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O fim da cura gay

02 de julho de 2013 53

Crédito da foto: Wellingthon Crystyan

Autor do projeto que ficou conhecido como “cura gay” e também presidente da Frente Parlamentar Evangélica, o deputado João Campos (PSDB-GO) (foto) decidiu pela retirada do projeto de lei da Câmara. A decisão foi tomada há pouco em uma reunião da bancada evangélica.

Depois do avanço do projeto na Comissão de Direitos Humanos e Minorias, presidida por Marco Feliciano (PSC-SP), o texto deveria ser apreciado na Comissão de Constituição de Justiça, onde tinha poucas chances de sobrevida, pois interviria sobre o Conselho Federal de Psicologia, que não está ao alcance do Congresso.

Mas diante da rejeição popular ao projeto, os deputados decidiram apreciar o texto em plenário, para mostrar à sociedade que a maioria da Casa é contra a medida.

Prevendo a derrota e o desgaste, a bancada evangélica recuou.

Comentários (53)

  • romualdo diz: 2 de julho de 2013

    Podem explicar o que era exatamente o projeto?

  • Eliézer diz: 2 de julho de 2013

    Mídia manipuladora, não foi rejeição popular, essa frase significa que todo cidadão foi contra este projeto. Foi o bom senso sabendo que não tina padrão.

  • Rickie diz: 2 de julho de 2013

    Se passasse, teriam que acrescentar a cura evangélica também… rs

  • Peterson diz: 2 de julho de 2013

    Como será arquivado um projeto que nem existe? Acho que a imprensa deveria esclarecer melhor os fatos.

  • ester pereirae diz: 2 de julho de 2013

    tem que acabar mesmo porque as pessoas nao acabam com o pcc que úm partido do crime este deputado e ridiculo ele não é Deus

  • Tayná Agostinho diz: 2 de julho de 2013

    Receba e relaxe..

  • Thyago Goulart diz: 2 de julho de 2013

    Até que enfim acabou a palhaçada do
    Marco Feliciano.

  • Anônimo diz: 2 de julho de 2013

    Ridículo! Essa clamada “cura gay” pela mídia é totalmente aceitável e compreensível. O único motivo dessa “lei” (lei entre aspas, porque é apenas uma alteração na constituição), ser criada foi para auxiliar psicologicamente homossexuais. A “cura gay” apenas retirava o artigo 4º e um parágrafo do 3º que dizia que o psicólogo não podia ajudar homossexuais que estão em dúvida sobre essa escolha. Leiam melhor antes de comentarem coisas ridículas sobre esse projeto.

  • Welton Trindade diz: 2 de julho de 2013

    Evangélicos homofóbicos, aprendam que usar o nome de Deus para discriminar não é aceito pela sociedade Apenas por suas poucas ovelhas raivosas! Nem todos evangélico é desumano! Não mesmo!

  • Rafaela diz: 2 de julho de 2013

    foi tarde.

  • Marta Andrade diz: 2 de julho de 2013

    Legallll em fim resolveu para com essa palhaçada Gloria Senhor,Jesus agradece kkkkk

  • caue_fonseca diz: 2 de julho de 2013

    Olá Romualdo

    O projeto basicamente suspendia dois trechos de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia. O mais polêmico deles, dizia que “psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades”. O projeto foi apelidado de “cura gay” não por estabelecer um tratamento ou algo do tipo, mas por abrir uma brecha para que psicólogos tratassem homossexuais como se sofressem de uma doença ou distúrbio.

  • Vania diz: 2 de julho de 2013

    Homossexualidade não é escolha assim como hetero e outras coisas mais…

  • Marlene da Luz diz: 2 de julho de 2013

    Isso significa que não volta mais? Não corremos o risco de reapresentarem? Por favor alguém pode me esclarecer?

  • Elias diz: 2 de julho de 2013

    Homossexuais estão errados por saber que Jesus nunca condenou os gays? Ou que a condenação que existe está no livro de Levíticos (o mesmo que condena corte de cabelo, consumo de frutos do mar e carne de porco) ou a condenação do pseudo e usurpador auto-declarado décimo terceiro apóstolo e epilético Paulo?

