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A babaquice do futebol

15 de junho de 2010 20

Pô, me perdoem, mas fico indignado, não dá para deixar passar sem comentar.
O que acontece no Brasil em época de Copa do Mundo é uma vergonha. Tem gente morrendo de fome, morrendo nas filas do SUS, temos um desemprego gritante e nos damos ao luxo de pararmos um país inteiro só para assistirmos um jogo de futebol. É o fim da picada.
Neste exato momento, tenho mais de 20 colegas PARADOS, assistindo uma partida de futebol. Pô, se fossem só eles ainda seria perdoável, mas não, é todo um país.

O desejo é uma coisa saudável, porém a ganância é repugnante.

No Brasil, onde ensinamos os nossos pequenos, favelados e pobres, que se não for jogador de futebol não será ninguém, somos espertos. Mal sabem os moleques, que abandonam estudos, futuro, etc. para se dedicar ao futebol e depois, legiões deles se deparam com a realidade, de que a ESMAGADORA minoria é quem se dá bem com o futebol.
Acho um deboche um cara com pouco ou nada de estudo ganhar 400 mil reais ou mais e, quem o sustenta? Exatamente aqueles que suam sangue trabalhando e ganham salário mínimo, salário aliás da maioria dos brasileiros.
Otários são os americanos que ensinam os seus pobres que tem de serem excelentes atletas ou não conseguirão bolsas de estudo nas universidades pagas e caras naquele país. Se não conseguem bolsa, ainda assim podem tornarem-se atletas bem pagos, ganharem a vida com o esporte, porém com conhecimento. Otários esses atletas americanos que quando não conseguem passar por seletivas e fazerem parte das seleções do seu país, onde a concorrência é ferrenha, vão para o Brasil, por exemplo, onde são considerados de primeiríssima linha e fazem chover para cima, como acontece com os jogadores de basquete americanos que, mesmo não sendo os melhores lá nos EUA vem para o Brasil para serem destaque nacional. Atletas de atletismo então nem se fala, lá, nos EUA, o atletismo é a base de todas as outras modalidades esportivas. Tô falando de EUA, mas e Cuba??? Infinitas vezes menor que a maioria dos estados brasileiros, coloca atletas seus em quase todas as finais de quase todas as modalidades esportivas.

Coincidência…. Nesses dois países o futebol não é NADA.

Ganância, “”a grande maioria”” dos caras que se dão bem no futebol,  querem mesmo é desfilar com mulheres exuberantes, frenquentarem as melhores boates, algumas vezes encherem a cara e darem vexame, bêbados, promovendo quebra-quebra, matarem gente atropelada depois de encherem a cara, baterem em mulheres, efim… um sem número de bandalheiras e são considerados os reis da cocada preta, exemplos a serem seguidos.

O problema é que esses torcedores alucinados por futebol, em época de Olimpíada vão para a frente da televisão exigirem medalhas dos nossos atletas e xingarem a mais não poder o desempenho destes, normalmente medíore. O que eles não lembram é que a política brasileira não é voltada ao esporte, nossos jornais NUNCA dão matérias dos feitos de nossos atletas, que seria o retorno aos patrocinadores, SÓ FUTEBOL. Como um patrocinador pode ter retorno se as mídias não falam de esporte? Só futebol.
Nossos atletas fazem milagre nas olimpíadas, os “alucinados por futebol” deveriam chorar juntos com esses atletas e se envergonharem de não fazerem nada por eles ou para o engrandecimento do desempenho deles.

Nossa seleção de futebol foi a que mais ganhou títulos e aqui no Brasil não se perdoa uma 2ª colocação. Aqui no Brasil se não for o primeiro não se é ninguém. Vou contar dois episódios, bem rapidinho.

No Japão, deparei com uma carreata, gente abanando para um ônibus, depois fiquei sabendo, conduzia um atleta de maratona que tinha ficado na 16ª colocação no Campeonato Mundial de Maratonas. Ainda pensando como brasileiro, pô o cara fica em 16º e eles comemoram? Perguntei o porque à minha tradutora e ela me respondeu de maneira simples, objetiva e inteligente comum aos orientais. “Porque ele é o 16º DO MUNDO”. Ser uma civilização milenar tem as suas vantagens.

