semanais sempre nas terças-feiras.

Games antigos: como você prefere matar a saudade?

01 de dezembro de 2009 3

RafaAh, nostalgia! Como é bom ligar um velho console e jogar um título antigo. Enduro, Alex Kidd, Sonic, Primal Rage, Rock'n Roll Racing são alguns jogos que marcaram época em diversos consoles. Uma tendência no mercado está tentando transformar seus velhos cartuchos em novos games para você matar a saudade. Eis a polêmica, como um gamer recebe melhor estes jogos?

Um belo título, Teenage Mutant Ninja Turtles: Turtles in Time Re-shelled, modelou em 3D as velhas Tartarugas Ninjas do Arcade. Realmente um clássico do fliperama, disputando fichinhas com Simpsons, Street Fighter II e Mortal Kombat. O game foi lançado no dia 22 de julho para compra na Xbox Live e no dia 10 de setembro para Playstation Network. Eu adorei o jogo moderno. Achei muito bem produzido e muito fiél a versão original.

Outro clássico que está para voltar é Final Fight: Final Impact, que será lançado em abril de 2010. Mas este não foi modelado em 3D, e mesmo assim, você não vai receber o mesmo jogo de antes. Você pode escolher entre três opções de visualização: Desenhos e gráficos originais, gráficos em “HD Smooth” ou o contorno do clássico gabinete de fliperama. Eis as fotos para você entender.

Gráficos originais

"HD Smooth"

Gabinete de Fliperama

Eu confesso que apesar de ter curtido demais as novas tartarugas, fico o velho Final Fight. Minha opinião pode ser considerada por muitos como puro conservadorismo de um nerd saudosista, e para quem disser isso, só tenho uma resposta: eu concordo. E você o que prefere?

Post de Rafael Borges, do blog Sopre o Cartucho. Estudante de jornalismo, ele é colaborador do Canal dos Games e tem colunas semanais sempre nas terças-feiras.

World of Warcraft completa cinco anos. Relembre a história da série

24 de novembro de 2009 19

O World of Warcraft comemorou cinco anos de vida nesta segunda-feira! Para celebrarmos a data que marcou a evolução do gênero MMORPG, vou contar um pouco da história da série Warcraft, que já completa 15 anos.

Tudo começa em Arrakis

Em 1992, a Westwood Studios lançou o Dust II. Um game que mudou a forma de se fazer jogos de estratégia em tempo real. Foi o primeiro a incorporar o movimento do mouse, coleta de recursos, árvores de habilidades, armas e unidades únicas por facção. Todos elementos que são usados por qualquer jogo do gênero até hoje.

Dust II precisou de muitos cérebros para ser criado. A empresa, em 1994, foi rebatizada como Blizzard Entertainment. O fascínio pela obra acabada, foi o determinante e primeiro passo para a criação do primeiro hit de vendas: Warcraft: Orc & Humans.

Enquanto isso, a Blizzard foi lançando bons títulos. Um exemplo é The Lost Vikings, que eu jogava  todos os dias no meu 486 baseado em comandos de DOS. Aliás, este título nasceu em homenagem ao amor que a equipe tinha por Lemmings, da DMA Design. Estúdio que mais tarde se tornaria a Rockstar North, do famoso Grand Theft Auto.

Voltando ao assunto: a Blizzard pegou a fórmula de Dune II e expandiu para Warcraft: Orcs & Humans. Adicionou algumas perfumarias que deixaram o game completamente inovador. Não era mais um com o mesmo objetivo: criar seu exército e dizimar as tropas inimigas. Os jogadores se viram resgatando seus soldados em campos inimigos, assassinando membros importantes dos opositores e reconstruindo cidades em ruínas. Também era o primeiro jogo do gênero a ter combate corpo a corpo e magica.

Outra inovação importante. Baseados na diversão que se tornou jogar Doom em conjunto, a Blizzard decidiu adicionar batalhas em multiplayer. Pelo seu modem discado ou por um cabo de rede, o Warcraft: Orcs & Humans se tornou peça chave no desenvolvimento dos jogos de estratégia em tempo real.