  • Juliana diz: 2 de julho de 2013

    Anônimo, alguns esclarecimentos. Primeiramente, o projeto não alteraria a Constituição, apenas o Código de Ética do Psicólogo. E a alteração permitiria que psicólogos aplicassem técnicas específicas para, supostamente, reverter a orientação sexual de um indivíduo. Além de ser uma afronta à Psicologia, a proposta patologiza a homossexualidade, é um retrocesso à Idade Média e permitiria monstruosidades contra homossexuais. Os psicólogos podem SIM atender um homossexual, conversar sobre essa situação (que NÃO É uma escolha), oferecer suporte, ajudar a pessoa à conviver com a situação. O que é BEM diferente de tentar “reverter” a orientação sexual de alguém.

  • Rafael P. diz: 2 de julho de 2013

    Quero ver como vai ficar um homossexual que não sente felicidade em ser homossexual .

    Se um heterossexual que viveu durante 15 anos com uma pessoa do sexo oposto “descobre” que quer viver com uma pessoa do mesmo sexo , Não estaria trocando de opção ???? então pela lógica eu posso concluir que um homossexual pode vir a se interessar por uma pessoa do sexo oposto ???
    Ex: (uma famosa cantora de axé music, ela disse que seus casamentos com homens foram muito felizes)

    Portanto concluir que um homossexual que queira deixar o homossexualismo através de remodelar sua psicologia é muito razoável já que o caminho inverso é aceitável pela mídia e o modismo atuais.

    Se um homossexual quizer trocar de opção com ajuda profissional por não sentir felicidade com sua característica homossexual a resposta que provavelmente vai receber :

    1) “assume que tu vai se sentir melhor”
    2) “não posso tratar sua sexualidade com essas características homossexuais, sou proíbido pelo meu conselho”.

    è muito lobby em cima de um modismo chamado homossexualismo.

  • Darli Oliveira diz: 2 de julho de 2013

    Covardes! Não têm personalidade para enfrentar uma derrota…bem típico!
    Não ia passar mesmo essa afronta para todo conhecimento científico. Seria implantar oficialmente o charlatanismo no Brasil! Graças a Deus! Amém! Aleluia!

  • Viviane diz: 2 de julho de 2013

    Eliézer: Quando se diz “rejeição popular” leva-se em conta a maioria da população que sem dúvida não apoia esse projeto de lei que fere o direito a liberdade sexual, quando tratada como doença.

    A um dos anônimos: Trata-se de um projeto de lei que passaria por várias comissões para ser votado, vetado ou alterado. A alteração da constituição não pode ser tratada como “apenas” já que a principal lei e esta não pode ser alterada, exceto por uma PEC. A alteração requerida pelo deputado João Campos (que criou o PL e é da bancada religiosa, apoiada por Marco Feliciano) é em uma alteração em uma resolução, como explicarei a seguir:

    Art. 3° – os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.

    Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.

    Art. 4° – Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.

    Agora me diz: onde é que está escrito que os psicólogos estão impedidos de estudar a homossexualidade?

    Os art. 3º e 4º da resolução impedem manifestações negativas que recriminem o homossexual.

    Ele dá a desculpa da existência do projeto de lei de que a resolução impede estudos sobre o homossexualismo, o que não é verdade. Ou seja, ele se pauta em uma mentira p/ defender essa loucura.

    Não existe explicitamente na resolução que um gay não poderá se consultar com psicólogos caso esteja confuso, mas a partir do momento que ele exige que se explicite a possibilidade de consulta médica especificamente para gays nos tras ao entendimento de que trata-se de uma doença.

    Os psicólogos em geral não entendem que trata-se de uma doença, por isso não é necessário dispor em lei atendimento para casos de homossexualismo.

    O que ele quer é que tratemos o homossexualismo como distúrbio mental, o que definitivamente não é!

  • Moises Brandalise diz: 2 de julho de 2013

    O projeto não previa a cura gay, apenas o direito de psicólogos a estudarem o assunto. Viva a mídia!

  • Robson diz: 2 de julho de 2013

    Em tempo: Faço psicologia e a profissão é pautada pela metodologia cientifica, tanto que temos nosso código e conduta e um Conselho Federal que resguarda o bom funcionamento da profissão. Não preciso dizer mais do que o Cauê diz, pois ele explicou muito bem. Só quero lembrar que em nome de cura muitos “gays” tentaram suicidio, foram internados com diagnóstico de esquizofrenia ou coisa parecida, e estamos num pais que uma pessoa é agredida ou assassinada pelo simples fato de ser gay. Não precisamos de mais nada para reforçar estereótipos e estimular preconceitos. Prezo muito a profissão a qual escolhi para atuar pelo individuo respeitando-o em sua particularidade. Amém!