Outra. Após a Maratona de Nova Iorque de 1998, eu passeando pelo Museu de História Natural daquela cidade, foi abordado por um grupo de italianos, também passeando pelo Museu, sobre qual a minha colocação na Maratona, uma vez que eu estava com o agasalho da Maratona. Após saberem que tinha ficado na 4ª colocação TODOS pediram pra posar em fotos comigo, para mostrarem aos seus amigos que tinham conhecido o 4º colocado na Maraona de NY daquele ano. Tal atitute chamou a atenção de outras pessoas que, após saberem da minha colocação, também pediram para posar em fotos. Aqui no Brasil??? Nenhuma linha, porque fiquei na QUARTA colocação, aqui somente damos valor ao PRIMEIRO e ao futebol.

A propósito, NÓS que somos tão patriotas e temos esse fanatismo desenfreado pela nossa seleção de futebol, que num passe de mágica, quando vence resolve todos os problemas do nosso país, vamos APRENDER A CANTAR O NOSSO HINO NACIONAL???

Perdoem o azedume, mas acho que é isso.

Abç

Comentários (20)

  • Anderson diz: 15 de junho de 2010

    Carlão, parabéns pelo texto, mostra que todos somos iguais: existem Brancos geniais, existem brancos estupidos; existem negros geniais e negros estúpidos; existem pobres geniais e pobres estupidos; existem ricos geniais e ricos estupiods, e agora, também existem os cadeirantes geniais e os cadeirantes estupiods, te incluo na segunda opção. o discursinho mais atrasado…

    Carlão – Pois é… também recebo comentários legais e comentários estúpidos, incluo esse na segunda opção

  • betinho diz: 15 de junho de 2010

    cara.. concordo plenamente com vc..
    as pessoas tem que acordar para a realidade no nosso país.. parar de pensar na merda que é o futebol e olhar pra frente..

    grande abraço!

    Carlão – Olá amigo.
    Obrigado pelas palavras, algumas vezes a gente consegue fazer eco.
    Forte abraço, apareça sempre.

  • Flávio Dumont diz: 15 de junho de 2010

    Anderson, meus parabéns!!!! Este tal de Carlão é um complexado tentando parecer normal. Um sofrido tentando parecer feliz. Um panaca que pensa estar acima do bem e do mal porque é um cadeirante. Cadeirante e maratonista. Cadeirante, maratonista e panaca! Se vc, pobre carlão, não está satisfeito, mude-se. Vá pros quintos do inferno, por exemplo!

    Carlão – Obrigado pela visita.
    Pois é amigo, aos quintos do inferno eu realmente ainda não fui, mas aos quatro cantos do mundo sim, sempre competindo, levando a bandeira Brasileira, que aliás foi hasteada no Center Hotel em Oita no Japão em novembro passado por minha causa. Lá hastearam as bandeiras dos países dos quais haviam atletas representantes, do Brasil, somente eu.
    Aliás, pelo que me parece, os quintos dos infernos conhece bem, já os outros locais que eu conheço creio que não né???

  • Carlos Ribeiro diz: 15 de junho de 2010

    Concordo contigo, Carlão. Fico pensando como será em 2014. Temos muitos problemas… e acho que varreremos a maioria para baixo do tapete para a próxima copa.

    Carlão – Obrigado pela visita e apoio. Apareça sempre, forte abraço.

  • Regiani diz: 15 de junho de 2010

    É isso aí companheiro, enquanto nossos corações explodem
    de entusiasmo, patriotismo, espírito esportivo… pelos nossos “samba boys”
    o resto é o resto e pronto!!!!!!!!!!!
    Tudo é permitido, porém nem tudo convém!!!
    Menos né meu povo!!

    Abração!!!!!

    Carlão – Regi, obrigado pela visita, pelas palavras, apareça sempre.

