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Alegria em azul e branco no Amigos do Box 4

08 de fevereiro de 2012 0


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Amigos se juntem para se mexer. Ainda mais se forem os Amigos do Box 4, bloco carnavalesco de Joinville que está preparado para cair na folia no dia 18 com o samba-enredo “Zuê – Zuê, Sambar – Sambar”, do compositor Ronaldo Cesar Laurindo, da escola Embaixada Copa Lord, em Florianópolis. Uma mistura que leva pra avenida a alegria de criança e as cores do bloco, o azul e branco. A responsável pelo grupo, Maria Salete, explica: a obra foi desenvolvida sobre pesquisa ao vocábulo “Zuê”, dando origem a palavra “Zuarte” que significa tecido azul, e personagens como o Boi da Cara Preta dão o tom infantil. “Nós queremos convidar as pessoas para desfilar com seus filhos no nosso bloco porque as crianças são nosso principal foco este ano”, incentiva.

O bloco Amigos do Box 4 desfila desde a volta do Carnaval na cidade, em 2006, e é conhecido pela feijoada e chorinho nos sábados no Mercado Municipal, onde estão há mais de 30 anos. “O samba que realizamos aqui foi o fator para irmos pra rua e criarmos o bloco”, conta Salete. Atualmente, eles contam com 150 integrantes, número que, segundo a sambista, aumenta a cada ano, o que os leva sair como escola em 2013. “Este é o último ano que saímos como bloco. No próximo, vamos tentar já sair como escola e inovar o Carnaval em Joinville durante todo o ano”.
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- Compositores: Ronaldo Cesar Laurindo
- Mestre de bateria: Chanceler
- Puxadores do samba: Macarrão
- Madrinha e Rainha: Não escolheram até o momento.
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Samba-enredo (clique aqui e ouça)


A noite é uma criança

O box (4) vai passar

Nessa hora!

Nessa hora na avenida

Eu sou artista beleza de ilusão

Lembro as fantasias que vivia

Quando moleque atrevido e brincalhão

Pouco me importava com errado

As tentativas tinham muita inspiração

Eram brincadeiras noite e dia

E nesta noite vou cantar sou folião,

Eram brincadeiras noite e dia

E nessa noite vou cantar sou folião

Zuê- zuê, sambar- sambar.

A noite é uma criança

O box 4 vai passar

E hoje..?

Hoje a saudade me domina

Quanto anima pra brincar no carnaval

Boi da cara preta heroi bandido, caricaturas nesse mundo de ilusão

Magico d’oz, durango kid, no seriado a tv dominical

Vamos embalando a alegria – repete

E neste embalo sou criança que legal.

Acadêmicos do Serrinha homenageia as flores

07 de fevereiro de 2012 0



Desde que o Carnaval de rua de Joinville voltou a acontecer, a Escola de Samba Acadêmicos do Serrinha tem uma tradição: todos os anos, o samba-enredo é pensado para homenagear algum aspecto de Joinville. Em 2012, as flores que deram à cidade o título de Cidade das Flores são o foco da letra criada por Luiz Antônio Gomes e musicada por Gigi, o puxador de samba da escola. Gigi já é o intérprete oficial da escola, há cinco anos à frente da Serrinha para levar as diferentes gerações para a avenida do Carnaval joinvilense. É uma das escolas de samba mais antigas de Joinville, foi fundada em 1973, quando os ensaios ainda aconteciam na casa de Darci da Silva, conhecido como Charuto. Foi lá que os instrumentos ficaram guardados dos anos 80, quando os desfiles de rua cessaram, até 2006.
Foi só nessa época que Jéssica Francine Cestrem, 19 anos, e Samantha Suyanne de Oliveira, 13 anos, ficaram conhecendo o que era Carnaval de rua. As meninas, que este ano desfilam pela segunda vez com a Serrinha, não têm lembranças de outras festas na rua e nem em salões, mas já estão descobrindo as alegrias do Carnaval. No ano passado, Jéssica foi rainha do Carnaval; agora, é destaque da escola, enquanto a prima dela, Samantha, desfilará na comissão de frente.
Em contrapartida, o presidente da escola, Jair Matias ainda espera o dia em que o Carnaval de Joinville voltará a ser como no passado, quando os quatro dias de festa pareciam ter mais importância. “O Carnaval era mais entendido em Joinville, tinha mais respeito dos governantes. Tinha o baile municipal na Liga (de Sociedades), que emocionava muito, além de ter baile em todos os salões da cidade”, lembra ele. Este ano, a escola quase desistiu de desfilar, já que não foi contemplada pelo edital de incentivo à cultura de Joinville, o Simdec. A verba que a escola deveria receber no ano passado chegou agora e foi somada a uma contribuição de R$ 13 mil da Fundação Cultural de Joinville.
“O que importa mesmo no Carnaval é tirar um pouco da tristeza. A festa tem que ser só alegria na avenida”, avalia Gigi, o intérprete de samba-enredo. Segundo ele, o único problema que a festa de Joinville ainda enfrenta é a disputa entre alguns representantes de escolas de samba. “O resgate do Carnaval é bom, mas não entendo porque existe uma rixa entre os presidentes das escolas. Afinal, não tem concurso em Joinville, então deveria ser uma festa falando só de alegria”, diz Gigi.