  • Rodrigo Dill diz: 2 de julho de 2013

    Gente,

    Acho um assunto desnecessário perante a situação nacional, mas…

    Alguém aqui leu o texto do projeto para poder criticar?! Não, não mesmo.

    Ninguém se certifica de nada, apenas mostram sua ‘inteligência emocional’.

    Como está, é o mesmo que pedir a um médico sobre um projeto de engenharia.

    Se tivessem lido (e entendido – que são outros 500), não seria chamado de “cura gay” e o psicólogos poderiam opinar sobre o assunto.

    Vamos lá: http://www.senado.gov.br/atividade/materia/

    Volte e comente.

  • guillermo diz: 2 de julho de 2013

    Atos podem ser controlados, sentimentos não. O que uma “Cura gay” propõe é dissociar “atos” de “sentimentos”, pelo qual mais do que cura é uma perigosa fragmentação da personalidade que criará dissociação, fragmentação, rejeição de sim mesmo e colocará em risco a vida psíquica e física da pessoa aumentando o risco de suicidio. Segurar um sentimento de agressão esporádico tudo o mundo pode, mas segurar o desejo de carinho de contato físico que tudo mundo tem e acontece a diário, é outra coisa.

  • josé carlos da silva diz: 2 de julho de 2013

    Ainda não estou satisfeito. Agora precisamos fazê-los desengavetar o projeto sobre a União Civil entre pessoas dos mesmo sexo. Embora o STF já tenha criado jurisprudência, queremos que o Congresso se manifeste e faça o que é apenas uma jurisprudência se tornar lei.

  • André diz: 2 de julho de 2013

    Um gay, que quer mudar sua conduta, pode procurar um psicólogo e pedir ajuda?
    Se por um motivo de foro íntimo ele deseja mudar, isso lhe deve ser negado?
    Esta é a questão.
    Não seria este o tema central do projeto?

    O apelido “cura gay” não cabe a um projeto de escolha. Assim como uma pessoa tem o direito de ser gay, ela é livre para isso, outras também tem o direito de não querer ser e para isso as vezes precisa de ajuda profissional. Negar este direito é que é intolerância.
    O caso é que o Conselho Federal de Psicologia, proibiu que psicólogos oferecessem ajuda a quem espontaneamente solicita ajuda para deixar sua conduta gay. Essa proibição fere os princípios constitucionais.

  • Saulo Silva diz: 2 de julho de 2013

    Juliana, quero parabenizá-la pela explicação clara, simples e verdadeira que vc postou, não deixando margem de dúvidas nem pelo lado negro da força “evangélica” e nem pelo lado revoltado dos gays que se sentiram aviltados em sua sexualidade! parabéns, continue opinando com inteligência e imparcialidade.

  • Luciana diz: 2 de julho de 2013

    Rafael P.

    O caso que vc descreveu (uma pessoa que vive com outra do sexo oposto e depois vai viver com outra do mesmo sexo) não é modismo atual… Isso pode acontecer pq sexualidade não é necessariamente totalmente estável.. Esse caso pode se tratar de uma pessoa bissexual, por exemplo..

    Entretanto, não custa também pensar um pouco e concluir que esse caso pode ser uma pessoa homossexual que, por conta de uma sociedade agressiva e ignorante, escondeu sua homossexualidade (dos outros e até dele mesmo), foi viver com uma pessoa do sexo oposto, mas não conseguiu aguentar essa situação por não ser natural a ela e por ser uma situação que não a fazia feliz… Assim, deixou a pessoa do sexo oposto e foi procurar viver com uma pessoa do mesmo sexo… Sem modismos, apenas condição humana!

  • Darli Oliveira diz: 2 de julho de 2013

    Cansei de ler a porcaria do PDC 234, cansei de ler a a norma do CFP, participei do video chat – tv câmara- com Roberto de Lucena que, diga-se de passagem falou até em infanticídio indígena por falta de argumentos. A norma do CFP se baseia em Ciência. Não um, um estudo científico em todo o mundo que prove um técnica científica para reversão de sexualidade. Nem Froid recomenda.

    -A resolução 001/99 do CFP está de acordo com a Organização Mundial de Saúde e a Associação Americana de Psiquiatria – APA, que não reconhecem a homossexualidade como doença ou distúrbio há mais de 40 anos. Também reconhecem que não há tratamento ou terapia para reversão da sexualidade. Isto fundamentado cientificamente através de estudos aprofundados – mais de 90- realizados em todo o mundo.