  • Heitor diz: 16 de junho de 2010

    Cara, você não está falando de futebol. Falas do Futebol como negócio, onde tudo é vendido, nem que necessite ser artificialmente criado (um patriotismo de ocasião, por exemplo). Isso sim é cruel e repugnante. Porém é um negócio de sucesso, um sucesso que vai muito além disso do que está falando. Não gosto do futebol visto como negócio. Acho desinteressante e superficial. Mas como todo objeto de consumo ele tem prazo de validade. Futebol é algo muito maior. E não venha com essa de “anos de estudo” e coisas nesse sentido. Esse olhar dentro de uma pluralidade de ideias e inumeras possibilidades de conexão, não convém. Queira ou não esse é só mais um meio de p roliferação de tendencias de mercado e que sabe pegar algumas manifestações culturais locais para se fixar em todo canto, algo para ser explorado. Mas copa do mundo, para quem gosta de futebol (não o futebol negocio) é onde tendencias de taticas, tendencias administrativas que irao nortear o futebol negocio, mas também o futebol ciência, futebol e futebol paixão. Assim como a sua. Não ponha tudo no mesmo saco. E outra, esse discurso de inferioridade intelectual de quem gosta de futebol, também é uma falácia. Existe um campo muito bom dentro do futebol a ser estudado e a ciração e o conhecimento daqueles que estão em “off” dentro dessa logica ainda predomina. E queira ou não, a maioria dos teus amigos que não curte o futebol de que falo (esporte, paixão e ciência) consome futebol, consome copa do mundo; enquanto esses de que falo admiram os jogos e torcem por determinados conceitos e tendencias. Mais atenção no que falas, tens minha admiração em muitas de suas idéias, mas não acho que tem intimidade com o assunto. É só um alerta, que há “coisa muito boa”dentro do futebol. Abraço.

    Carlão – Grande Heitor…
    Obrigado pela visita e pelo comentário. Assim como tens as suas convicções, permaneço com as minhas.
    Pegando a sua linha de raciocínio e falando em futebol negócio. Em momento algum eu quero “diminuir” o futebol, não posso ser hipócrita em não reconhecer que ele existe, o que me aborrece é a OBCESSÃO pelo futebol. Nós não temos o DIREITO de pararmos um país por causa de UMA PARTIDA DE FUTEBOL, isso é inadmissível para QUALQUER ESPORTE. Nós brasileiros não vivemos EXCLUSIVAMENTE DO FUTEBOL.
    Aliás, falando em negócio, “”as empresas”” Clubes Esportivos, estão entre as que mais devem ao Governo, à previdência, FGTS, etc. e, o Governo por essa paixão popular, tem complacência. Acho que os governantes nesta ocasião tem razão, pois o futebol é UMA das paixões dos brasileiros e como paixão tem de ser respeitada pelo governo, porém existem outras, saúde, trabalho, segurança, VÔLEI, BASQUETE, JUDÔ, etc. Eu assim como milhões de brasileiros, não temos nada a ver com a paixão de outros e as minhas paixões não dão despesa alguma aos cofres públicos.
    Forte abraço, agradeço o comentário e conto com outras visitas e mais comentários.

  • Diego Carvalho diz: 16 de junho de 2010

    Carlão…

    vamos aos fatos! Primeiro já vou comentar o recado número um aí, mas na realidade tua resposta que foi sensacional.

    Tu não vais lembrar de mim, mas estagiei na Gaúcha e te conheci nas subidas e descidas das escadas do prédio ali. Somente depois de um tempo soube que tu eras maratonista, quando depois cobri a de Porto Alegre para a Rádio, isto em 2008, aliás, com tua vitória…

    Eu sou amante do futebol, penso que é um esporte maravilhoso, mas “ponto”. Concordo contigo que é um absurdo o salário pago para jogadores que sequer sabem falar nos microfones, e eu, me formando em jornalismo (que para o Gilmar Mendes é o mesmo que ser cozinheiro) tenho que ganhar o piso, quando muito. Aí ao fazer uma pergunta mais elaborado, posso ser taxado de rebuscado e pernóstico, isto porque o jogador não saberá responder. Claro, exceções existem, na partida de estreia mesmo, o Maicon falou em três idiomas, é um cara diferenciado. Outros têm. Talvez porque tiveram chance de estudar. Senão vejamos, o Kaká é de família classe alta em São Paulo. Júlio César também. Para ficarmos na seleção. Penso que de fato, o Presidente que estende a mão para se despedir da delegação deveria implementar uma política de esporte e receber outros atletas. Falta incentivo para o judoca, o karateca, o maratonista, o atleta do… do… da… enfim!!