Rainha: Juciane Sobral.
1ª princesa: Cleoci de Freitas.
2ª princesa: Michele Cristina.
Rainha de bateria: Ediane Silveira.
Puxador de samba-enredo: Gigi.
Letra e melodia do samba-enredo: Luiz Antônio Gomes e Gigi. (Clique aqui e ouça o áudio)

Samba-enredo: “No colorido das Flores. Viajei.”

Sou tradição, sou paz amor.
Eu sou alegria na avenida.
Muito prazer, eu me chamo Serrinha.

No colorido das flores, viajei.
Num mundo encantado, entrei.
Com o Serrinha na avenida, encontrei.
Em Joinville, o paraíso que sonhei.

Roda a vida, gira a roda.
O tempo vai parar.
Abre-alas canta forte.
Amor e paixão.
Na alegria e tristeza, emoção.
Rosa vermelha é um poder de sedução.

Passeei, no jardim da babilônia,
encontrei cinco sentidos pra sonhar.
Se a margarida faz pulsar meu coração,
amor-perfeito é ilusão.
Cravo branco na lapela, eu respeito,
jogo um beijinho pra você amor.

Maria vai com as outras.
Minha aquarela
eu mesmo que pintei.
Cantar, dançar, brincar,
extravasar minha alegria.
E pra dizer que não falei das flores
as rosas só falam de amor.
Girassol, sempre vivas, mal me quer.
Serrinha é só flores neste Carnaval.

Conheça a Príncipes do Samba, a escola mais tradicional de Joinville

06 de fevereiro de 2012 2





Príncipes do Samba prepara desfile inspirado na Estação da Memória




Foi lá no final de 1905, em meio à construção da Estação Ferroviária de Joinville, que a escola de samba Príncipes do Samba foi buscar inspiração para o Carnaval 2012. É com base na história construída sobre os trilhos de trem que a escola mais antiga da cidade desfila no dia 18, narrando na avenida como a alegria e a musicalidade do carnaval eram transportadas pela linha férrea que chegava até São Francisco do Sul. A história de negros como Adelmo Brás, o fundador da escola, será levada no embalo do tic-tac, e do samba-enredo “Dos trilhos do Trem rumo a Estação da Memória”, por cerca de 500 pessoas.
Este é o terceiro ano que a representante do Kênia Clube carrega Joinville no enredo. Homenagear a cidade em meio ao colorido do Carnaval, segundo a diretora da escola, Lúcia Nara Ferreira, é cumprir com os objetivos. E ela promete continuar: “Enquanto houver criatividade na cabeça no carnavalesco, Joinville será nosso tema”, garante.  Mas o enredo deste ano contou com a participação de muita gente. Nara explica que para escolha do que seria cantado na avenida, a escola realizou um concurso em dezembro de 2011, que reuniu representantes da Príncipes do Samba e da comunidade em geral. Depois de uma concorrida disputa e com a letra de Fernando Camillo já escolhida, era hora de começar os trabalhos. Pelas mãos do carnavalesco Serginho Afoxé, as fantasias vão ganhando a forma das alas que irão narrar a construção da ferrovia. Sendo 12 no total, cada uma delas vai representar um pedaço da história. A ala Etnia Negra vem representar os trabalhadores da construção, a Baile de Máscaras mostra o Carnaval do início do século 20 e da Erva-mate fala sobre o principal produto transportado de uma cidade outra. Como não poderia ser diferente, o carro-chefe vem em forma de trem, o transportador do samba. Príncipes do Samba será a primeira a desfilar.