Expandindo a história

Embora Orcs & Humans ocupasse um altar para os jogos que viriam, sua história era relativamente leve. Blizzard decidiu melhorar este ponto com a sequência lançada em 1995: Warcraft II: Tides os Darkness. Elevando Azeroth para um mundo fictício muito bem explorado.

O game trás as alianças dos Orcs e Humanos com Trolls, Goblins, Elves, Dwarfs e Gnomes. Trazendo as fundações da Aliança e a Horda que conhecemos hoje. A expansão deste game, chamada Beyond The Dark Portal, introduziu personagens e locais que seriam utilizados em uma grande parte dos jogos que ainda viriam.

Tides of Darkness também expandiu o multiplayer do jogo original. Em 1999, a Blizzard lançou o jogo e sua expansão usando o nome: Warcraft II: Battle.net Edition. Permitindo que os jogadores ingressassem em diversas guerras online, utilizando os serviços da Battle.net, que foi introduzido por Diablo, em 1997.

Todo gamer tem um pouco de palhaço

Enquanto o mundo de Azeroth se solidificava e fortalecia suas fundações, tornando-se o mundo que seria habitado em todos os próximos games da franquia, Warcraft II também estabelecia outra assinatura na série: seu senso de humor.

Ao clicar em uma unidade do jogo, ele dá uma resposta verbal normal. Clique repetidas vezes em uma unidade sem nenhuma razão aparente e ela ficará irritada, soltando frases como: “Você ainda está me tocando?”.  Este jogo é  uma exemplo de obra prima que consegue adicionar humor inteligente, sem distanciar o jogador da experiência séria que  o enredo propõe.

Evolução radical

Warcraft III: Reign of Chaos, lançado em 2002, desenvolveu a história mais envolvente de todos os jogos da série até então.  Narra a ascensão e queda de Arthas Menethil, o príncipe que se tornaria o Lich King; Introduz os Night Elves e os Undeads; E também trás a Burning Legion, a escória demoníaca do universo de Warcraft.

Diferente dos títulos anteriores da série, Warcraft III e sua expansão, The Frozen Throne, intrigaram muito mais pela narrativa e profundidade da história que trazia, do que propriamente pelo dinamismo do jogo. O realismo e imersividade deste jogo foi o que premiou a Blizzard com a reputação de melhor contadora de histórias do mercado.

Warcraft III, assim como Warcraft II, incluiu um programa de edição que permitia aos jogadores construir e editar seus próprios mapas e cenários e deu a autonomia para que criassem seus próprios estilos de jogo. Assim que surgiu o famoso DOTA: Defense of the Ancients, que propôs um subgênero aos jogos do estilo. Os gamers controlavam um único personagem, que sobe de nível e aprende novas habilidades e luta contra unidades controladas pelo computador.

Bem-vindos ao nosso mundo

Em meados de 2000, os membros da Blizzard estavam fascinados por Everquest e Ultima Online. E Warcraft era uma boa história para ser implementada nesse estilo.

A Blizzard anunciou o World of Warcraft, o MMO que carregava o universo de Warcraft, em 2001. E por três anos os fans aguardaram, roeram as unhas, olhavam paredes... esperando a chance de darem seus primeiros passos no mundo de Azeroth.  O game prometia contar a história de quatro anos antes dos eventos de Warcraft III: The Frozen Throne. Dividindo o mundo em duas grandes facções – A Horde e a Alliance. Os jogadores teriam uma experiência completamente inovadora e pessoal.

O game foi lançado em 23 de novembro de 2004. A reação dos gamers foi absurdamente massiva. Tanto que os servidores não aguentavam e caíam. Se não caíssem os jogadores já sabiam que enfrentariam uma fila de uma hora para ingressar na aventura. Para solucionar este problema a Blizzard abriu novos servidores. Esta população de gamers era de 3.5 milhões em dezembro de 2005. Em dezembro de 2008, este número já havia pulado para 11.5 milhões. É isso, não preciso escrever mais nada. Um marco na história dos games, amado por muitos e respeitado por todos.

Post de Rafael Borges, do blog Sopre o Cartucho. Estudante de jornalismo, ele é colaborador do Canal dos Games e tem colunas semanais sempre nas terças-feiras.