    Idolatram tanto Cuba, como citaste, que uma das poucas coisas boas que lá tem, para cá não trazem. Discordo de ti apenas no que tange o sentimento do futebol. Por tradição, cultura, política ou “educação” é nosso esporte número 1. Não penso que devemos esquecer a bola “5″. Mas sim, incentivarmos nossas crianças para TODOS os esportes. Darmos subsídios de educação, esporte, música, apoiar para termos melhores cidadãos. Porém, isto não dá voto. Quando o Paulão do Vôlei assumiu uma secretaria no Estado, tentou por duas reuniões sugerir o esporte nas comunidades carentes, não foi ouvido, pediu para sair, porque viu que seria complicado. Vai tentar de novo, será que alguém ouvirá??? Além dele, outros tantos que tentam, mas são “fracos” politicamente. Fecho contigo, gostam tanto de Cuba, copiem este modelo. Idolatram os americanos, façam igual. E posso ir além. Venezuela (do Chávez) tem política de esporte e educação. Sim, apesar de tudo, lá eles são mais “educados” que nós, ao menos em outros esportes… Colômbia, Argentina, Uruguai, México, enfim…

    Para encerrar, o Hino… ah! o Hino… lindo, mas que a maioria da população não chega à segunda estrofe sem errar… falta de quê???

    Pois é… um forte abraço e parabéns pelo texto. Como te disse, não quero parecer demagogo. Paro para ver a Copa e não consegui “secar” a Seleção como me propus quando o Dunga convocou. Mas o meu sentimento é muito mais para que o país possa ter uma “alegria” do que pelo fanatismo. Isto, eu deixo para aqueles que pensam que tal discurso teu é atrasado e vota nos mesmos políticos que aí estão sempre…

    DGC

    Carlão – Obrigado pela visita, pelas palavras e pela inteligência do comentário, parabéns, nota-se que entende do assunto, além de ser polido. Forte abraço e espero visitar mais vezes o blog, lógicamente comentando os posts, seja bem vindo

  • Roberto Preston diz: 16 de junho de 2010

    A babaquice do futebol inspirou a babaquice do maratonista paraplégico! Se o Brasil parasse para ver os aleijadinhos correndo em maratonas pelo mundo a fora, valeria, né mané? Se vc ganhasse, pelas suas corridas, o mesmo que um jogador de futebol, vc não seria tão invejoso! Freud explica…

    Carlão – Obrigado pela visita, pelo comentário e pelas palavras, tenho um local ideal para elas, sem antes compartilhar a sua inteligência, delicadeza e demais atributos com os leitores do blog.
    Depois que eu falo, sou maluco….

  • homero felipe diz: 16 de junho de 2010

    concordo com o anderson,q comentariozinho estupido e demagogo,copa do mundo,como o nome ja diz,é um acontecimento mundial,impar,sem comparativos,todos os paises param para verem suas seleções,acontece a cada 4 anos,não acho q um país,va resolver seus problemas sociais,porque seu povo a cada 4 anos,para por algumas horas pra ver a copa,tem mta coisa podre no futebol,mas botar na copa a culpa dos problemas sociais,é de uma ignorancia,sem precedentes,acho perdesse a chance de ficar calado!

    Carlão – Companheiro, obrigado pela visita e comentário.
    Em momento algum coloquei a culpa na Copa do Mundo, respeito o seu ponto de vista, porém continuo entendendo que… PARAR UM PAÍS, por causa de uma partida de futebol, seja ela qual seja, me perdoe irmão… Não é uma coisa sensata.

  • anne caroline soares diz: 16 de junho de 2010

    È, isso mesmo Carlão!!!!!

    Carlão – Obrigado Carol, bj

  • Aline diz: 16 de junho de 2010

    Olá meu querido Carlão!
    Mais uma vez tenho que concordar com você…o Brasil para por uma partida de futebol, para assistir um grupo de jogadores que por sinal foi reprovado pela própria nação ao ser convocado, me diz aí quantos dos seu colegas aprovaram a “seleção do Dunga”? E mesmo reprovando eles pararam para assistir o jogo!
    Agora pergunte a eles se teriam 40 minutos do seu dia para ajudar alguém que precisa?!?!?!?!
    INFELIZMENTE, o povo se une por inutilidades!!!!
    Grande beijo no teu coração!

    Carlão – Obrigado pela colaboração querida.
    Como sempre comento, o Faustão, novelas, Rede BOBO e outros precisam de audiência. Alguns são infelizes não tem a felicidade de poderem sintonizar o National Geographic, History Channel. A natureza e o nosso país só nos dá em troca o que damos a eles, lei da ação e reação. Apareça sempre, é bem- vinda.