    -Igreja de reversão depois 37 anos fecha as portas e pede desculpas para LGBTs:
    http://exodusinternational.org/2013/06/i-am-sorry/

    - O Dr. Robert L. Spitzer, considerado por alguns como o pai da psiquiatria moderna, este ano, retratou-se de um estudo concebido em 2003 que apoiava o uso da chamada terapia reparativa para “cura” da homossexualidade. Terminou sua declaração assim: “Eu acredito que devo desculpas à comunidade gay” – Ele não apenas reconheceu o fracasso da terapia de reversão como reconheceu o sofrimento que a mesma causa para os LGBTs! http://www.nytimes.com/2012/05/19/health/dr-robert-l-spitzer-noted-psychiatrist-apologizes-for-study-on-gay-cure.html?pagewanted=all&_r=0

    - Peneira não tapa o sol…A proposta da “cura gay” é claramente tendenciosa e o maior objetivo é livrar os ditos psicólogos ligados ao fundamentalismo religioso do conselho de ética do CFP para que possam usar de uma “suposta” psicologia para “curar o homossexualismo” sem nenhum embasamento científico e sim baseado em suas convicções ditas religiosas – embora sabidamente Jesus Cristo, a razão de todo cristianismo nunca condenou e “curou” um homossexual. Aliás, nem Buda, nem o Espiritismo, nem Krishna! Trata-se, vergonhosamente de um dos maiores atentados ao estado laico, à cidadania LGBT, (que já sofre demais em função de todas as formas de homofobia praticadas amplamente pela sociedade e omissão política), e ao todo o conhecimento científico.

  • Luciana diz: 2 de julho de 2013

    “O projeto não previa a cura gay, apenas o direito de psicólogos a estudarem o assunto. Viva a mídia!”

    kkkkkkkkkkkkkkk

    Ah, tá, os psicólogos não podiam estudar o “assunto” antes então?? rsrs

    Por favor, leia o comentário da Viviane acima… afff

  • Luckye diz: 2 de julho de 2013

    Será que o povo ainda não percebeu que Religião e política não combinam?
    Bancada Evangélica e praticamente um câncer no congresso. Observem a historia e veras os fatos.
    Se o povo não acordar e perceber isso vamos ter situações mais tensas do que a cura gay, os evangélicos dizem não ser idolatras mas são fanáticos, pois não respeitam a religião do próximo, não respeita cultura que não seja gospel, rejeitam e criticam as demais tribos da sociedade e para você conversar com Deus na opinião deles e necessário terno e gravata para os homens e as mulheres nem comento o modelito.
    Recentemente passei de frente a um igreja e no lugar da imagem de Jesus Cristo havia uma foto do Pastor com sua senhora, e uma frase dizendo: Neste lugar há poder! Despolis não são idolatras. Afff
    Enfim, o povo deveria colocar no poder pessoas neutras e não pessoas que usam religião para adquirir poder.
    Chega disso

  • Lu diz: 2 de julho de 2013

    Pois é, Rodrigo. Eu já tinha lido o projeto, sim. E mesmo não sendo psicóloga (mas sendo profissional de saúde E convivendo com psicólogos e estudantes de Psicologia, e portanto ciente da opinião deles), não é necessário ser um grande especialista pra compreender o absurdo da situação proveniente de uma bancada que não perde nenhuma oportunidade em tentar se impor sobre um Estado LAICO.

    Vou copiar aqui uma compilação que eu já tinha escrito:

    ——————————————————————————————————

    Algumas pessoas precisam ler o texto que essa “democrática” e “libertadora” PDC quer suprimir. Os destaques em Caps Lock são meus:

    “Art. 3° – os psicólogos NÃO exercerão qualquer ação que FAVOREÇA A PATOLOGIZAÇÃO de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação COERCITIVA tendente a orientar homossexuais para tratamentos NÃO SOLICITADOS.

    Parágrafo único – Os psicólogos NÃO colaborarão com eventos e serviços que PROPONHAM TRATAMENTO E CURA das homossexualidades.

    Art. 4º – Os psicólogos NÃO se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a REFORÇAR OS PRECONCEITOS SOCIAIS existentes em relação aos homossexuais como PORTADORES DE QUALQUER DESORDEM PSÍQUICA”.

