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Posts de setembro 2011

Dia Nacional das Pessoas com Deficiência

21 de setembro de 2011 0

Não precisava de um dia específico, mas...

Algumas imagens falam por si.

Atletas participam de evento em Londres para divulgar esportes paraolímpicos

08 de setembro de 2011 0

Enquanto aqui no Brasil, mais especificamente em Porto Alegre, os "donos" da Maratona da cidade fazem de tudo para se verem livres dos cadeirantes, lá.......


A foto acima é da chegada da Maratona em NY, me deu 1/2 página do NY Times - Campeão/2001


Londres, 8 set (EFE).- A famosa Trafalgar Square de Londres foi palco nesta quinta-feira de um evento que reuniu vários atletas paraolímpicos de destaque com o objetivo de promover suas modalidades, a um ano dos Jogos que serão realizados na capital britânica.

Diante de centenas de londrinos e turistas, os atletas buscaram mostrar que seus respectivos esportes não são apenas uma forma de integração social, mas também um espetáculo competitivo e atrativo para o público.

O evento contou com a participação de inúmeros atletas, como os integrantes da seleção britânica de basquete e do time alemão de rúgbi - modalidades para cadeirantes.

O velocista Oscar Pistorius, que mesmo com próteses participou do último Mundial de Atletismo em Daegu (Coreia do Sul), também esteve presente ao encontro desta quinta-feira. Pistorius foi convidado para inaugurar uma estátua de bronze em sua homenagem.

O evento também teve como destaque as participações do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, e do prefeito de Londres, Boris Johnson, que chegaram a disputar uma rápida partida de tênis com atletas paraolímpicos.

Desde 1988, em Seul, os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos se tornaram eventos intimamente ligados, com disputas nas mesmas instalações esportivas e com poucos dias de diferença.

Em Londres, os Jogos Paraolímpicos começam em 29 de agosto de 2012, somente 17 dias depois dos Jogos Olímpicos. Mais de 4.200 atletas provenientes de 150 países e com diversos tipos de necessidades especiais competirão em busca da medalha de ouro.

Será uma boa oportunidade para os londrinos desfrutarem de competições de alto nível e de novas instalações esportivas que foram erguidas em Stratford. No entanto, muitos habitantes devem ficar de fora, seja pela incapacidade do sistema de distribuição de ingressos ou por seus elevados valores.

A partir desta sexta-feira, o público poderá adquirir os ingressos para os Jogos Paraolímpicos, sendo que metade deles custará menos de 11 euros, e 75% menos de 23 euros.

Artan Selmanaj, um dos membros da equipe germânica que participou da exibição desta quinta-feira, explicou à Agência Efe que nos últimos meses intensificou seus treinos para conseguir a classificação.

"Meu sonho é disputar os Jogos de 2012, na cidade onde vivo. Para isso estou treinando mais que nunca", afirmou Selamanaj, que "mudou de vida" há seis anos, quando se uniu à seleção alemã de rúgbi.

"Jogar é o que me faz feliz. O esporte me deu a oportunidade de me movimentar pelo mundo com minha cadeira de rodas. Competi em países como Canadá, Estados Unidos e Suíça", disse Selamanj, que integra um clube londrino.

Um dos maiores problemas para um atleta paraolímpico é encontrar financiamento para aquisição do material específico que o esporte exige. A cadeira especial para jogar rúgbi, "preparada para se movimentar com rapidez e, ao mesmo tempo, resistir aos golpes", pode custar até 5 mil euros, explicou o atleta. EFE

Os organizadores de provas de rua

01 de setembro de 2011 0


Eu como participante de corridas de rua tenho o seguinte a comentar:
Os organizadores de corridas de rua, quando vão até os Órgãos Públicos pedirem permissão para fecharem o trânsito e causarem transtorno a motoristas e pedestres e quando fecharem algumas ruas trazerem prejuízo aos comerciantes do entorno, pois alguns carros com seus passageiros não chegarão a restaurantes, cabelereiros, pet shops e a outro sem número de estabelecimentos. Eles usam o argumento de que estão fazendo um grande serviço à sociedade. Naquela corrida de rua estarão estimulando pessoas à prática desportiva, hábitos saudáveis, integração social e confraternização que a corrida de rua proporciona.
Esses argumentos e um sem número de outros são todos verdadeiros, certamente eles falam que por aquelas ruas que estarão fechadas e com motoristas indignados, passarão corpos saudáveis com passos rápidos e que certamente servirão de espelho para pessoas que tem hábitos sedentários e quem sabe passarão a praticarem esporte.
Coisa linda, qualquer gestor político ficaria encantado com a idéia e certamente lhe concederia o direito de atrapalhar o trânsito, cederia policiais para fazer a segurança do evento e agentes de trânsito para organizar e orientar no momento da prova e ainda concederia um valor circunstancial para premiação, compra de medalhas e etc. Isso qualquer administrador faria, eu tabém, fosse administrador público.
Como todo o contrato, tem as suas "entrelinhas" e as contrariedades. Lá está uma expressão vital. "Esporte PARA TODOS" que não é cumprido, é só uma ilusão. O objetivo do senhor todo educado e cheio de boa vontade para com a sociedade é tão e somente de embolsar uma bela quantia, porque organizar provas de rua é muito lucrativo sim senhor. NUNCA o organizador perde, ele vende TUDO que não é dele, usa TUDO que não é dele, não arrisca nada, não tem investimento. É de quem? Bom... é da sociedade e a sociedade será beneficiada com a prova. Então tá, é a contrapartida.
Se tudo isso acima é verdadeiro, proque esquecem de mim? E porque o Poder Público que deveria fazer alguma coisa por mim, vira às costas e chancela essa virada de costas para mim?
Quem sou eu???
Um sou um corredor em cadeira de rodas, que não pode participar das provas em pé de igualdade, pelo simples fato de ser preterido, discriminado. Aos atletas andantes são oferecidas mil e uma vantagens, premiações vultuosas e a mim??? Tão e somente  o direito de "participar", como se isso fosse um favor. O coitadinho do aleijadinho, vejam, ele é um exemplo de superação, apesar de ter uma deficiência ainda consegue correr em cadeira de rodas.
Em uma prova de Maratona por exemplo, ao vencedor andante, é oferecido um prêmio maravilhoso que atrai pessoas de todos os quadrantes do país e do exterior, a mim e aos meus iguais, cadeirantes, uma "esmola". Ora, estamos em cadeira de rodas, mas não estamos no sinal de trânsito, somos atletas como qualquer um outro, dignos das mesmas honrarias oferecidas às pessoas que não necessitam em cadeira de rodas, se cortarem a nossa pele verterá sangue, fazemos treinamentos duros.
A sociedade me diz que é feio estar em uma cadeira de rodas, mas pensei que se fosse atleta, olhariam diferente para mim. Mas não o mesmo preconceito me persegue, só porque ando em cadeira de rodas.
Mas existe alguma coerência nisso, os organizadores das provas e os gestores públicos são DA SOCIEDADE, que é preconceituosa.
Posso fazer mais uma pergunta?
Até quando?