  • João diz: 16 de junho de 2010

    O país deve parar sim! É um lazer para a maioria dos brasileiros, e para o resto é um descanso. Aposto que tu deve descansar bem tranquilo nos feriados religiosos do nosso calendário, né? E os que tem religião diferente, ou não tem religião? Devem aceitar que o banco fica fechado nesses dias? Sinceramente, teus comentários são superficiais e não podem ser levados a sério, pois tu demonstra não ter muita noção do que tá falando. É óbvio que o futebol não agrada a todos, mas ficar “indignado” com os que apreciam é uma palhaçada.

    Carlão – Caro João, posso e DEVO ficar indignado sim. O meu lazer não pode interferir na vida dos outros. Quanto a vc e milhões de outras pessoas serem apaixonadas por futebol, não me aborrece, me aborrece PARAR O PAÍS, isso chamo de babaquice. Vc deve ter lido abaixo um comentário meu, onde digo que Clubes de futebol devem MILHÕES ao governo que é complacente com a dívida, por causa dessa paixão exacerbada de vcs, pronto já é o suficiente, já colaborei com a sua paixão.
    As minhas paixões não interferem no dia a dia de ninguém. Quanto a feriados religiosos, POR COINCIDÊNCIA, trabalhei TODOS os comemorados nesse ano (não sou ateu). Temos de olhar para os nossos irmãos brasileiros menos afortunados que ficam parados o ano todo, pq não têm trabalho e o que o futebol que para um país faz por eles??? Bem que o governo poderia cobrar os Clubes de futebol, que quebrariam se tivessem que pagar tudo o que devem.

  • Anderson diz: 16 de junho de 2010

    Cara a qeustão é aseguinte, se o Brasil nao parasse ontem, resolveria os problemas? nao teria mais fome? nao teria mais filas no sus ou desemprego? por favor, sem esse falso dilema! nada impede que esses problemas sejam resolvidos mesmo que por no maximo sete dias a cada quatro anos o país pare. e tu sabe muito bem que não é todo mundo que para, ou tu acha que hospital, por exemplo, fecha durante um jogo do Brasil? Mas concordo com relação a questão do ser o primeiro, é uma cultura brasileira que precisa ser modificada, bbem como a valorização dos outros esportes, mas nada se faz se não houver pressão social nesse sentido, e acho que a propria olimpiadas de 2016 está ajudando nisso. Agora, não queira tirar de 95% brasileiro aqueilo que ele ama e o faz feliz, um momento de lazer que todos tem direito e o direito de escolher como o quer. se tu opta por nao assistir, beleza, mas nao se ache o maximo por isso, nem desvaloriza o gosto dos outros.

    abs

    Anderson

    Carlão – Companheiro. Respeito a sua opinião em gênero, número e grau, porém quero me dar o direito de espernear. Em momento algum disse que desgosto ou odeio futebol, o que me aborrece é parar o país meu brother. Isso é que tem de acabar. Já paramos o pais em demasia cara. Feriados, carnaval, dia disso, daquilo e, só para lembrar mais uma vez. Trabalhamos 04 meses em um ano somente para pagar impostos. Temos de deixar de ser coniventes com isso. O futebol é uma paixão??? Sim é, já falei. Seria hipócrita se pensasse o contrário, porém é uma paixão que para uma nação, isso é inadimissível. Como já disse, tenho as minhas paixões e estas não interferem na vida de ninguém.
    Lembro bem uma estória que ouvi quando moleque e ela se adequa ao momento.
    “A floresta estava pegando fogo e o papgaio ia até o rio e pegava no bico água e levava até as chamas. Um qualquer lhe falou:
    - Vc é um idiota, não vê que não vai conseguir apagar o fogo.
    Ao que ele respondeu:
    - Faço a minha parte”.
    Sou contra sim, não contra o futebol, mas sim a hipocresia de pararmos o país durante um jogo da seleção.
    Me perdoa, mas essa é a minha opinião.

    Abç

  • Anderson diz: 16 de junho de 2010

    Ok, só que hipocrisia é uma palavra muito forte pra isso, enfim, encerro minha participação por aqui te recomendando um livro: A dança dos deuses – futebol, cultura e sociedade, do Hilário Franco Jr., é bem recente e ajudar a entender pq um país para pra assistir uma partida de futebol e que o significado disso é muito maior do que hipocrisia.

    desculpe qualquer coisa

    abraços

    Anderson

    Carlão – Valeu Anderson, leitura sempre é bom, vou ler sim, obrigado pela dica.
    DEMOCRACIA É QUANDO “”TODOS”” PODEM EXPRESSAR AS SUAS IDÉIAS E OPINIÕES
    Forte abraço e tbm, desculpe alguma coisa.