    Esse é o texto que querem suprimir. Em que momento existe “imposição de homossexualidade” ou “supressão de liberdade”? Não se impede um homossexual de buscar ajuda. Tudo o que se impede é que uma pessoa se utilize de seu diploma de Psicologia (“Dra.” Marisa Lobo, anyone?) para impor suas ideologias religiosas (o que já é antiético por si só; AINDA MAIS quando não solicitada).

    Cabe também postar um trecho do Código de Ética Profissional do Psicólogo:

    “Art. 1º São deveres fundamentais do Psicólogo:

    a) assumir responsabilidade somente por atividades para as quais esteja capacitado pessoal e tecnicamente”.

    Ora, se até mesmo o “digníssimo” presidente da CDHM, Pr. Marco Feliciano, afirma que “não existe cura para a homossexualidade”, então de fato não cabe ao psicólogo oferecer essa cura. Então por que essa resolução do CFP estaria agindo “contra” a liberdade profissional?

    Agora reflitamos: o próprio Conselho Federal de Psicologia e a imensa maioria dos profissionais da área (inclusive estudantes) que em tese “querem” essa liberdade REPUDIAM essa PDC. Os maiores interessados aparentemente são pessoas como o Dep. João Campos (que NÃO é psicólogo), e a Dra. Marisa Lobo, “psicóloga cristã” que não hesita em usar a própria formação para pregar a própria fé. O que, aliás, é proibido pelo próprio Código de Ética Profissional do Psicólogo:

    “Art. 2º Ao Psicólogo é vedado:

    [...]e) induzir a convicções políticas, filosóficas, morais ou religiosas, quando do exercício de suas funções profissionais”.

    Com a aprovação da PDC, quem seriam os grandes beneficiados? Os homossexuais? Certamente que não, pois se ele quiser ajuda, ele pode tê-la. A resolução não o PROÍBE de buscar “ajuda”. O dever do psicólogo é ajudar o paciente a se compreender melhor (e se ele passar a se aceitar como homossexual ou se perceber ser um “heterossexual confuso”, isso é SECUNDÁRIO, já que o papel do psicólogo NÃO É influenciar a orientação sexual do paciente).

    Os grandes beneficiados, na verdade, são “profissionais” como a Dra. Marisa Lobo, que finalmente terão a liberdade para pregar sua aversão à homossexualidade dentro de seus consultórios a pacientes em sofrimento psíquico. Além de pais que poderão submeter seus filhos menores de idade “transviados” à ação coercitiva de ditos “profissionais”.

    Consultório de Psicologia NÃO É lugar pra pregação! Se os próprios profissionais de Psicologia e o próprio Conselho se posicionam contra a PDC, por que insistiam nesse absurdo?

    P.S.: Uma ironia curiosa é que, no vídeo que o Pastor Feliciano postou “se defendendo da perseguição social’”, ele afirma que “quem fala em ‘cura gay’ é o próprio CFP”.

    Ou foi um problema grave de interpretação de texto, ou malícia pura e proposital. Afinal, relendo a Resolução, o que o CFP faz é JUSTAMENTE NEGAR a ideia de que a homossexualidade possa ser “curada”. E é JUSTAMENTE POR ISSO que essa Resolução proíbe os profissionais de oferecerem “tratamento”/”cura” para a homossexualidade.

    Curioso, né…

    ——————————————————————————————————

    Enfim, é isso. Se isso realmente foi arquivado, só posso ficar feliz. Só que, infelizmente, já sei que logo essa turminha vai aprontar mais uma (aliás, já estão aprontando. Mas isso é outra história…).

  • Luciana diz: 2 de julho de 2013

    Para constar:

    Quando uma pessoa homossexual procura um psicólogo por conta de sua sexualidade, geralmente, sua angústias NÃO giram em torno de:

    - como faço para “virar” heterossexual.

    Quando uma pessoa homossexual procura um psicólogo por conta de sua sexualidade, geralmente, sua angústias giram em torno de:

    - como assumir publicamente minha homossexualidade em uma sociedade que não aceita e não compreende tal condição;

    - assumindo minha homossexualidade, como lidar com pessoas que:
    a – vão usar minha homossexualidade como motivo de piada;
    b – vão usar minha homossexualidade como motivo para me diminuir como pessoa;
    c – vão usar minha homossexualidade como motivo para me diminuir como profissional;
    d – vão usar minha homossexualidade para me agredir verbalmente e, muitas vezes, até fisicamente;
    e – vão usar minha homossexualidade para agredir verbalmente meus pais;
    f – vão usar minha homossexualidade para defender que não tenho os mesmo direitos que um heterossexual, como o direito de me casar com quem eu amo e o direito de adotar um filho;
    Vou parar por aqui, mas tem muitas outras situações difíceis que um homossexual enfrenta simplesmente por conta de sua orientação sexual..