VÍDEO: confira a preparação da escola joinvilense Príncipes do Samba




Ensaios da Príncipes do Samba estão com tudo




Do lixo ao luxo

Numa rotina intensa de trabalho, as fantasias com que a escola desfilará na avenida ganham o brilho necessário. Grande parte delas foram doadas pela escola de samba Unidos de Paula, de São Francisco do Sul, e de outra escola da cidade de Bombinhas. “Do Lixo ao Luxo”, é como Serginho Afoxé define o processo de reciclagem.  A Príncipes do Samba foi contemplada com R$ 12 mil do Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec), o qual, segundo o carnavalesco, só foi recebido no dia 1º de fevereiro.

Nome do compositor do samba-enredo: Fernando Camilo.
Nome do mestre de bateria: mestre Chanceler.
Puxadores do samba: Paulista, Joaquim e Calinho.
Rainha da escola: Sabrina Costa Lima.
Madrinha de bateria: Monica Roberta de Oliveira Costa.






Cerca de 500 pessoas participam da escola e contam a história da Estação da Memória





 

Príncipes do Samba (clique e ouça o samba-enredo)

 

 

Kénia, berço do samba,
orgulho, paixão popular,
meu pavilhão azul e branco
vai te exaltar Adelmo Braz.

Sob a proteção de Ogum
o trem da alegria vai passar
trazendo progresso e riqueza
levando a cultura popular     
trilhando sonhos de criança   
nos vagões da esperança   
o negro faz seu canto e sua dança
rumo aos bailes de Carnaval,
São Chico te espera em alto astral.

Vem amor cair na folia
embarque no trem
com a minha bateria   
na ferrovia do Carnaval
Samba Joinville na “estação memorial”.

Histórias afro joinvilense
Museu das Bicicletas.
Cultura da nossa gente.
Orgulho Catarinense .
Cartão postal.
Arquitetura tão monumental.
Feira das “pulgas”.
Encontros pra lembrar
a força do nosso trabalhador.
Espaço do povo
vamos preservar
pra tradição não acabar.

Compositores: Paulista, Scooby, Gean e Sorriso
Mestre de bateria: Mestre Chanceler.
Puxadores do samba: Paulista, Joaquim e Calinho.
Rainha da escola: Sabrina Costa Lima.
Madrinha de bateria: Monica Roberta de Oliveira Costa.





O presidente da Príncipes do Samba, João Nestor Padilha, e a diretora Lucia Nara Ferreira




Conhecendo as escolas de samba de Joinville: Unidos pela Diversidade

06 de fevereiro de 2012 3



Unidos pela Diversidade estreia como escola de samba em 2012








É claro que não é a primeira vez que eles desfilam. O colorido e alegria que carregam pelas ruas no dia de Carnaval são conhecidos e esperados pela maioria. Mas este ano, pisar no “sambódromo” joinvilense tem gostinho de estreia. O grupo da diversidade deixa de ser bloco e desfila pela primeira vez como a escola Unidos pela Diversidade. Mais nervosismo e trabalho, não nega o diretor da escola Jackson de Oliveira, porém a grande repercussão dos outros desfiles é motivo de orgulho. “Tudo isso foi definido na avenida. Não sabíamos onde íamos chegar e agora conseguimos ser escola”, conta. A expectativa é de que 350 pessoas representem a escola, cem a mais que no ano anterior.
O que não demoraria muito para acontecer. Ainda como bloco, os passistas se destacavam por se dividir em alas e por usar adereços esplendorosos. Agora, com estatuto na mão com fundação registrada em 1º de abril de 2011, eles vão pra rua com mais responsabilidade sem perder a simpatia.