  • Ronaldo diz: 16 de junho de 2010

    Poderia fazer muitos comentários em relação a esse seu post.
    A questão do futebol como negócio: um jogador semi-analfabeto ganha 400 mil por mês por que faz gols. Absurdo? Num mundo ideal, de utopia, sim. No mundo real, onde uma pessoa ganha pelo retorno econômico do que ela produz, é perfeitamente natural. Pode ser injusto, mas o mundo capitalista é assim, não só o Brasil. A indústria do entretenimento (televisão, música, etc.) também proporciona grandes remunerações para semi-letrados (desde que façam sucesso) enquanto há pessoas de talento nas mesmas áreas ganhando muito menos.
    Quanto à questão do PAÍS PARAR: essa é uma falsa questão, é muito mais força de expressão do que fato concreto. Serviços essenciais não param, continuam funcionando. Em serviços como os bancos houve uma simples troca de horário, ao invés de funcionarem das 10h às 16h, funcionaram das 8h às 14h. Ninguém trabalhou menos e nenhum serviço deixou de ser oferecido. Em vários órgãos públicos ocorre a mesma coisa. No setor industrial, quando possível, pode se parar na hora do jogo, mas a produção não para, as metas de produção terão que ser atingidas igualmente. No comércio, a questão é de demanda, só vale a pena manter aberto se houver clientes. Por outro lado, serviços como bares e restaurantes funcionam a pleno vapor, lucrando o que nunca lucrariam numa insípida tarde de terça-feira. Isso tudo sem contar o que já se movimentou na economia em função da Copa (pegue como exemplo o aumento das vendas de televisores antes da Copa).
    Quanto à comparação com outros países, sua colocação é contraditória e oportunista ao elogiar dois modelos extremos como EUA e Cuba apenas por terem uma única coisa em comum: o desprezo pelo futebol. Cuba é uma ditadura socialista que usa o esporte como propaganda. Os EUA tem toda uma cultura esportiva que vem da escola, passa pelas universidades e chega ao esporte profissional. E no esporte profissional das modalidades preferidas pelos norte-americanos (basquete, beisebol, futebol americano, etc.) os salários são ainda mais milionários que os pagos aos jogadores de futebol na rica Europa. Além disso, você omite toda a Europa desenvolvida, onde o futebol também é disparado o esporte preferido, onde circula mais dinheiro no futebol, com os maiores salários. Ainda assim países europeus como Alemanha, Grâ-Bretanha, França tem um bom desempenho nas modalidades olímpicas.
    Culpar a preferência nacional pelo futebol pela falta de política de esporte e educação é um equívoco total. Achar que o sonho de milhões de jovens de ficar ricos com o futebol é tratar a consequência como se fosse causa. O esporte só cesce como um todo em país associado à educação. E o problema é que a educação no Brasil é, como um todo, MUITO ruim. A escola básica pública nunca consegue se apresentar como uma perspectiva de futuro e crescimento para jovens pobres. O ensino médio público se apresenta no máximo como um grau necessário para pelo menos o cara poder conseguir um emprego e o ensino médio privado é visto como um pré-vestibular. O ensino superior, salvo exceções, consiste em fábricas de diplomas. Com uma educação destas, que se for pegar a relação custo x performance, é uma das piores do mundo, e que não consegue nem cumprir sua função mais básica, esperar que ela promova o esporte é querer demais.

    Carlão – Grande Ronaldo, vc certamente é daquelas pessoas com quem eu passaria horas “”conversando”” sobre futebol. Todos os seus pontos de vista são bem fundamentados, suas linhas de raciocínio, fáceis de seguir, parabéns, porém meu amigo, vc esquece de salientar que em TODOS os seus exemplos, de Europa, etc. NÃO SE PARA o país no meio de semana para assistir um jogo de futebol companheiro, aliás para assistir nenhuma outra modalidade esportiva. Essa é a minha bronca, esse é o meu chateamento. Já paramos o país demais por outros motivos.