    Entendam… geralmente um homossexual precisa de um psicólogo para saber como reagir a problemas que pessoas ignorantes trazem à vida dele!! Sem tanta ignorância e preconceito, eles poderiam viver mais felizes, sem tantos questionamentos e em paz!!

  • Robson diz: 2 de julho de 2013

    Acho que as pessoas deveriam se informar melhor antes de querer vir dar opiniões infundadas sobre algo que não conhece. Se você não entende de psicologia, simplesmente não tente falar sobre! Estude! Informe-se!
    E se você quiser falar sobre algo científico, vá atrás disso, leia artigos publicados em revistas confiáveis. Não construa sua opinião em cima de algo que você ouviu uma pessoa ou outra dizendo por aí, muito menos em cima de algo que o seu pastor disse na igreja, visto que este jamais terá conhecimento científico, pois se o tivesse, não estaria dentro de uma igreja. Ou então, simplesmente não queira se meter nos assuntos da ciência.

    Acho um absurdo isso, tanta atrocidade acontecendo em nosso país. Tanta gente assaltando e matando pessoas inocentes, trabalhadoras. Gente estuprando e abusando de crianças. A educação no nosso país é de péssima qualidade. Tanto coisa necessitando de uma atenção especial, e essa bancada evangélica (coisa absurda) querendo intervir em algo que nem lhes diz respeito, sobre o qual nem possuem conhecimento, apenas por um capricho, por egoísmo.

    Na boa, uma proposta como esta é tão sem sentido e tão infundada que ou eles só podem estar querendo ser tratados, por serem um bando de enrustidos. Por qual outro motivo eles iriam querer mexer nas resoluções do CFP para autorizar psicólogos a “tratar” homossexuais, visto que eles os repudiam, e os dizem pecadores? Ou seja, está claro que eles não morrem de amores pelos homossexuais. Estão querendo impor suas crenças a um país que se diz laico, mas até onde vai essa laicidade, visto que os próprios políticos utilizam de princípios cristãos para tomar suas decisões?

  • Pedro Roberto diz: 2 de julho de 2013

    Fico me perguntando se não seria melhor as pessoas se preocuparem mais com as crianças que estão passando fome, sem educação, sem família e tantos outros sofrimentos causados pela ganância humana, em vez de se preocuparem com quem as pessoas estão fazendo sexo, amando ou experimentando uma maneira de encontrar a felicidade. Tão óbvio que o caráter da pessoa é mais importante e que isso não depende da orientação sexual, cor ou gênero. Tão bom seria se as pessoas limpassem seus próprios quintais, regassem seus próprios jardins, separassem seus lixos e acariciassem afetuosamente o próximo, com as mãos limpas e o coração aberto, independente de religião e credo, apenas explorando o que é natural e melhor do ser -humano.

  • Jones Luppi Batista diz: 2 de julho de 2013

    Li todos os posts acima. O que vi de pessoas desinformadas comentando e criticando o que absolutamente nada entendem é uma situação lastimável.
    Primeiro: Comentam o que leem no facebook ou outros quetais;
    Segundo: Falam que é alteração da constituição (quanta ignorância!);
    Terceiro: Quase nenhum dos comentaristas leu o texto do Projeto de Decreto Legislativo nº 234/2011 do Deputado João Campos e, se o leram, faltou-lhe entendimento para compreender do que se trata;
    Quarto: O termo “Cura Gay” foi criminosa e propositalmente colocado no projeto para captar antipatia social e gerar caos no pensamento dos menos interessados em conhecer o que comentam e postam seus comentários preconceituosos e raivosos contra evangélicos, chegando a citá-los como “cambada”;
    Quinto: Quem já viu um grupo evangélico promover balbúrdias ou ações delituosas e desrespeitosas, de fato?
    Sexto: Discordar da prática homossexual ou de suas pregações é homofobia. Vão estudar o que é, verdadeiramente, homofobia;
    Sétimo: É por pessoas incapazes de pensar ou cheias de preconceito e más intenções que os assuntos sérios se tornam avacalhados, ação notória no meio dos ativistas gays;
    Oitavo: Veja-se o apelido que foi dado ao estatuto do nascituro, por exemplo: “BOLSA EST UPRO”. É ou não é um absurdo?!
    Poderia listar aqui centenas de motivos, mas faço só uma recomendação:
    ANTES DE POSTAR TEXTOS PRECONCEITUOSOS (SEJA DE QUE NATUREZA FOR!), TOME CONHECIMENTO ANTES DOS FATOS. NÃO SEJA UM “INOCENTE ÚTIL” NAS MÃOS DE SINDICALISTAS PROFISSIONAIS QUE VIVEM A TENTAR MANOBRAR A VIDA DE DESAVISADOS COMO VEMOS TANTOS NESTA MATÉRIA.

