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Maratona de Porto Alegre

27 de maio de 2008 1

Arivaldo Chaves

Manhã de domingo, dia 25 de maio de 2007, manhã gelada na Mui Leal e Valorosa Cidade de Porto Alegre, dia do maior evento do atletismo, dia da realização da Maratona de Porto Alegre, não uma edição normal, mas do Jubileu de Prata da prova.


Infelizmente, por uma lesão no tendão do ombro direito, fiquei de fora, mas Altemir Luis de Oliveira ou somente Gringo, um dos melhores corredores em cadeira de rodas de longa distância do Brasil, em minha opinião, estava lá para representar o paradesporto gaúcho e não decepcionou, lutando bravamente na pista, contra dois adversários vindos da Argentina e outros. Altemir sagrou-se campeão da prova. Acompanhe abaixo o depoimento do atleta:

“Foi a Maratona do meu retorno, faziam 3 anos que eu não participava e nem corria uma prova de maratona e estive lesionado no ano passado. Foi muito legal, tive a maior satisfação, pois foi a primeira vez que corri com satisfação e alegria, uma vez que corri para mim mesmo, sem compromissos de patrocinadores, marca e tempos.  Fiquei bastante surpreso com o meu tempo de prova, pois é um tempo semelhante ao que eu alcançava quando estava ttreinando forte, antes da lesão eu treinava com regularidade, o que mostra que estou de volta. Minha expectativa era completar a prova na casa de 2h10min e 2h15min, foi realmente uma grata surpresa.

O trajeto, em minha opinião melhorou, pois vi mais pessoas nas ruas vibrando e assistindo à corrida, é um bom trajeto, passa em muitas ruas na parte mais central da cidade, o fator contrario foi a péssima qualidade de conservação do asfalto, que está acabado, principalmente na Avenida Ipiranga, nas imediações da Antonio de Carvalho, vai aí um apelo ao poder público para melhorar essa parte.  E o vento forte impediu que houvesse um tempo mais significativo. A luta com os corredores vindos da Argentina pela liderança da prova foi muito legal e positiva, pois eles me deram muito trabalho e me acompanharam por boa parte do percurso.

O maior inimigo certamente é a premiação péssima que a Maratona de POA oferece aos cadeirantes, que não gera atrativos para que atletas do centro do país e outros venham participar. Existem casos esporádicos como o dos atletas argentinos que vêm de fora, eu corro porque estou em casa, mas gostaria que outros atletas de todo o Brasil, que têm nível técnico bom e também atletas dos países do Mercosul viessem participar, pois entendo que a minha cidade oferece um excelente ambiente, não só de competição, mas como turismo a esses atletas.

Estou bastante satisfeito com esse resultado e como objetivos tenho as maratonas de Blumenau e Curitiba e outras provas de menor distância. Para o ano que vem pretendo correr alguma prova na Europa ou Estados Unidos e a Maratona do Japão.

Definitivamente voltei a correr provas de rua, uma vez que no Brasil está inviável correr provas de pista, pois não existe incentivo em nível municipal, estadual ou federal, estou correndo com uma cadeira já fazem 4 anos, quando o ideal seria trocar a cada ano.

Estou à espera de patrocinadores.”

Postado por Carlão

Comentários (1)

  • Luiz Portinho diz: 28 de maio de 2008

    dale tebinha de porto alegre!

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