  • Virgínia Ludmann diz: 17 de junho de 2010

    Direito de espernear???? Vc?????? Como????????????????????? Vc, sem dúvidas, é um paspalho sentado! Se andou, algum dia, era um paspalho de pé!!!!! Vá se tratar!!!! Sua deficiência física está atacando seu sistema neurológico. Seja paraplégico, mas não seja imbecil!!!! Aposto que num futuro próximo vc estará babando, tremendo e balbuciando ahã, ahã, ahã…

    Carlão – Como já disse, recebo comentários inteligentes e imbecis, esse comentário, DESSA POBRE PESSOA é daqueles comentários tão imbecil que deveria colocar no lixo direto, porém vou publicar, apenas para lembrar a ALGUNS que a imbecilidade está em todos os cantos, inclusive aqui.
    Aproveito para dizer que a Srª é quem deveria se tratar, deve ser mal amada, mal resolvida, mal….
    DEMOCRACIA É O DIREITO DE “”TODOS”” TEREM AS SUAS OPONIÕES, inclusive a Srª em ser imbecil.
    Nota-se que coloca a sua metralhadora de idiotice atirando para todo lado. Certamente a Srª deve ter mais saúde do que eu, deve ter uma família melhor que a minha, um círculo de amizades mais amplo e seleto que o meu, conhecer lugares mais do que eu e deve ter uma riqueza de espírito INFINITAS VEZES maior que o meu, uma pena que eu e muitos outros não tenhamos nada a aprender com a Srª.

  • Ronaldo diz: 18 de junho de 2010

    Tenho que insistir num ponto, o de “parar o país”. E o quão relativo é esse termo.
    Como já frisei, serviços essenciais não param. Bancos e repartições públicas apenas alteram seus horários, mas trabalham o mesmo número de horas. Outras atividades econômicas compensam as horas de forma que não exista prejuízo à produção. Se não há prejuízo aos público, usuário de serviços públicos ou privados, nem à atividade econômica, sendo que há setores que inclusive se beneficiam, qual é o problema afinal? Sabe, isso me parece um discurso moralista em prol do valor do trabalho e do pecado do ócio. Lembra um discurso um tanto quanto reacionário de alguns empresários que vivem reclamando do quanto o excesso de feriados atrapalha a produção. Isso em um país com tantos trabalhadores mal-remunerados, que outros tantos tem que trabalhar sábados e domingos e sequer tem direito a escolher o dia da semana em que querem folgar. Esse é um traço cultural do nosso povo, que na maioria, ganha pouco e rala duro o ano inteiro e tem no futebol e no carnaval momentos de alegria.

    Carlão – Que pena Ronaldo que o povo tem SOMENTE o Carnaval (que gosto muito de assistir) e o futebol como lazer. Seria legal se essa massa tivesse grana suficiente para poder decidir o que fazer, ter poder aquisitivo para isso.
    OBRIGADO mais uma vez pela colaboração. Com ponto e contraponto é que aperfeiçoamos cada vez mais a nossa democracia, nosso direito de expressar e o nosso dever de entender a idéia contrária.

  • Felipe Wartchow diz: 18 de junho de 2010

    Estimado Carlão
    Tu estás de parabéns pelo texto. Nunca torci para a seleção brasileira de futebol. Apenas para a seleção feminina e de categorias de base (isso tratando de futebol). Essa Convicção aumentou depois de ver muita gente chorando com a eliminação do Brasil em 2006, e no mesmo dia a televisão mostrar jogadores se divertindo numa boate alemã/suiça/sei-lá-aonde-mais. Eu me perguntyei: O QUÊ É ISSO????? Eles não estão nem aí pra torcida!! Futebol em época de copa do mundo é realmente uma babaquice.
    Agora é o tal Kaká que não rende no jogo; mas vale lembrar que ele (ao invés de fazer o tratamento de se curar do problema do púbis) estava fazendo comercial de lâmina de barbear. Depois o resto do Brasil fica tristinho com uma apresentação mais ou menos da seleção (incluindo o kaká). É, parece que a mente das pessoas ficam anestesiadas a cada 4 anos. E acho ridículo torcer por gente que não estão nem, aí pelo Brasil, apenas pelos dólare$ ou euro$.
    Aliás, o que tu escrevestes para magoar alguns “pobrezinhos” leitorezinho do teu blog? não entendi a revolta de uns que usam teus problemas pessoais para te ofender depois deste teu texto bastante sincero e coerente. Acho que que o site deveria filtrar melhor estes comentários e deixar os inescrupulosos de fora. A não ser que tu aches bom para quebrar no meio a “moral” (ou falta dela) de certas pessoas (muitas provavelmente invejosas, pois, como tu respondesses, pelo menos tu podes conhecer o mundo enquanto estas muito provavelmente não).