  • Fritz diz: 2 de julho de 2013

    MAIS UM ATO DE PURA COVARDIA DA BANCADA EVANGÉLICA:
    Depois que deputados entregaram hoje à tarde (2/julho/2013) o requerimento de urgência para votação do alucinado PDC 234/2011 (“Cura Gay”), quando a matéria teria sua tramitação e votação aceleradas, com a maciça rejeição e derrubada do projeto, o deputado João Campos, autor da maluquice, e que foi ferrenhamente apoiado pelo pastor Feliciano, decidiu simplesmente arquivar a proposta.

    Assim, num gesto covarde, mesquinho e anti-democrático, por medo da maciça derrota que o seu projeto teria, a Frente Parlamentar Evangélica resolveu retirar o projeto de pauta e arquivá-lo quase agora (17:00 horas)

    Isso não é para comemorarmos, pois o ideal seria a clara desse PDC 234/11. Isso iria acontecer amanhã e seria o correto. Mas o medo da Bancada Evangélica foi maior que o espírito democrático e, covardemente arquivaram o que tanto queriam. Vejam quanto esforço e dinheiro público foram gastos com esse projeto, que passou dois anos tramitando, envolvendo muita gente, para terminar arquivado por medo de derrota. A bancada evangélica joga dinheiro nosso no lixo e se mostra incapaz de representar o povo.

  • Priscila Susan diz: 2 de julho de 2013

    É o retorno do Estado laico, além da não intervenção dos políticos na ceara da ciência.

  • caue_fonseca diz: 2 de julho de 2013

    O projeto foi retirado, logo pode ser reapresentado, sim, em outra oportunidade.

    Abraço!

  • Alex diz: 2 de julho de 2013

    oh, povo ignorante, os psicólogos podem sim tratar homossexuais que estejam passando por algum transtorno por ser gay, só não podem é dizer que homossexualismo é doença ou querer tratar um homossexual como se fosse curá-lo de sua orientação sexual. Os psicólogos vão ajudar a pessoa a ser aceitar e ver que a homossexualidade não é nada mais de que uma das variantes da sexualidade.

  • Luis Carlos de Sales Pinto diz: 2 de julho de 2013

    Infelismente um projeto tão racista e desnecessário sair de um mandato de um parlamentar que diz que é pastor! Nunca vi tanta ignorância e preconceito!

  • Eduarda Sokolov diz: 2 de julho de 2013

    Incrível, porque aquele que comentou ser ridículo o “arquivamento” da “cura gay” não diz o nome, posta anônimo… Retirar tal parágrafo, dá margem ao incentivo ao preconceito, além de possíveis futuras internações. E como psicóloga afirmo, que qualquer paciente homossexual ou não tem a liberdade para falar sobre seus medos e dúvidas em relação a sua sexualidade. O que não é admitido, é tratar a homossexualidade como doença a fim de tratamento para cura. O que está no parágrafo citado.

  • pedro de lara diz: 2 de julho de 2013

    Quanta energia mandada pelo ralo.
    Tá loco.
    Deveria haver uma Comissão de Notaveis no congresso para impedir que bobagens prosperassem e fossem levadas a votação e outras tantas cuja finalidade basica é
    emperrar os trabalhos controversos.
    Mas falar disso em meio a tantas desse congresso desgraçado é falar de gotas em meio ao oceano.
    Eu sei disso. Desculpa.

  • Marcus Félix diz: 2 de julho de 2013

    A orientação sexual não e escolha, ou nascemos hetero, homo ou bissexual. Seremos durante toda vida assim. O que o psicólogo vai fazer e nos ajudar viver com essa realidade, e só. Homossexualismo e doença termo não mais aceito pela comunidade cientifica.O correto e homossexualidade.