Samba-enredo da Unidos pela Diversidade chama-se "Drama ou Comédia"








Luz, câmera, ação

Para começar com pé direito o tema escolhido tem glamour de Oscar. A história do cinema, desde sua criação até os dias atuais, é o assunto levado pela escola para pintar as “telonas” carnavalescas. “Drama ou Comédia”, é o samba-enredo que vai carregar Charlie Chaplin, Greta Garbo, Dorothy, Carmen Miranda e muitos outros personagens clássicos numa trajetória épica na rua rio Branco. “É um enredo simples, mas que está sendo preparado nos mínimos detalhes”, ressalta Jackson. Segundo ele, a ideia de trabalhar a sétima arte surgiu após uma readaptação do material que possuíam: “Readequamos as fantasias que já tínhamos e as que ganhamos de outras escolas. Pensamos no cinema por ser um tema inédito que pode ser trabalhado de diversas formas”. A Unidos pela Diversidade contou com a doação das escolas Unidos de Paulas, de São Francisco do Sul, e O canto da Alvorada, de Belo Horizonte; e arrecadou R$ 12 mil pelo Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec).
Mesmo com colaboração externa, colocar os filmes pra rodar na avenida não é tarefa fácil. Com título de escola, os trabalhos são dobrados. Para que a comédia não vire drama e as 16 alas e os dois carros alegóricos estejam prontos até o desfile, os fins de semana e momentos de folga do trabalho são reservados para confecção de fantasias, ensaios de bateria e preparação do samba no pé. Por falta de estrutura, cada tarefa é realizada em um lugar, como na casa de Jackson, que, desde outubro, teve os cômodos tomados por plumas, brilhos, saias, bandeiras e tudo que é direito de uma escola de samba, mesmo que iniciante. “Não tem rotina”. Mas o esforço promete ser recompensado com várias surpresas que irão surgir durante o desfile, garante o diretor.
Compositor do samba-enredo: Jackson de Oliveira com arranjos de Sandrinho Afoxé.
Nome do mestre de bateria: mestre Henrique Melo.
Puxadores do samba: Sandrinho Afoxé.
Rainha da escola: Elisa Cláudia Girardi.
Madrinha de bateria: será escolhida no sábado.




Conheça o samba enredo da Unidos Pela Diversisade:

Unidos pela Diversidade

O povo aplaudiu não é vaidade, o Oscar é meu é da diversidade.
O povo aplaudiu não é vaidade, o Oscar é meu é da diversidade
surgiu, meu samba vai pra avenida na mais pura ação e emoção.
O filme mais lindo da vida, ao som da mais bela canção.
É hoje aqui e agora, o cinema enlouquecendo a multidão.
Fazendo parte da história, diversidade com amor e emoção.
Fazendo parte da história, diversidade com amor e emoção.
A primeira vez surgindo num mundo diverso, mas não tão perverso.
Tem mocinho tem bandido, mais um prêmio garantido…
Na tela luz em cena, diversidade abre a porta pro cinema
O povo aplaudiu não é vaidade, o Oscar é meu é da diversidade.
O povo aplaudiu não é vaidade, o Oscar é meu é da diversidade.
Câmera, luz e ação… gravando … atrizes e atores viviam,
cinema mudo era tão bom interpretando os fatos da vida
com drama, comédia assim a plateia se dividiam.
Com a chegada da TV, trazendo muito mais alegria.
Com a chegada da TV, trazendo muito mais alegria.
Eu vi… eu vi macaco assustado, por um navio que apareceu.
Vejo romance e fantasia, até a loira que já morreu
abre a cortina em cena o teatro vai começar.
Câmera, luz e ação diversidade está no ar.
Câmera, luz e ação diversidade está no ar.
O povo aplaudiu não é vaidade, o Oscar é meu é da diversidade.
O povo aplaudiu não é vaidade, o Oscar é meu é da diversidade.
Surgiu, meu samba vai pra avenida na mais pura ação e emoção
o filme mais lindo da vida ao som da mais bela canção.
É hoje aqui e agora, o cinema enlouquecendo a multidão
fazendo parte da história, diversidade com amor e emoção
diversidade com amor e emoção.