    Carlão – Grande Felipe, obrigado pelas palavras.
    Realmente colocar esses comentários “nada a ver” é para dar uma chance dessas pobres pessoas terem um pouco de notoriedade, certamente se tivessem algum local onde escrever o que pensam… sei lá não cheiraria bem. Falando em cheirar bem, alguns amigos me falaram que era IMPOSSÍVEL eu não estar nem aí para futebol, pois A MAIORIA tá ligada. Eu entendo que o que vai na onda, é mole, cheira mal e bóia, por essa razão fico com os meus senãos.
    Recebi EXCELTENTES comentários sobre o post, mas alguns deles, são exatamente dessas pessoas que vão na onda.
    Apareça sempre e comente.
    Forte abraço

  • Regiani diz: 18 de junho de 2010

    Concordo com o Ronaldo, o brasileiro que rala tem direito a momentos de alegria no carnaval e no futebol, porém, concordo com o Felipe que futebol de copa não é lá essas coisas pois os próprios jogadores não estão muito aí com a torcida e não deveriam mereccer toda essa devoção por somente desempenharem ” bem” sua profissão (agora falo de trabalho). Discordo totalmente daquele povo que não entendeu nenhuma linha (e nem sabem a definição de sistema neurológico) do vc escreveu Carlos e, te acho um santo democrático de publicar, pois está dando a chance a eles de voltarem a ser gente (se é que um dia foram!)
    Abraço!!!!!!!

    Carlão – Obrigado pela colaboração Regi.
    Aguardo mais visitas, para leitura e comentários nos posts.
    Gd bj

  • Antônio Flores Cruz Neto diz: 20 de junho de 2010

    Carlão, sou apaixonado pelo campo esportivo – inclusive futebol – e concordo em parte com tua análise. No meu ver, como tudo na vida, algo pode ser analisado pelo lado positivo ou negativo. Você disse: a “esmagadora minoria” se dá bem com o futebol, e eu concordo. Porém, graças ao futebol, muitos deixaram de passar fome! Na minha opinião, no momento em que conseguimos fazer com que UMA pessoa deixe de passar fome, isto deva ser comemorado! Valores que estão intrínsecos no jogo – tais como, (des)respeito, (in)disciplina, (des)honestidade, (pre)conceito, etc.) – nada mais são do que um reflexo daquilo que ocorre em nossa sociedade. A Copa do Mundo, por mim, é vista como uma possibilidade do mundo focar de modo integrado para o mesmo fato, o que poderia servir de exemplo para outras questões. Problemas (como, por exemplo, os salários absurdos para poucos e miseráveis para muitos, que citastes) se manifestam tanto no futebol quanto em cada canto deste mundo. Concordo com você quando diz que o futebol recebe muito espaço no meio midiático em comparação com os demais esportes. Mas, a problema nesta questão é do futebol? Ou da mídia? Aliás, esta poderia, quem sabe, tentar colocar em prática alguns dos conhecimentos adquiridos durante os tempos de debates que ocorriam no meio acadêmico, nos quais eram indicados deixar o campo da subjetividade para aqueles torcedores “fanáticos”/leitores/ouvintes/espectadores, enfim. Sou jornalista e estudante de Educação Física. Cresci jogando, assistindo e estudando o futebol. Continuo buscando observar este fenômeno esportivo mundial de maneira, cada vez, mais objetiva, para que possa utilizá-lo, um dia, como uma forte ferramenta de educação, conscientização e formação do caráter das crianças/pessoas.
    Abraço, parabéns e sucesso para todos nós (amantes, ou não, do futebol)! Antônio Flores Cruz Neto.

    Carlão – Caro Antônio.
    Muito obrigado por colaborar com o seu precioso pitaco, realmente o seu prisma ótico é diferenciado, que nos dá elementos para poderemos refletir mais e melhor sobre o post e fundamentar os nossos conceitos. Muito obrigado por visitar o “”meu”” (nosso) blog, espero que participe SEMPRE que puder e quiser.
    Forte abraço

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