  • romulo diz: 2 de julho de 2013

    Como o fazer política neste país é algo ridículo. Após todo este alarde e protestos da população o tal projeto irá para a gaveta sem nem muita satisfação, simples assim. Algo do tipo como entrou, saiu. Isso apenas nos mostra o quanto incompetentes e irracionais nossos representantes são. Transparência e competência são coisas que sonhamos em ver na política brasileira.

  • Eduardo diz: 2 de julho de 2013

    Homossexualidade ou heterossexualidade não é opção, é condição. Isso já foi provado cientificamente. Ninguém “escolhe” ser homossexual, ou heterossexual apenas é e pronto. Tanto que faz parte da resolução do conselho federal de psicologia, pois é uma questão BIOLÓGICA, e não religiosa, moral, ou comportamental. Eu realmente espero que a tal de “bancada evangélica” não cresça mais, caso contrário estaríamos tomando passos perigosos rumo a um Estado governado por diretrizes puramente religiosas – coisa que ocorre em países como Irã, Afeganistão, Arábia Saudita, e que ocorria em países da Europa medieval.

  • Josué Silva diz: 2 de julho de 2013

    Essa discussão é desnecessária, pois ela agride a livre escolha dos indivíduos, todos sabemos que o homem, nasce macho e fêmea, e que sexualidade e uma escolha do indivíduo, e que a sexualidade é difundida na puberdade, todos sabemos disso. Sou a favor que cada indivíduo escolha sua opção sexual, o que sou contra é que os gays se manifestem pressionando grupos políticos e privados para liberarem através de leis direitos para colocarem isso em matérias populares em instituições de ensino, pois, como eu disse a sexualidade é difundida na puberdade… Pois se isso ocorrer, toda a população de indivíduos irá se degradar por causa da sodomia, aí será o fim da raça humana!!!

  • Kayron Lobo diz: 2 de julho de 2013

    Ele retirou pq já sabia da derrota massacradora no plenário. Saiu com o rabinho entre as pernas.

    Receebaaa!

  • Renan diz: 3 de julho de 2013

    Hahaha!!!
    Acabou os 15 mins. de fama do Sr Feliciano.
    Vai ciscar em outro galinheiro, sua boneca!!!!!

  • Frank diz: 3 de julho de 2013

    IDIOTAS que acreditam nas justificativas do Feliciano: homossexuais podem ser tratados psicologicamente e estudos na áreas são permitido, o problema da “cura gay” é que retira um parágrafo importante, permitindo que o psicólogo (provavelmente evangélico) tome medidas drásticas para reverter a sexualidade da pessoa e isso fere a ética psicológica, além de gerar mais preconceito pois haverão SIM pessoas vendo gays como doentes.

    E o exemplo que deram da Daniela Mercury foi ridículo, pois ela não se tornou gay, ela assumiu!

  • Rosaura diz: 3 de julho de 2013

    Pimeiro esse senhor, ironicamente no cargo de Presidente da Comissão de Direitos Humanos, expõe um vídeo explicando que ele não era autor do projeto, tentando limpar sua barra ou amenizar a sua fama de homofóbico. Agora diz que vai voltar com o projeto em nova versão, em 2015… Grande parte da sociedade é homofóbica (muita gente não declara isso – são os homofóbicos inrustidos) mas, felizmente, a maioria vence e até lá, quem sabe alguns gays enrustidos que acham que precisam de “tratamento” já tenham saído do armário e o projeto nem entre…

  • Eliézer diz: 3 de julho de 2013

    E muitos blá blá blá

  • Reinaldo Guedes Machado diz: 4 de julho de 2013

    Embora o Conselho de psicologia esteja certo em não permitir tratamentos que prometem a “cura Gay”, sobretudo porque muito adolescente seria obrigado a submeter-se a falsos tratamentos, algumas igrejas ganhariam dinheiro com isso, além de difundir-se entre os ignorantes a ideia de que homosexualismo é doença produzindo discriminação e baixa estima entre os homosexuais; eu diria que:
    “Cura Gay” existe e se realiza espontaneamente. É quando esse e outros pastores assumem sem culpa seus desejos homossexuais e se curam da homofobia.

  • rodrigo diz: 6 de julho de 2013

    SE O PENHOR DESSA IGUALDADE
    As leis estão aí para apoiar, manter a ordem e organizar a sociedade, e não para condenar quem é pobre, rico, homossexual ou heterossexual. Todos nós somos inocentes até que se provem o contrário, somos todos iguais perante a lei de Deus e dos homens.

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